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Música

Jazzista Amaro Freitas estará na “Terça da Música”!

Jamile Menezes

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Foto por Helder Tavares

 

Em fevereiro deste ano, num dos últimos eventos na Sala do Coro do Teatro Castro Alves (TCA) antes da suspensão das atividades devido às políticas de enfrentamento à pandemia da Covid-19, Amaro Freitas trouxe a Salvador o primeiro show da turnê nacional de seu mais recente disco, “Rasif”. Uma das grandes revelações do jazz brasileiro recente, o projeto “Terça da Música”, do Teatro Castro Alves, apresentará seu vídeo do frevo “Encruzilhada”, gravado em 2017 no Instituto Ricardo Brennand, na próxima terça-feira, dia 8 de setembro, ao meio-dia, no canal do YouTube do TCA (www.youtube.com/teatrocastroalvesoficial).

Influenciado pelo mestre do frevo Capiba, por Moacir Santos, Hermeto Pascoal e Egberto Gismonti, mas também pelas grandes referências do piano jazz, como Thelonious Monk, Keith Jarrett ou Chick Corea, Amaro Freitas, para além do sempre predominante samba jazz, Amaro volta-se para a cultura nordestina e traduz frevo, baião, maracatu, ciranda e maxixe para a linguagem do jazz. Com o seu disco de estreia, “Sangue Negro”, lançado em 2016, conquistou de imediato a crítica, que nele encontrou uma nova vida para o gênero no Brasil, e o Prêmio MIMO Instrumental daquele ano. O álbum mais recente, “Rasif”, de 2018, confirmou o virtuosismo e a inventividade de seu trabalho.

Para realizar este cruzamento de elementos da cultura popular afro-brasileira com o jazz, formando uma única espiral sonora, Amaro Freitas é acompanhado de Jean Elton (baixo acústico) e Hugo Medeiros (bateria). O trio convida a desbravar novas rotas e experimentar a capacidade percussiva do piano, em complexos padrões matemáticos, ritmos imprevisíveis e hipnóticos.

“Terça da Música”

Amaro Freitas

Registro: “Encruzilhada”

Quando: 8 de setembro de 2020 (terça-feira), 12h

Exibição através do canal do Teatro Castro Alves no YouTube

www.youtube.com/teatrocastroalvesoficial 

Música

Single “Marielle” de Jairo Pinto e Lande Onawale no ar

Jamile Menezes

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o Single Marielle celebra a vida e o legado da homenageada.

O Single “Marielle”, homenagem à vereadora carioca brutalmente assassinada em 14 de março de 2018, é fruto da parceria entre os poetas e compositores baianos Lande Onawale e Jairo Pinto, já lançado nas plataformas digitais.

A canção, com produção da Cafofo Produções, nasce do poema “Marielle Franco, Presente”, de Jairo, e ecoa a luta da vereadora por justiça social, equidade racial e de gênero.

Com arranjos do multinstrumentista Carlos Vilas Boas e do baixista Beto Góis, o single “Marielle” celebra a vida e o legado da homenageada, exaltando sua ternura, força, resistência e representatividade.

Conhecido principalmente como poeta e escritor, Lande tem canções autorais executadas por blocos-afro de Salvador. Esta é a segunda vez que ele transita pelos streamings. A primeira foi com a composição e a voz da canção ‘Uanga’, que abre o álbum ‘bom mesmo é estar debaixo d’água’, da cantora Luedji Luna.

Jairo, por sua vez, aparece nos streamings como um dos autores de “Máquina de Traumas”, no EP do cantor e compositor Reyynam Poeta, um rap de forte crítica social e política.

Ouça o single “Marielle”:

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Música

EP Cabaça Sonora une Iane Gonzaga e Riane Mascarenhas

Jamile Menezes

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EP Cabaça Sonora é o primeiro da Coliga Produções, produção fonográfica da música popular baiana negra e indígena.

As cantoras e compositoras baianas Iane Gonzaga (Salvador-BA) e Riane Mascarenhas (Cachoeira-BA) se uniram para compor o lançamento do EP Cabaça Sonora – Parte 1”, que reúne dois singles inéditos de cada artista, “Ressurgir”, de Riane Mascarenhas e “Peguei Visão” de Iane Gonzaga. As músicas acompanham registros audiovisuais, gravados em estúdio no formato “ao vivo”.

