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Literatura

Sede do CEAO recebeu lançamento da Revista Organismo sobre literatura brasileira

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CEAO

Foto: Márzia Lima

A Revista Organismo lançou novas edições na quinta-feira (13), no Centro de Estudos Afro-Orientais da Universidade Federal da Bahia, no Largo Dois de Julho, em Salvador. Diferentes propostas ético-estéticas que constroem a cena contemporânea da literatura brasileira são a aposta do exemplar, que terá lançamento aberto ao público e contará com um bate-papo com Ana Carla Portela, Rita Santana e Nelson Maca e distribuição gratuita da revista.

Além de permitir a circulação dos escritos de diversos poetas brasileiros, a revista traz um conteúdo que busca repensar e propor novas bases para a compreensão de textos negros, periféricos, feministas, marginais e também os canônicos. Nesse caminho, serão lançados os números 6 e 7, sendo o primeiro com organização das poetas Marília Garcia e Rita Santana, e o segundo sob curadoria dos poetas Nelson Maca e Berimba de Jesus.

“A revista Organismo ambiciona cartografar as diversas cenas que compõe o contemporâneo da literatura brasileira”, explica o coordenador geral do projeto, poeta e editor, Jorge Augusto. Para isso, a revista, que estreou em 2015, tem uma curadoria diferente a cada número, o que permite que dois poetas e ou críticos de literatura, organizem a publicação de cada edição. Essa diversidade de agentes possibilita uma vista mais ampla e diversa da poesia contemporânea no Brasil.

A revista é estruturada de forma que todas as páginas sejam destacáveis. Assim, cada leitor pode, à sua vontade, reeditar os números ou a coleção inteira. Esse gesto, de reedição pelo leitor, visa estimular e popularizar a compreensão do leitor como crítico, atualizando de forma radical a edição da revista com as discussões sobre releituras do cânone, promovendo uma formação leitora.

Estudantes, professores, amantes da literatura e demais interessados poderão adquirir exemplares desta que é a única revista brasileira impressa sobre literatura. Após o lançamento, os interessados poderão comprá-la por R$ 30, via site da Amazon ou pelo Facebook.com/organismoeditora/

A Revista Organismo tem apoio financeiro do Governo do Estado, por meio do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda (Sefaz) e Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) , através do edital Setorial de Literatura 2016-18/2016, da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB). A publicação ainda lançará novos números em 2019, sob a organização de nomes de destaque da literatura contemporânea, como Conceição Evaristo, Lívia Natália, Ricardo Aleixo, Evanilton Gonçalves.

SOBRE OS ORGANIZADORES 

Marília Garcia – É tradutora e publicou, entre outros, os livros Engano geográfico (7letras, 2012) e Câmera lenta (Companhia das letras, 2017), pelo qual recebeu o Prêmio Oceanos de Literatura. 

Rita Santana – Atriz, escritora e professora de Língua Portuguesa.  Premiadas no Braskem de Cultura e Arte para autores inéditos com o livro de contos Tramela. Publicou,também, Tratado das Veias e Alforrias (poesia). Em 2019, lançou Cortesanias, pela Caramurê. 

Nelson Maca – Poeta e professor de Literatura da Universidade Católica de Salvador, nasceu no Paraná, mas mora em Salvador desde 1989. É fundador do Coletivo Blackitude: Vozes Negras da Bahia, que realiza o Sarau Bem Black, o SlamLonan e outras ações artísticas e de formação sócio-racial através das linguagens da cultura hip hop e afins há quase 20 anos. Criou e coordenou o evento infantil Sarau Bem Legal, que aconteceu durante cinco anos e meio na Biblioteca Infantil Monteiro Lobato, em Salvador. Há mais de 30 anos promove e participa de eventos da negritude – seminários, workshops, cursos, shows – na Bahia e no Brasil. Publicou os livros afro-rismas, com Pablo Dinda (2014) e Gramática da Ira (2015).

Berimba de Jesus – É poeta, articulador cultural, editor, membro e fundador do Coletivo Poesia Maloqueirista (2002). Morou a primeira infância e parte da adolescência no sudoeste da Bahia, nas Fazendas Goiabeira e Lagoa da Pedra, distritos da cidade de Boa Nova, onde escreveu seus primeiros versos, influenciado pelas ladainhas produzidas pelo seu pai de criação, Aurelino F. Costa, para a Folia de Santo Reis. Publicou o livro “Encarna” (2008), além de muitos livretos, falou poesia em bares, palcos, praças, teatros, segue publicando jovens autores nos quais acredita, com o selo Edições Maloqueiristas. Junto com Marina Caires, idealizou a Confraria NossaCasa, um espaço de cultura provisória onde acontecem festas, shows, work shops, peças de teatros, saraus, entre outras atividades.

