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Dança

Concurso “SWINGA: Festival de Pagode Baiano” acontece nesse domingo

Jamile Menezes

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Foto NJ Filmes

 

Nesse domingo, dia 2 de abril, a partir das 13h, o espaço Casarão Beach, à beira da praia de Canta Galo, no bairro da Calçada, Cidade Baixa, em Salvador,será palco da primeira edição do concurso “SWINGA: Festival de Pagode Baiano” com grupos de dança dedicados ao gênero musical divididos em duas categorias: “Evolução”(que se define como o pagode com tema e roteiro definido trazendo elementos de cenografia e utilizando geralmente músicas do pagode baiano mais antigo) e “Quebradeira” (sendo executado com coreografias mais modernas e mistura o funk com passos de dança do momento).

Todos participantes receberão certificado de participação e serão avaliados por um júri técnico composto por três pessoas. Serão mais de R$ 3 mil em prêmios.  A  programação inclui também aulões de dança, apresentação de DJ nos intervalos, plataforma de 360° e o After do Talento.

Os grupos concorrentes são: A.M. Amafia, Breezy 071, BTL Ballet Tome Love, Five Dance,  LX Vip, As Preparadas do Funk, Grupo Fênix, Ballet Os Atrevidos e CIA New Show (participação especial).

O evento é uma realização do Instituto Talentos de Bairros, viabilizada pelo edital Arte Todo Dia – Ano VI, da Fundação Gregório de Mattos, Prefeitura de Salvador, com entrada gratuita.

 

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Dança

Dimi Ferreira lança livro “Existe uma dança afro-contemporânea?”

Jamile Menezes

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Dançarina, coreógrafa e professora de Dança, Dionisia (Dimi) Ferreira estudou música, dança popular e tradicional. Baiana radicada na França, estudou técnicas clássica, Limon, Graham e Dunham nos grupos África Poesia e Mantra Companhia de Dança. Em Salvador, ela lança seu primeiro livro – “Existe uma dança afro-contemporânea” (EDUFBA) na FLIPELÔ, dia 8 de agosto, a partir das 18h, onde vai disponibilizar para novas vendas, autógrafos e diálogo com o público. O stand da EDUFBA estará na Faculdade de Medicina da Bahia, no Terreiro de Jesus (Pelourinho).

O livro é resultado de uma pesquisa de campo realizada em 1995 e 1996, quando a autora estudava na Universidade Paris V. Um compilado de relatos de coreógrafos de diferentes regiões, discutindo a diversidade da dança negra global.  Na obra, o leitor encontra entrevistas com nomes como Alphonse Tiérou e Georges Momboye (Costa do Marfim), Koffi Kôkô (Benin), Germaine Acogny (Senegal), Norma Claire (Guiana Francesa e França), Katherine Joséphau (Guadalupe – Antilhas Francesas), Armando Pekeno (Brasil), Kettly Noël (Haiti), Rick Odums (EUA) e Elsa Wolliaston (Jamaica e EUA).

“Elsa, grande dama pioneira das danças africanas e da dança contemporânea de expressão africana na França, que nos deixou em março deste ano. Em 1996, ela foi a última entrevistada e a primeira que respondeu, quase 30 anos depois, ao meu pedido de autorização para publicar sua foto neste livro.  Ela era tão grande na sua arte quanto acessível e sensível”, lembra Dimi.

Em suas abordagens, Dimi abriu portas para novas descobertas e reflexões sobre a diversidade de concepções, de processos criativos e de visões com relação aos outros estilos de dança. Apectos como a concepção do movimento e a técnica, a concepção musical, a relação com o públic, acessórios e figurinos, a utilização da improvisação, a distinção e a ligação entre suas danças da dança clássica, contemporânea ocidental, jazz e das danças africanas tradicionais, foram alguns dos abordados nas entrevistas.

“Espero que o compartilhamento de visões e saberes através deste livro alimente, de alguma forma, nossas danças e pesquisas. Nós, baianas e baianos, que temos os continentes africano e europeu tão perto, mas também tão afastados pelas barreiras linguísticas e geográficas”, diz Dimi.

Sobre a autora

Nascida em Cachoeira (BA), Dionisia (Dimi) Ferreira se formou em Psicologia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), onde também se especializou em coreografia. É mestra em Dança Contemporânea, na área de Pesquisa, na Universidade René Descartes (Paris) e professora titular de Dança Contemporânea no Conservatório Charles Munch, também em Paris, desde 2012. Na instituição ela criou e dirigiu o Balé Jovem de 2015 a 2019 e, atualmente, coordena o projeto « Ce soir on improvise » (Esta noite se improvisa), que reúne jovens estudantes de música, teatro e dança de vários conservatórios de Paris.

Desde 1992, sua abordagem ao mesmo tempo simbólica e coreográfica das danças afro-brasileiras gerou várias criações. Em 2000, foi selecionada para o Festival de Bagnolet, ganhando o concurso de Danças Mestiças presidido por Norma Claire. Por 18 anos, Dimi foi professora de dança afro-brasileira na Associação Danses du Monde e no Conservatório Camille Saint-Saëns em Dieppe, na Normandia, França.

