Carnaval
#OuroNegro – Ilê Aiyê faz reverência à ancestralidade angolana nas ruas do Carnaval 2023

No Carnaval de 2023, o bloco afro mais tradicional do Brasil homenageia o centenário do médico, escritor e político angolano Agostinho Neto, presidente do Movimento Popular de Libertação de Angola e responsável pela libertação do povo angolano. É para ele que o Ilê Aiyê dedica o tema desse Carnaval.
A festa marca o início do reinado de Dalila Oliveira, Deusa do Ébano 2023. Ao seu lado, também estreiam as princesas eleitas na 42ª Noite da Beleza Negra, Carol Xavier e Larissa Valéria. Nos vocais, estarão Jauncy Oju Bará, Valter França, Juarez Mesquita, Iana Marucha e Graça Onasilê, que se revezam nos dias de desfile. Em 2023, o Ilê Aiyê completa 49 anos desde que foi fundado em 1974, tendo sido em 1975 o seu primeiro desfile no Carnaval.
Tudo começa no sábado (18), quando acontece a tradicional e concorrida saída do bloco no Curuzu. O ritual de fé abre caminhos e abençoa o Ilê Aiyê, tendo à frente a ialorixá do terreiro Ilê Axé Jitolu, Hildelice Benta dos Santos.
PROGRAMAÇÃO
Depois do tradicional ritual na saída do bloco na Ladeira do Curuzu, o trio do Ilê Aiyê segue em festa para o Plano Inclinado da Liberdade. De lá, os associados fazem uma pausa até se encontrarem novamente horas depois no Corredor da Vitória, onde a entidade inicia o seu primeiro desfile em circuito oficial, o Osmar, às 2h do domingo, em direção à Praça da Piedade.
Na segunda-feira, 20h, o Ilê Aiyê levará seu espetáculo cênico-musical para o Circuito Osmar. Comandado pelo som marcante da Band’Aiyê, o bloco sai acompanhado de um cortejo comemorativo ao tema do Carnaval, com destaque para o carro que se transforma em um verdadeiro altar para a rainha e as princesas recém-eleitas.
Na terça-feira, o dia é dedicado ao folião pipoca. O Ilê Aiyê sai em trio sem cordas no Circuito Osmar no turno da tarde, arrastando todos os negões e negonas que têm a entidade carnavalesca como um ícone de resistência e luta por igualdade racial.
SERVIÇO:
1º Dia – 18/02/23 (Sábado)
Circuito Mãe Hilda.
Primeiro desfile: Concentração no Curuzu (20h às 21h), seguindo até Plano Inclinado da Liberdade.
Segundo desfile: a partir de 2h da madrugada de domingo (19/02), saindo da Vitória em direção a Piedade.
2º Dia – 20/02/23 (Segunda)
Circuito Osmar
Concentração às 18h na Araújo Pinho (Canela)
Saída prevista: 19h
Terça-feira (21/02/23)
Trio Pipoca
Saída: Turno da tarde
TEMA: “Agostinho Neto – Kilamba, Manguxi, 100 anos do herói nacional de Angola”
FANTASIA: R$ 600
Carnaval
Bloco Olodum já tem ingressos à venda para primeiro ensaio
O Olodum realiza, no dia 30 de agosto, domingo, das 14h às 18h, o primeiro Ensaio do Bloco Olodum para o Carnaval 2027, na Praça das Artes Mestre Neguinho do Samba, no Pelourinho. O encontro abre a preparação do bloco para a próxima folia e presta homenagem aos 228 anos da Revolta dos Búzios, movimento que marcou a luta por liberdade e igualdade na Bahia.
O Ensaio do Bloco Olodum apresenta ao público a atmosfera do Carnaval 2027, quando o bloco levará para a avenida o tema “Sirius, Cão Maior – O Mistério das Estrelas”. A proposta estabelece um diálogo entre ciência, ancestralidade e cosmovisão africana, a partir dos conhecimentos astronômicos atribuídos ao povo Dogon. Os ingressos para o Ensaio do Bloco Olodum já estão à venda pela plataforma Meu Bilhete.
