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Literatura

Mulheres Negras ganham Casa Insubmissa na FLICA

Jamile Menezes

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Foto: Lis Pedreira
A Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica) chega à 10ª edição celebrando a diversidade e o protagonismo da participação popular na história do Brasil, sobretudo na Literatura. Na busca de fomentar e demarcar as produções literárias, acadêmicas e culturais de mulheres negras, a plataforma Diálogos Insubmissos de Mulheres Negras estará com residência na Flica, com a CASA INSUBMISSA, de 04 a 06 de novembro, na Rua Praça da Aclamação, n°17 Centro, uma ocupação da Casa da Música de Cachoeira. A entrada é Gratuita.
O espaço, que chega à Flica através de uma parceria com a Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), unidade vinculada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), é um espaço de vivências entre escritoras, artivistas, pesquisadoras, autoras negras, sobretudo com o público local e da feira. Em Cachoeira, a Casa Insubmissa contará com uma programação diversa, com bate papos literários, performances, palestras, lançamentos, distribuição de livros, a segunda edição da competitiva de poesia Slam Insubmisso e a quarta edição do Baile Insubmisso, com shows de Sued Nunes e Dj Nai Kiese.

As atividades da programação fazem parte de uma curadoria realizada entre a Coordenação de Literatura da FUNCEB e integrantes da DIMN, com o intuito de dar um retorno para a comunidade baiana de trabalhos de mulheres negras, artistas da palavra, premiadas no Prêmio das Artes Jorge Portugal (Programa Aldir Blanc Bahia) e no concurso do Instituto Sacatar, projetos produzidos pela Fundação no contexto da pandemia, que trazem publicações virtuais e impressas, programas de podcast e produções de audiovisual.

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Idealizadora do projeto e diretora CEO da DIMN, Dayse Sacramento, explica que a Casa Insubmissa é uma instalação artística que fomenta uma rede econômica e que promove a participação das mulheres negras em festivais literários. “Além de incentivarmos uma produção com perspectiva afrocentrada”, reitera”.

A realização na Flica é um ato de insubmissão e resistência de mulheres negras que atuam em todas as esferas do campo literário. Esta é a segunda edição da Casa Insubmissa. Anteriormente, participou da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), em 2018.

Sacramento destaca que a DIMN e a Casa são iniciativas que nascem em Salvador, na Bahia. “Com isso, geopoliticamente, realizar o projeto é também uma forma de oportunizar e questionar sobre a participação de iniciativas intelectuais nordestinas e de fora do eixo sul-sudeste-centro do país”, realça.

Para Renata Dias, diretora geral da FUNCEB, artistas que se autodeclaram pretos/as e pardos/as apresentam maior dificuldade para publicar e difundir suas obras. “Este foi um dos dados verificados no mais recente Mapa da Palavra – Diagnóstico da Produção Literária da Bahia, iniciativa pioneira no campo da produção literária baiana realizada pela Funceb. Apresentar o que fizemos a respeito deste dado nesta edição da FLICA será bastante especial, ainda mais em parceria com a Casa Insubmissa, plataforma que há cinco anos se volta à valorização dos agentes da cadeia produtiva da literatura preta periférica. Esperamos contribuir com uma programação que amplie o conhecimento e favoreça o debate sobre a formulação das políticas públicas voltadas aos artistas da palavra da Bahia”, diz.

Slam e Baile Insubmisso

Como parte dos eventos que marcam a passagem do Novembro Negro e reforçando o espaço de artistas negras e baianas que trabalham de forma independente, o DIMN com patrocínio da Warner Music Brasil realizará o SLAM Insubmisso 2022, segunda edição da competitiva voltada a artistas da palavra baianas, que está com as inscrições abertas e premiações para as três primeiras colocadas – R$ 01mil (I), R$800 (II) e R$500 (III).

Ao todo, serão convocadas 12 slammers para a competição na Casa Insubmissa. Podem se inscrever mulheres negras a partir de 18 anos, através do Sympla, no link da BIO da Diálogos Insubmissos no Instagram. Todas as fases da competição serão presenciais na Casa Insubmissa e irão ocorrer a partir das 20h30 do dia 05 de novembro de 2022.

Em seguida, ocorre o Baile Insubmisso, com shows de Sued Nunes e DJ Nai Kiese, esta com o show intitulado EU NÃO ANDO SÓ. Numa versão totalmente diferente de outros palcos, Sued Nunes apresentará o show “Travessia Intimista”, onde reúne canções de sua carreira e outros clássicos. O Baile ocorre também no dia 04 de novembro, às 22h30, com apresentação de Nai Kiese, com o line up ABRE CAMINHOS.

Performances artísticas

A Casa Insubmissa contará com apresentações de duas performances artísticas e poéticas. A primeira é no dia 04 de novembro, às 21h, de Sued Hosaná. Já no dia 05 de novembro, a performance “Confissões de uma mulher que queimou uma cidade”, da multiartista Ayala Tude, inspirado no poema dub jamaicano homônimo de Afua Cooper.

