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Políticas

Mulheres Negras se reúnem em Salvador para discutir um novo modelo de Segurança Pública

Jamile Menezes

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Foto – Beatriz Sousa

 

Durante os dias 14, 15 e 16 de julho, acontece o Encontro de Mulheres Negras por um novo modelo de Segurança Pública: “A gente combinamos de não morrer”, no auditório do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA). Para entrar no local, é necessário apresentar a comprovação de vacinação contra a Covid-19.

As inscrições vão até o dia 13 de julho, através do formulário disponível aqui, e a atividade dará certificado de 16 horas de participação no evento.

O evento faz parte da agenda coletiva de atividades da 10ª edição do Julho das Pretas – Mulheres Negras no Poder, construindo o Bem Viver e é realizado pelo Odara – Instituto da Mulher Negra, através do Minha Mãe Não Dorme Enquanto Eu Não Chegar, projeto que há sete anos atua no fortalecimento psicossocial e no estímulo da organização política de mulheres negras mães e familiares de vítimas do Estado, em Salvador (Ba).

Confira a programação completa:

Dia 14/07 – 19h

Apresentação Musical

Coral de Mulheres de Alagados

Saudações Institucionais do Projeto Minha Mãe Não Dorme Enquanto Eu Não Chegar

  • Valdecir Nascimento – Odara – Instituto da Mulher Negra

  • Andreia Araujo – Centro de Arte e Meio Ambiente (CAMA)

  • Cláudia Gomes – Associação Artístico-Cultural ODEART

  • Márcia Ministra – Grupo Mulheres em Luta

Conferência de abertura: Sistema de (In)Justiças

Com Nadjane Macedo – Mãe de vítima do Estado (Ba)

Dia 15.07 – 9h às 12h

Mesa – Política de drogas e superencarceramento

  • Sarah Menezes – Instituto Negra do Ceará (INEGRA)

  • Luciene Santana – Iniciativa Negra por Uma Nova Política sobre Drogas (INNPD – Ba)

  • Elaine Paixão – Desencarcera (Ba)

  • Felipe Freitas – Doutor em Direito (Ba)

Mediação: Alane Reis – Instituto Odara (Ba)

Dia 15/07 – 14h às 17h

Mesa – Ciranda dos tiros e outras violências contra a infância e adolescência negras

  • Ana Claudia do Nascimento – Mãe de adolescente do projeto Ayomide Odara, do Instituto Odara (Ba)

  • Aurislane Abreu – Centro de Defesa da Criança e do Adolescente /Ceará

  • Joice Cristina – Associação das Comunidades Paroquiais de Mata Escura e Calabetão (ACOPAMEC – Ba)

  • Joel Castro – Pai de criança vítima do Estado (Ba)

Mediação: Amanda Oliveira – Projeto Ayomide Odara / Instituto Odara (Ba)

Dia 16/07 – 9h às 12h

Mesa – UPP: A segurança pública reduzida a três letras

  • Joselita Silva e Maurício Menezes – Pais de criança vítima do Estado (Ba)

  • Rita de Cássia Pereira – Grupo de Mulheres do Alto das Pombas (GRUMAP – Ba)

  • Laís Avelar – Professora, Mestre em Direitos Humanos, Pesquisadora sobre Direito e Relações Raciais (Ba)

Mediação: Hildete Emanuele Nogueira – Projeto Minha Mãe Não Dorme Enquanto Eu Não Chegar / Instituto Odara (Ba)

Dia 16/07 – 14h às 17h

Mesa – O papel das instituições jurídicas

  • Wagner Moreira – IDEAS Assessoria Popular (Ba)

  • Edna Jatobá – Gabinete Assessoria Jurídica Organizações Populares (GAJOP – Pe)

  • Glaucia Marinho – Justiça Global (RJ)

  • Robenilton Barreto – Pai de criança vítima da violência do Estado (Ba)

Mediação: Gabriela Ramos – Projeto Minha Mãe Não Dorme Enquanto Eu Não Chegar / Instituto Odara (Ba)

Dia 16/07 – 17h às 19h

Mesa de encerramento

  • Tatiane Assunção de Sousa – Mãe de vítima da violência (Ce)

  • Silvana dos Santos – Mãe de Vítima do Estado (Chacina da Gamboa) | Salvador -Ba

  • Mirtes Renata Santana  – Mãe do menino Miguel (Pe)

