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Memória

Personalidades negras passam a integrar Dicionário Biográfico-Histórico da Bahia

Jamile Menezes

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Luiza Bairros

 

Decanos da militância negra baiana – a exemplo de Lino Almeida, Ana Célia Silva, Gilberto Leal, e os memoráveis Jônatas Conceição e Luiza Bairros, dentre outros -, passam a integrar ao Dicionário Biográfico-Histórico da Bahia (DBHB), organizado pelo Centro de Memória da Bahia (CMB). Dez verbetes que apresentam essas biografias, serão lançados nesta segunda (12), na Biblioteca Central (Barris).

O projeto foi elaborado pelo CMB, unidade gerida pela Fundação Pedro Calmon (FPC), e oferece informações biográficas de personalidades baianas desde a proclamação da República (1889) até o ano de 2022, além de textos sobre temas referentes a sua economia, sociedade e órgãos públicos.

Ana Célia Silva

Em especial, esta edição consiste na elaboração de verbetes biográficos das principais lideranças do Movimento Negro da Bahia nos anos 70 e 80, que tiveram atuação política na Bahia republicana entre eles estão Antônio Carlos, o Vovô do Ilê; João Jorge; Luis Alberto; a Secretária de Cultura do Estado Arany Santana, Ana Célia Silva; Gilberto Leal, Lino Almeida, Jônatas Conceição, e Zulu Araújo.

O material digital ficará disponível no site da FPC: www.fpc.ba.gov.br 

Cultura

Hip-Hop será Patrimônio Imaterial da Bahia

Jamile Menezes

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Dj Branco no centro junto à Tata Ricardo à direita e Luciana Mandelli à esquerda seguram protocolo nas mãos.

Foi protocolado nesta quarta-feira (26), no Instituto de Patrimônio Artístico e Cultural do Estado da Bahia – IPAC, órgão ligado a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia – SECULT, do Governo do Estado, pela Casa do Hip-Hop Bahia o pedido de abertura do processo de registro especial da Cultura e Movimento Hip-Hop como Patrimônio Imaterial do Estado.

A reunião aconteceu na sede do IPAC com a presença do Dj Branco, secretário executivo e coordenador geral da Casa do Hip-Hop Bahia, de Luciana Mandelli, diretora-geral do Instituto de Patrimônio Artístico e Cultural do Estado da Bahia – IPAC, e de Tatá Ricardo Tavares, presidente da Câmara de Patrimônio Artístico Arqueológico e Natural do Conselho de Cultura do Estado da Bahia. Na pauta, foram dialogadas demandas referentes à política pública no estado e cultura hip-hop.

Luciana Mandelli, ressaltou a importância de reconhecimento e salva guarda da cultura hip-hop. “Quero agradecer primeiro à Casa do Hip-Hop Bahia por tomar essa iniciativa e se somar ao movimento da Construção Nacional do Hip-Hop. Que apresentou ao IPHAN a solicitação do registro especial nacional do reconhecimento como cultura imaterial do Brasil. Aqui na Bahia, o hip-hop tem uma função mais importante ainda porque quando a gente fala sobre formação e identidade cultural, tem a ver com a organização de cultura periférica em todo o estado. Com a história do movimento negro na cidade, então, o hip-hop na Bahia tem essa característica própria, e a gente está muito feliz em poder contribuir com esse processo. O IPAC se coloca à disposição da Casa do Hip-Hop Bahia e outros organismos do movimento hip-hop para que a gente possa fortalecer a salvaguarda de memória da cultura e movimento”, disse.

Tatá Ricardo afirmou que esse é um momento histórico. “ O movimento hip-hop é uma arte afirmativa que ocupa espaço com um grande papel transformador, educador e emancipador da população. Em especial da população periférica, a população negra,  que de fato através de sua arte, da construção da arte-educação, tem libertado e salvado vidas. Tem reconstruído sonhos cantados, dançados, grafitados, a favor da vida em versos e prosas. Então, o hip-hop ter esse reconhecimento estadual não é nada mas justo pela sua contribuição e merecimento, porque o povo da Bahia já reconhece”, afirmou.

