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Literatura

Bárbara Carine lança livro na Biblioteca dos Barris

Amanda Moreno

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Bárbara Carine lança livro
Bárbara Carine lança livro (Foto: Gabriel Cerqueira)
Bárbara Carine lança livro na Biblioteca dos Barris. Após o sucesso de Como ser um educador antirracista, a pesquisadora, escritora e ativista Bárbara Carine lança novo livro pela Editora Planeta, nesta quinta-feira, 22 de fevereiro, a partir das 19h, na Biblioteca Central do Estado da Bahia (Barris), com direito a sessão de autógrafos com a autora.
Em Querido estudante negro, é possível conhecer uma faceta diferente da autora. Desta vez, em formato de cartas fictícias, Bárbara dialoga com os estudantes negros, independente das condições financeiras ou sociais, ao compartilhar as experiências que viveu. Com quase 400 mil seguidores nas redes sociais, a intelectual convida a mergulhar na complexidade da formação de subjetividades negras nesta obra.
No livro, uma estudante negra compartilha cartas com um amigo que conheceu na infância e que também é um estudante negro. Nos relatos, a protagonista vivencia situações que Bárbara enfrentou, focando na trajetória estudantil, abrangendo desde a pré-escola até o pós-doutorado.
Os personagens, principais e secundários, não são nomeados. O objetivo é que qualquer estudante negro brasileiro se identifique, pois, as histórias de vida são cruzadas. “São cartas de um ‘Eu Coletivo’. Uma história que é de uma alguém, justamente por ser a narrativa de todo mundo.”, escreveu Carine.
De forma sútil e potente ao mesmo tempo, Bárbara tece uma crítica social sobre o classicismo e o racismo. Para isso, ela apresenta dois protagonistas que têm a mesma idade, mas são diferentes. A menina é negra de pele não retinta e vive em periferia. O menino é retinto e possui uma situação abastada. Apesar das diferenças socioeconômicas, ambos têm a subjetividade completamente atravessada pelo racismo estrutural. A linguagem e complexidade das cartas mudam no decorrer da vida, mas permanece a certeza de que as experiências escolares de pessoas negras no Brasil são duras e discriminatórios.
A obra Querido estudante negro apresenta diferentes percepções e níveis de compreensão sobre o que é ser negro no país. Bárbara convida as pessoas que desejam entender os universos dos estudantes negros, seus responsáveis e professores antirracistas. Mas, seu principal foco é, sem dúvida, o estudante negro. Esse é um livro que acolhe e tenta deixar o mundo menos solitário para o jovem negro, seja aquele que ainda está trilhando o caminho ou aquele que cresceu e precisou aprender a sobreviver em meio a uma sociedade racista.
EVENTO DE LANÇAMENTO
Sessão de autógrafos com Bárbara Carine
Dia 22 de fevereiro às 19h
Biblioteca Central do Estado da Bahia
Local: R. Gen. Labatut, 27 – Barris, Salvador – BA, 40070-
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Literatura

Escritor Baiano Davi Nunes lança livro durante a Bett Brasil

Kelly Bouéres

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Davi Nunes

O escritor Davi Nunes lança o livro “O menino Akins e a árvore sagrada” durante a Bett Brasil 2026, que acontece de 5 a 8 de maio, no Expo Center Norte, em São Paulo. Referência em inovação e tecnologia para a educação na América Latina, o evento reúne educadores, especialistas e famílias em torno de experiências que ampliam o papel da leitura na formação de crianças e jovens.

Com ilustrações de Zai Moura, a obra apresenta Akins, um menino do quilombo que encontra na floresta um espaço de aprendizado, espiritualidade e proteção. Acostumado a dormir aos pés de árvores sagradas e a dialogar com o mundo dos sonhos, o personagem revela sua essência ao poupar um animal durante sua primeira caçada. Perdido na mata, ele é acolhido pela Árvore Sagrada e passa a ser guiado por três pássaros mágicos, que o conduzem de volta ao seu caminho. Ao retornar para sua família, Akins compreende que sua verdadeira coragem nasce da bondade e dos ensinamentos da natureza.

A inspiração para a narrativa vem da própria infância do autor, vivida na região do Cabula, em Salvador — território marcado pela presença histórica de comunidades negras e quilombolas. “Foi ali, entre histórias de passarinhos, rios e árvores, que comecei a inventar palavras e a construir minha escrita”, conta.

Com uma trajetória literária já consolidada, Davi Nunes soma ao novo título outras cinco obras publicadas, transitando entre literatura infantil, contos, poesia e romance. Sua escrita é marcada pelo diálogo entre memória, identidade e imaginação, elementos que também atravessam a nova obra.

