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Artes

Casa do Benin celebra 35 anos com exposição Lapso Temporal

Jamile Menezes

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Cerimônia religiosa de Egun Gun no Benin. Homens interagem com a entidade. Foto do acervo de Arlete Soares na Casa do Benin.

Na próxima terça-feira (1/8), a partir das 18h30, será aberta a exposição “Lapso Temporal – Casa do Benin, 35 anos”, com fotografias e documentos do Acervo Arlete Soares. Aberto ao público.

Lapso Temporal – Casa do Benin, 35 anos é um projeto concebido pela antropóloga Goli Guerreiro em conjunto com a artista Lia Krucken. Guerreiro assume a curadoria geral, junto a uma equipe curatorial formada por 5 artistas baianos de diversas linguagens – teatro, filosofia, curadoria, dramaturgia, artes visuais: Álex Ígbò, Diego Araúja, Laís Machado, Rogério Felix e a própria Lia Krucken. Esse núcleo trabalhou ao lado da fotógrafa Arlete Soares, que foi e é partícipe das cenas, dos sons e dos acontecimentos.

Casa do Benin, um  edifício que lembra cotidianamente há 35 anos o intercâmbio sociocultural e político entre dois países, uma relação que é retomada entre os anos de 1986 e 1988, no projeto Bahia-Benin.

As imagens que compõem a exposição constituem um documento único do compartilhamento de experiências vivenciadas nos dois lados do Atlântico sul por baianos e beninenses.

“Quando a FGM nos convidou pra montar essa Exposição, chamei a Lia Krucken pra concebermos juntas o projeto, que sugeriu uma equipe curatorial que reunisse pessoas de várias áreas, para que as imagens de Arlete Soares fossem lidas de um modo transdisciplinar, transgênero, transtudo. Intuitivamente, chegamos em nomes de pessoas que nem eram nascidas na época em que o Projeto Benin/Bahia aconteceu”, conta Guerreiro, ao acrescentar que a expografia é de JeisiEkê de Lundu, mulher trans, artista visual, escritora e performer e o projeto gráfico é da editora soteropolitana Duna.

SERVIÇO

Lapso Temporal – Casa do Benin 35 anos
01 de agosto a 16 de dezembro de 2023
Horários: terça à sexta, 10h às 17h; sábado 9h às 16h
Gratuito

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Artes

Goethe-Institut recebe exposição inédita da artista visual JeisiEkê de Lundu

Amanda Moreno

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Goethe-Institut recebe exposição inédita da artista visual JeisiEkê de Lundu
Goethe-Institut recebe exposição inédita da artista visual JeisiEkê de Lundu (Foto: Victoria Nasck)

Goethe-Institut recebe exposição inédita da artista visual JeisiEkê de Lundu. Um encontro entre dois pontos geográficos através de uma árvore. O encruzilhar para contar, recriar e inventar memórias. É o que se propõe “Derramei minhas fábulas em seiva de terra com meus olhos d’água”, exposição da artista visual, escritora e performer Jeisiekê de Lundu, que estará disponível para visitação até 28 de março, na Galeria Goethe-Institut, no Corredor da Vitória.

Composta por esculturas, pinturas, vídeos-performances e instalações, a exposição traz a força da terra, do barro ao adobe, como disparadoras para contar histórias do corpo-memória da artista visual. “Esse trabalho se relaciona com o lugar mais íntimo de minha história, parte da tentativa de recriar memórias, da potência de recontar através de imagens nossas histórias”.

O núcleo expositivo – que conta com o diálogo curatorial de Ani Ganzala e Augusto Leal – é composto por trabalhos em que a terra aparece como a matéria ligadora entre a retomada de memórias e experimentação de técnicas como a geotinta, a aguada, o adobe e até mesmo a dança na extração de pigmentos. Uma exposição em que o gesto – do colher o barro para a escultura ou pintura – é mais importante. Lundu faz questão de enfatizar que o substantivo composto “diálogo curatorial” é exposto nos cartazes de divulgação pois ele ultrapassa o entendimento museológico de curadoria e se aproxima da ideia ancestral de zeladoria.

Tempos e Momentos

Em sua maioria, as obras a serem expostas foram criadas durante a residência artística Ocupação Casamendoeira, em que JeisiEkê de Lundu integrou o grupo de artistas da exposição “antes da casa, a árvore”, entre julho e setembro de 2023, situada no Povoado do Cruzeiro, na cidade de Conceição de Feira.

Os traços e movimentos de cada obra exposta em “Derramei minhas fábulas em seiva de terra com meus olhos d’água” narram a ligação entre a casa amendoeira onde vive Dona Norma (Matriarca da Família Barbosa) e casa nos olhos d´água, onde viveu Manjove (avó materna da artista, falecida com 102 anos durante a pandemia).  Goethe-Institut recebe exposição inédita da artista visual JeisiEkê de Lundu.

