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#Opinião – “Saber tu sabe, outra coisa é ter as manhas” – Por Mirtes Santa Rosa

Mirtes Santa Rosa

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A certeza que eu tive ontem envelheceu. Esta é a frase de meus dias, atualmente. Resolvi entender a frase que explica meus últimos meses, tendo coragem para mudar. Mudar e aceitar que a fluidez do mundo alcança a todos. Inclusive a mim que não gosto de controle, mas tenho brios e orgulho. Sou canceriana, com ascendente em Leão e Lua em Aquário. Pense aí! Imaginou quem sou?

Isso ainda pode ser elevado  exponencialmente  a cinco e talvez mais. Tenho tentado investigar meu futuro olhando o meu presente e passado. Pensando em processos de marketing e comunicação, decidi começar uma análise demográfica, descritiva e exploratória pra fazer um comparativo sobre quem eu era aos 18 anos, onde estava, o que consumia, que habilidades tinha e o que sonhava conquistar, com a pessoa que sou hoje aos 41 anos, tentando responder essas mesmas perguntas: onde estou, o que consumo, que habilidades tenho e o que sonho conquistar?

Esse exercício me fez perceber que o copo está mais cheio do que eu imaginava. E que a tendência é viver criando caminhos um pouco mais hedonistas e sem culpa. E isso foi bom e libertador. Óbvio que antes de perceber que estou bem, refiz as análises umas 3 vezes. Muitos de nós não acreditamos quando deu certo uma mudança e eu sou uma dessas pessoas.

As lutas para tentar pertencer e ser aceita sempre foram tantas que, quando você observa que não é mais o que o outro vai dizer que importa para seu caminhar, o susto, a descrença em seu potencial, o medo de não ter realizado a observação correta para o presente precisa ser colocada à prova. Como quando estávamos no primário (sou do tempo que o Ensino Fundamental 1 se chamava primário) e era preciso fazer a prova dos nove.

Fiz a prova dos nove e constatei que estava certa. Os tempos são propícios para conquistar novos espaços e modificar minha vida como mãe de dois, esposa, leitora, podcaster, empresária, resenheira e o que mais eu quiser ser. Exercícios diários de coragem se fazem presentes inclusive com mantras, quando o futuro parece ser um bicho escondido no meu armário e que a qualquer momento, vai aparecer e dizer como no reality de um publicitário que por muitos anos era usado para dizer que alguém não prestava para sua empresa, que hoje sabemos o mal que  faz não ter respeito pela trajetória das pessoas.

Ainda bem que as certezas mudam e que Trump nem o inominável daqui se reelegeram. Imagine aí no seu exercício de futurismo sobre o ambiente macro econômico e político ter que voltar a escutar o bordão daquela época. Em um ambiente como o da comunicação, onde tudo muda em um piscar de olhos e o que deu certo ontem não dá mais hoje e que a chance de termos burnout ou uma crise grande de ansiedade sempre é uma possibilidade quando não temos líderes e empresas comprometidas com as vidas responsáveis pelos lucros dos acionistas, aceitar que o copo está cheio pode causar desconfortos, questionar se aquele copo é mesmo o meu.

Vai que eu tava tão alucinada para entregar no prazo a campanha de minha vida que esqueci de revisar o texto antes de mandar publicar na capa do jornal. Mas esses estranhamentos, frio na barriga, pavor do que está por vir e que não conheço são os melhores momentos para a catarse em sua história renascer.

É preciso matar o que te limita e dá certeza para conquistar o poder criador que está em todos nós nos momentos de adversidade. Aceitar que você tem o dom do borogodó que escolheu para viver. Pense em um roteiro de storytelling: existe a introdução, o desenvolvimento das personagens, o momento da catarse e depois o gozo. Vivo, atualmente, esse momento da catarse e como estou nos meus melhores anos de vida, que sempre é o presente, acredito que o estudo do futurismo que fiz no meu hub interno de inovação e tendência avalia que a governança está em dia, o que facilita bastante ser uma nova liderança em qualquer espaço de minha vida. Em bom baianês: saber tu sabe, outra coisa é ter as manhas. E de ter as manhas eu entendo, aceito, entrego, confio e aprendo com a fluidez da vida.

 

 

Mirtes Santa Rosa é publicitária e especialista em Comunicação e Gerenciamento de Marcas também trabalha com planejamento estratégico comunicacional de projetos culturais, no qual pode mesclar suas duas maiores habilidades profissionais: gestão e comunicação. É umas das idealizadoras e apresentadoras do Umbu Podcast. Confira aqui outros artigos de Mirtes.

