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Agojie! Wu-su! “A Mulher Rei” é um filme necessário que você precisa ver!

Jamile Menezes

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Foto: Divulgação/Sony Pictures / Famosos e Celebridades

 

“Há coisas pelas quais vale a pena lutar”. E são muitas coisas. Com essa verdade dita com um olhar duro, confiante e determinado, Nanisca interpela o Rei Ghezo para que a luta por libertação do reino Daomé seja pelos motivos certos. Em “A Mulher Rei”, a vencedora do Oscar Viola Davis (Nanisca) e produtora do filme, vem mais uma vez impactar e emocionar com uma atuação brilhante desta líder guerreira real que transforma a vida de mulheres com histórias de vida que poderiam bem ser as nossas…e, na verdade, muitas vezes são.

Mulheres abandonadas, violadas, subestimadas e vulnerabilizadas se transformam em fortes lanças, em lâminas afiadas, em guerreiras prontas para rever toda sua história e se posicionarem no mundo como sujeitas donas de si e de seus destinos. Elas são as Agojie, um exército de mulheres aguerridas que se destacam no combate aos colonizadores escravocratas e a tribos rivais. Elas superam os homens, mas ainda mais, elas superam suas dores, lágrimas e cicatrizes que carregam em seus corpos negros insubjugáveis.

Um dos mais poderosos reinos africanos nos séculos XVII e XIX, Daomé (hoje Benin) é o solo sagrado onde fortes cenas de lutas bem coordenadas se aliam às peles reluzentes destas negras guerreiras, passando pelo colorido das vestes reais, onde as gerações se encontram em prol do coletivo, onde a ancestralidade é o ponto central da trama. Deuses africanos são invocados, em uma intensa presença desta religiosidade nos diálogos e em todo cenário. Ela é o rio que rega toda história.

Nawi Foto: Divulgação/Sony Pictures

 

Uma grata surpresa é a personalidade imbatível da jovem atriz Thuso Mbedu (Nawi), representando uma juventude feminina que não quer mais pactuar com a tradição opressora e castradora que enquadra as mulheres em papéis questionáveis, vulneráveis. Muito eco do lado de cá. São vidas negras com dramas reais que ao longo dos séculos ainda se fazem presentes. Ela impacta por sua delicadeza, destreza, inteligência e força – tudo colocado à prova o tempo todo, como sabemos bem, conhecemos bem, vivemos bem.

“A Mulher Rei” é um filme necessário, que fala de guerra, de escravidão, de superação, de dor, de feminismo, de existência e resiliência, de resistência e de história, da nossa história, das nossas origens…da origem de muitas lutas que valem a pena continuar sendo lutadas nos dias de hoje e além. Um filme de mulheres, por e para nós. Estreia hoje (22), e você precisa assistir. Agojie! Wu-su!

 

https://www.youtube.com/watch?v=u1HTd_VVICQ

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Mostra de Cinemas Africanos acontece em Salvador

Kelly Bouéres

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Divulgação
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De 17 a 23 de setembro, Salvador recebe a Mostra de Cinemas Africanos (@mostradecinemasafricanos), com uma programação que reúne 22 filmes de 11 países e busca afastar visões estereotipadas sobre a produção audiovisual africana. Além das exibições de filmes, que acontecem na Sala Walter da Silveira e no Cine Lankiana, o festival realiza encontros com cineastas, críticos e pesquisadores em atividades como debate pós-sessão, masterclass, minicurso e seminário. Toda a programação é gratuita e está disponível no site: www.mostradecinemasafricanos.com

A curadoria assinada pela pesquisadora e produtora Ana Camila Esteves destaca a pluralidade estética do continente a partir do cinema de gênero. O público poderá conferir uma seleção de produções recentes e inéditas no Brasil que transitam pela ficção científica, comédia, musical, romance, aventura e thriller psicológico. Temas como o uso da inteligência artificial no cinema e narrativas urbanas nas grandes cidades africanas também estarão presentes na programação.

Ao todo serão exibidos 12 longas-metragens e 10 curtas, entre ficções e documentários, provenientes de 11 países: Quênia, Senegal, Gana, Chade, Marrocos, Burkina Faso, Nigéria, Sudão, Tunísia, Benin e República Democrática do Congo. 

Segundo a curadora, o foco desta edição surgiu do próprio processo de pesquisa, ao observar que filmes realizados em diferentes países e condições de produção se aproximavam pela maneira como elaboravam referências, linguagens e estéticas.

“A proposta é colocar em questão aquilo que aprendemos a reconhecer como cinema de gênero a partir de um repertório formado sobretudo pelas cinematografias estadunidense e europeia”, destaca Ana Camila Esteves.

Destaques da programação e presença de cineastas africanos

A abertura oficial da Mostra de Cinemas Africanos acontece no dia 17 de setembro (quinta-feira), às 19h, na Sala Walter da Silveira, com a exibição do filme  Memória da Princesa Mumbi e a presença do cineasta, escritor e diretor suíço-queniano Damien Hauser, que também participará de debates sobre seu filme ao longo da programação. O longa é uma aventura romântica futurista, realizada com suporte da inteligência artificial.

