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Artes

Eme Mário faz exposição de ilustrações no Santo Antônio Além do Carmo

Amanda Moreno

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Eme Mário faz exposição de ilustrações no Santo Antônio Além do Carmo
Eme Mário faz exposição de ilustrações no Santo Antônio Além do Carmo (Foto: Divulgação)

Eme Mário faz exposição de ilustrações no Santo Antônio Além do Carmo. A mostra, que está aberta a visitação e fica até o mês de junho, é um convite a contemplar e refletir sobre questões como consumo desenfreado, a precariedade do trabalho, a efemeridade das relações sociais motivada pelo universo virtual, a velocidade das informações, as doenças psicológicas, as intolerâncias sexual, religiosa e comportamental. Cada traço das 11 ilustrações nos passa mensagens sobre o dia a dia e de como lidamos com os acontecimentos que nos rodeiam. Tudo isso através da visão íntima e sensível de Eme Mário.

O artista, é natural de Salvador, tem 44 anos, é Bacharel em Artes Plásticas pela UFBA e Licenciado em Desenho e Plástica, também pela UFBA. Além de artista plástico, é educador lecionando aquilo que mais sabe fazer: arte.

Ele já participou de diversas exposições como: “50 anos de Música Popular Brasileira” (Casa da Música Abaeté), Exposição coletiva “Ícones Pop” (Galeria EBEC, Pituba) Exposição Coletiva” Imagem em 5 Quadrinhos, XII Festival 5 minutos” (Galeria Xisto Bahia), Exposição Coletiva “Inserções” (Galeria Cañizares),Exposição “125 anos da Escola de Belas Artes” (Galeria Solar Ferrão), Terceiro Salão Nacional de Humor sobre a fiscalização dos gastos públicos UNACON – Brasília / DF).

LACUNAS

Em Lacunas, o Eme Mário faz uma fusão de técnicas que desafiam os sentidos e expandem nossas ideias sobre arte através de técnica mista. O figurativo e o abstrato se expressam via representações que remetem a variadas correntes artísticas como surrealismo, cubismo, fauvismo, futurismo, abstracionismo geométrico, impressionismo e expressionismo.

Serviço:

Eme Mário faz exposição de ilustrações no Santo Antônio Além do Carmo
Local:
Cafeteria Nossa Senhora do Bom Café
Data:
A partir do dia 04/04 (acompanhe dias e horários da cafeteria)
Endereço:
Rua Direita do Santo Antônio, 314
Gratuito

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Artes

Proje7o Arco-Íris colore muro centenário do ICEIA

Jamile Menezes

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Proje7o Arco-Íris

O Proje7o Arco-Íris trouxe novas cores, formas e mensagens ao muro do centenário Centro Estadual de Educação Profissional Isaías Alves, mais conhecido como ICEIA. Durante cinco dias, 80 estudantes participaram de oficinas de arte urbana e construíram murais que agora passam a fazer parte da paisagem da instituição.

A iniciativa, promovida pelo Instituto Burburinho Cultural, utiliza a arte como ferramenta de educação, pertencimento e desenvolvimento social.

Os estudantes tiveram contato com técnicas de desenho, pintura e grafite, acompanhados pelos arte-educadores Wilson Andrade e Jeferson Almeida, e pela grafiteira Mônica Reis.

“O menino sai da escola, mas continua passando pela porta e lembrando que ele está ali, naquela história, naquela memória. Então, por um tempo, ele se reconhece nesse espaço”, afirma a presidente do Instituto Burburinho Cultural, Priscila Seixas.

Para a grafiteira Mônica Reis, experiências como essa podem despertar novos interesses e ampliar as perspectivas dos estudantes para o futuro.

Foto Mídias Pura

“Isso vai criar uma ideia de futuro para eles. Aquilo que a gente planta hoje vai florescer amanhã. Alguns já querem saber onde acontecem eventos, como participar de outras atividades e acompanhar mais de perto o universo da arte”, destaca.

O impacto da iniciativa também foi percebido pelos próprios alunos. Estudante do curso técnico em Áudio e Vídeo, Kelly avalia que a ação abriu espaço para que diferentes talentos artísticos fossem valorizados dentro da escola.

“A iniciativa é muito interessante porque é um meio de os alunos expressarem sua arte. A galera daqui realmente é muito ligada à área artística, seja nas artes visuais, no audiovisual ou no teatro. Cada estudante pode mostrar sua criatividade através dos desenhos”, conta.

Proje7o Aroc-iris

Já Eduarda, estudante do curso técnico em Serviços Jurídicos, destaca o caráter coletivo da experiência e a aproximação entre estudantes de diferentes turmas.

