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Teatro

Solo Medeia Negra faz curta temporada no Subúrbio de Salvador

Jamile Menezes

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Foto Margarethe Leite

 

O premiado solo baiano Medeia Negra volta a cartaz ocupando espaços culturais da periferia de Salvador com apresentações gratuitas entre março e abril. A programação integra o projeto Curto Circuito de Teatro, da Prefeitura de Salvador. Em cena, a montagem apresenta uma adaptação do mito clássico para os contornos reais do corpo e voz de uma mulher negra que lida com julgamentos e opressões da sociedade.

A estreia é no dia 18 de março, no Espaço Cultural Boca de Brasa, em Cajazeiras. Em seguida, será a vez do Espaço Cultural Boca de Brasa Subúrbio 360º, em Coutos, no dia 14 de abril. Para fechar a temporada, o solo faz uma apresentação  no Teatro do SESI Itapagipe, no dia 16 de abril. Todas as apresentações acontecem às 19h, com ingressos gratuitos distribuídos no local.

“São histórias de uma Medeia que foi enegrecida a partir dessa convivência. É um espetáculo político forte, e vai ser potente levar este manifesto contra o racismo e o machismo para a periferia de Salvador”, diz a atriz Marcia Lima.

Após cinco anos em circulação no País e no exterior, será a primeira vez que o espetáculo será encenado em centros culturais periféricos. O espetáculo tem dramaturgia de Márcio Marciano (Coletivo de Teatro Alfenim/PB) e Daniel Arcades (Grupo NATA – Núcleo Afrobrasileiro de Teatro de Alagoinhas/BA). A montagem estreou em Salvador em 2018, com produção do Grupo VilaVox.

Serviço

Medeia Negra
Dia 18 de março: Espaço Cultural Boca de Brasa, em Cajazeiras.
Dia 14 de abril: Espaço Cultural Boca de Brasa Subúrbio 360º, em Coutos.
Dia 16 de abril: Centro Cultural SESI Casa Branca – Sesi Itapagipe, Caminho de Areia.
Todas as apresentações acontecem às 19h, com ingressos gratuitos distribuídos no local

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Teatro

Bando de Teatro de Olodum apresenta ERÊ em Feira de Santana

Jamile Menezes

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Bando de teatro olodum

Como parte da programação especial do Novembro Negro, o Complexo Cultural do Centro de Convenções de Feira de Santana recebe, no dia 30 de novembro, domingo, uma sessão única do espetáculo “Erê”, do Bando de Teatro Olodum.

Com concepção de Lázaro Ramos, direção de Cássia Valle e Zebrinha (José Carlos Arandiba), dramaturgia de Daniel Arcades e direção musical de Jarbas Bittencourt, Erê é um manifesto cênico contra a violência do racismo, celebrando a resistência e a memória das vidas negras interrompidas.

Os Ingressos são gratuitos e já estão disponíveis na plataforma Sympla.

Inspirado na peça Erê pra toda a vida/Xirê, criada pelo Bando em 1996 e apresentada no Rio de Janeiro, São Paulo e Londres, o espetáculo ganhou uma nova montagem em 2015, em Salvador, nas comemorações pelos 25 anos do grupo. Este ano, retornou em uma releitura contemporânea, que resgata e reinventa a obra diante das realidades ainda marcadas por chacinas e assassinatos cotidianos de pessoas negras.

A apresentação integra a programação do Novembro Negro do Teatro e Centro de Convenções de Feira de Santana e é uma realização da Secretaria de Cultura e da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial do Governo da Bahia.

SERVIÇO
O que: Espetáculo Erê do Bando de Teatro Olodum
Onde: Centro de Convenções de Feira de Santana, Rua Tupinambás, 69, Feira de Santana (BA)
Quando: 30 de novembro de 2025, domingo, às 19h
Ingressos: Gratuitos. Disponíveis pelo Sympla

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Teatro

Espetáculo “Dandara na Terra dos Palmares” volta com sessões gratuitas

Kelly Bouéres

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Dandara na Terra dos Palmares
Fábio Bouzas

O espetáculo “Dandara na Terra dos Palmares” volta aos palcos de Salvador com novas apresentações gratuitas em celebração ao mês da Consciência Negra. As sessões serão realizadas nos dias 25 e 26 de novembro, no Espaço Cultural Boca de Brasa Subúrbio 360, com os ingressos gratuitos distribuídos no local, no dia da apresentação, conforme a lotação do espaço. A sessão do primeiro dia, às 9h30, contará com recursos de acessibilidade, incluindo audiodescrição e interpretação em Libras. O projeto conta, em todas as sessões, com um profissional de apoio ao atendimento à pessoa com deficiência (PcD).

A história acompanha Dandara, uma menina negra que enfrenta situações de preconceito na escola e passa a rejeitar sua identidade. Em um sonho revelador, ela encontra uma guerreira que a conduz ao Quilombo dos Palmares, onde percebe a força, a resistência e o orgulho de seus antepassados.