Chloé Aïcha Boro, cineasta burkinabé conhecida por sua obra no documentário, também é uma das convidadas desta edição. A realizadora apresentará seu primeiro longa de ficção, As Desvirtuosas. O filme acompanha quatro mulheres expulsas de sua aldeia que formam uma comunidade às margens da sociedade, combinando humor, música e diferentes gêneros cinematográficos. 

Boro também realizará uma masterclass gratuita na capital baiana, na qual compartilhará sua trajetória do documentário à ficção, analisando como uma narrativa familiar pode se transformar em cinema sem perder sua dimensão íntima, ética e política. 

Outro destaque é o documentário “Crocodilo”, um suspense centrado em conflitos familiares, produzido pelo coletivo nigeriano The Critics, formado por jovens que começaram a produzir seus próprios filmes de gênero para a internet.

A programação inclui ainda títulos como “O Pescador”, comédia fantástica de Gana; “O Despertar de Anam”, produção queniana que aborda o luto por meio de elementos sobrenaturais; o thriller psicológico de “Por Detrás das Palmeiras” e o suspense policial de “Diya”; além de curtas de ação, comédia, ficção científica e sobrenatural.

SERVIÇO

Mostra de Cinemas Africanos 2026

Salvador – 17 a 23 de setembro

Abertura: 17/09 (quinta), às 19h, Sala Walter da Silveira

Sala Walter da Silveira (Rua General Labatut, 27 – Barris) e Cine Lankiana (Avenida Aliomar Baleeiro (Estrada Velha do Aeroporto), Km 10,5, 15, Cajazeiras)

Entrada gratuita.

Acompanhe em:

@mostradecinemasafricanos

www.mostradecinemasafricanos.com

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Audiovisual

Mostra de Cinemas Africanos anuncia 9ª edição em Salvador

Kelly Bouéres

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Memória da Princesa Mumbi (2025)
Memória da Princesa Mumbi (2025)

A Mostra de Cinemas Africanos (@mostradecinemasafricanos) chega à sua 9ª edição em 2026 destacando a pluralidade estética do continente a partir de um recorte temático inédito: o cinema de gênero. Em Salvador, a Mostra acontece entre os dias 17 a 23 de setembro, na Sala Walter da Silveira e no Cine Lankiana, com programação gratuita.

Com curadoria da pesquisadora e produtora Ana Camila Esteves, a programação busca afastar visões estereotipadas sobre as telas africanas e reunirá 12 longas-metragens e 10 curtas, entre ficções e documentários, provenientes de 11 países: Quênia, Senegal, Gana, Chade, Marrocos, Burkina Faso, Nigéria, Sudão, Tunísia, Benin e República Democrática do Congo. 

O público poderá conferir uma seleção de produções recentes e inéditas no Brasil que transitam pela ficção científica, comédia, musical, romance, aventura e thriller psicológico. Temas como o uso da Inteligência Artificial no cinema e narrativas urbanas nas grandes cidades africanas também estarão presentes na programação.

A mostra contará ainda com a presença de dois convidados internacionais. O cineasta, escritor e diretor suíço-queniano Damien Hauser e a  cineasta burkinabé Chloé Aïcha Boro. As atividades formativas complementam a programação com minicurso, seminário e laboratório crítico.

Programação expandida pelo interior Bahia

Além da programação nas salas de cinema, a mostra alcança novos espaços este ano, atingindo diferentes regiões de Salvador e cidades do interior da Bahia. 

Antes mesmo do início da programação oficial, no dia 6 de setembro os filmes africanos chegarão à Ilha de Boipeba, em sessões especiais em parceria com o Cineclube Patachoca na programação da Flipeba – Feira Literária de Boipeba. 

No dia 15 de setembro, a mostra chega ao Campus dos Malês, da Unilab – Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, em São Francisco do Conde, como parte do Festival das Culturas da instituição.

As cidades de Antônio Cardoso e Feira de Santana também receberão sessões especiais, através da parceria com a Secretaria Estadual de Educação e o Cineclube Kalunga Bahia. Alunos do Colégio Estadual do Campo de Tempo Integral Genivaldo de Almeida Brandão e do Colégio Estadual Quilombola de Tempo Integral da Matinha assistirão aos filmes e poderão trocar com os cineastas Damien Hauser e Chloé Aïcha Boro.

Já em Salvador, o dia 17 de setembro terá uma abertura expandida, acontecendo em três espaços ao mesmo tempo: além da Sala Walter da Silveira, haverá sessões gratuitas no Sesc Casa Branca, na Ribeira, e no Espaço Cultural Alagados.

A Mostra de Cinemas Africanos tem realização de Ana Camila Comunicação e Cultura, apoio da Embaixada da França no Brasil e do Instituto Francês e, em Salvador, conta com o apoio financeiro do Estado da Bahia, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura. 