PROGRAMAÇÃO:

04/11 – Sexta-feira

13:00 – Abertura da Casa Insubmissa de Mulheres Negras na FLICA 2022

13:30 – Mesa Institucional com Renata Dias (Diretora Geral da FUNCEB) e Dayse Sacramento (DIMN)

14:00 – Mesa Mulheres Negras no Instituto Sacatar
Sanara Rocha
Crislane Rosa

19:00 – Experiências editoriais: Uma conversa sobre as mãos pretas que fazem livros
Deisiane Barbosa (Editora da Andarilha Edições)
Luciana Brasil (Produtora)
Maria Mariana (Designer e diagramadora da Editora Diálogos Insubmissos)
Mediação: Joice Faria

21:00 – Performance Artística – Sued Hosaná

22:30 – Baile Insubmisso – DJ Nai Kiese

* Das 16h às 19h haverá exibição de resultados audiovisuais do Prêmio Jorge Portugal (Programa Aldir Blanc Bahia).

05/11 – Sábado

13:00 – Abertura da Casa Insubmissa de Mulheres Negras na FLICA 2022

15:00 – Mesa Produções Literárias de Mulheres Negras premiadas pelo Prêmio das Artes Jorge Portugal ( Programa Aldir Blanc Bahia)
Má Reputação (Slam Pandemia Poética)
Mônica Santana (Autora do ebook Luto substantivo)
Evelyn Sacramento (Autora do livro impresso Menina Nicinha)
Mediação: Ayala Tude

16:30 – Ofó Obirin Dudu – Lançamento de autoras negras
Evelyn Sacramento (Menina Nicinha)
Janildes Chagas (Felipas Marias)
Nazaré Lima – (Poestrias)
Mediação: Negafyah

19:30 – Performance poética: Confissões de uma mulher que queimou uma cidade
Performer: Ayala Tude

20:30 – Slam Insubmisso – Parceria DIMN e Warner Music Brasil
Slammaster: Negafyah
Juradas: Ligia Benigno (Produtora Cultural), Mônica Santana (Atriz, dramaturga e escritora), Ayala Tude (Tradutora) e outras a confirmar

23:00 – Baile Insubmisso – Show intimista de Sued Nunes + DJ Nai Kiese

* Das 15h às 18h haverá exibição de resultados audiovisuais do Prêmio das Artes Jorge Portugal (Programa Aldir Blanc Bahia).

06/11 – Domingo

11:00 – Ressaca Insubmissa com Arrastão Punnany – com discotecagem da DJ Sista Kátia e a residente Baile Insubmisso, DJ Nai Kiese

*Distribuição gratuita de livros da FUNCEB e da Editora Diálogos Insubmissos.

15:00 – Encerramento das atividades da Casa Insubmissa de Mulheres Negras 2022

Literatura

Bárbara Carine lança livro na Biblioteca dos Barris

Amanda Moreno

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Bárbara Carine lança livro
Bárbara Carine lança livro (Foto: Gabriel Cerqueira)
Bárbara Carine lança livro na Biblioteca dos Barris. Após o sucesso de Como ser um educador antirracista, a pesquisadora, escritora e ativista Bárbara Carine lança novo livro pela Editora Planeta, nesta quinta-feira, 22 de fevereiro, a partir das 19h, na Biblioteca Central do Estado da Bahia (Barris), com direito a sessão de autógrafos com a autora.
Em Querido estudante negro, é possível conhecer uma faceta diferente da autora. Desta vez, em formato de cartas fictícias, Bárbara dialoga com os estudantes negros, independente das condições financeiras ou sociais, ao compartilhar as experiências que viveu. Com quase 400 mil seguidores nas redes sociais, a intelectual convida a mergulhar na complexidade da formação de subjetividades negras nesta obra.
No livro, uma estudante negra compartilha cartas com um amigo que conheceu na infância e que também é um estudante negro. Nos relatos, a protagonista vivencia situações que Bárbara enfrentou, focando na trajetória estudantil, abrangendo desde a pré-escola até o pós-doutorado.
Os personagens, principais e secundários, não são nomeados. O objetivo é que qualquer estudante negro brasileiro se identifique, pois, as histórias de vida são cruzadas. “São cartas de um ‘Eu Coletivo’. Uma história que é de uma alguém, justamente por ser a narrativa de todo mundo.”, escreveu Carine.
De forma sútil e potente ao mesmo tempo, Bárbara tece uma crítica social sobre o classicismo e o racismo. Para isso, ela apresenta dois protagonistas que têm a mesma idade, mas são diferentes. A menina é negra de pele não retinta e vive em periferia. O menino é retinto e possui uma situação abastada. Apesar das diferenças socioeconômicas, ambos têm a subjetividade completamente atravessada pelo racismo estrutural. A linguagem e complexidade das cartas mudam no decorrer da vida, mas permanece a certeza de que as experiências escolares de pessoas negras no Brasil são duras e discriminatórios.
A obra Querido estudante negro apresenta diferentes percepções e níveis de compreensão sobre o que é ser negro no país. Bárbara convida as pessoas que desejam entender os universos dos estudantes negros, seus responsáveis e professores antirracistas. Mas, seu principal foco é, sem dúvida, o estudante negro. Esse é um livro que acolhe e tenta deixar o mundo menos solitário para o jovem negro, seja aquele que ainda está trilhando o caminho ou aquele que cresceu e precisou aprender a sobreviver em meio a uma sociedade racista.
EVENTO DE LANÇAMENTO
Sessão de autógrafos com Bárbara Carine
Dia 22 de fevereiro às 19h
Biblioteca Central do Estado da Bahia
Local: R. Gen. Labatut, 27 – Barris, Salvador – BA, 40070-
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Literatura