  • Glória Rejane – Mãe de vítima da violência (Pb)

  • Laene Conceição – Mãe de vítima da violência do Estado (Se)

  • Joelma Andrade – Mãe de criança vítima do Estado (Pe)

  • Priscila Sousa da Silva – Mãe de vítima da violência do Estado (RN)

Mediação: Valdecir Nascimento – Instituto Odara (Ba)

Foto – Beatriz Sousa

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Carnaval

Sepromi fará ações de combate ao racismo no Carnaval

Amanda Moreno

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Sepromi fará ações de combate ao racismo
Sepromi fará ações de combate ao racismo (Foto: Freepik)

A Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi) estará presente no Carnaval da Bahia 2024 com ações de combate ao racismo, apoio aos blocos de matriz africana e um trio sem cordas que celebra o protagonismo das mulheres negras.

“Vamos realizar um carnaval que valorize a beleza, a pluralidade e a diversidade da cultura baiana, mas que também ofereça proteção aos direitos. O Governo do Estado estará mobilizado para assegurar uma festa que não tenha espaço para violação de direitos de crianças e adolescentes, de mulheres, da população negra, para nenhum crime de intolerância religiosa”, destaca a titular da Sepromi, Ângela Guimarães.

Entre os dias 08 e 13 de fevereiro, a unidade móvel do Centro de Referência Nelson Mandela permanecerá na Praça Municipal, no Centro Histórico de Salvador. Haverá atendimento também no Plantão Integrado dos Direitos Humanos, localizado na Avenida Carlos Gomes, e nos postos fixos instalados na Avenida Milton Santos e no Campo Grande.

Nesses locais, equipes compostas por advogados, psicólogos e assistentes sociais estarão à disposição para receber denúncias de violações raciais e religiosas, sempre das 10h às 22h. O objetivo é acolher as vítimas, oferecendo orientações e apresentando a rede de atendimento aos atingidos pelos crimes. As ocorrências poderão ser registradas também por meio dos telefones do Centro, (71) 3117-7448, e da Ouvidoria Geral do Estado, 0800-2840011.

Campanha – As ações de promoção da igualdade racial na maior festa popular do planeta incluem ainda a campanha educativa “Aqui o racismo pula fora”. O intuito é combater a discriminação racial, divulgar os canais de denúncia e estimular a cultura de paz.

Sepromi fará ações de combate ao racismo no Carnaval de Salvador. A campanha contará com outdoors espalhados por Salvador, projeções nos trios e palcos, peças para redes sociais, além de ventarolas e praguinhas que serão distribuídas em todos os circuitos da folia, inclusive no carnaval dos bairros (Cajazeiras, Itapuã, Boca do Rio, Plataforma, Pau da Lima, Periperi, Liberdade e Nordeste de Amaralina). Haverá ativação também na saída dos grandes blocos do Programa Ouro Negro, no aeroporto e na rodoviária.

O material chegará ainda a 12 municípios do interior: Juazeiro, Palmeiras, Lençóis, Salinas, Maragogipe, Valença, Itacaré, Ilhéus, Porto Seguro, Prado, Alcobaça e Santa Cruz Cabrália.

Programação cultural – Uma das novidades deste ano é o Trio Pipoca das Pretas, em parceria com a Bahiagás, que sairá na Avenida, na segunda-feira de Carnaval, dia 12, com Ludmillah Anjos, Banda Yayá Muxima e Ayana Amorim.

O Programa Ouro Negro, por sua vez, recebeu o maior aporte financeiro da história. Foram destinados R$ 15 milhões para as entidades de matrizes africanas, como blocos afros, afoxés, samba, reggae e de indío, realizarem seus desfiles carnavalescos. Neste ano, houve um aumento de 127% na quantidade de agremiações beneficiadas, em relação ao ano passado. O número passou de 70 para 132 blocos contemplados.

Com a reformulação do Programa, desenvolvido em conjunto com a Secretaria de Cultura (Secult), os investimentos do Ouro Negro agora se estendem também para outras festas populares, como as lavagens de Itapuã, do Bonfim, de Santo Amaro, carnavais do interior e Micareta de Feira de Santana.

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Cotidiano

6ª edição do Março de Lutas está com inscrições abertas

Amanda Moreno

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6ª edição do Março
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Organizações de mulheres negras, movimentos negros e/ou mistos de todas as regiões do país interessados em participar da agenda coletiva de atividades da 6ª edição do Março de Lutas podem se inscrever até o dia 18 de fevereiro através deste formulário.

