Connect with us

Teatro

Sob as Tetas da Loba segue em cartaz no Teatro Martim Gonçalves até o dia 02 de junho

Avatar

Publicado

on

 

Sob as Tetas da Loba

Foto: Divulgação

Sob as Tetas da Loba é comandado pelo encenador, ator e dramaturgo, Paulo Cunha, que tem espetáculos com destaque nos palcos e premiações de Salvador. A obra é a 54ª produção da Companhia de Teatro da UFBA e segue em cartaz até o dia 02 de junho, de quarta a domingo, no Teatro Martim Gonçalves, com entrada gratuita.

A montagem é uma junção de quatro textos do autor Jorge Andrade, sendo eles: Senhora na Boca do Lixo (1963), A Zebra (1978), A Loba (1978) e Milagre na Cela (1973). Cunha conta que sua paixão pelo artista começou quando dirigiu “As Confrarias” – vencedor de três Prêmios Braskem, em 2015 – e decidiu que gostaria de se aprofundar no material de Andrade. “Elas são peças com estilos e timings muito diferentes, apesar da temática central ser semelhante. Esse desafio estético, junto com o fascínio pelo dramaturgo, foram os elementos que me moveram antes e durante o processo”.

Empregando múltiplos modos de escrita, mas com um olhar voltado para o contexto sociopolítico de sua época, de acordo com a professora doutora e pesquisadora Catarina Sant’Anna, Jorge Andrade possuía uma proposta de trazer uma arte que pudesse contribuir para a História e para a sociedade. Ainda de acordo com Sant’Anna, há uma atualidade nas discussões pautas em sua escrita, com temáticas que podem ser discutidas e refletidas à luz do século XXI, por exemplo.

“O texto coloca em voga essa classe de poderosos, que só enxergam eles mesmos. É uma realidade que nos assola constantemente. Por isso, a peça traz essa atualidade tão fortemente”, explica a atriz Vica Hamad.

Ela integra o elenco desde o início do projeto, em setembro de 2018, e considera instigante o clima de cada ensaio vivenciado. A intérprete revela que está ansiosa para estreia, principalmente pela importância que vê na Companhia de Teatro da UFBA, projeto de extensão da Universidade. Dentro deste espaço que Sob a Tetas da Loba está ocupando, ela acredita que o mais relevante é esta troca constante da direção, do elenco, da troca entre a comunidade externa e interna da Faculdade de Teatro.

Todo este potencial artístico da Companhia e da equipe foi visto pelo produtor Victor Gonçalves. “Paulo é um diretor minucioso em seu trabalho e acompanhar de perto todo o processo, tem me feito amadurecer o pensamento teatral”. O jovem empresário pensa que este tipo de investimento do governo é essencial para a formação de plateia e que ainda é necessário se caminhar muito mais para que se possa continuar levando os melhores resultados possíveis para o público.

SERVIÇO

O quê: Sob as Tetas da Loba
Quando: Até 02 de junho (quarta a sábado às 19h, domingo às 18h)
Onde: Teatro Martim Gonçalves – Rua Araújo Pinho 292, Canela
Classificação: 16 anos
Quanto: gratuito