Pinturas e esculturas em barro que fazem parte do corpo-memória da criança artista e que “desde cedo lidei com um mundo que não me compreendia”. Jeisiekê de Lundu conta que “quando criança guardava coisas dentro de uma caixa de papelão, tinha esculturas de barro, feitas no quintal de terra dos olhos d’água, o mesmo lugar que minha avó criou suas filhas e minha mãe tirou sustento para criar os seus”.

A artista

Nascida na beirada entre Minas e Bahia, Jeisiekê de Lundu mistura montanhas e dendê para criar processos artísticos que envolvem cura, memória, ancestralidade, biopolítica em uma encruzilhada diaspórica sertaneja no litoral. Artista interdisciplinar, navega nas artes visuais em suportes como a performance e a escultura, cria microfilmes, escreve crônicas, costura e esculpe figurinos, cerâmicas, modifica faces utilizando maquiagem com elementos orgânicos e sintéticos. Goethe-Institut recebe exposição inédita da artista visual JeisiEkê de Lundu.

Com suas esculturas e performances integrou exposições coletivas, como a Bienal do Sertão (2023), Casa Amendoeira (2023), Galeria Canizares (2022), Museu de Arte da Bahia (2019), Museu de Arqueologia e Etnologia (2018). Recentemente assinou a expografia da exposição Lapso Temporal (2023), em comemoração aos 35 anos da Casa do Benin no Brasil. ainda aberta para visitação. Fez parte também da equipe de montagem de “Histórias invisíveis”, exposição em comemoração aos 14 anos do espaço de memórias artísticas Acervo da Laje, na Casa das Histórias de Salvador (CHS), no bairro do Comercio.

Atualmente vive e trabalha na cidade de Salvador-Ba, onde cursou artes na Universidade Federal (UFBA) e coleciona  trabalhos visuais nas artes cênicas, desenvolvendo cenografias, acessórios e adereços, figurinos e maquiagens, dentre eles “O trono da Rainha” (2022), “Esperando Godot” (2022) e a montagem vencedora do prêmio Braskem, na categoria melhor espetáculo, “Nau” (2021).

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Artes

Salvador recebe exposição em homenagem à Carolina Maria de Jesus 

Amanda Moreno

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Salvador recebe exposição em homenagem à Carolina Maria de Jesus 
Salvador recebe exposição em homenagem à Carolina Maria de Jesus (Foto: Acervo IMS)

Salvador recebe exposição em homenagem à Carolina Maria de Jesus a partir do dia 1º de março até 28 de abril de 2024, a CAIXA Cultural Salvador recebe a exposição Carolinas – em homenagem a Carolina Maria de Jesus, uma das mais relevantes artistas e escritoras do Brasil. A exposição destaca a sua importância para a literatura e as artes brasileiras e sua inspiração para novas gerações de artistas, de diversas linguagens, na Bahia. A mostra ficará em cartaz até o dia 28 de abril.

Sob a curadoria da cineasta, editora de livros e gestora cultural Cintia Maria (diretora do Museu Nacional da Cultura afro-brasileira) foram convidadas 15 artistas negras baianas, de diversas expressões artísticas, para retratar a grandiosidade da influência de Carolina de Jesus na potente produção cultural do estado. As “Carolinas contemporâneas” são a Deusa, Aline Brune, Andressa Monique, Ani Ganzala, Annia Rízia, Ìyá Boaventura, Junaica Nunes, Kin Bissents, Luisa Magaly, Milena Ferreira, NegaFya, Sta Ananda, Tina Melo, Yasmin Nogueira e Yedamaria.A mostra conta com obras de múltiplas técnicas e elementos, como instalações, pinturas, fotografias, esculturas, cerâmicas, bordados, slam e vídeo-performance.

A exposição é inspirada nas obras “Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada” e “Casa de Alvenaria: Osasco e Santana”. Segundo Cíntia, “estes livros são testemunhos sociológicos e uma poderosa reflexão sobre as injustiças sociais e raciais enfrentadas por Carolina e por tantos outros brasileiros marginalizados”.

Os visitantes vão se deparar com diversos temas presentes no trabalho de Carolina de Jesus, como racismo, desigualdade social, empoderamento feminino, vida comunitária e a busca por dignidade e justiça social. Os trabalhos convidam o público a refletir sobre essas questões e se inspirar na força e na coragem dessa mulher. “Queremos mostrar Carolina de Jesus, que foi uma das maiores artistas e escritoras do Brasil, com sua potente obra, sua força, seus múltiplos talentos, mas também viva, como semente que brota e inspira tantas mulheres desta nova geração”, diz Elaine Hazin, realizadora da exposição.

