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Políticas

Governo da Bahia muda nome de escola Victor Civita para Mestre Môa do Katendê!

Jamile Menezes

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Através de portaria publicada nesta quarta-feira (17), o secretário de Educação do Estado da Bahia, Jerônimo Rodrigues Souza, mudou o nome do Colégio Estadual Victor Civita para Colégio Estadual Mestre Môa Do Katendê. A escola fica na capital baiana, no bairro do Dique Pequeno, e  a mudança atende a uma solicitação da comunidade escolar, dos moradores do Engenho Velho de Brotas e do movimento negro.

 O mestre de capoeira e militante da cultura negra Romualdo Rosário da Costa, de 63 anos, conhecido como Moa do Katendê, foi esfaqueado e morto em um bar, em outubro do ano passado, na região do Dique do Tororó, em Salvador. O crime aconteceu logo após o capoeirista ter uma discussão sobre política com, segundo postagem de amigos e alunos nas redes sociais, “um eleitor do fascista ‘coiso’”, se referindo ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL).

Em nome da família do Mestre Moa, a sobrinha Renilda Costa, falou sobre a mudança. “A homenagem circulou rápido, todo mundo nos parabenizando. Estamos muito felizes e vibrando com isto que, para nós, tem um significado enorme pela importância que foi meu tio, não só para a comunidade local, mas para todo o país. É um orgulho danado ter a escola onde estudaram tantos parentes, filhos e sobrinhos com o nome dele. Sou muito grata à diretora da unidade escolar, Rodrenice Borges, e à Secretaria da Educação pela sensibilidade de atenderem ao pedido da comunidade”, declarou Renilda, emocionada.

A sua morte causou grande comoção mundial. O ex-Pink Floyd, Roger Waters, homenageou o capoeirista Moa do Katendê em sua apresentação em Salvador, na Arena Fonte Nova. Uma imagem no telão mostrou mestre Moa. O cantor foi ovacionado pela plateia. O cantor e compositor baiano gravou, na época, uma canção em homenagem ao capoeirista.

A diretora Rodrenice falou com entusiasmo sobre a mudança do nome da escola para Colégio Estadual Mestre Moa do Katendê. “Estou radiante, feliz demais. Ao contemplar uma solicitação da comunidade, a Secretaria da Educação está valorizando a mesma e enaltecendo a questão do pertencimento. Moa foi uma pessoa muito querida de todos nós e ele tinha uma ligação especial com o nosso colégio. Tanto que pouco tempo antes de morrer, ele veio aqui na escola para oferecer dar aula de capoeira gratuita para os estudantes. O colégio é um patrimônio dos estudantes e ao serem atendidos contribui para que eles se sintam ainda mais respeitados. Nossa unidade está passando por uma reforma geral, depois de 20 anos de existência, e isto também vai somar para a melhoria do ensino e aprendizagem”, ressaltou.

Mestre Moa do Katendê

 Mestre Moa do Katendê foi um compositor, percussionista, artesão, educador e mestre de capoeira brasileiro. Considerado um dos maiores mestres de capoeira de Angola da Bahia, começou a praticar capoeira aos oito anos de idade, no terreiro de sua tia, o Ilê Axé Omin Bain. Foi campeão do Festival da Canção do bloco Ilê Aiyê em 1977. Promoveu o afoxé, fundando em 1978 o Badauê, e em 1995 o Amigos de Katendê. Defendia um processo de “reafricanização” da juventude baiana e do carnaval, seguindo as propostas de Antonio Risério.

Victor Civita

 Victor Civita, que dava o nome anterior ao colégio, foi um empresário que fundou a Editora Abril, que publica, entre outras a Revista Veja.
Originado da Revista Fórum
Com informações da SEC

Políticas

Deputada Olívia Santana denuncia abordagem policial sofrida em Salvador

Jamile Menezes

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A deputada estadual do PCdoB, Olívia Santana, relatou em suas redes sociais uma abordagem policial violenta sofrida por ela e sua equipe, na última quarta-feira, Dia do Trabalhador,  no bairro do Vale das Pedrinhas, em Salvador. A parlamentar frisou que a abordagem foi “completamente inadequada, daquelas que o nosso povo sofre todos os dias. É preciso garantir urgentemente câmeras nas fardas dos policiais”, disse a deputada.