Teatro

Espetáculo ‘Nó’ estreia no Teatro Sesi Casa Branca

Amanda Moreno

Publicado

on

Espetáculo 'Nó' estreia no Teatro Sesi Casa Branca
Espetáculo 'Nó' estreia no Teatro Sesi Casa Branca (Foto: Vanessa Aragão)
Espetáculo ‘Nó’ estreia no Teatro Sesi Casa Branca. O espetáculo teatral inédito estará em cartaz de 19 a 28 de abril, a partir das 19h, no Teatro Sesi Casa Branca, no Caminho de Areia. Com ficha técnica formada por uma equipe majoritariamente negra, a peça que fala sobre as dores de famílias da periferia é de autoria de Gildon Oliveira, vencedor do Prêmio Braskem de 2023, direção de Mirian Fonseca e atuações de Heraldo de Deus e Iana Nascimento.
A trama mostra o cotidiano de Célia (Iana Nascimento) e Sebastião (Heraldo de Deus). Um casal como tantos outros em uma casa como tantas outras, mas com uma ausência que diferencia tudo. Um lugar na mesa que nunca mais será preenchido pelo seu filho Emanuel. Célia e Sebastião já não têm muito, mas continuam apesar de tudo. Amparados um ao outro e a esperança de algum tipo de conforto, de mudança, de justiça, Célia e Sebastião precisam continuar a luta para que outros pais negros não continuem passando pelas mesmas dores.
Para o dramaturgo Gildon Oliveira, a narrativa é constantemente estampada nas manchetes de jornais. “Nada é novo. Infelizmente. Nó é uma provocação e um alerta. Arte que questiona uma sociedade acostumada e estruturada no racismo desde sempre. É necessário pensar no que vem depois e naqueles que continuam apesar da tragédia, afirmou. Espetáculo ‘Nó’ estreia no Teatro Sesi Casa Branca.
O ator Heraldo de Deus considera o projeto “um desafio”, por dar vida a um personagem tão representativo. “Nó é daqueles grandes desafios que aparecem na nossa vida. Viver as nuances de um personagem tão real e tão próximo de mim com certeza é o tipo de reflexão que sigo propondo enquanto artista”, destacou.
A diretora do espetáculo considera Nó “um grito preso na garganta de quem luta para expressar a dor sem torná-la comum”. Mirian Fonseca considera a peça muito mais do que um simples espetáculo. “Durante uma performance em 2021, na qual compartilhei um chá virtual sobre perdas e lutos, ouvi a história de um senhor que perdeu seu filho. Na figura de Sebastião, vi refletida a angústia de um homem incapaz de liberar os nós que sufocam sua dor. Sem dúvidas, esse espetáculo é a experiência mais bonita da minha carreira como diretora até agora. Pois me pego às vezes querendo interromper o ensaio para abraçar Célia e Sebastião, e chorar junto com eles”, relatou.
Já Iana Nascimento avalia que “Nó” é um dos maiores desafios enquanto atriz. “Uma personagem muito forte, que representa uma luta, que clama por justiça. Uma mulher densa, com muitas nuances, camadas, que carrega uma das dores mais difíceis de viver”, avaliou. A equipe do espetáculo conta, ainda, com nomes como Gideon Rosa, Mariana Freire e Jonatas Raine na preparação de elenco, Milena Pitombo na luz, Erick Saboya no cenário, Hanna Gomes no design, Anthea Xavier no figurino, Negro Du na assistência de direção e Jarbas Bittencourt na trilha sonora.
Continue Reading

Audiovisual

Coletivo Meio Tempo promove espetáculos e oficinas em Salvador

Amanda Moreno

Publicado

on

Coletivo Meio Tempo promove espetáculos e oficinas em Salvador
Coletivo Meio Tempo promove espetáculos e oficinas em Salvador (Foto: Adeloyá Ojú Bará)

Coletivo Meio Tempo promove espetáculos e oficinas em Salvador. Uma verdadeira caravana cultural! Assim é definido o projeto Caravana do Meio Tempo que vai ocupar várias comunidades da capital baiana com apresentações de espetáculos, além de oficinas de teatro e audiovisual. As ações coordenadas pelo Coletivo Meio Tempo serão realizadas nos meses de abril, maio e junho, nos espaços Boca de Brasa localizados na periferia de Salvador (Subúrbio 360º, em Vista Alegre; no Boca de Brasa, em Cajazeiras; e no SESI Casa Branca, na Cidade Baixa).

O grupo foi contemplado no edital Gregórios – Ano III e vai apresentar os espetáculos O Contentor – O Contêiner; Boquinha… e assim surgiu o mundo e Esqueça. O cronograma do projeto também inclui duas oficinas de Teatro e Vídeo, voltadas para jovens e adolescentes que residem nestas localidades. As oficinas temáticas EU – documento do mundo e Criando com Celular mudarão a cada semana, de acordo com o espetáculo a ser apresentado.

Após a realização das atividades, o grupo já tem previsão de uma montagem e uma temporada de doze apresentações de um espetáculo teatral, pensado para o Teatro Gregório de Mattos, prevista para o segundo semestre. Baseado no livro Monocontos – Histórias para Ler e Encenar do roteirista, diretor e dramaturgo Elísio Lopes Jr., a proposta é reunir quatro atrizes pretas. Com direção de Ridson Reis, as sessões contarão com tradução em libras, e ingressos destinados a estudantes de escolas públicas.