“O hip hop é um movimento sócio-político-cultural e econômico, que ajudou e está ajudando a reconstruir esse país. Formado por jovens negros/negras em sua maioria de comunidades periféricas, que utilizam os elementos da cultura hip hop (rap, break, graffiti, Dj) como importantes ferramentas de educação, conscientização, transformação social. Promove a cidadania, elevação da consciência e resgata a autoestima. Dialogamos diretamente com aqueles e aquelas que o poder público não dialoga. Por isso, e entre outras coisas, é importante esse reconhecimento”, afirmou Dj Branco.

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Audiovisual

Sala de Cinema Walter da Silveira recebe documentário sobre Mateus Aleluia

Jamile Menezes

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Mateus_Aleluia

Foto Vinícius Xavier

 

Durante seis anos, a cineasta Tenille Bezerra acompanhou o cantor Mateus Aleluia em uma jornada que atravessa o documentário “Aleluia, o canto infinito do Tincoã”. A obra estará em cartaz gratuitamente na Sala de Cinema Walter da Silveira, da Fundação Cultural do Estado da Bahia, localizada nos Barris.

As sessões acontecem de 7 a 14 de fevereiro, com sessões às 14h, 15h, 17h ou 19h. A obra, com duração de 70 minutos, acompanha o processo de composição do segundo disco de Mateus Aleluia. O filme se lança na construção de um imaginário em torno da obra e da vida do artista. O filme articula a obra musical de Mateus com sua memória afetiva tecendo uma delicada trama que conecta distintos lugares e temporalidades.

Pensador inquieto, espírito revolucionário, filósofo e poeta, Mateus Aleluia é um artista que como poucos consegue olhar dentro dos olhos do século. Suas canções são reflexo de uma profunda ligação com a arte de viver. “O sonhador, o homem d’arte, é um anunciador daquilo que há de vir”, ele revela em uma das cenas do documentário que atravessa o início da sua carreira no grupo vocal “Os Tincoãs”, e deságua na expressão artística atual de Mateus.

O filme transita entre Luanda e Cachoeira sem fazer distinção dos lugares em um gesto marcante de compor uma geografia íntima, onde o tempo passeia e a todo momento se bifurca.

O filme foi viabilizado por meio do Edital Setorial do Audiovisual 2016, com apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda, Fundação Cultural do Estado da Bahia e Secretaria de Cultura da Bahia. E conta com recursos federais da Ancine através do Fundo Setorial do Audiovisual. O documentário Aleluia, o canto infinito do Tincoã, marca a estréia de Tenille Bezerra na direção de longa-metragem. Já a exibição na Sala Walter acontece através da Descoloniza Filmes.

Outros filmes também estarão em cartaz no período. Confira a programação completa da Sala de Cinema Walter da Silveira aqui!

SERVIÇO:

Sala de Cinema Walter da Silveira – Aleluia – O canto infinito do Tincoã
Quando: 07/02, às 17h | 08/02, às 15h | 09/02, às 17h |10/02, às 17h |12/0, às 14h | 14/02, às19h
Onde: Sala de Cinema Walter da Silveira (Rua General Labatut, 27 – Barris, Salvador/BA)
Gratuito
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Artes

Mestre Curió realiza 32º Encontro Internacional de Capoeira Angola

Jamile Menezes

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mestre curió

 

A ECAIG – Escola de Capoeira Angola Irmãos Gêmeos do Mestre Curió, promove o seu 32º Encontro Internacional de Capoeira Angola de 18 a 21 de janeiro.

Com a temática central ‘Do atabaque ao berimbau. Viva a tradição ancestral. Capoeira Angola é manha e mandinga’, Mestre Curió, fundador e presidente do Grupo ECAIG, ressalta a importância de trazer essa temática no evento. Um momento para refletir sobre ancestralidade, a história de luta e resistência do povo; a capoeira angola como instrumento dessa resistência e prática de educação para liberdade ao longo séculos.