Confira o vídeo com o relato:

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Memória

Clarindo Silva receberá Medalha do Mérito Cultural da Câmara

Amanda Moreno

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Clarindo Silva comemora 82 anos com show na Cantina da Lua
Clarindo Silva receberá Medalha do Mérito Cultural da Câmara

Clarindo Silva receberá Medalha do Mérito Cultural da Câmara. Clarindo Silva, renomado jornalista, escritor, poeta, compositor, agitador cultural, ícone da cultura baiana,  receberá no próximo dia 16 de abril, às 19h, a Medalha do Mérito Cultural, uma honraria concedida pela Câmara dos Vereadores de Salvador. O proponente da homenagem é o vereador Edvaldo Brito, que destacou a importância de Clarindo Silva como um dos principais promotores culturais e defensores do Pelourinho e da tradição africana.

Sua contribuição para a cultura soteropolitana é inestimável, e a Medalha do Mérito Cultural é uma forma de reconhecer e celebrar todo o seu legado. Quando perguntado como essa homenagem o faz se sentir, Clarindo Silva deixou claro:

“Modéstia à parte, acho que é um estímulo. Cada vez que eu recebo uma homenagem eu me sinto fortalecido pra continuar essa luta de mais de 50 anos. Porque você imagina segurar a bandeira de um lugar como o Pelourinho, que é altamente sazonal, aonde você vê mil e tantos prédios arruinados, e não arredar o pé. Eu acho que essa iniciativa do vereador Edvaldo Brito, e da própria Câmara dos Vereadores, renova meus ânimos.”

Conhecido também como Mestre Calá, Clarindo Silva possui um extenso currículo de reconhecimentos e honrarias. Além da Medalha do Mérito Cultural, que ele receberá, ele ostenta o título de Doutor Honoris Causa pela Université Libre des Sciences de L’Homme de Paris e a Comenda da Cultura e das Artes pela Universidade das Américas.

Na Bahia, recebeu as mais importantes honrarias, como a Medalha Tomé de Souza, a Comenda Maria Quitéria e a Comenda Zumbi dos Palmares. A entrega da Medalha do Mérito Cultural a Clarindo Silva será um momento de emoção e reconhecimento, não apenas para ele, mas para toda a comunidade cultural de Salvador.

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Políticas

Instituto A Mulherada convida Denice Santiago pra diálogo sobre violência doméstica

Amanda Moreno

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Denice Santiago participa de roda de diálogo sobre violência doméstica

O Instituto A Mulherada convida a Tenente Coronel Denice Santiago para roda de diálogo sobre “Violência doméstica e familiar contra as mulheres: avanços e superações”.

O evento integra o projeto “Tambores pelo Fim da Violência – Tocar Pode Bater Não”, nos Territórios Criativos do Centro Histórico de Salvador. Com o projeto, o Instituto utiliza a música, a arte como instrumentos de conscientização e empoderamento para combater a violência doméstica e familiar contra mulheres, além de promover sua inclusão no mercado de trabalho.

Este projeto foi contemplado pelo edital Territórios Criativos, com recursos financeiros da Fundação Gregório de Mattos, Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, Prefeitura de Salvador e da Lei Paulo Gustavo, Ministério da Cultura, Governo Federal.

Sobre Denice

Denice Santiago Santos do Rosário, mais conhecida como Major Denice Santiago, é uma policial militar e psicóloga brasileira filiada ao Partido dos Trabalhadores (PT).

Santiago foi a criadora da Ronda Maria da Penha, um programa da Polícia Militar da Bahia. Candomblecista, ela é reconhecida por suas ações pioneiras de combate à violência doméstica e ao racismo e pela promoção do feminismo.

SERVIÇO

Local: MUNCAB – Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira

Dia 11 de março de 2021

Horário: das 14 às 17 horas.

Entrada gratuita mediante convite no sympla: https://www.sympla.com.br/evento/roda-de-dialogos-tema-violencia-domestica-e-familiar-contra-as-mulheres-avancos-e-superacoes/2374112

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