Enquanto dançarina ela colabora no Brasil com Armando Pekeno, Marcelo Moacyr, Paulo Fonseca e Lícia Morais. Em Paris ela dança para Kettly Noël, Cláudio Basílio e Thierry Guedj. Muito interessada pela improvisação, em 2003 a artista participa deum show de Steve Coleman, ao lado das dançarinas/coreógrafas brasileiras Rosangela Silvestre e Vera Passos, e em 2024 no show em homenagem a Naná Vasconcelos, a convite de Zé Luis Nascimento e Fred Soul.

 

 

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Dança

Jamile Alves e Velluma Azevedo realizam vivência com samba raiz

Jamile Menezes

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Conduzida pelas artistas Jamile Alves e Velluma Azevedo, a vivência terá som ao vivo, mergulhando o público na essência do samba

“O samba te chama. E esse chamado é ancestral.”

O bairro da Massaranduba vai receber no próximo dia 19 de julho (domingo), a imersão “O Samba Te Chama”. O encontro será na Associação de Moradores, uma manhã de conexão com o samba raiz, suas origens e significados.

Conduzida pelas artistas Jamile Alves e Velluma Azevedo, a vivência terá som ao vivo, mergulhando o público na essência do samba como linguagem de resistência, celebração e identidade.

O intuito é promover um espaço de partilha, cuidado coletivo e fortalecimento das raízes.

SOBRE ELAS

Jamile Alves é atriz do Bando de Teatro Olodum desde 2001, reconhecida por sua trajetória artística comprometida com a valorização da cultura afro-brasileira. Além de atriz, é arte-educadora e militante, atuando diretamente na formação, conscientização e fortalecimento da identidade negra através da arte. Sua pesquisa e prática atravessam o teatro, o corpo e o samba como ferramentas de transformação social e resgate ancestral.

Velluma Azevedo é advogada, especialista em Política e Relações Internacionais pela Fundação Escola de Sociologia Política de São Paulo (FESPSP), mestranda em Relações Internacionais pela UFBA e sambadeira. Em sua atuação artística, vai conduz o público por uma experiência de reconexão com a ancestralidade, valorizando a memória coletiva, o feminino negro e a potência do samba como território de resistência e liberdade.

Serviço:
Data: 19 de julho

Horário: 9h às 11h
Local: Associação de Moradores – Rua Jaime Coelho, nº 07, Massaranduba
Valor: R$ 35,00
PIX e envio de comprovante: (71) 99350-6953
Vagas limitadas

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Dança

Ibanujé circula pela Bahia com apresentações gratuitas

Kelly Bouéres

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Ibanujé
Mari Lopes

Entre dança, música, poesia e ancestralidade, o espetáculo “Ibanujé – O Corpo como Memória Ancestral” convida o público a uma experiência sensorial sobre as heranças culturais afro-brasileiras e a potência do corpo como guardião de memórias coletivas. A obra fortalece práticas de valorização da cultura afro-brasileira, do respeito à diversidade e do combate ao racismo.

Contemplado pelo edital Quarta que Dança, da Funceb, o espetáculo realiza circulação gratuita em julho de 2026, com apresentações em Salvador (08/07), Itabuna (15/07), Irecê (22/07) e Ibititá (29/07). A programação inclui oficinas e rodas de conversa abertas ao público, aprofundando temas como dança afrodiaspórica, ancestralidade, identidade cultural, processos criativos e o papel da arte como ferramenta de transformação social.

Idealizado pelo historiador, coreógrafo, professor e bailarino Toni Silva, natural de Ibititá, o espetáculo resulta de sua trajetória dedicada à pesquisa e valorização das culturas afro-brasileiras. Fundador da Companhia de Dança Ominirá e do Festival Vale que Dança, Toni desenvolve há quase duas décadas ações de formação em dança afro e pesquisa a Dança Afrodiaspórica com Simbologia dos Orixás.

Inspirado nas simbologias de Oxum, Iansã, Ogum e Oxalá, o espetáculo dialoga artisticamente com as matrizes africanas em linguagem contemporânea. A narrativa é dividida em três atos: Origem, que evoca as memórias da diáspora africana; Corpo-Território, que apresenta o corpo como espaço de resistência e pertencimento; e Axé: o Futuro Ancestral, que celebra a força da ancestralidade e da cultura afro-brasileira.

O projeto contará com recursos de acessibilidade em todas as cidades, incluindo interpretação em Libras nas rodas de conversa, visita sensorial para pessoas cegas ou com baixa visão e abafadores de ruído para pessoas autistas ou com sensibilidade sensorial.

Agenda

  • Salvador – 08/07 | Espaço Xisto (oficina às 16h e espetáculo às 19h)
  • Itabuna – 15/07 | Centro de Cultura Adonias Filho (oficina às 16h e espetáculo às 19h)
  • Irecê – 22/07 | Teatro Ataídes Ribeiro (oficina às 13h30 e espetáculo às 18h)
  • Ibititá – 29/07 | Escola Municipal Hermano Marques Dourado (oficina às 16h e espetáculo às 18h)

Serviço
Espetáculo: Ibanujé – O Corpo como Memória Ancestral
Concepção e Direção: Toni Silva
Classificação: Livre
Duração: 45 minutos
Ingressos: Gratuitos.

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