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Negafyah encena “Fyah do Ódio ao Amor” no Gregório de Mattos

Jamile Menezes

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Negafyah fala de mulher preta em espetáculo gratuito

Conhecida pela performance impactante de suas poesias e pelo trabalho para o fortalecimento da literatura de mulheres negras através do Slam das Minas Bahia, Fabiana Lima, a Negafyah, estreia neste sábado (23), o espetáculo “Fyah do Ódio ao Amor”, no Teatro Gregório de Mattos. Música, dança, audiovisual e poesia conduzem o espetáculo que será gratuito, integrando a programação do Festival Boca de Brasa Centro.

Com textos autorais e sob direção de Negafyah e Merry Batista, o espetáculo narra a trajetória da artista como mulher preta, nascida na periferia de Salvador e o seu encontro com a arte, religiosidade, coletividade e afeto como ferramentas para organização dos sentimentos e reconhecimento de seu potencial mobilizador.

Será abordado o enfrentamento às violências que atravessam o seu corpo e a liberdade do amor entre pessoas pretas: o dengo, ubuntu e a construção da intimidade em comunidade.

Vice-campeã do Slam BR (2016) e do internacional Rio Slam Poetry (2018), ela sobe ao palco do Festival Boca de Brasa em um espetáculo construído para mostrar a multiplicidade de sua arte através da denúncia da violência que atravessa corpos pretos, do fortalecimento da comunidade negra e do amor preto como ferramenta de cura.

A distribuição dos ingressos será feita momentos antes do início do espetáculo.

Este projeto é viabilizado pela bolsa-estímulo da Escola Criativa Boca de Brasa – Polo Criativo Centro 2023, fruto do Termo de Colaboração 002/2022 firmado entre Fundação Gregório de Mattos, Prefeitura de Salvador, e a Associação Sociocultural Nubas, através dos recursos do Edital 004/2022 – Polos Criativos Boca de Brasa.

SERVIÇO

Espetáculo Poético-Teatral “Fyah do Ódio ao Amor”
Data: 23 de março (sábado)
Horário: 15 horas
Local: Teatro Gregório de Mattos
Entrada: Gratuita

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Talentos Negros: guia lista comunicadores da Bahia

Jamile Menezes

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Agências baianas criam guia Talentos Negros com fornecedores negros na comunicação

Três agências de comunicação baianas lançaram um documento chamado Talentos Negros: guia de fornecedores negros na comunicação corporativa da Bahia. Lançada no último dia do novembro negro, a iniciativa é o resultado de uma parceria das agências Comunicativa, Asminas e Carla Piaggio Design.

O documento catalogou mais de 150 profissionais e microempreendedores negros da cadeia produtiva da comunicação corporativa. São designers, ilustradores, maquiadores, produtores de conteúdo, profissionais de marketing e eventos que atuam no mercado baiano.

“Empoderamento começa pela inclusão financeira e pela visibilidade dessas e desses profissionais. Foi pensando nisso que criamos o Guia. Não pretendemos que esse seja um documento definitivo e sabemos que é uma pequena contribuição, mas entendemos que era urgente fazer algo para que não tenhamos mais que ouvir que não foram incluídos profissionais negros nas ações porque eles não existem.” – Moisés Brito, sócio-diretor da Comunicativa.

“Nosso propósito com a divulgação deste Guia é propagar o talento e potência dos profissionais baianos que seguem resistindo, criando e gerando resultados” – CEO da agência Asminas, Dayane Oliveira.

“Ser parceira nesta iniciativa é para nós parte do nosso propósito. Entendemos que dentro da comunidade negra é poderoso priorizarmos contratações e recomendações entre nós, exercendo ativamente o Black Money” – designer e empreendedora Carla Piaggio.