SERVIÇO
Ensaio do Bloco Olodum 2026
Homenagem aos 228 anos da Revolta dos Búzios
Data: 30 de agosto de 2026 (domingo)
Horário: das 14h às 18h
Local: Praça das Artes Mestre Neguinho do Samba
Ingressos
Meia-entrada (Lote Promocional): R$ 70,00 + taxa de R$ 7,00
Solidário (+ 1 kg de alimento): R$ 80,00 + taxa de R$ 8,00
Inteira: R$ 140,00 + taxa de R$ 14,00
Vendas: https://www.meubilhete.com.br/30-08-ensaio-do-bloco-olodum-2026
Classificação etária: 18 anos
Carnaval
Bloco Afro Os Negões leva legado dos povos africanos para avenida
“Colocar o Bloco Afro Os Negões na rua todos os anos é atravessar um tempo de tradição que exige coragem, organização e resistência. Mesmo diante das dificuldades, seguimos firmes com o compromisso de manter nossos cortejos como parte viva da cultura negra brasileira. Somos patrimônio imaterial deste país”, lembrou Paulo Roberto, presidente do Bloco Afro Os Negões.
“Mesmo diante de circunstâncias imprevistas que impossibilitaram nossa presença na Avenida, manifestamos nosso profundo reconhecimento à relevância histórica, cultural e política do Bloco Afro Os Negões no Carnaval da Bahia. Como forma de honra à sua trajetória de luta e contribuição fundamental à cultura afro-brasileira, concedemos oficialmente ao Bloco Os Negões o Título de Reconhecimento.”
“Desfilar com o Bloco Afro Os Negões é uma sensação que não cabe em palavras — é arrepio, é orgulho, é entender que faço parte de algo muito maior do que eu. Estar em cima do trio como Negro Lindo 2026 não é só dançar, é carregar uma história inteira no corpo. Cada passo é memória, cada movimento é resistência. Quando olho a pipoca lá de cima, não vejo só gente: vejo um povo vivo, celebrando a própria existência”, contou Júnior.
Carnaval
TriKaciQ marca presença no Carnaval com música de origem quilombola
Misturando clássicos do carnaval baiano com um repertório autoral de influências rítmicas do samba quilombola, reggae e ijexá, a banda TriKaciQ, originária de Irará (BA), marcou presença em mais um ano no Carnaval de Salvador. Integrando a programação oficial promovida pela prefeitura, o grupo se apresentou nos dias 14 e 17 de fevereiro, nos bairros Rio Vermelho e Pelourinho, dois espaços que reafirmam a proposta de descentralizar a folia e valorizar a diversidade sonora da cidade.
No Rio Vermelho, o encontro foi intenso e vibrante. O público cantou em coro, dançou e transformou o Largo da Mariquita em um território de celebração coletiva. No Palco Multicultural, no coração do Pelourinho, a apresentação ganhou ainda mais simbolismo. O espaço, dedicado à valorização da música brasileira e das expressões culturais ligadas à ancestralidade do Centro Histórico, recebeu a TriKaciQ como um movimento musical que conecta tradição e contemporaneidade.
Com 25 anos de trajetória, a TriKaciQ levou para a folia uma sonoridade que atravessa gerações e reafirma a força cultural do interior da Bahia. Formado por Jussa Souza e seus filhos João Rafael e Thi Mendes, o trio é criador do Sambarilê, ritmo autoral que une o samba de roda dos quilombos iraraenses a elementos do forró e do merengue. Ao lado dos músicos Felipe Guedes, Marcelo Tribal, Leo Jesus e Nino Bezerra, a TriKaciQ levou aos foliões um repertório dançante, repleto de tradição e marcado pela fusão de heranças afro-baianas.
“Foi um carnaval de muita entrega e energia. É uma alegria muito grande participar da maior festa de rua do Brasil, levando a nossa cultura popular e identidade musical do interior da Bahia para se conectar com foliões de diferentes gerações”, destacou o grupo.
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