Exemplares: Vendida por R$ 30 no site Amazon ou pelo Facebook.com/organismoeditora/

 

Literatura

Larissa Reis lança livro “Dançando com as Estações”

Jamile Menezes

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Além de escritora, Larissa é também uma poeta, pedagoga antirracista,

A escritora soteropolitana, Larissa Reis lançou sua mais recente obra, “Dançando com as Estações: diário poético de um corpo-morada pulsante”, publicado pela editora Ascensão.

A obra narra os momentos poéticos de um corpo feminino negro que dançou ao ritmo das estações, do outono de 2021 ao verão de 2022. Como um escudo de resiliência, autocuidado e autoamor diante do isolamento imposto pela pandemia da Covid-19, Larissa conta aos leitores como enfrentou os longos dias de tristeza e ansiedade através da dança e da poesia, explorando movimentos, sons, cores, ritmos e sentimentos durante as estações vivenciadas.

Além de escritora, Larissa é também uma poeta, pedagoga antirracista, contadora de histórias afro-brasileiras, pesquisadora e doutora em Educação e Contemporaneidade pela UNEB.

“Na obra narro os momentos poéticos do meu processo de dança durante as 4 estações vivenciadas na pandemia ocasionada pela Covid-19, considerando o outono de 2021 ao verão de 2022. Como um escudo de resiliência, autocuidado e autoamor diante do isolamento imposto pela pandemia, eu expresso como foram os meus longos dias de tristeza e ansiedade através da dança e da poesia, explorando movimentos, sons, cores, ritmos e sentimentos durante as estações vivenciadas. Esse livro representa um espelho pra mim. Um mantra. Um registro de que tudo passa e que é importante buscarmos armamentos de resiliência. Na arte da poesia e dança eu encontrei remédio para a minha alma. Como essa obra revela o meu diário poético sobre esses dias vividos, xs leitorxs encontrarão a Larissa como ela é: uma mulher negra intensa, romântica, esperançosa, estrategista e que possui muita fé. Com isso, falo também sobre a ancestralidade que me ampara e me ensina a cada dia que eu não ando só”, diz a autora. 

Sobre ela

Larissa Reis é uma escritora negra, poeta, pedagoga antirracista, contadora de histórias afro-brasileiras, pesquisadora e doutora em Educação e Contemporaneidade pela UNEB. Com uma paixão pela linguagem e pela cultura, ela busca constantemente empoderar e inspirar outros através de suas palavras.

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Literatura

Circuito Letras Pretinhas leva literatura pro Subúrbio

Jamile Menezes

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O Circuito Letras Pretinhas conta com recursos de acessibilidade em Libras e audiodescrição.

O Circuito Letras Pretinhas realiza uma programação cultural que envolve  arte e literatura, entre os dias 15 e 30 de maio, que percorrerá bibliotecas comunitárias e escolas públicas do Subúrbio Ferroviário de Salvador. A iniciativa é realizada pelo projeto Calu Brincante (@calubrincante), que conta com coordenação da atriz, escritora e diretora Cássia Valle.

A programação acontece a partir de uma imersão literária na poética da literatura preta infantojuvenil, tomando como base três livros de autoria de Cássia Valle: “Calu, uma menina cheia de histórias”, vencedor do prêmio APCA como melhor livro infantil em 2017, “Aziza, a preciosa contadora de sonhos” e “Felipa, Maria Felipa”. Serão realizadas contações de histórias, leitura dramática, apresentações teatrais e oficinas de escrita criativa e musicalização, sempre integrando os jovens.

O Circuito Letras Pretinhas conta com recursos de acessibilidade em Libras e audiodescrição. A circulação acontece em uma das regiões majoritariamente negras de Salvador e abrange quatro bairros do Subúrbio. O encerramento do projeto contará com uma apresentação do espetáculo “Sarauzinho da Calu”, gratuito e aberto para toda a comunidade local.

“Nossas crianças precisam ter acesso a suas raízes ancestrais, ver representações positivas de sua imagem através de diferentes narrativas. A arte e literatura são grandes ferramentas de transformação neste sentido. De forma lúdica e leve destacamos a beleza da cultura afro-brasileira ao mesmo tempo que usamos uma educação antirracista”, destaca a escritora Cássia Valle, coordenadora do Circuito Letras Pretinhas.