Esse é o primeiro EP lançado pela Coliga Produções, que tem como missão fomentar a produção fonográfica da música popular baiana negra e indígena, tendo a coletividade como base no desenvolvimento das ações, realizando o planejamento e produção de lançamentos fonográficos. O selo já  realizou 7 lançamentos, que somam mais de 35 mil streamings nas plataformas de música.

IANE GONZAGA 

Natural de Salvador-BA, Iane vem se projetando como potência da nova MPB, em diálogo com o movimento Afropop, que firma essa encruzilhada entre referências afro-urbanas mundiais e elementos rítmicos ancestrais. Sua identidade musical traz células dos toques de matriz africana, do reggae produzido no recôncavo baiano, do forró, maracatu, samba-rock e samba-reggae.

Em 2021 lança seu primeiro Ep, intitulado ‘Territóriamente’, consolidando seu trabalho autoral. O trabalho teve boa repercussão pela crítica, e a faixa “Zabumba Meu Boi” foi indicada no Festival de Música Educadora FM 2021. Circulou com esta obra em diversos espaços, como o Festival FALA 2022, Festival Batida das Pretas, espaço Colaboraê, chegando a abrir o show da artista Bia Ferreira em Salvador. Atualmente dedica-se à produção de seu próximo álbum e à nacionalização da carreira.

SOBRE RIANE MASCARENHAS

Riane Mascarenhas é cantora, compositora, baixista e professora de Educação Musical, graduanda em Licenciatura em Música (UFBA). Nascida em um dos maiores berços culturais do Brasil, Cachoeira, na Bahia, é no Reggae que a artista encontra formas de conversar com o mundo. Em seu trabalho, a artista busca reescrever o Reggae a partir da perspectiva feminina e de uma legítima mulher preta da periferia do Recôncavo Baiano, criada por um núcleo familiar exclusivamente feminino.

Foto Maiara Cerqueira

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Música

Festival Salvador Jazz acontece no Rio Vermelho

Jamile Menezes

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Nos dias 18 e 19 de maio, o Largo da Mariquita, no Rio Vermelho, será palco do Festival Salvador Jazz. O bairro receberá os shows do pianista Jonathan Ferr, aclamado como o artista que está revolucionando o Jazz no Brasil. Precursor do Urban Jazz no país, Ferr tem se destacado por entrelaçar fronteiras musicais, buscando popularizar o jazz e embalar sonhos nas periferias.

Quem também se junta a grade de atrações é o Coletivo Jam Delas, formado por mulheres instrumentistas de Salvador. O grupo, que promove e incentiva a presença feminina na cena instrumental da cidade, traz um movimento de resistência e empoderamento.

A edição de 2024 do Festival Salvador Jazz vai receber Luedji Luna. Indicada ao Grammy Latino na categoria “Melhor Álbum de Música Popular Brasileira” com o álbum “Bom Mesmo é Estar Debaixo D’água”, a cantora e compositora baiana é considerada um fenômeno da música brasileira, o que a consagra como uma das maiores cantoras da MPB de sua geração.

Completando a lista de apresentações do primeiro dia, quem sobe ao palco é a Bixiga 70, banda paulistana que mistura elementos da música africana, afrobeat, brasileira, latina e do jazz.

A partir das 17h do dia 19, So Festival Salvador Jazz receberá a cantora cabo-verdiana Mayra Andrade, reconhecida pela presença cativante em palcos internacionais e sonoridade única. Mayra promete uma performance que reflete a sua trajetória musical multicultural. Combinando o crioulo cabo-verdiano, referências brasileiras e a sofisticação do jazz parisiense, a artista se destaca como uma das vozes mais relevantes da nova geração.

Completando as apresentações do segundo dia, o evento receberá Ubiratan Marques, fundador da Orquestra Afrosinfônica, que lançou no final de 2023, seu álbum solo autoral “Dança do tempo”. Nesse novo projeto, o maestro rege sinfonia afro-jazz-brasileira ao longo de oito faixas inéditas que condensam tradições afro-baianas, heranças sertanejas, influências do jazz e um toque de pop.

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