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Políticas

Inscrições abertas para mestres, contramestres, professores, instrutores, pesquisadores e praticantes da Capoeira!

Jamile Menezes

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A partir desta sexta-feira (13), estão abertas as inscrições para o Prêmio Capoeira Viva Salvador – Ano II, da Fundação Gregório de Mattos (FGM), que visa fomentar e apoiar ações de fortalecimento e valorização da Capoeira realizadas em Salvador.

O Prêmio vai contemplar mestres, contramestres, professores, instrutores, pesquisadores e praticantes da Capoeira, bem como representantes de grupos culturais de Capoeira não formalizados, que sejam domiciliados ou sediados em Salvador há pelo menos dois anos. As inscrições seguem até o dia 27 de agosto e devem ser feitas pelo site (clique aqui).  

Serão premiadas 09 (nove) propostas de R$20.000,00 (Vinte Mil Reais) e classificadas até 05 (cinco) propostas suplentes. A prioridade será para projetos que contemplem ocupação criativa de espaços não convencionais, como praças públicas, parques, ruas e museus da cidade do Salvador, salvo insuficiência de demanda e/ou inadequação aos critérios de avaliação e seleção estabelecidos neste edital. As propostas deverão ter execução, desde a pré-produção, prevista para o período compreendido entre 1º de dezembro de 2018 até 30 de julho de 2019.

SERVIÇO:

Prêmio Capoeira Viva Salvador – Edital 006/2018 FGM

De 13 de julho a 27 de agosto

Inscrições: www.capoeiravivasalvador.salvador.ba.gov.br

Informações: capoeiravivasalvador@salvador.ba.gov.br

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Políticas

Terreiro do Bogum agora é Patrimônio Cultural da Bahia

Jamile Menezes

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O Terreiro Zoogodô Bogum Malê Hundó, um dos mais antigos e representativos templos de candomblé da tradição Jeje-Mahi na Bahia, foi tombado como Patrimônio Cultural da Bahia.

Localizado no bairro do Engenho Velho da Federação, em Salvador, o Terreiro do Bogum é reconhecido por sua relevância histórica, religiosa, cultural e social. Fundado no século XVIII, por volta de 1719, o terreiro é considerado uma das mais importantes referências da tradição Jeje no Brasil e um dos principais espaços de preservação dos saberes, práticas e valores herdados dos povos Fõ e Mahi, originários da região do atual Benim, na África Ocidental.

O tombamento reconhece o valor excepcional do terreiro para a preservação do patrimônio afro-brasileiro e da memória da população negra na Bahia. Além de seu papel religioso, o Bogum se consolidou historicamente como espaço de resistência cultural diante da perseguição às religiões de matriz africana e da repressão sofrida pelas comunidades negras ao longo dos séculos.

Outros pontos históricos também reforçam sua importância: pesquisas históricas apontam a relação do Terreiro do Bogum com a Revolta dos Malês, em 1835. O espaço teria servido como ponto de encontro para lideranças do movimento, além de local de guarda de recursos destinados à insurreição; além da formação do bairro do Engenho Velho da Federação.O Bogum contribuiu para a ocupação histórica da região, hoje reconhecida como um quilombo urbano pela forte concentração de terreiros de candomblé e pela permanência de práticas culturais afro-brasileiras.

O Terreiro do Bogum preserva uma das mais antigas tradições religiosas de matriz africana existentes no país. Diferentemente da tradição Ketu, voltada ao culto dos orixás, a nação Jeje-Mahi tem como centro de sua cosmologia os voduns, divindades originárias do antigo Reino do Daomé.

Ao longo de mais de três séculos, o terreiro manteve vivos rituais, celebrações, conhecimentos ancestrais e a língua litúrgica éwé-fon. Sua territorialidade sagrada reúne edificações, árvores consagradas, espaços naturais e práticas religiosas.

Fotos: Terreiro  Zoogodô Bogum Malê Hundó/Divulgação

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Cultura

Roberta Rodrigues é homenageada no Prêmio Maria Felipa

Kelly Bouéres

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Divulgação
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A comunicóloga Roberta Rodrigues foi uma das homenageadas da 17ª edição do Prêmio Maria Felipa, realizada no último sábado (25), no Centro de Cultura Vereador Manuel Querino, na Câmara Municipal de Salvador. Conduzida pela vereadora Ireuda Silva, a solenidade reconheceu mulheres com trajetórias de destaque na defesa dos direitos humanos, no enfrentamento ao racismo e ao machismo e na valorização do protagonismo feminino.