PROGRAMAÇÃO

13/05 (segunda – 9h às 11h ) BIBLIOTECA PAULO FREIRE – ITACARANHA

– Oficina Musicalização

– ⁠Oficina Escrita Criativa

– ⁠Leitura Dramática

16/05 (quinta – 14h às 16h) ESC. COMUNITÁRIA STO. ANTÔNIO – PERIPERI

– Oficina Musicalização

– ⁠Oficina Escrita Criativa

– ⁠Bailinho da Aziza (mini espetáculo teatral)

20/05 (segunda – 9h às 11h ) – ACERVO DA LAJE – ACERVINHO – PLATAFORMA

– Oficina Musicalização

– ⁠Oficina Escrita Criativa

– ⁠Leitura Dramática

23/05 (quinta – 14h às 16h) – CRECHE E ESCOLA MÃE NILDETE – VISTA ALEGRE 

– Oficina Musicalização

– ⁠Oficina Escrita Criativa

– ⁠Mini Recital Maria Felipa

Foto Anderson Moreira

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Literatura

Festa Literária da Praia do Forte trará herança africana na programação

Jamile Menezes

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Festa Literária da Praia do Forte trará herança africana na programação

 

No dia 16 de maio (quinta-feira), começa a 5ª Festa Literária da Praia do Forte, com uma mesa de abertura preta e potente: “Do mar que nos separa à ponte que nos une”. Será às 19 horas, com a participação da cantora e compositora Luedji Luna (BA/SP), da doutora em crítica literária e cultural, Denise Carrascosa (BA) e mediação da doutora em letras e pesquisadoras de autorias negras na literatura, Fernanda Miranda.

A abertura aborda a travessia da cultura brasileira pelo Atlântico, por onde chegaram centenas de escravizados, formando a Bahia e todo o país. A mesa convoca as convidadas para uma conversa sobre a herança africana, expressa na música, na dança, na literatura e também no pensamento crítico brasileiro, formando uma ponte imaginária entre continentes.

Com duração até 19 de maio (domingo), a Festa Literária da Praia do Forte parte do tema Dentro do mar tem rio – narrativas e memórias percorridas pelas águas.  O acesso a toda a programação é gratuito.

Confira aqui: https://www.flipf.com.br/

A FLIPF recebe autores baianos, brasileiros e estrangeiros, que vão se desdobrar em diversas atividades: Mesas literárias, bate papos, lançamentos de livros, oficinas, performances e apresentações artísticas. São dezenas de autores consagrados e iniciantes, de todas as idades.

Vai ter ainda Lívia Natália (BA), Amanda Julieta, Pau de Cabinda (angolano), Ana Fátima e Jorge Augusto, com curadoria também de Anderson Shon.

A partir do tema proposto, “as Mesas irão tratar dessa influência das águas em várias perspectivas desde a compreensão dos oceanos como fronteiras e locais de travessias que constituíram o país até as águas na cosmologia africana e para a astrologia”, explica a curadora do espaço, a jornalista e Doutora em Literatura Edma de Góis.

O Multiverso FLIPF, com curadoria do escritor e poeta Anderson Shon, tem programação dedicada aos jovens, com a realização de bate-papos, lançamentos,  oficinas e Slam, “tornando o espaço um local para o diverso existir… o Multiverso apresentará autores Lgbt’s, Pcd, trans, indígenas, negros, negras, negres,  jovens… a pluralidade também está em seus gêneros, pois passearemos pela poesia, pelo horror, por quadrinhos, games, orixás, origamis… e o bom é que tudo isso cabe no nosso universo, afinal ele é múltiplo, é o Multiverso”, explica Shon.

Passam pelo espaço escritores, ilustradores e artistas como Sued Hosaná, Lorena Ribeiro, Luciene Nascimento, Sofia Oliveira, Ester de Oxum, Ian Fraser, Michelle Oliveira, Dyo, João Mendes, Etiennette Bosetto, Daniel Cesart, além do palestrante Paulo Rogério (único baiano na lista dos 100 futuristas mais importantes de origem africana no mundo), e o escritor angolano Pau de Cabinda, fundador do Afrobooks. O Sarau da Onça também marca presença na 5ª Flipf.

SERVIÇO

5ª FLIPF – Festa Literária Internacional da Praia do Forte

Data: de 16 a 19 de maio (quinta a domingo)

Programação gratuita e espalhada pela vila de pescadores

Site: https://www.flipf.com.br/

Instagram: @flipfoficial

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