Para o autor, integrar o selo editorial Brasil de Todos os Povos é motivo de alegria e responsabilidade. “É perceber que a escrita, muitas vezes solitária, encontra um espaço coletivo de escuta e valorização. É fazer parte de um selo que reconhece a diversidade de vozes e histórias do país”, afirma.

Davi também destaca a importância de obras que abordam a história e a cultura afro-brasileira e dos povos originários na educação. Segundo ele, essas narrativas ampliam a compreensão sobre a formação do Brasil e fortalecem o respeito à diversidade e à memória coletiva. “Elas contribuem para uma educação mais crítica, inclusiva e comprometida com a justiça histórica”, ressalta.

A expectativa para o lançamento na Bett Brasil 2026 é ampliar o alcance da obra e fortalecer o diálogo com educadores e leitores de diferentes regiões. O evento se apresenta como um espaço estratégico para a circulação de ideias e para o reconhecimento de novas perspectivas educacionais.

O lançamento integra o selo editorial Brasil de Todos os Povos, iniciativa que propõe dar visibilidade às múltiplas identidades, culturas e saberes que compõem o país, reunindo narrativas de autores indígenas, negros, quilombolas, ribeirinhos, de diferentes territórios do Brasil.

Davi Nunes, que participa de uma sessão de autógrafos no estande da Inteligênios, deixa uma mensagem ao público: “Que a leitura seja sempre um caminho de encontro com outras histórias, memórias e possibilidades de mundo, despertando curiosidade, sensibilidade e reflexão sobre quem somos e que futuro queremos construir.

Sobre o autor – Davi Nunes é escritor soteropolitano, doutor em Literatura e autor de obras como Bucala: a pequena princesa do Quilombo do Cabula, Zanga, Banzo e Um dia para famílias negras. Sua escrita nasce das memórias de uma infância vivida entre a mata e a cidade, marcada por vivências em territórios quilombolas e periféricos. Desde cedo, inventa palavras e mundos — prática que segue alimentando sua produção literária.

Sobre o selo Brasil de Todos os Povos – O selo editorial Brasil de Todos os Povos é uma iniciativa literária que dá voz às múltiplas identidades, culturas e saberes que formam o Brasil. Reunindo autores e ilustradores indígenas, negros, quilombolas, ribeirinhos, de diferentes territórios, valoriza a ancestralidade, a oralidade e vivências historicamente silenciadas. A proposta é promover uma literatura inclusiva, acessível e conectada com a realidade brasileira, contribuindo para uma educação mais representativa, sensível e transformadora.

Sobre a Bett Brasil 2026 – A Bett Brasil é o maior evento de inovação e tecnologia para a educação da América Latina, reunindo educadores, gestores e especialistas em uma programação que promove reflexões, experiências e conexões sobre o futuro da aprendizagem. Realizada no Expo Center Norte, em São Paulo, a feira é parte da série global Bett Show, consolidando-se como um dos principais pontos de encontro do setor educacional. Acesse: https://brasil.bettshow.com/

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Literatura

Rosane Borges lança livro em Salvador sobre mulheres negras

Kelly Bouéres

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Rosane Borges
Ana Carolina

A jornalista e pesquisadora Rosane Borges chega a Salvador (BA) para o lançamento do livro “Imaginários emergentes e mulheres negras: representação, visibilidade e formas de gestar o impossível”. O evento acontece nesta sexta-feira (24), às 18h30, na Casa das Histórias, no Comércio.

No livro, a autora articula referências do pensamento negro feminino, da comunicação e da política para analisar o esgotamento de modelos sociais vigentes e apontar alternativas. A autora investiga de que forma as práticas e saberes construídos por mulheres negras operam como estratégias de transformação, capazes de tensionar estruturas como o racismo, o sexismo e as desigualdades sociais.

A publicação também se apoia em vozes ancestrais e na memória coletiva para discutir a ideia de futuro. Ao reconhecer a herança da escravidão transatlântica e seus desdobramentos, o livro propõe uma leitura que conecta passado, presente e projeções de mundo, destacando o papel das mulheres negras na formulação de novas possibilidades históricas.

Segundo Rosana, sua obra:

“investe em reconhecer os gestos de quem soube metamorfosear a dor em beleza, sem esquecer o que significou a escravidão transatlântica, fazendo dessa experiência um acontecimento que devolve para o coletivo a responsabilidade de todos e de cada um e nos coloca como protagonistas para urdir o tempo que vem, o tempo espiralar”.

