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Religião

Terreiro Ilê Oba L’okê celebra Rei e Senhor das Alturas neste sábado

Jamile Menezes

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Pela primeira vez depois da pandemia, a Comunidade da Casa do Senhor e Rei das Alturas – Terreiro Ilê Oba L’okê, retomará suas atividades festivas. A “Festa do Pilão” será aberta ao público e realizada no próximo sábado, dia 08 de outubro, a partir das 19h.  O Terreiro Ilê Oba L’okê, que fica em Lauro de Freitas, é liderado pelo professor e babalorixá Vilson Caetano e no  período da pandemia foi reconhecido como Patrimônio Histórico e Cultural de Origem Africana e  Afro-Brasileira.

No terreiro nasceram  campanhas contra a intolerância religiosa ao culto do Sabejé, cursos profissionalizantes gratuitos, foi lançado o Museu Virtual 360º, com peças de artes sacra africana criadas pelo artista plástico e  axogun  Rodrigo Siqueira e o Restaurante Sazonal Gastronômico “De Comer com os Orixás“, que se tornou uma grande opção turística para o verão, potencializando o segmento do Afroturismo na Bahia. O convite para este sábado é para ir para a Festa do Pilão no Terreiro Ilê Oba L’okê vestindo branco, para celebrar o Rei e Senhor das Alturas.

Evento: Festa do Pilão – no Terreiro Ilê Oba L’okê

Data: 08/10/2022

Horário: 19h

Endereço R. Dr. José Carlos Minahim, 3 – Quadra A – Parque Jockey Clube, Lauro de Freitas

Acesso: Gratuito

Informações: 71 3287-0435 ou pelo Instagram @ileobaloke

Música

Afoxé Olorum Baba Mi celebra 45 anos neste domingo (28)

Amanda Moreno

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Afoxé Olorum Baba Mi celebra 45 anos neste domingo (28)
Afoxé Olorum Baba Mi celebra 45 anos neste domingo (28) (Foto: Divulgação)

Afoxé Olorum Baba Mi celebra 45 anos neste domingo (28). O Grêmio Comunitário Cultural Olorum Baba Mi celebra 45 anos de existência no dia 28 de abril, às 16h, com apresentações musicais, distribuição do tradicional Caruru Cultural e homenagens para todos os membros do afoxé.

A comemoração será realizada na sede do Afoxé Filhos de Korin Efan, na Rua do Passo, nº 26, Santo Antônio Além do Carmo e contará com a participação de outros afoxés renomados, como as Filhas de Gandhy e os Filhos de Korin Efan, em uma noite de enaltecimento da cultura afro-brasileira na sociedade.

Fundado em 1979 por um grupo de amigos da comunidade da Caixa D’Água, o afoxé mantém como propósito a preservação da cultura afro-brasileira e a inclusão social de crianças e jovens em situação de vulnerabilidade. De origem iorubá, seu nome pode ser traduzido como “Deus, Meu Pai”, refletindo a forte ligação ancestral dos fundadores.

Desde o seu surgimento, o afoxé tem sido um pilar fundamental na valorização da cultura de matriz africana, transmitindo heranças ancestrais por meio da prática para novas gerações. “Os sons dos atabaques ecoam não apenas música, mas também força, resistência e luta dos jovens negros da periferia”, ressalta Lucimar Santos, presidente do afoxé. Essa abordagem tem sido crucial para resgatar e preservar vidas negras, fornecendo conhecimento sobre suas raízes e identidade.

Além da preservação cultural, o afoxé também se destaca por suas ações sociais. Por meio de projetos como oficinas de dança, samba de roda, artes plásticas, fabricação de instrumentos percussivos e culinária, a entidade contribui para a capacitação profissional e formação de novos valores, especialmente de mulheres e jovens negros. Soma-se também o empreendedorismo, que é estimulado para fortalecer tanto práticas coletivas quanto individuais.

Os ensaios do afoxé são feitos em sua própria comunidade, promovendo não apenas a prática musical, mas também o conhecimento sobre a cultura africana. Os rituais, as saudações aos orixás, as letras de suas músicas e a construção dos adereços e dos figurinos contribuem para valorizar a identidade da cultura negra de forma autêntica.

A trajetória do Olorum Baba Mi no carnaval é igualmente impressionante. Campeão em 1984 e 1995, o afoxé não apenas brilha no circuito Batatinha, mas também já participou de eventos internacionais, como o carnaval de Nice, na França. Suas apresentações, marcadas pela diversidade nas alas de dança, cores vibrantes e musicalidade contagiante, conquistam cada vez mais foliões ao longo dos anos.

Este projeto foi contemplado nos Editais da Paulo Gustavo Bahia e tem apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura via Lei Paulo Gustavo, direcionada pelo Ministério da Cultura, Governo Federal. Paulo Gustavo Bahia (PGBA) foi criada para a efetivação das ações emergenciais de apoio ao setor cultural, visando cumprir a Lei Complementar nº 195, de 8 de julho de 2022.

