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Teatro

Bando apresenta espetáculo “2 de julho – A Resistência Cabocla”

Jamile Menezes

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com um fundo lilás sob luzes dispersas, o Bando de Teatro Olodum se apresenta no palco. Eles olham para frente e fazes gesto de poder negro.

O espetáculo 2 de julho – A Resistência Cabocla, do Bando de Teatro Olodum, será  apresentado nos dias 22 e 23 de setembro, na reabertura do Espaço Cultural da Barroquinha, na Praça Castro Alves, com três sessões gratuitas: sexta-feira, às 19h e sábado, às 17h e às 19h.

A montagem, em celebração ao Bicentenário da Independência do Brasil na Bahia, recebeu quatro indicações ao Prêmio Braskem de Teatro 2023: Melhor Espetáculo Adulto; Melhor Direção, para Cássia Valle, Leno Sacramento e Valdinéia Soriano; Revelação do Ano para a atriz Naira da Hora; e a Categoria Especial, para Sibele Américo da Mil Produções, pela Direção de Produção do espetáculo.

A produção conta ainda com Zebrinha (José Carlos Arandiba) na direção de coreografias e Jarbas Bittencourt, na direção musical, arranjos e composições.

“Estamos muito felizes com essa indicação e com o reconhecimento do público ao nosso trabalho que reflete uma trajetória de 33 anos do Bando de Teatro Olodum por um teatro negro, popular e de valorização das nossas histórias de luta e resistência”, destaca Valdineia Soriano, atriz do Bando e uma das diretoras de 2 de julho – A Resistência Cabocla.

“O nosso espetáculo destaca o protagonismo de mulheres e homens negros e indígenas nas lutas pela nossa independência e é muito impactante que possamos contar essas histórias em um espaço cheio de significados, de memórias e de importância para a história do povo negro”, ressalta Cássia Valle, atriz, diretora e escritora, que dirige 2 de julho – A Resistência Cabocla, ao lado de Valdineia Soriano e Leno Sacramento.

A peça 2 de Julho – A Resistência Cabocla tem texto inédito do dramaturgo Daniel Arcades, consultoria da pesquisadora Mabel Freitas e direção do trio de atores e diretores com longa trajetória no Bando de Teatro Olodum.

O espetáculo conta a história de dois jovens negros que se preparam para participar dos desfiles ao 2 de Julho em Salvador. Enquanto Luque (Danilo Cerqueira) está ansioso para desfilar como baliza à frente de uma das fanfarras, a musicista Mirna (Naira da Hora) faz vários questionamentos sobre a sua participação nos festejos, especialmente por sentir falta de representatividade negra e feminina no que aprendeu sobre a data.

SERVIÇO

A Resistência Cabocla

Espetáculo Gratuito

Dias 22 e 23 de setembro: sexta-feira, às 19h; sábado, às 17h e às 19h.

Ingressos retirados 30 minutos antes, com acesso limitado à lotação do espaço.

Teatro

ÌYÁ’S – Festival de Arte de Mulheres Negras prorroga inscrições

Jamile Menezes

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O ÌYÁ'S - Festival de Arte de Mulheres Negras quer conhecer e se aproximar de mulheres negras de todo território nacional para visibilizar nossa potencialidade coletiva. 

Inscrições prorrogadas da chamada pública que visa selecionar espetáculos de mulheres negras até às 23:59 do dia 31 de maio, assim, estudantes, aspirantes e/ou atrizes negras de todo Brasil terão mais tempo para submeter sua inscrição. As interessadas poderão apresentar propostas para integrar a 4ª edição do ÌYÁ’S – Festival de Arte de Mulheres Negras: A presença feminina negra no matrigestar do futuro. O objetivo desta chamada é oportunizar a produção intelectual e artística de profissionais negras oriundas das cinco regiões do país.

Idealizado pelas atrizes e produtoras culturais Juliana Monique e Eddy Veríssimo, o festival visa oportunizar a mulheres negras a evidenciar suas produções artísticas num espaço de acolhimento criado por suas pares. As atrizes cujos espetáculos forem selecionados integrarão a programação do festival que ocorrerá de 18 a 26 de julho, na cidade de Salvador.

O ÌYÁ’S – Festival de Arte de Mulheres Negras quer conhecer e se aproximar de mulheres negras de todo território nacional para visibilizar nossa potencialidade coletiva.

De acordo com Eddy Veríssimo, “essa chamada vem para proporcionar a nós artistas negras da cena, um aquilombamento vivo, pulsante, onde podemos mostrar nossas estéticas e  poéticas, afirmando nossa identidade cultural, a partir de um corpo vivo em cena, onde acreditamos neste espaço de acolhimento e afeto. É um festival como ato de resistência e empoderamento, onde fortalecemos nossas conexões e criamos redes com artistas potentes no ecoar  de suas vozes através da arte”, afirma.

Interessa para essa chamada, espetáculos de artes cênicas, que podem ser monólogos, performances e outras modalidades da cena e as inscrições podem ser feitas por meio da linklist disponível no perfil do instagram @festivaliyas, assim como demais informações onde também é possível acompanhar o regulamento.