Claudia Alexandre lança livro “Exu-Mulher e o Matriarcado Nagô”

Jamile Menezes

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Claudia Alexandre também possui uma vasta produção sobre sambas e escolas de samba de São Paulo

No próximo dia 31, às 18h30, o Museu Nacional de Cultura Afro-Brasileira (Muncab), em Salvador, receberá o lançamento do novo livro da jornalista e cientista da religião, Claudia Alexandre: Exu-Mulher e o Matriarcado Nagô – sobre masculinização, demonização e tensões de gênero na formação dos candomblés (Editora Aruanda/ Fundamentos do Axé, 2023). O evento, que tem promoção da livraria Katuka Africanidades, terá uma roda de conversa com participação da prefaciadora, a socióloga Nubia Regina Moreira, coordenadora do grupo de pesquisa Ojú Obìnrín Observatório de Mulheres Negras e professora da UESB (Universidade do Sudoeste da Bahia).

Exu-Mulher e o Matriarcado Nagô: sobre masculinização, demonização e tensões de gênero na formação dos candomblés (Editora Aruanda/Fundamentos de Axé, 2023), apresenta um debate inédito no campo dos estudos sobre as tradições e religiosidades afro-brasileiras em relação ao que foi escrito até aqui sobre o controverso orixá Exu.  Ao mesmo tempo que questiona sobre representações femininas de Exu que não foram inseridas na definição do corpo das tradições yorubá-nagô dos primeiros candomblés na Bahia.

A obra insere registros e informações sobre as experiências e protagonismo de mulheres negras – africanas, escravizadas, alforriadas, libertas, que resistiram as opressões patriarcais para manter suas práticas ancestrais. O livro destaca alterações na relação com o orixá Exu, que na iorubalândia (Nigéria, Benin, Togo…) é representado por figuras em pares – macho e fêmea, que não se popularizaram no Brasil.

O livro é baseado na tese de doutorado da autora, defendida em novembro de 2021, eleita a Melhor Tese do Ano, pelo Programa de Ciência da Religião da PUC-SP.  Foi finalista e segunda colocada do Prêmio SOTER/Paulinas de Teses 2022 (Prêmio Prof. Afonso Maria Ligório Soares), realizado pelo Congresso Internacional da Soter (Sociedade de Teologia e Ciência da Religião).
Claudia Alexandre também possui uma vasta produção sobre sambas e escolas de samba de São Paulo e é autora do livro-dissertação “Orixás no Terreiro Sagrado do Samba: Exu e Ogum no Candomblé da Vai-Vai”, também pela Editora Aruanda/Fundamentos de Axé.

Haverá sessão de autógrafos e venda de livro no local (R$ 80,00 por exemplar). O Muncab está localizado à rua das Vassouras, 25 – Centro Histórico. Entrada gratuita.

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Literatura

Conversaria na Caixa acontece este fim de semana

Jamile Menezes

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Neste sábado e domingo (dias 13 e 14 de janeiro), na Caixa Cultural acontece a Conversaria na Caixa. O projeto inspirado no Conversaria Literária, contará com poetas, músicos e escritores da Bahia e de outros estados. No local, uma conversaria musical com contações de histórias e declamações de versos na área interna e na externas, recitais e cantorias. O evento acontece a partir das 14h.

Nomes como Mariane Bígio, Sarau da Onça, Bráulio Bessa e Maviael Melo e Ana Barroso, estarão no primeiro dia do Conversaria na Caixa. Já no segundo o evento contará com Sálua Chequer, Slam das Minas e Aiace, Jéssica Caitano e Socorro Lira. A programação conta também com Exposição e Lançamento de Livros e Discos e terá um bate-papo no dia 13 com o lançamento do livro Infantil, Doçura, da vencedora do Prêmio Jabuti 2023, a baiana Emília Nuñez. Cada encontro será registrado e gravado para disponibilização nas redes sociais e no canal do Youtube do poeta e cantador Maviael Melo.

Tendo o violão como marcação sonora, em um cenário de luz marcante, Maviael conversa por 90 minutos em ilustrações poéticas e históricas de momentos, das trajetórias dos convidados e do próprio mediador, abordando temas atuais e os processos criativos de cada convidado. Pela Conversaria já passaram nomes como Bule Bule, Lirinha, Josyara, Juliana Ribeiro, Lazzo Matumbi, Aiace, Flávio Leandro, Xico Sá, Elisa Lucinda, Antônio Nóbrega, Chico Cesar, entre outros.

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