“Está sendo um jeito de juntar a escola. Alunos que normalmente não têm muito convívio estão trabalhando juntos. É um trabalho coletivo que inclui diferentes pessoas e faz todo mundo participar”, afirma.

A aluna do 1º ano Júlia Moura conta como é trocar o lápis de cor pelo pincel:

“Eu sou apaixonada por desenho e viver isso em uma escala tão grande é algo muito diferente e especial para mim.” Já Celso Junior, aluno do curso técnico, afirma  “É uma experiência única, sair da sala de aula e transformar o muro da minha escola através da arte”

Proje7o Aroc-iris

A inclusão também esteve presente durante toda a realização do projeto. Segundo a diretora do CEEP Isaías Alves, Maribel Costa Silva, estudantes com deficiência e do espectro autista participaram ativamente das oficinas e da produção dos murais, contribuindo para que a proposta inclusiva fosse vivenciada na prática.

“Um grande diferencial do projeto foi oportunizar que nossos estudantes com deficiência mostrassem seus talentos. A inclusão aconteceu na prática e isso ficou refletido nas obras construídas coletivamente”, afirmou.

Os desenhos e pinturas produzidos pelos estudantes permanecem como um registro visível da experiência compartilhada. Mais do que renovar os muros da escola, o Projeto Arco-Íris deixa um legado de cidadania, criatividade e construção coletiva para a comunidade escolar.

Proje7o Aroc-iris

O Proje7o Arco-Íris é viabilizado pela Lei de Incentivo à Cultura, com patrocínio da Wilson Sons, maior operador de logística portuária e marítima do mercado brasileiro. É realizado pelo Instituto Burburinho Cultural e Ministério da Cultura, Governo Federal ao Lado do Povo Brasileiro.

Fotos: Mídias Pura

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Artes

Gleciara Ramos promove visita guiada e contação no MAB

Jamile Menezes

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Gleciara Ramos
Com sua exposição ‘Iramaia e o Encontro das Águas”, no Museu de Arte da Bahia (MAB), a artista visual e escritora Gleciara Ramos vai promover visitas guiadas com contação de histórias para o público. Na ocasião, a artista falará do seu processo criativo e os 13 contos inspirados nos mitos amazônicos sobre a lua.
A mostra é composta por instalações de bordados e tessituras, que inspiraram o livro de mesmo nome e o documentário sobre as cosmogonias, lugares e etnias da pesquisa pelos rios e lagos da Amazônia e Andes Peruanos, encerrando na Bahia.
“Este conhecimento construído e tecido ancestralmente, que fala profundamente com o corpo e nossas intuições, dialoga profundamente com a contemporaneidade, ao trazer bordados como uma tecnologia ancestral para dentro de museus, espaços de legitimação da arte. As tessituras constroem narrativas, contam histórias de avós, tataravós e mães ancestrais que têm a vida no centro das coletividades”, reflete Gleciara Ramos.
Resultado de uma pesquisa de oito anos, entre 2018 e 2026, passando pela Amazônia, Bahia e Andes Peruanos, a artista contou com a parceria do cinegrafista e cineclubista Luís Sérgio Brito Nascimento, mais conhecido como Sérgio Zumby.
“Começamos pesquisando os mitos da Lua, no Espelho da Lua, lago que foi a morada e o local ritualístico das Icamiabas, em Nhamundá, fronteira entre o Pará e Amazonas. No local ocorreu a grande batalha entre portugueses e espanhóis, que levou ao genocídio das mulheres guerreiras”, ressalta Gleciara.
Na instalação, o público poderá conferir 13 contos bordados sobre a Lua, que posteriormente resultou em textos na forma de contos, que fazem parte de um dos livros, o Jacy Waurá. As sete instalações em bordados e tecituras intituladas ‘Roupas da Terra’ são malocas como peles fronteiriças de aconchego, entre o interno e o externo, portais tecidos à mão.
“São ferramentas, instrumentos carregados de subjetividade, escrituras de nossas cosmogonias, trazendo reflexões sobre as epistemes que envolvem os mitos presentes em nossa contemporaneidade e, também como atravessaram minha própria existência,  e a técnica de bordado que aprendia com minhas mães ancestrais, resultando no livro Jacy Epóma”, relata a artista.
Documentário 
A oitava instalação será uma videoinstalação, com exibição do documentário “Pachamama, a mãe do Tempo e Espaço, que nos ensina a tecer nossas Roupas da Terra”, imagens filmadas por Sérgio Zumby e editadas por Gleciara, a partir de pesquisas da Amazônia aos Andes.
Sobre a artista 
Nascida no Rio de Janeiro (RJ), a artista visual, cineclubista e sindicalista Gleciara de Aguiar Ramos morou durante a infância em Tabatinga (AM) e em Vitória (ES). Em 1989, escolheu morar em Salvador (BA). Recentemente, retornou ao Amazonas, onde fez a pesquisa Espelhos da Lua, sobre os Mitos Originários da Lua. Formada pela Escola de Belas Artes na Universidade Federal da Bahia (UFBA), foi professora substituta de Percepção Visual e Técnicas de Representação Gráficas da Universidade Federal da Bahia (UFBA), de 2002 a 2004.
Serviço
Visita guiada e contação de histórias com Gleciara Ramos sobre a exposição ‘Iramaia e o Encontro das Águas’
Quando: Todos os domingos, às 15h
Onde: Museu de Arte da Bahia (MAB) – Galeria Jardins, no Corredor da Vitória
Visitação: Até 19 de julho de 2026 (terça a domingo), 10h às 18h
Quanto: Entrada gratuita
Valor do livro: R$125
Foto: Ana Paula Nobre
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Artes