O encontro vai receber capoeiristas do México, França, Suíça, Minas Gerais, São Paulo e outras cidades.

Mestre Curió

Jaime Martins dos Santos, o Mestre Curió nasceu em Patos Pinhares, interior da Paraíba. Filho de José Martins dos Santos, lavrador e de Maria Bispo, normalista, ambos capoeiristas. Aproximou-se da Capoeira aos seis anos de idade, sendo que sua família representa uma tradicional elite da Capoeira Angola. São eles: o avô Pedro Virício (Curió grande), o pai José Martins dos Santos (Malvadeza) e a mãe Maria Bispo. Além destes, teve Vicente Ferreira Pastinha, considerado Pai da Capoeira Angola, como seu último Mestre. Mestre Curió representa assim um fiel depositário do saber imaterial da capoeira angola.

 

‘Já é o trigésimo segundo evento que fazemos e a cada evento, faço um tema relembrando o nosso passado que está esquecido por muitas pessoas, então para que a gente não esqueça da história do nosso povo, da história dos nossos antepassados, eu faço esse evento para acordar o povo e as autoridades, por que as vezes não valorizam, falam só de ancestralidade, mas não valorizam. Porque se não fosse a nossa ancestralidade, se não fosse o povo do passado não existia a nossa arte de capoeira angola. A minha preocupação justamente é dar continuidade tudo aquilo que nossos antepassados deixaram e está se perdendo aos poucos. Não é falar de ancestralidade e não dar continuidade, eu quero falar e dar continuidade como venho sempre dando. Quero mostrar para o povo e as autoridades, para o povo da cultura que a capoeira angola é diferente de luta, não é luta, é uma arte, é uma dança, é filosofia de vida e ela só passa a ser perigosa na hora da dor. Quero mostrar para o povo o que significa ancestralidade. A minha intenção é acordar o povo, pois eles não valorizam muito, com especialidade o sistema, o povo do governo que acorde para nossa realidade. A minha história de quere mudar é isso. Não é para mudar para pior, quero mudar para melhor. Não quero que as autoridades olhem a gente com outro olho, porque tudo para o negro, tudo para o pobre é com dificuldade, os que vivem junto do sistema tem mais oportunidade do que nós que não vivemos com o sistema. Vivemos com notório saber. O que eu aprendi com meus mestres, com minha família, não foi na Universidade. – diz Mestre Curió. 

 

SERVIÇO:

32º Encontro Internacional de Capoeira Angola da Escola Irmãos Gêmeos do Mestre Curió.

Tema: ‘Do atabaque ao berimbau. Viva a tradição ancestral. Capoeira Angola é manha e mandinga’

Data: 18 a 21 de janeiro de 2023

Abertura Oficial: 18 de janeiro, 19 horas, na ECAIG Pelourinho – Rua Gregório de Matos, 9, 2º andar

Oficinas de movimento de Capoeira e Bateria de Capoeira Angola e Percussão Musical: 19 de janeiro, das 9 às 11 e das 15 às 17h, na  ECAIG do Forte da Capoeira, no largo do Santo Antonio Além do Carmo.

Missa em Memória ao Mestre Pastinha e José Martins dos Santos (Malvadeza), pai do Mestre Curió: 20 de janeiro, às 18horas, na  Igreja de São Francisco no Pelourinho.

Encerramento*: 21 de janeiro, a partir das 15horas, na  ECAIG Pelourinho – Rua Gregório de Matos, 9, 2º andar

* Homenagens, teatro, dança, roda de Capoeira Angola, entrega de carteirinhas e apelidos para os alunos novos, dado pelo próprio Mestre Curió e oferenda do tradicional e delicioso Caruru de São Cosme e Damião.

Para acesso a todas as atividades será exigido o uso de máscara e apresentação da carteira de vacinação contra Covid em dia.

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