Dança
Estreia no Brasil remontagem de “A Sagração da Primavera”, reunindo 38 bailarinos de 14 países africanos

[© polyphem Filmproduktion] (1)
O trabalho, que originalmente estava sendo preparado para uma turnê internacional, se reverteu em filme por conta da pandemia. É assim que surge o “Dancing at Dusk – Um momento com A Sagração da Primavera de Pina Bausch”, que o Goethe-Institut Salvador-Bahia promove como espetáculo de abertura da 14ª edição do VIVADANÇA Festival Internacional, com estreia no dia 29 de abril, Dia Internacional da Dança, às 20h, na plataforma Festival Scope, acessível pelo site www.festivalvivadanca.com.br.
SERVIÇO
Abertura do VIVADANÇA Festival Internacional 2021
Dancing at Dusk – Um momento com A Sagração da Primavera de Pina Bausch (40 min.)
Conteúdo extra: Pina Bausch The Rite of Spring – Rehearsals at École des Sables (7 min.)
Lançamento: 29 de abril (quinta-feira), 20h
Encerramento: 7 de maio (sexta-feira), 23h59
Plataforma de exibição: Festival Scope (acessível pelo site www.festivalvivadanca.com.br)
Quanto: R$ 10
Vendas: Pelo site www.festivalvivadanca.com.br
Classificação indicativa: Livre
Dança
Dimi Ferreira lança livro “Existe uma dança afro-contemporânea?”
Dançarina, coreógrafa e professora de Dança, Dionisia (Dimi) Ferreira estudou música, dança popular e tradicional. Baiana radicada na França, estudou técnicas clássica, Limon, Graham e Dunham nos grupos África Poesia e Mantra Companhia de Dança. Em Salvador, ela lança seu primeiro livro – “Existe uma dança afro-contemporânea” (EDUFBA) na FLIPELÔ, dia 8 de agosto, a partir das 18h, onde vai disponibilizar para novas vendas, autógrafos e diálogo com o público. O stand da EDUFBA estará na Faculdade de Medicina da Bahia, no Terreiro de Jesus (Pelourinho).

O livro é resultado de uma pesquisa de campo realizada em 1995 e 1996, quando a autora estudava na Universidade Paris V. Um compilado de relatos de coreógrafos de diferentes regiões, discutindo a diversidade da dança negra global. Na obra, o leitor encontra entrevistas com nomes como Alphonse Tiérou e Georges Momboye (Costa do Marfim), Koffi Kôkô (Benin), Germaine Acogny (Senegal), Norma Claire (Guiana Francesa e França), Katherine Joséphau (Guadalupe – Antilhas Francesas), Armando Pekeno (Brasil), Kettly Noël (Haiti), Rick Odums (EUA) e Elsa Wolliaston (Jamaica e EUA).
“Elsa, grande dama pioneira das danças africanas e da dança contemporânea de expressão africana na França, que nos deixou em março deste ano. Em 1996, ela foi a última entrevistada e a primeira que respondeu, quase 30 anos depois, ao meu pedido de autorização para publicar sua foto neste livro. Ela era tão grande na sua arte quanto acessível e sensível”, lembra Dimi.