O lançamento em Salvador contará ainda com uma mesa de debate com as participações de Lívia Vaz, promotora de justiça do Ministério Público da Bahia; Luana Souza, jornalista, doutoranda em Comunicação e repórter da Rede Bahia; e Valdecir Nascimento, historiadora e cofundadora do Odara, com trajetória de mais de 40 anos no movimento de mulheres negras; com mediação da jornalista Alane Reis, coordenadora do Programa de Comunicação do Odara – Instituto da Mulher Negra e coordenadora executiva da Revista Afirmativa. A apresentação musical ficará por conta da cantora e compositora Emillie Lapa.

A atividade tem correalização da Revista Afirmativa e do Odara – Instituto da Mulher Negra, com apoio da Fundação Rosa Luxemburgo e do Instituto Cultura, Comunicação e Incidência (ICCI).

Sobre a autora

Nascida em São Luís do Maranhão (MA), no ano de 1974, Rosane da Silva Borges formou-se em Comunicação Social na Universidade Federal do Maranhão (UFMA), fez mestrado, doutorado e pós-doutorado em Jornalismo na Universidade de São Paulo (USP). Atualmente, trabalha como professora convidada do Diversitas (FFLCH-USP), coordenadora da Escola Online Longa e professora de comunicação na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Escreve regularmente no portal de notícias “Jornalistas Livres”, na Folha de S.Paulo e na IstoÉ. Organizou os livros Espelho infiel: o negro no jornalismo brasileiro (Imesp, 2004), Mídia e racismo (DP et Alii, 2012) e é autora de Esboços de um tempo presente (Malê, 2021).

 

Serviço:

O quê: Lançamento do livro “Imaginários emergentes e mulheres negras: representação, visibilidade e formas de gestar o impossível” e debate com ativistas e comunicadoras

Quando: Sexta-feira, 24 de abril, às 18h30

Onde: Casa das Histórias, Rua da Bélgica, nº 2, Comércio, Salvador (BA).

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Literatura

Carla Akotirene lança Amor Preto na Bienal do Livro BA

Kelly Bouéres

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Carla Akotirene
Bruno Rocha

A Bienal do Livro da Bahia foi palco, nesta terça-feira, 21, na Arena Farol, do pré-lançamento do novo livro da escritora Carla Akotirene, “Amor Preto” (Civilização Brasileira), que teve sua capa apresentada em primeira mão ao público.

A atividade integra a mesa “Diálogo sobre afeto”, que contou também com a participação do filósofo Renato Nogueira, responsável pelo prefácio da obra, e mediação da jornalista Val Benvindo.

A nova publicação marca mais um aprofundamento de Carla Akotirene em um tema que tem centralidade em sua produção intelectual: as relações afetivas entre pessoas negras. Presente em suas falas públicas, entrevistas, palestras e conteúdos compartilhados nas redes sociais, a discussão sobre amor, cuidado e reciprocidade aparece, em “Amor Preto”, sistematizada a partir de uma perspectiva crítica e afrocentrada, articulando teoria, vivência e espiritualidade.

Reconhecida como uma das principais vozes do pensamento antirracista contemporâneo, Carla Akotirene é autora de obras fundamentais como Interseccionalidade (2019), Ó Paí, Prezada (2020) e É Fragrante Fojado Dôtor Vossa Excelência (2024). Em seu novo livro, a autora desloca o debate para o campo do afeto como dimensão política, propondo uma reflexão sobre os atravessamentos de raça e gênero nas experiências amorosas.

Na obra, já disponível em pré-venda, Akotirene constrói o que define como um “diário de Iyabá”, dialogando com a tradição da escrevivência e evocando o legado de Conceição Evaristo. O livro propõe um caminho voltado ao bem viver da população negra, afirmando o afeto afrocentrado como estratégia de enfrentamento às violências históricas e contemporâneas.

“Uma mulher negra deve saber receber amor. Lembrar-se que Osun dança com as mãos abertas. Uma mulher negra deve cuidar de si. Lembrar-se que Osun cuida das jóias antes de lavar as crianças” , destaca a autora.

A apresentação inédita da capa aconteceu no contexto da mesa “Diálogo sobre afeto”, que reúne Carla Akotirene e Renato Nogueira em um debate que articula literatura, filosofia e experiências negras contemporâneas. O encontro integrou a programação do Coletivo Compiladas, formado por 16 editoras independentes de diferentes regiões do país.

Ao colocar o afeto no centro da reflexão, a mesa reafirma o papel da Bienal do Livro da Bahia como espaço de circulação de ideias e valorização de perspectivas plurais, promovendo discussões que ampliam os horizontes do pensamento crítico no Brasil.

 

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