A obra, inspirada na trajetória da heroína Dandara dos Palmares, promove reflexões profundas sobre identidade, pertencimento e autoestima.

Com texto de Antônio Marques e direção de Agamenon de Abreu, que também assina cenário, figurino e maquiagem, o espetáculo combina fantasia e realidade para despertar a consciência crítica do público jovem no mês dedicado à valorização da cultura afro-brasileira. A dramaturgia destaca o impacto do racismo na formação das crianças negras e reforça a importância da educação no combate às desigualdades e na construção de uma sociedade mais justa.

A trilha sonora original, composta por Emille Lapa e Natalyne Santos, intensifica a atmosfera da narrativa e aprofunda as emoções vividas pelos personagens. No elenco, estão as jovens atrizes Maria Alice Xavier (ex-The Voice Kids) e Yandra Góes, além de Denise Correia, Gilson Garcia, Leonardo Freitas, Pablo Pereira e Natalyne Santos, que dão vida a personagens marcantes e cheios de sensibilidade.

Desde sua estreia, em 2022, “Dandara na Terra dos Palmares” já alcançou mais de 40 mil espectadores, consolidando-se como uma das produções mais importantes do teatro baiano contemporâneo. Indicado ao Prêmio Braskem de Teatro nas categorias Melhor Espetáculo Infantojuvenil e Melhor Direção, o espetáculo segue cumprindo sua missão artística e pedagógica, participando de feiras e festivais literários como a Flica e a Flipelô, e fortalecendo a valorização da cultura afro-brasileira por meio das artes cênicas.

O projeto “Arte Sintonia em Movimento” foi contemplado pelo edital Chamadão das Artes Cênicas, com recursos financeiros da Fundação Gregório de Mattos, Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, Prefeitura de Salvador.

 

SERVIÇO:

Espetáculo “Dandara na Terra dos Palmares”

25 e 26 de novembro

9h30 e 14h30

Espaço Cultural Boca de Brasa Subúrbio 360

Gratuito

Classificação livre

Acessibilidade: Audiodescrição e Libras

Informações: (71) 99269-8274

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Teatro

Oficinas de teatro tem inscrições prolongadas em Salvador

Kelly Bouéres

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Coletivo Subverso das Artes
Coletivo Subverso das Artes

Foram prorrogadas até o dia 28 de novembro (sexta-feira) as inscrições para as oficinas da residência “Qualificando a Desordem”, etapa formativa do projeto “Ordem Questionada”, realizado pelo Coletivo Subverso das Artes. A ação busca fortalecer o teatro negro baiano em territórios periféricos de Salvador e, nesta fase, abre 20 vagas para público ouvinte, que poderá escolher uma ou mais das oito oficinas nas áreas técnico-artísticas, de gestão e produção teatral.

Entre novembro de 2025 e abril de 2026, as turmas participarão de oficinas quinzenais de escrita teatral, atuação, direção teatral, direção musical, cenografia, gestão teatral, comunicação estratégica e formação de público. Cada atividade reunirá 30 participantes — 10 residentes já selecionados anteriormente, que receberão bolsa de permanência, e 20 novos inscritos nesta etapa.

A participação é gratuita e destinada a artistas negros de bairros como Engenho Velho da Federação, Engenho Velho de Brotas, Nova Brasília, Candeal e Santo Inácio. O resultado será divulgado no dia 1º de dezembro, pelo Instagram do projeto (@coletivosubversoo).

Uma iniciativa que transforma

O projeto “Ordem Questionada” vai além da formação artística: ele busca ampliar o acesso à arte em territórios que historicamente ficam à margem do mercado cultural. Com oficinas, ações comunitárias e apresentações teatrais, a proposta fortalece talentos locais, estimula o consumo artístico nos bairros e cria espaços de protagonismo para jovens artistas negros.

Segundo o coordenador Zaya Olugbala, o nome do projeto nasce da peça “Ordem Questionada”, criada pelo coletivo em 2019 para provocar reflexões sobre estruturas sociais e formas de opressão. “A reflexão é necessária, mas não suficiente. O projeto pensa em ações reais, em mudanças possíveis”, afirma.

A coordenadora Laura Sacramento destaca que o coletivo atua a partir de um fazer artístico autônomo. “Buscamos acessar espaços culturais que não estão no centro da cidade — nem no centro simbólico da cultura hegemônica. Queremos provocar pensamento e questionamento, como faziam os artistas considerados perigosos na Grécia antiga.”

SERVIÇO:

Inscrições prorrogadas — Oficinas “Qualificando a Desordem”
Formulário: https://forms.gle/UMRsYaquq5arW4ea8
Prazo: até 28 de novembro (sexta-feira)
Público-alvo: artistas negros(as) 18+, preferencialmente moradores de bairros periféricos de Salvador
 Dúvidas: ordemquestionada@gmail.com
 Instagram: @coletivosubversoo

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