Black Brazil Art divulga lista de artistas e Bahia lidera Nordeste

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Black Brazil Arts

A Bienal Black Brazil Art (BB) divulgou os 124 artistas que participarão da 4ª edição, prevista para o último trimestre de 2026. A mostra acontecerá em espaços culturais da capital pernambucana, como o Museu da Abolição, o Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães (MAMAM) e o Museu Cais do Sertão, em Recife (PE). A Bahia lidera a participação nordestina, com 14 representantes. As produções contemplam pintura, instalação, performance, fotografia, colagem, assemblage e arte têxtil.

O resultado reforça a descentralização da produção artística negra no país e a presença de novos polos de criação fora do eixo Rio-São Paulo. São Paulo concentra o maior número de participantes, com 26 artistas, seguido pelo Rio de Janeiro, com 18.

Entre os representantes baianos estão artistas de Salvador e do interior do estado. Da capital, integram a mostra Aaaalexandra Martins, Amélia Serpa, Ana Carolina Vidal, Anna Motta, Helen Salomão, Jaqueline Nascimento, Kall Yoga, Livia Passos, Rafa Sales, Suzana Amorim e Tina Melo, além do Coletivo Vivedoras de Ganho, formado por Adinelson Souza, Livia Passos e Luzimar Azevedo. Do interior, participa Camille Moreira, de São Félix, no Recôncavo Baiano.

Crédito: Lívia Passos

Para a curadora da Bienal, Patrícia Brito, a escolha dos participantes reflete a diversidade da produção artística afrodiaspórica no país e o fortalecimento de artistas em circuitos institucionais.

“A forte presença de Bahia e Pernambuco entre os estados com maior número de representantes reflete a potência histórica da produção cultural nordestina. O que historicamente faltou não foi criação, mas acesso aos grandes circuitos de legitimação, aos editais, às instituições e ao mercado concentrado no eixo Rio-São Paulo.

A Bienal Black atua nessa ruptura, reposicionando o olhar do mercado, dos museus e dos colecionadores para produções que sempre existiram, mas muitas vezes permaneceram à margem das estruturas tradicionais de visibilidade.”

Além da Bahia e de Pernambuco, o Nordeste contará com representantes do Ceará, Paraíba, Rio Grande do Norte, Alagoas, Maranhão, Piauí e Sergipe. A relação inclui ainda artistas das regiões Sul, Centro-Oeste e Norte, além de participantes internacionais vindos de Porto Rico, Canadá, Alemanha, Cabo Verde, Estados Unidos e Portugal.

A programação inclui ainda a participação de estudantes da Escola Técnica Estadual Alfredo Freyre (ETE), com ações de aproximação com processos criativos e formação artística. O evento também prevê intercâmbios, residências artísticas e programas de mobilidade curatorial com instituições do Brasil, Porto Rico e Canadá, além de uma programação virtual paralela.

A dimensão internacional da Bienal é apontada por Patrícia Brito como um dos pilares estruturantes do projeto desde suas primeiras edições.

“A Bienal Black é estrutural desde suas primeiras edições. Desde a 2ª edição, a Black Brazil Art desenvolve parcerias fora do país, entendendo que a arte contemporânea negra dialoga não apenas com questões raciais, mas também com transformações políticas, sociais e culturais globais. Porto Rico e Canadá integram essa circulação de experiências da diáspora.

No Canadá, essa relação se fortalece com minha atuação na Cátedra de Pesquisa desde 2025 e como curadora convidada da Bienal AF-Flux de Montreal, em 2028, responsável pela escolha de artistas da América Latina. Ao longo de quatro edições, a Bienal já dialogou com mais de 11 países.”

A relação completa dos participantes pode ser consultada no site oficial da www.bienalblack.com.br

 

 

Texto de Wal Melo (DRT 0006980/BA) – Jornalista 

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