O guia Talentos Negros está disponível nas redes sociais e sites das agências e será atualizado periodicamente através da colaboração de profissionais do mercado. Para conhecer o material é só clicar no link: https://encurtador.com.br/ijzV6

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Plataforma Nacional de Artes Negras acontece em Salvador

Jamile Menezes

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A Plataforma Nacional de Artes Negras foi contemplada pelo edital Diálogos Artísticos – Bicentenário da Independência na Bahia

Começa amanhã, 05 de dezembro, o evento “Plataforma Nacional de Artes Negras”. Idealizado pelo artista baiano Brunno de Jesus e produzido pelo Oyó Núcleo de Artes, está programado para ocorrer em diversos locais, incluindo espaços culturais, feiras livres, praças, escolas públicas, teatros, ruas e terreiros de Candomblé.   A programação cultural vai até o dia 10 de dezembro. Todas as atividades são gratuitas.

 A abertura do evento ocorrerá na Feira de São Joaquim, no dia 5 de dezembro, às 9h, com o espetáculo “Colé, eu não sou Bagunça”, com direção e coreografia de Brunno de Jesus, apresentado por Lukas di Jesus e Pedro Ivo, ambos da Bahia.

No mesmo dia, às 11 horas, na estação da Lapa, o artista Iguinho Imperador, representante importante do passinho no Rio de Janeiro, realizará o solo intitulado “Escolhas”. Iguinho é dançarino, coreógrafo, produtor, líder de uma das primeiras famílias (Crew) do gênero. Já representou o movimento em diversos países da Europa e nos EUA.

Oficinas

Dando continuidade à programação do dia 05/12, às 18 horas, no Subúrbio 360° em Vista Alegre, o artista cearense Zé Viana Junior ministrará a oficina “Corporeidades Encantadas da Jurema Sagrada”. A oficina é o resultado do projeto de pesquisa de mestrado (PPGAC-UFBA) do artista, intitulado “CorpoCatimbó”. Zé Viana é multiartista, pesquisador, capoeirista, Ogan Alagbê e educador. Natural da cidade de Itapipoca, Ceará.

No dia 06/12, às 9 horas, no Espaço Xisto, nos Barris, será a vez da oficina “OraliDanças: narrativas dançantes ancestrais/contemporâneas” . A oficina será ministrada pelo artista cearense Gerson Moreno, dançarino, coreógrafo e professor de dança atuante há 30 anos no interior cearense.

No dia 07/12, às 18 horas, no Subúrbio 360° em Vista Alegre, será a Oficina do Passinho com Iguinho Imperador (RJ). Durante a oficina, os participantes vão conhecer as técnicas e principais coreografias utilizadas pelo dançarino.

A proposta da Plataforma Nacional de Artes Negras é ampliar a cadeia produtiva de arte, destacando talentos negros emergentes não apenas da Bahia, mas também de outros estados do Brasil. A programação abrange diversas linguagens artísticas, como dança, música, poesia, teatro e performance.

Entre os destaques da programação, estão o rito performativo “CorpoCatimbó” de Vianna Junior (CE), o trabalho do dramaturgo Anderson Feliciano (MG), o espetáculo de dança “Dembwa” de Marcos Ferreira e Ruan Wills (BA), e o solo “Sobre aquilo que permanece” do artista cearense Gerson Moreno. Além disso, haverá a mostra de dança pagode “Pagobaile”, com a participação de diversos dançarinos de Salvador e do interior do Estado, o evento “Poesia no Carro do Ovo” com o poeta Rilton Júnior (BA) e o show “Epa Rei” do cantor baiano Brunno de Jesus, que contará com convidados especiais.

O evento também inclui atividades educativas, como oficinas e um bate-papo intitulado “Prosa com Dendê”, que discutirá artes e candomblés, com a participação da coreógrafa Marilza Oliveira e do psicanalista Omo Obaluaê Omoloji Agbara.

A Plataforma Nacional de Artes Negras foi contemplada pelo edital “Diálogos Artísticos – Bicentenário da Independência na Bahia” e conta com o apoio financeiro da Fundação Cultural do Estado da Bahia, unidade vinculada à Secretaria de Cultura (Funceb/SecultBa).