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#Opinião – João: um sol místico na Judeia – Por Armando Januário

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Entre os santos mais populares do Brasil, São João Batista é uma das figuras mais importantes na tradição judaico-cristã. Reverenciado pela cultura nordestina nas celebrações de junho, o Batizador de Jesus, desde os primórdios da sua existência, cultivou intimidade com os arcanos da Sabedoria Universal.

João foi educado nos preceitos judaicos e logo adentrou ao nazireado, costume típico do judaísmo, no qual algumas famílias destinavam seus filhos para uma vida ascética: os nazireus deixavam crescer a barba e os cabelos, se privavam de bebidas alcoólicas e uvas, e não tocavam em cadáveres. Essa moral era o caminho encontrado para a introdução em conhecimentos profundos sobre A Energia Criativa. O Batista afirmava que batizava em água, contudo, viria Aquele que batizaria em fogo, sendo maior que ele (Mateus 3:11). Essa passagem bíblica dá a entender que João já conhecia a iminente Manifestação Crística em Jesus de Nazaré. Com efeito, ele é o filho de Isabel, que ainda no ventre da sua mãe, pula de júbilo quando ela ouve a saudação de Maria, grávida de Jesus (Lucas 1:41-44). Esse momento indica que João e Jesus se conheciam de outras existências.

Antes de o imperador Justiniano, no Concílio Ecumênico de Constantinopla, em 553, condenar a reencarnação, o cristianismo primitivo encarava a pluralidade das existências como realidade. Por isso, quando Jesus afirmou que João “[..] é Elias, que havia de vir” (Mateus 11:14), o Mestre alude a vida pregressa do Batista, algo que certamente não causou surpresa aos presentes. A própria encarnação de João, anunciada pelo anjo Gabriel confirma a existência pretérita de João como Elias: “[…] e [João] irá adiante dele com o espírito e a virtude de Elias, a fim de reconduzir os corações dos pais para os filhos” (Lucas 1:13).

João Batista é uma figura tão especial que os festejos em sua homenagem uniram certas tradições antigas[1], na qual a data está inserida no solstício de verão, quando o ângulo do sol se distancia ao máximo da Terra. Esse fenômeno ocorre apenas duas vezes por ano: em junho, no Hemisfério Norte e em dezembro, no Hemisfério Sul. Temos, portanto, dois sóis: João, o sol que vem para anunciar a chegada de outro sol, reluzente e soberano: Jesus, o Cristo Planetário.

[1] Os celtas comemoravam o solstício de verão em honra ao deus Sol, para o qual pediam proteção contra maus espíritos e pragas nas colheitas. As festas incluíam fogueiras e fartura, apontando para o desejo de prosperidade espiritual e física.

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#Opinião – O sentido místico do Dia dos Namorados – Por Armando Januário

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Por aspectos históricos e econômicos, o Brasil celebra o Dia dos Namorados em 12 de junho. A 1948, o publicitário João Dória, pai do ex-governador de São Paulo, foi contratado por uma loja. Ele percebeu que o Mês das Mães era rentável para o comércio, em oposição a junho, um mês de queda nos lucros. Planejando estender os ganhos comerciais, Dória escolheu a véspera do Dia de Santo Antônio – na tradição católica, O Santo Casamenteiro – para aquecer os corações e o comércio. A estratégia deu certo e temos o Dia dos Namorados em junho, mais de 4 meses após a data tradicional, 14 de fevereiro, Dia de São Valentim. Contudo, essas tradições oficiais envolvem um mistério muito anterior.

No Império Romano, havia a celebração do deus Lupercus, para afastar os maus espíritos e atrair fertilidade. A Lupercália era marcada pelo momento em que os homens retiravam de um jarro o nome das mulheres que seriam suas companheiras nessa festa e nas seguintes. Posteriormente, alguns desses casais se apaixonavam e se casavam, porque teriam o que se considera “sorte no amor”. Essa expressão envolve ser agraciado através do sorteio, que, inicialmente, seria puro acaso. Não obstante, o sentido esotérico de sorte abrange saber o instante adequado para consolidar um plano. Percebemos, então, que o sentido dado a esta palavra se afastou significativamente do seu conceito original. Fica também evidente a inexistência da sorte como percebida nos tempos atuais, mas, sim, que ela obedece às Leis Cósmicas, sobretudo, a Lei de Atração. O oculto no Dia dos Namorados se apresenta.

A celebração dos apaixonados potencializa a vibração e atrai a pessoa amada para o campo magnético do emissor. Não se trata de magia ou acaso. Antes, falamos do Poder Divino[3] manifesto em nós. Por isso, quando pensamos em viver um amor com a firme convicção de sua existência, a materialização dessa realidade ocorre, obedecendo o Mistério denominado Tempo.