Sobre a Mostra de Cinemas Africanos

Criada em 2018 pela produtora e pesquisadora baiana Ana Camila Esteves ao lado da curadora espanhola Beatriz Leal-Riesco, a Mostra de Cinemas Africanos nasceu para preencher o gargalo de distribuição de filmes africanos contemporâneos nas salas brasileiras. Em nove anos de trajetória, o projeto soma 22 edições promovidas em sete cidades (incluindo São Paulo, Porto Alegre, Aracaju, Poços de Caldas e Curitiba), com alcance superior a 350 mil pessoas. O evento já exibiu mais de 400 filmes, trouxe mais de 65 convidados ao país e realizou 45 atividades de formação.

SERVIÇO

Mostra de Cinemas Africanos 2026

Salvador – 17 a 23 de setembro

Sala Walter da Silveira (Rua General Labatut, 27 – Barris) e Cine Lankiana (Avenida Aliomar Baleeiro (Estrada Velha do Aeroporto), Km 10,5, 15, Cajazeiras)

Entrada gratuita.

Acompanhe em: @mostradecinemasafricanos

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Websérie Heróis e Heroínas Populares está disponível no YouTube

Jamile Menezes

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Depois de homenagear 15 mestres e mestras que dedicam suas vidas à preservação de saberes e tradições da Bahia, a websérie Heróis e Heroínas Populares – A cultura de um povo está agora disponível gratuitamente para o público no canal do Projeto Mandinga no YouTube.

A produção reúne histórias registradas em Salvador, na Ilha de Itaparica e em municípios do Recôncavo Baiano, dando visibilidade a personagens considerados verdadeiras bibliotecas vivas da cultura popular. São mestres e mestras ligados à capoeira, ao samba de roda, ao artesanato, à renda de bilro, à construção de instrumentos e a outras expressões que atravessam gerações e ajudam a revisitar o processo de construção da identidade cultural da Baía de Todos-os-Santos.

Um acervo de memórias e saberes – Além de ampliar o acesso às histórias dos homenageados, os episódios criam um acervo audiovisual sobre conhecimentos e práticas que, em muitos casos, ainda permanecem fortemente ligados à transmissão oral entre gerações. A websérie conta com recursos de inclusão e acessibilidade, como legendas, janela de Libras e audiodescrição textual.

 “Esse projeto nasceu do sonho de reconhecer, homenagear e registrar em vida aqueles que mantêm viva a nossa cultura. Mais do que contar histórias, a série preserva memórias, valoriza saberes ancestrais e fortalece novas narrativas, colocando os verdadeiros protagonistas da cultura popular no lugar de reconhecimento e dignidade que sempre lhes pertenceu. É um legado para as futuras gerações e um convite para que o Brasil conheça e celebre seus patrimônios vivos”, destaca mestre Sabiá.

Homenageados – Entre os homenageados, a websérie reúne mestres e mestras que se tornaram referências na preservação e difusão de diferentes manifestações da cultura popular baiana. Na capoeira, os personagens são Mestre Bigo (Itaparica), Mestre Felipe (Santo Amaro), Mestre Fernando (Saubara), Mestre Carcará (Santo Amaro) e Mestre Nô (Itaparica).

No samba de roda, a produção homenageia Dona Dalva (Cachoeira), Dona Maninha (Acupe), Mestre Aurino (Maracangalha), Mestre Domingos Preto (Santiago do Iguape), Mestre Ecinho (Acupe) e Dona Rita da Barquinha (Bom Jesus dos Pobres, distrito de Saubara). Já a cultura popular é representada por Dona Lindaura (Juíza Perpétua da Irmandade da Boa Morte, Cachoeira) e Terêsa, das Ganhadeiras de Itapuã (Salvador). No artesanato, a homenagem é dedicada à Maria Rendeira (Saubara), reconhecida pela preservação da tradicional renda de bilro  e Mestre Olavo (Salvador), reconhecido como mestre na fabricação artesanal de berimbaus.

Mestres e Mestras homenageados

Capoeira

●     Mestre Bigo

●     Mestre Felipe

●     Mestre Fernando de Saubara

●     Mestre Carcará

●     Mestre Nô

Samba de Roda

●     Dona Dalva

●     Dona Maninha

●     Mestre Aurino

●     Mestre Domingos Preto

●     Mestre Ecinho

● Dona Rita da Barquinha

Cultura Popular

●     Dona Lindaura (Irmandade da Boa Morte)

● Terêsa (Ganhadeiras de Itapuã)

Artesanato

● Maria Rendeira de Saubara

Mestre Olavo (construtor de berimbaus)

 

SERVIÇO

Websérie Heróis e Heroínas Populares – A cultura de um povo

Onde assistir: Canal do YouTube do Projeto Mandinga

Link: https://www.youtube.com/@ProjetoMandinga

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