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#Opinião – Nós, LGBTQIAPN+, existimos! – Por Laina Crisóstosmo

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Ser LGBTQIAPN+ nunca foi seguro, mas nos últimos tempos tem sido ainda mais assustador perceber e sentir o ódio e a vontade que eles tem de nos exterminar. Falam de religião, Bíblia, Deus, amor, mas pregam “cura” para o que não é doença, ou naturalizam nossas violência e morte .

Nossos direitos ainda são muito recentes e é possível listar cada um deles:

1. Retirada do CID que nossa orientação sexual como doença (homossexualismo) da Classificação Internacional de Doenças pela OMS em 1990
2. Tentativa de aprovação do Projeto de Lei 122/2006 que visava criminalizar a LGBTfobia, proposta por Iara Bernardi (PT-SP),
3. Proposta de casamento homoafetivo por Clodovil com o PL 580 em 2007
4. Conquista da União estável 2011 pelo STF
5. Casamento civil equiparado ao casamento previsto no Código Civil em 2013 também pelo STF
6. Conquista do direito ao uso do Nome social em 2016
7. Tipificação do crime de estupro corretivo, crime patricado especialmente contra mulheres lésbicas e pessoas trans como forma de “cura” em 2018 com a Lei de Importunação Sexual
8. Aprovação da Lei de Criminalização da LGBTfobia em 2019 no STF mais uma vez colocando o crime dentro da Lei 7716/89, Lei CAÓ (lei que prevê o crime de racismo)
9. Direito a Doação de sangue por pessoas LGBTQIAPN+ em 2021 em especial para homens gays e pessoas trans e travestis

Parece muito, mas ainda lutamos todos os dias para provar que não só existimos, resistimos, mas que precisamos de políticas públicas, direitos e acessos. Nessa semana estive em Brasília e foi assustador perceber o quanto os fundamentalistas e facistas nos odeiam, sentir isso na pele, nos olhares, nas falas, ver a deputada federal lésbica Daiana Santos adoecer após ataques e precisar fazer uma cirurgia de urgência foi entender o que nos espera mesmo com a derrota de Bolsonaro. A politica dele ainda está extremamente presente em todas as casas legislativas do Brasil e em especial no Congresso Nacional.

A comissão da previdência, assistência social, infância, adolescência e família decidiu derrubar o direito ao casamento LGBTQIAPN+ e isso tem nos movido para algo que é ou deveria ser óbvio: NENHUM DIREITO A MENOS! Imagine desde 2011 nossas famílias podem ser oficializadas e desde então somos mais de 80 mil famílias em todo o Brasil (dados de 2021), de acordo com pesquisas mais de 51% da população brasileira concorda com o casamento civil homoafetivo.

Mas no último dia 19 de setembro o que vimos foi um show de horrores, transfobia, LGBTfobia, violência, ameaças, deboche, desdém com direito ao uso da Bíblia para dizer o que é família, utilização de falas sobre sexo biológico, violação da lei que criminaliza LGBTfobia desde 2019. Estar lá me fez ter medo, ter crise de ansiedade, ter angústia, mas também ter certeza de que nós existimos e TUDO QUE NÓS TEM É NÓS!

Conseguimos suspender a votação, garantimos que no próximo dia 26 de setembro haverá uma audiência pública sobre o tema e no dia 27 de setembro provavelmente será votado. Certamente perderemos, temos poucos dos nossos, mas que são fundamentais para saber quem está do nosso lado e entender que o #OAmorVence, tem vencido e seguirá vencendo!

Passará pela comissão, depois precisa ir ao plenário da Câmara Federal, depois Senado e se passar por tudo isso com aprovação ainda tem a possibilidade do veto de Lula, então nossas famílias vencerão e seguirão a existir, é preciso ter esperança e união entre nós!

O amor vencerá e nós seguiremos lutando na coletividade!

Laina Crisóstomo
Mulher negra, lésbica, gorda, filiada ao PSOL, mãe, candomblecista, antiproibicionista, advogada feminista e popular, fundadora da ONG TamoJuntas, co vereadora na Mandata Coletiva Pretas Por Salvador e procuradora parlamentar da Mulher da Câmara Municipal de Salvador.

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