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AfroEmpreendedorismo

Festival de Arte de Mulheres Negras abre seletiva nacional para atrizes negras

Amanda Moreno

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Festival de Arte de Mulheres Negras
Festival de Arte de Mulheres Negras (Foto: Raquel Franco)

Festival de Arte de Mulheres Negras abre seletiva nacional para atrizes negras a 4ª edição do ‘ÌYÁ’S – Festival de Arte de Mulheres Negras: A presença feminina negra no matrigestar do futuro’ abriu seletiva que vai até o dia 26 de maio para todo o estado da Bahia e território nacional para compor a programação, mas sobretudo integrar um espaço de valorização e compartilhamento durante o evento que ocorrerá de 18 a 26 de julho na cidade de Salvador no Espaço Cultural da Barroquinha e nos teatros Xisto Bahia e Gregório de Mattos.

O objetivo é proporcionar um diálogo cultural e trazer visibilidade das produções artísticas de mulheres negras plurais oriundas das cinco regiões do país que integrarão a programação do evento. Podem inscrever monólogos, espetáculos e criações de mulheres negras que demarquem sua autoria, narrativa e protagonismo.

O festival foi idealizado pelas atrizes e produtoras culturais Juliana Monique e Eddy Veríssimo e traz nesta quarta edição o tema “A presença feminina negra no matrigestar do futuro”. O mote é inspirado nas tecnologias ancestrais do gestar de mulheres negras, e desde a fundação possui como essência evidenciar a potencialidade da produção negra feminina, a começar pela composição da equipe técnica ao protagonismo das artistas negras que construirão o evento.

De acordo com a produtora Juliana Monique, a ancestralidade feminina negra é muito forte em nosso cotidiano pois, “as mulheres negras através da sua matripotência, tornam-se mães, no sentido mais belo do gerar, sendo assim, produzem e fincam a comunidade para pensar no futuro, e é justamente o que procuramos para compor cada momento do festival”, afirma uma das idealizadoras do evento. O período das inscrições é a partir do dia 14 de maio até às 23:59 do dia 26 de maio e o resultado da seletiva será divulgado nas redes sociais do ÌYÁ’S – Festival de Arte de Mulheres Negras, @festivaliyas.

Este projeto foi contemplado nos Editais da Paulo Gustavo Bahia e tem apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura via Lei Paulo Gustavo, direcionada pelo Ministério da Cultura, Governo Federal. Paulo Gustavo Bahia (PGBA) foi criada para a efetivação das ações emergenciais de apoio ao setor cultural, visando cumprir a Lei Complementar nº 195, de 8 de julho de 2022.

SERVIÇO

ÌYÁ’S – Festival de Arte de Mulheres Negras abre seletiva nacional para atrizes negras

Quando: 14 a 26 de maio
Inscrição: https://linklist.bio/festivaliyas

Informações: @festivaliyas

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Teatro

Negafyah volta com seu espetáculo “Fyah do Ódio ao Amor”

Jamile Menezes

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Negafyah
Após sucesso de estreia, Negafyah volta em cartaz com seu espetáculo “Fyah do Ódio ao Amor”, na próxima quarta-feira (15), às 19h, no Teatro Gregório de Matos. Música, dança, audiovisual e poesia, conduzem Fabiana Lima no espetáculo gratuito
O espetáculo narra a trajetória de Negafyah como mulher preta, nascida na periferia de Salvador, e o seu encontro com a arte, religiosidade, coletividade e afeto, como ferramentas para organização dos sentimentos e reconhecimento de seu potencial mobilizador. A artista aborda o enfrentamento às violências que atravessam o seu corpo e a liberdade do amor entre pessoas pretas: o dengo, ubuntu e a construção da intimidade em comunidade.Serão três atos, para mostrar a multiplicidade de sua arte: que denuncia a violência, que se fortalece em comunidade e que ama.

“Eu me vejo como uma grande artista, uma artista que está buscando cada vez mais experiência, me sinto madura, uma árvore que está colhendo frutos da maturidade nesse caminho percorrido há mais de 10 anos na área artística”, diz Negafyah.

Vice-campeã do Slam BR (2016) e do internacional Rio Slam Poetry (2018) Negafyah é conhecida pela performance impactante de suas poesias e pelo trabalho fundamental para o fortalecimento da literatura de mulheres negras, através do Slam das Minas Bahia. Na próxima quarta-feira (15), ela sobe ao palco do Teatro Gregório de Matos
O evento é gratuito e a distribuição dos ingressos será feita momentos antes do início do espetáculo.
Este projeto é viabilizado pela bolsa-estímulo da Escola Criativa Boca de Brasa – Polo Criativo Centro 2023, fruto do Termo de Colaboração 002/2022 firmado entre Fundação Gregório de Mattos, Prefeitura de Salvador, e a Associação Sociocultural Nubas, através dos recursos do Edital 004/2022 – Polos Criativos Boca de Brasa.
SERVIÇO
Espetáculo Poético-Teatral “Fyah do Ódio ao Amor”
Data: 15 de maio (quarta-feira)
Horário: 19 horas
Local: Teatro Gregório de Matos
Entrada: Gratuita
Foto: Lane Silva
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