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Religião

Caminhada do Zé Pilintra acontece neste domingo (28) em Salvador

Amanda Moreno

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Caminhada do Zé Pilintra acontece neste domingo (28) em Salvador
Caminhada do Zé Pilintra acontece neste domingo (28) em Salvador (Foto: Divulgação)

Caminhada do Zé Pilintra acontece neste domingo (28) em Salvador. Neste domingo, 28 de abril, Salvador recebe a 2ª Caminhada Cultural de Zé Pelintra. O evento tem saída prevista para as 10h, na Praça Castro Alves, Centro Histórico da cidade.

A caminhada cultural, promovida por um grupo de sambista, busca reforçar a cobrança pelo Projeto de Lei que determina o 30 de abril como o Dia Municipal de Zé Pelintra na cidade de Salvador.

Inclusive, houve Audiência Pública na Câmara dos Vereadores e Consulta Pública nas redes sociais para destacar a importância de celebrar a data.

Além dessa oficialização, a ideia do grupo é tornar o dia 30 de abril como parte do calendário de festas da cidade. Caminhada do Zé Pilintra acontece neste domingo (28) em Salvador.

SOBRE ZÉ PILINTRA

Zé Pelintra ou Zé Pilintra é uma falange de entidades de luz originária da crença sincrética denominada Catimbó, surgida na Região Nordeste do Brasil. O Zé Pelintra também é comumente incorporado em terreiros de Umbanda, tendo seu culto difundido em todo o Brasil. Nessa religião, é considerado parte da linha de trabalho dos malandros.

O Zé Pelintra é uma das mais importantes entidades de cultos afro-brasileiros, especialmente entre os umbandistas. É considerado o espírito patrono dos bares, locais de jogo e sarjetas, embora não alinhado com entidades de cunho negativo, é uma espécie de transcrição arquetípica do “malandro”. Exatamente por isso, serve igualmente como um arquétipo da cultura de origem africana enquanto alvo de preconceito.

Segundo relatos, teria nascido no estado de Pernambuco. Há, ainda, relatos de que nasceu próximo à cidade pernambucana de Exu.

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Religião

Ialorixá cria loja para levantar o ‘Terreiro de Ogun’

Amanda Moreno

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Ialorixá cria loja para levantar o ‘Terreiro de Ogun’
Ialorixá cria loja para levantar o ‘Terreiro de Ogun’

Ialorixá cria loja para levantar o ‘Terreiro de Ogun’. 29 anos. Essa foi a idade em que Mariana Brito, ialorixá soteropolitana, começou a construir o ‘Terreiro de Ogun’ para que pudesse realizar o seu sacerdócio. Levantando em Salvador, o espaço religioso tem sido construído através da venda de produtos de autocuidado, criados por Mariana, que compartilha as etapas da obra e os processos de construção com seus 16 mil seguidores no Instagram.

A Ialorixá, formada em Música e Artes Cênicas, foi iniciada com 21 anos, na época em que estava na faculdade. Designada a cuidar de pessoas, antes mesmo de receber seu cargo como Mãe de Santo, ela acolhe e zela por filhas e filhos de santo, desde 2020. “É um corre para poder fazer o meu Terreiro de Candomblé se fazer existente, exercendo a minha fé de forma racional e não romantizada”, relata Mariana, que também comanda o ‘Fala Aí, Ninha?!’, canal no YouTube onde partilha curiosidades sobre o candomblé.

Autocuidado Ancestral

E para pôr o terreiro de pé, Mariana resolveu empreender, seguindo os desígnios e orientações da ancestralidade. Assim nasceu a loja ‘Pedra de Ouro’, focada em sabonetes dos orixás e banhos de folhas feitos com extratos e insumos puros das ervas, produtos industrializados e com certificação da ANVISA. “A loja entende a necessidade de levar o segredo das ervas de uma forma humanizada, sem o lugar da marginalização”, ressalta a Ialorixá.

Atuante na luta pelo fim do racismo religioso, Mariana evidencia os desafios enfrentados no caminho do empreendedorismo. “Fiquei com tanto medo das pessoas agirem com intolerância, que eu fui no jogo e vi cada folha que devia estar dentro de cada produto”, acrescenta. E é dessa maneira que o Terreiro de Ogun já está com “muro pintado, portão no lugar e chaves na mão”. Contudo, etapas importantes precisam ser concluídas, além da compra de materiais como telhas e vigas de ferro do barracão.

A Mãe nas redes

Além da loja, Mariana também abriu um canal de assinatura com conteúdos exclusivos no Instagram, como forma de angariar fundos para a construção. “O Terreiro de Ogun não está sendo construído de graça e eu preciso fazer dinheiro para tocar a obra. Por isso estou disposta a me dedicar, a construir conteúdos relevantes e exclusivos para quem assinar”, publicou virtualmente.

Mariana posta textos e vídeos com mensagens reflexivas sobre ensinamentos dos orixás, alguns com mais de 200 mil visualizações, e centenas de comentários. Para a sacerdotisa, além do objetivo de realizar a construção da sua casa, os seus  projetos têm o propósito de manter a existência e “dar seguimento por todo o Brasil nos saberes ancestrais, na defesa da liberdade religiosa, mostrando o quão lindo e plural é o candomblé”.

Conheça a Loja Pedra de Ouro: https://www.instagram.com/lojapedradeouro/

Para comprar virtualmente: https://www.pedradeouro.com/

Conheça o Instagram de Mariana: https://www.instagram.com/umamaedeogun/

Fala Aí, Ninha?!: https://www.youtube.com/@Falaaininha

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