Emocionada ao receber a honraria, Roberta destacou a importância das pessoas que fizeram parte de sua trajetória pessoal e profissional. “Ninguém constrói nada sozinho”, afirmou. Durante o discurso, dedicou o reconhecimento ao filho, à mãe, aos irmãos, sobrinhos e amigos que a acompanharam ao longo de sua caminhada, além de prestar uma homenagem à memória do pai, lembrado como um de seus grandes incentivadores.

Roberta também aproveitou o momento para deixar uma mensagem às mulheres, especialmente às mulheres negras, sobre a importância de ocupar espaços, buscar referências e abrir caminhos para as novas gerações.

“Que elas nunca desistam dos sonhos delas, que sempre procurem inspirações em outras mulheres, principalmente as mulheres negras, e procurem sempre se aprimorar e inspirar também as próximas gerações”, declarou.

A 17ª edição do Prêmio Maria Felipa integrou as celebrações pelo Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha e pelo Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. Além de Roberta Rodrigues, foram homenageadas Cristiane Santos Oliveira, Barbara Hannelore, Márcia Moreira, Anailza Meirelles, Anatalina Lourenço, Cecília Queiroz, Isaura Genoveva, Mariane Sotero e Laís Cunha.

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Políticas

Julho das Pretas reforça luta antirracista

Kelly Bouéres

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O Julho das Pretas, campanha que mobiliza organizações, coletivos e movimentos sociais em todo o Brasil, ganha ainda mais relevância neste ano ao reforçar a necessidade de ampliar o debate sobre os direitos das mulheres negras, os desafios enfrentados na diáspora e a urgência de pautar a saúde e a qualidade de vida dessa população.

Para a consultora em relações étnico-raciais e de gênero Tainara Ferreira, o mês representa, além de uma celebração da identidade negra feminina, um período de denúncia das desigualdades estruturais e de construção de estratégias para garantir que as mulheres negras tenham direito ao Bem Viver, enfrentando os impactos do racismo, do sexismo e da xenofobia.

“O Julho das Pretas nos convoca a olhar para as mulheres negras como o verdadeiro motor da transformação social, mas exige também que a sociedade pare de romantizar a nossa exaustão. É tempo de referendar nossas trajetórias e denunciar as violências estruturais, mas também de reivindicar o nosso direito de existir com qualidade. A nossa luta não tem fronteiras, até porque o racismo e a colonialidade se reorganizam globalmente para tentar nos manter no lugar da subalternidade”, destaca.

Segundo Tainara, o conceito de diáspora precisa ser compreendido para além do deslocamento geográfico, envolvendo também as experiências compartilhadas por populações negras que enfrentam diferentes formas de discriminação em diversos países.

“Falar de diáspora é falar de populações que carregam em si saberes ancestrais e tecnologias de resistência, mas que também compartilham atravessamentos muito duros, como o racismo institucional, a xenofobia e a sobrecarga de trabalho. Por isso, construir redes transnacionais de solidariedade e de afeto político é uma urgência para a nossa sobrevivência.”

Ao longo de julho, organizações negras promovem debates, atividades culturais e ações de incidência política chamando atenção para temas como violência de gênero, equidade racial, acesso à educação, saúde integral e justiça social.

Para Tainara Ferreira, ampliar esse debate é fundamental para que a sociedade avance na construção de políticas públicas efetivas que garantam não apenas a sobrevivência, mas a dignidade plena.

“Nós sobrevivemos diariamente a múltiplas violências geradas pelas hierarquias de raça e gênero, e a sociedade precisa entender que o nosso bem-estar passa, obrigatoriamente, pelo direito ao descanso remunerado, pela saúde física e mental e pela qualidade de vida. O Julho das Pretas é um chamado contínuo para que o Estado e as instituições assumam suas responsabilidades. Nós não queremos ser reconhecidas apenas pela nossa capacidade de suportar a dor; nós exigimos políticas públicas que nos garantam o direito ao Bem Viver.”

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