O Março de Lutas é uma estratégia de incidência do Movimento de Mulheres Negras no Brasil, e este ano traz como tema uma mobilização histórica: “Rumo a Marcha das Mulheres Negras 2025”. A chamada é uma provocação a todos os movimentos participantes para que estejam alinhados em suas programações e atividades com a construção da 2ª Marcha Nacional de Mulheres Negras.

O Março de Lutas é construído pela Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB) e a Rede de Mulheres Negras do Nordeste (RMNN) com o objetivo de denunciar as diversas formas de atuação do racismo patriarcal no Brasil, que atinge de maneira potencializada as mulheres negras, além de demarcar o protagonismo destas sujeitas na luta por melhores condições de vida para toda sociedade brasileira.

É um mês de compartilhamento de práticas, experiências, bem como de denúncias que fortaleçam o enfrentamento ao racismo patriarcal, sexismo, bifobia e a lesbofobia.

Nesse sentido, a agenda deste ano é o pontapé inicial para a construção da 2ª Marcha Nacional de Mulheres Negras, que acontecerá em Brasília em novembro de 2025, marcando uma década da Marcha das Mulheres Negras contra o Racismo a Violência e pelo Bem Viver, que ocorreu em 18 de novembro de 2015.

Através do Março de Lutas buscamos combater a invisibilidade das mulheres negras em um mês que marca o 8 de março como o Dia Internacional da Mulher. Nossa agenda é pautada na luta pela igualdade de raça e gênero, reforçando nossa incidência e organização política, pois acreditamos que a construção de um Brasil justo perpassa inquestionavelmente pela participação das mulheres negras.

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Políticas

Itaparica celebra Novembro Negro com diversas atividades

Jamile Menezes

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Itaparica terá enconro no Terreiro Ilê Agboula

Entre os dias 18 e 29, o município de Itaparica realizará o I Encontro dos Povos de Terreiro de Itaparica, da Caravana Lólá Odara e do Festival do Acarajé e a V Caminhada Contra a Intolerância Religiosa.

O Mês Negro da Prefeitura de Itaparica enaltecerá heróis da luta racial, como Maria Felipa, Maria Quitéria, Zumbi, Dandara e muitos outros.

A programação tem início neste sábado (18) com o I Encontro dos Povos de Terreiros de Itaparica, que acontece no Mirante do Solar – Casa de Cultura de Ética.  O evento reunirá cerca de 50 líderes de templos religiosos de matriz africana para debater ações para fortalecer a liberdade de expressão, o combate ao racismo e à intolerância religiosa.

Entre os dias 21 (terça-feira) e 23 (quinta-feira), a Caravana LóLá Odara vai oferecer serviços e ações culturais, sociais e atendimentos em saúde, como palestras, oficinas de tranças, cadastros e regularização no programa Bolsa Família, emissão de carteira de identidade e atendimento no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) de Itaparica.

A população também vai poder realizar consultas com médico clínico e ter atendimento de fisioterapia, nutrição e odontologia, além de realizar atualizar caderneta vacinal e realizar exames de eletrocardiograma, teste de rápido de Sífilis, hepatites B e C e orientações sobre Infecções Sexualmente Transmissíveis.

Culinária afro

Em homenagem ao Dia da Baiana do Acarajé, celebrado no dia 25 de novembro (sábado), a culinária afro ganhará destaque nesta data com a realização do I Festival do Acarajé de Itaparica.  Durante o evento, será realizada uma aula show para repassar técnicas e segredos para a preparação do acarajé, com a participação do público. O festival prevê também atividades culturais, como apresentações de grupo de roda de samba e capoeira.

Caminhada

As comemorações encerram no dia 29 (quarta-feira), com a V Caminhada Contra a Intolerância Religiosa, que deve reunir cerca de 300 pessoas, entre representantes de templos religiosos de matriz africana e membros da comunidade que apoiam a luta contra o racismo e a intolerância religiosa. A concentração será na Praça das Amoreiras, a partir das 14h, com saída prevista às 15h. Os participantes percorrerão as principais ruas de Itaparica em direção ao Mercado Municipal, onde ocorrerá um ritual do xirê.

A programação é uma realização da Prefeitura Municipal de Itaparica, através das secretarias de Saúde, Promoção Social, Turismo e Cultura.

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