Portanto, o Dia dos Namorados, longe de uma data comum, oferece a oportunidade vibracional para ser A Unidade Eterna, Princípio de Todas As Coisas, que utiliza o desejo para cocriar sonhos.

[1]Dedico esse texto a minha noiva, Andrêina.

[2]Armando Januário dos Santos é Trabalhador da Luz, Mestre em Psicologia, Psicólogo (CRP-03/20912) e Palestrante. Contato: (71) 98108-4943 (WhatsApp)

[3]Em João 10:34, Jesus de Nazaré argumenta com seus opositores: “na Lei de vocês está escrito que Deus disse: “Vocês são deuses”” (O Mestre Jesus, em João 10:34). Deixamos com a pessoa do leitor a perspicácia para compreender o ensino secreto do Mestre.

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#Opinião – O poder transformador de um mentor: minha gratidão ao professor Helio Santos

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Há momentos na vida em que nos deparamos com pessoas que se tornam faróis em nosso caminho, iluminando nossas trajetórias e transformando nossa jornada de maneiras inimagináveis. Para mim, uma dessas figuras é o Professor Helio Santos. Permita-me compartilhar como sua presença impactante moldou minha vida, tanto pessoal quanto profissionalmente.

Conheci o Professor Helio através do Instituto Cultural Steve Biko, no âmbito do projeto Portas e Mentes Abertas (POMPA). Desde o primeiro encontro, seu comprometimento com a mudança e sua crença no potencial das pessoas, independentemente de suas origens, foram palpáveis. Para alguém como eu, cuja história se originou na Saramandaia, bairro popular de Salvador e sem perspectivas de desenvolvimento e crescimento econômico, suas palavras foram como uma brisa fresca de esperança.

O impacto de Helio na minha experiência pessoal é inestimável. Ele foi um dos primeiros a enxergar além das circunstâncias habituais, acreditando firmemente que eu poderia transcender expectativas e moldar meu próprio destino. Sua mentoria foi um farol em momentos de escuridão, um guia que me ajudou a superar desafios e a abraçar meu potencial.

Entretanto, seu papel transcende o acadêmico. Durante minha jornada acadêmica, do curso de graduação ao mestrado, Helio Santos não foi apenas um educador. Enquanto um mentor ativo, ele continuou desafiando-me a pensar de forma crítica, influenciando meus valores e impulsionando meu desenvolvimento enquanto um ser pensante comprometido com outras convicções e habilidades.

Para alguém como eu, sem uma rede sólida de apoio, sua contribuição foi e é o alicerce que faz toda a diferença. Helio não apenas moldou minha formação acadêmica, sendo um dos meus principais intelectuais do campo econômico. Ele contribuiu significativamente para meu crescimento pessoal. Sua orientação foi a chave que moldou parte da pessoa que sou hoje.

Estamos a menos de uma semana da entrega do título de doutor Honoris Causa ao mesmo, pela Universidade Federal da Bahia. Trata-se de uma honraria concedida a personalidades que se destacaram singularmente por sua contribuição à cultura, à educação ou à Humanidade. Sob essa ótica, refletir sobre suas realizações notáveis é um exercício inspirador.

Sua habilidade de caminhar ao lado de mulheres que desafiam e questionam, sem se sentir ameaçado, é admirável e rara. Ele é um verdadeiro exemplo de como transformar força e diversidade feminina em vantagem e elemento que as impulsionam e não que deprecia, feito que admiro profundamente.

Expressar minha gratidão ao Professor Helio Santos é um privilégio. Sua orientação foi fundamental para esculpir um futuro além das expectativas limitadas impostas a uma jovem de Saramandaia, sem redes de suporte. Sou eternamente grata por sua presença em minha jornada, por abrir portas e expandir horizontes.

Neste momento, enquanto expresso minha profunda gratidão, desejo ao Professor Helio Santos sucesso contínuo em todas as suas empreitadas. Sua dedicação incansável à luta pela igualdade e sua influência inspiradora nas vidas daqueles que cruzam seu caminho são uma bússola para um mundo mais justo e inclusivo.

A vida nos presenteia com mentores que nos desafiam e nos capacitam a ser mais do que jamais imaginamos. Helio Santos é um desses presentes em minha vida, e por isso, meu agradecimento é eterno diante desta honraria tão emblemática.

Obrigada por tudo, Professor Helio Santos. Suas contribuições vão além do que palavras podem expressar.

Luciane Reis é publicitária, especialista em educação digital pela Faculdade de Educação da UFBA e mestra pela Faculdade de Administração da UFBA. Teve no professor Helio Santos, a partir do POMPA, um aliado em suas diferentes caminhadas.

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