Durante toda a temporada, as atividades do projeto Caravana do Meio Tempo serão totalmente gratuitas e contarão com tradução em libras. Mais informações sobre o projeto estão disponíveis no Instagram @coletivomeiotempo ou através do email coletivomeiotempo@gmail.

O projeto Caravana do Meio Tempo tem a realização do Coletivo Meio Tempo e foi contemplado pelo edital Gregórios – Ano III, com recursos financeiros da Fundação Gregório de Mattos, Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, Prefeitura de Salvador e da Lei Paulo Gustavo, Ministério da Cultura, Governo Federal.

Confira a programação da Caravana do Meio Tempo – Coletivo Meio Tempo promove espetáculos e oficinas em Salvador

No espaço Subúrbio 360, em Vista Alegre, serão realizadas oficinas de vídeo e de teatro de 22 de abril a 07 de maio, das 18h às 21h. Já as apresentações O Contentor – O Contêiner; Boquinha… e assim surgiu o mundo e Esqueça serão realizadas às terças-feiras dos dias 23 e 30 de abril e 7 de maio, respectivamente, às 10h e 15h.

No Boca de Brasa de Cajazeiras as datas das oficinas de vídeo e de teatro seguem nos dias 06 a 21 de maio, das 13h30 às 16h30. As apresentações O Contentor – O Contêiner; Boquinha… e assim surgiu o mundoEsqueça estão agendadas para às quintas-feiras dos dias 9, 16 e 23 de maio, na mesma sequência, às 9h e 14h.

Já o Sesi Casa Branca do Caminho de Areia recebe as oficinas de vídeo e teatro nas quartas e quintas dos dias 5 a 20 de junho, das 18h às 21h. As apresentações “O Contentor – O Contêiner; Boquinha… e assim surgiu o mundo e Esqueça têm previsão de exibição nas manhãs e tardes das quintas-feiras dos dias 6, 13 e 20 de junho.

As inscrições para participar das oficinas abertas através do Instagram do coletivo.

Continue Reading

Teatro

Espetáculo “E SE…?” chega ao Espaço Cultural da Barroquinha

Amanda Moreno

Publicado

on

Espetáculo "E SE...?" chega ao Espaço Cultural da Barroquinha
Espetáculo "E SE...?" chega ao Espaço Cultural da Barroquinha (Foto: Divulgação)

Espetáculo “E SE…?” chega ao Espaço Cultural da Barroquinha. E SE estivéssemos em um distopia totalitarista neoliberal capitalista e a arte desaparecesse? E SE os registros das câmeras de seguranças se tornassem o maior espetáculo mundial? E SE os traumas escravocratas e a dipirona apagasse o amor das pessoas negras?. E SE fosse uma utopia?. E SE todas as pessoas fossem mulheres, indígenas e negras?. E SE voltássemos a ter a consciência de que somos animais? E SE fôssemos felizes sempre? E SE ninguém mais morresse?

O espetáculo jogo “E SE …?!”, a ser apresentado nos dias 12, 13 e 14 de abril, a partir das 18h, no Espaço Cultural da Barroquinha, é uma obra aberta e convida o público a criar mundos, artesanato de desejos e soluções. Pela estética do improviso, a cena é um armengue idealizado pela performance de Diego Alcântara – Multiartista, drag queen, bixa não binária, mestranda em Artes Cênicas UFBA.

“E SE…?!” é um jogo, pois precisa que os dispositivos de encenação sejam disparados pelo público e executados pela performer que transita pelas linguagens da arte como um avatar. A obra é operada de forma total pela artista Diego Alcântara, com o músico Tiago Farias em cena. Eles organizam o ato na intimidade do instante, efêmero e vulnerável. Um armeng para solucionar demandas insurgentes, subjetivas, triviais com um humor oriental tropical.

Serviço

O quê – “E SE …?” – espetáculo jogo do multiartista Diego Alcântara

Onde – Espaço Cultural da Barroquinha

Quando – 12, 13, 14 de abril, às 18h

Ingressos – R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia), na Bilheteria do espaço

Continue Reading
Advertisement
Vídeo Sem Som

EM ALTA