Em suas abordagens, Dimi abriu portas para novas descobertas e reflexões sobre a diversidade de concepções, de processos criativos e de visões com relação aos outros estilos de dança. Apectos como a concepção do movimento e a técnica, a concepção musical, a relação com o públic, acessórios e figurinos, a utilização da improvisação, a distinção e a ligação entre suas danças da dança clássica, contemporânea ocidental, jazz e das danças africanas tradicionais, foram alguns dos abordados nas entrevistas.
“Espero que o compartilhamento de visões e saberes através deste livro alimente, de alguma forma, nossas danças e pesquisas. Nós, baianas e baianos, que temos os continentes africano e europeu tão perto, mas também tão afastados pelas barreiras linguísticas e geográficas”, diz Dimi.
Sobre a autora
Nascida em Cachoeira (BA), Dionisia (Dimi) Ferreira se formou em Psicologia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), onde também se especializou em coreografia. É mestra em Dança Contemporânea, na área de Pesquisa, na Universidade René Descartes (Paris) e professora titular de Dança Contemporânea no Conservatório Charles Munch, também em Paris, desde 2012. Na instituição ela criou e dirigiu o Balé Jovem de 2015 a 2019 e, atualmente, coordena o projeto « Ce soir on improvise » (Esta noite se improvisa), que reúne jovens estudantes de música, teatro e dança de vários conservatórios de Paris.
Desde 1992, sua abordagem ao mesmo tempo simbólica e coreográfica das danças afro-brasileiras gerou várias criações. Em 2000, foi selecionada para o Festival de Bagnolet, ganhando o concurso de Danças Mestiças presidido por Norma Claire. Por 18 anos, Dimi foi professora de dança afro-brasileira na Associação Danses du Monde e no Conservatório Camille Saint-Saëns em Dieppe, na Normandia, França.
Enquanto dançarina ela colabora no Brasil com Armando Pekeno, Marcelo Moacyr, Paulo Fonseca e Lícia Morais. Em Paris ela dança para Kettly Noël, Cláudio Basílio e Thierry Guedj. Muito interessada pela improvisação, em 2003 a artista participa deum show de Steve Coleman, ao lado das dançarinas/coreógrafas brasileiras Rosangela Silvestre e Vera Passos, e em 2024 no show em homenagem a Naná Vasconcelos, a convite de Zé Luis Nascimento e Fred Soul.
Dança
Jamile Alves e Velluma Azevedo realizam vivência com samba raiz
“O samba te chama. E esse chamado é ancestral.”
O bairro da Massaranduba vai receber no próximo dia 19 de julho (domingo), a imersão “O Samba Te Chama”. O encontro será na Associação de Moradores, uma manhã de conexão com o samba raiz, suas origens e significados.
Conduzida pelas artistas Jamile Alves e Velluma Azevedo, a vivência terá som ao vivo, mergulhando o público na essência do samba como linguagem de resistência, celebração e identidade.
O intuito é promover um espaço de partilha, cuidado coletivo e fortalecimento das raízes.
SOBRE ELAS
Jamile Alves é atriz do Bando de Teatro Olodum desde 2001, reconhecida por sua trajetória artística comprometida com a valorização da cultura afro-brasileira. Além de atriz, é arte-educadora e militante, atuando diretamente na formação, conscientização e fortalecimento da identidade negra através da arte. Sua pesquisa e prática atravessam o teatro, o corpo e o samba como ferramentas de transformação social e resgate ancestral.
Velluma Azevedo é advogada, especialista em Política e Relações Internacionais pela Fundação Escola de Sociologia Política de São Paulo (FESPSP), mestranda em Relações Internacionais pela UFBA e sambadeira. Em sua atuação artística, vai conduz o público por uma experiência de reconexão com a ancestralidade, valorizando a memória coletiva, o feminino negro e a potência do samba como território de resistência e liberdade.
Serviço:
Data: 19 de julho
Horário: 9h às 11h
Local: Associação de Moradores – Rua Jaime Coelho, nº 07, Massaranduba
Valor: R$ 35,00
PIX e envio de comprovante: (71) 99350-6953
Vagas limitadas
Dança
Ibanujé circula pela Bahia com apresentações gratuitas
Entre dança, música, poesia e ancestralidade, o espetáculo “Ibanujé – O Corpo como Memória Ancestral” convida o público a uma experiência sensorial sobre as heranças culturais afro-brasileiras e a potência do corpo como guardião de memórias coletivas. A obra fortalece práticas de valorização da cultura afro-brasileira, do respeito à diversidade e do combate ao racismo.
Contemplado pelo edital Quarta que Dança, da Funceb, o espetáculo realiza circulação gratuita em julho de 2026, com apresentações em Salvador (08/07), Itabuna (15/07), Irecê (22/07) e Ibititá (29/07). A programação inclui oficinas e rodas de conversa abertas ao público, aprofundando temas como dança afrodiaspórica, ancestralidade, identidade cultural, processos criativos e o papel da arte como ferramenta de transformação social.
Idealizado pelo historiador, coreógrafo, professor e bailarino Toni Silva, natural de Ibititá, o espetáculo resulta de sua trajetória dedicada à pesquisa e valorização das culturas afro-brasileiras. Fundador da Companhia de Dança Ominirá e do Festival Vale que Dança, Toni desenvolve há quase duas décadas ações de formação em dança afro e pesquisa a Dança Afrodiaspórica com Simbologia dos Orixás.
Inspirado nas simbologias de Oxum, Iansã, Ogum e Oxalá, o espetáculo dialoga artisticamente com as matrizes africanas em linguagem contemporânea. A narrativa é dividida em três atos: Origem, que evoca as memórias da diáspora africana; Corpo-Território, que apresenta o corpo como espaço de resistência e pertencimento; e Axé: o Futuro Ancestral, que celebra a força da ancestralidade e da cultura afro-brasileira.
O projeto contará com recursos de acessibilidade em todas as cidades, incluindo interpretação em Libras nas rodas de conversa, visita sensorial para pessoas cegas ou com baixa visão e abafadores de ruído para pessoas autistas ou com sensibilidade sensorial.
Agenda
- Salvador – 08/07 | Espaço Xisto (oficina às 16h e espetáculo às 19h)
- Itabuna – 15/07 | Centro de Cultura Adonias Filho (oficina às 16h e espetáculo às 19h)
- Irecê – 22/07 | Teatro Ataídes Ribeiro (oficina às 13h30 e espetáculo às 18h)
- Ibititá – 29/07 | Escola Municipal Hermano Marques Dourado (oficina às 16h e espetáculo às 18h)
Serviço
Espetáculo: Ibanujé – O Corpo como Memória Ancestral
Concepção e Direção: Toni Silva
Classificação: Livre
Duração: 45 minutos
Ingressos: Gratuitos.
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