A expografia e cenografia, assinadas por Ana Kalil e Andressa Monique, propõem uma integração entre a vida e a obra de Carolina de Jesus e as Carolinas contemporâneas. A exposição traz fotos, manuscritos, provérbios e representações dos objetos do cotidiano de Carolina entrelaçados com as obras das novas artistas baianas.

“Nos traços do pincel, no retalho de materiais, nas palavras declamadas ou nas esculturas, Carolina Maria de Jesus aparece como uma referência pulsante por sua força, coragem e resiliência para essas incríveis artistas”, disse Ana Kalil.

A mostra conta ainda com ações interativas, onde o público poderá levar para casa um pedacinho dos pensamentos de Carolina e deixar um pedacinho da sua história ou impressão sobre a exposição. Uma projeção mapeada encerra a visitação, fazendo uma referência à última casa onde Carolina de Jesus viveu. Será disponibilizado para o público audiodescrição dos ambientes e obras da exposição.

A identidade visual da exposição é assinada por Aju Paraguassu.

Sobre a escritora

Nascida em 14 de março de 1914, em Minas Gerais, Carolina Maria de Jesus foi uma mulher extraordinária cuja vida e obra reverberam até os dias de hoje. Apesar de ter tido apenas dois anos de estudo formal, encontrou na escrita uma ferramenta para dar voz às suas experiências como mulher negra e cartografar a realidade social do Brasil.

As obras de Carolina de Jesus já foram lançadas em 46 países e traduzidas para 16 idiomas. Ela deixou mais de 5 mil páginas escritas, entre romances, poemas e canções. O livro “Quarto de despejo: diário de uma favelada”, lançado em 1960, é a obra mais famosa da escritora. Entre 1977 e 2018, após a sua morte, foram publicadas mais cinco obras: Diário de Bitita (1982), Meu Estranho Diário (1996), Antologia   Pessoal   (1996), Onde estaes Felicidade? (1977) e Meu sonho é escrever (2018).

Serviço:

[Exposição] Carolinas

Local: CAIXA Cultural Salvador, Rua Carlos Gomes 57, Centro

Abertura: 01 de março de 2024, às 19h

Visitação: de 02 de março a 28 de abril de 2024 – terça a domingo, das 9h às 17h30

Classificação indicativa: Livre

Entrada Franca

Acesso às pessoas com deficiência

Informações: (71) 3421-4200 | Site da CAIXA Cultura| Instagram: @CAIXACulturalSalvador

Patrocínio: CAIXA e Governo Federal

Serviço

[Artes Visuais] Exposição “Carolinas”

Realização: Via Press Comunicação

Local: CAIXA Cultural Salvador

Endereço: Rua Carlos Gomes, 57, Centro – Salvador/BA

Visitação: 1º de março a 28 de abril

Horários: 09h às 17h30 (terça a domingo)

Entrada Franca

Informações: (71) 3421-4200 / www.caixacultural.gov.br

Classificação livre

Acesso às pessoas com deficiência

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Artes

Exposição “9 Anos Fazendo Careta” estreia em Tubarão

Amanda Moreno

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Exposição “9 Anos Fazendo Careta”
Exposição “9 Anos Fazendo Careta” estreia em Tubarão (Foto: Pólen Acácio)
Exposição “9 Anos Fazendo Careta” estreia em Tubarão. Neste sábado, dia 24 de fevereiro, o QUIAL Tubarão abre as portas para a exposição gratuita “9 Anos Fazendo Careta”, das 15h às 18h, em Paripe. A mostra fotográfica, que narra a história da Festa das Caretas de Tubarão, é um convite para mergulhar nas tradições e alegrias de décadas de folia no Subúrbio Ferroviário de Salvador.
Após este dia, a exposição atenderá a grupos mediante agendamento e taxa de atendimento. Escolas, coletivos e outras entidades interessadas podem entrar em contato através número 71 99277-0359.
A Festa das Caretas é um encontro de arte, educação e resistência que resgata a essência dos antigos carnavais, fortalecendo a cultura local e celebrando tradições que atravessam gerações. Este ano, o tema “Meu Quilombo: um encontro precioso” destacou a importância de reconhecer o Subúrbio de Salvador como um território remanescente de aldeia e quilombo.
A programação da 9ª edição da festa contou com diversas oficinas, vivências com o grupo paraibano Seu Zé Quer Côco, apresentações do grupo 100% Afroindígena e muito mais.
Além de uma grande oportunidade para conhecer e preservar a rica tradição local, a exposição oferece a chance de contribuir com a comunidade com alimentos para cestas básicas, que serão distribuídas no dia do evento.
Este projeto foi contemplado pelo edital Territórios Criativos, com apoio financeiro da Fundação Gregório de Mattos, Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, Prefeitura de Salvador e da Lei Paulo Gustavo, Ministério da Cultura e Governo Federal.
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