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Concurso premia filmes de jovens negros, indígenas, quilombolas e periféricos

Amanda Moreno

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Concurso premia filmes de jovens negros, indígenas, quilombolas e periféricos
Concurso premia filmes de jovens negros, indígenas, quilombolas e periféricos

Impulso Cultural WAWA ABA recebe inscrições até 24 de abril. Melhores projetos serão premiados com valores em dinheiro e visitas aos Estúdios Globo, no Rio

Concurso premia filmes de jovens negros, indígenas, quilombolas e periféricos. Jovens negros, indígenas e quilombolas, de 14 a 30 anos, podem se inscrever para o Impulso Cultural WAWA ABA, até a quarta-feira, 24 de abril. O Concurso, – que integra a programação da Mostra Itinerante de Cinemas Negros Mahomed Bamba (MIMB) -, irá selecionar filmes de 1 minuto totalmente realizados com aparelhos celulares.

Os critérios de avaliação consideram criatividade, originalidade, roteiro, entre outros, e os melhores projetos audiovisuais serão premiados através de uma votação aberta ao público. A comissão de curadoria da MIMB irá escolher ainda, entre os 10 vencedores, três jovens destaques que serão contemplados com uma visita aos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, para uma experiência imersiva.

Concurso premia filmes de jovens negros, indígenas, quilombolas e periféricos. Destinado a jovens talentos residentes em periferias e/ou comunidades tradicionais de diversas regiões do Brasil, o concurso estimula a criatividade e a inovação. Segundo Fabíola Silva, que integra a comissão de curadoria do concurso, a competição visa dar acesso a uma arte que ‘por muito tempo foi exclusiva de uma determinada classe social’. “O Impulso Cultural WAWA ABA torna-se um caminho possível para a juventude Negra e Indígina que busca visibilizar seus talentos”, afirma.

 Entre as produções que podem ser enviadas, o concurso aceita filmes de tema livre, híbridos e experimentais, a exemplo de documentário, ficção, videoclipe, vídeo-poesia, entre outros gêneros, como o humor. Após análise do comitê de curadoria, 20 produções serão hospedadas no Instagram do Festival (@oficialmimb), onde a votação acontece, através das curtidas nas publicações. Regras do concurso podem ser consultadas e as inscrições podem ser realizadas através do link https://encurtador.com.br/fjvP5 . O resultado do concurso será divulgado no dia 09 de maio.

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DiALAB abre inscrições para laboratórios audiovisuais

Jamile Menezes

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DiALAB

A DiALAB, plataforma baiana  voltada ao desenvolvimento de carreiras, formação e conexão de profissionais negros no audiovisual, está com inscrições abertas para o DiALAB Talents, programa de consultoria e laboratório para projetos audiovisuais em desenvolvimento.

A iniciativa é direcionada a roteiristas e produtores de qualquer nacionalidade, que falem português ou espanhol, já tenham realizado longa ou curtas metragens e tenham algum projeto de filme e série para desenvolver.

Cada projeto inscrito deve ter, obrigatoriamente, um/a roteirista e produtor/a vinculados à proposta, sendo que pelo menos um dos dois profissionais deve ser autodeclarado negro.

As inscrições estão abertas até dia 10 de julho no site: www.dialab.me

Os projetos selecionados passarão por um programa especial orientado por profissionais do setor audiovisual renomados no Brasil e no exterior, entre eles: Xenia Rivery (Cuba), Tanya Valette (República Dominicana), Francine Barbosa (Brasil), Raquel Leiko (Brasil) e Matheus Mello (Espanha/Brasil), Johanné Gómez Terrero  (República Dominicana). O programa inclui workshops, palestras, estudos de caso, exibição de filmes e séries e consultorias direcionadas ao aprimoramento de suas narrativas audiovisuais e capacidade criativa e mercadológica

Os interessados podem se inscrever em três categorias de desenvolvimentos de projetos em estágio inicial: o DiALAB Fics, DiALAB Docs e DiALAB Séries, que  passam pelas fases de roteiro, produção e distribuição.

Já o DiALAB WIP é voltado para o estágio de pós-produção, uma consultoria para filmes em fase de montagem e finalização com foco na exibição e circuitos de festivais.

“A DiALAB amplia sua atuação ao conectar profissionais negros do audiovisual a redes internacionais de desenvolvimento, financiamento e circulação. Esta edição consolida parcerias estratégicas e fortalece a presença de projetos em diferentes territórios”, afirma Emerson Dindo, diretor executivo da plataforma.

Foto: Black Rec

Serviço

Inscrições abertas para  DiALAB Talents

Categorias: DiALAB Fics, DiALAB Docs e DiALAB Séries, DiALab WIP

Até 10 de julho

Informações e inscrições: www.dialab.me

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Doc com Mateus Aleluia concorre no In-Edit Brasil 2026

Jamile Menezes

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O filme “Pontos de Força”, da Têm Dendê Produções, que estreia no dia 20 de junho (sábado) no In-Edit Brasil 2026 — Festival Internacional do Documentário Musical, concorre como melhor filme na competição nacional.

A natureza, as imagens e as paisagens do cotidiano de Cachoeira e do exercício do Candomblé na cidade do Recôncavo Baiano ilustram “Pontos de Força”, sob a direção e roteiro de Vânia Lima a partir da ideia original de Mateus Aleluia, que faz uma imersão em busca de sua ancestralidade através de uma leitura inovadora sobre a relação de sua arte com a fé, além de revisitar sua história.

Mateus Aleluia é um artista mergulhado na sua ancestralidade, construída desde a sua infância no Recôncavo da Bahia, em Cachoeira — cidade que, para ele, já nasceu sendo metrópole e como um  ponto de convergência de interesses, “pela sua própria localização, pelas pessoas de decisões que aqui vieram parar.

Por esse encontro mesmo de cultura. Aqui estão os donos da terra, chegam os portugueses, depois vêm os africanos. Cachoeira é justamente isso, verdadeiramente afrobarroco”, define no documentário.

Diretora do filme, Vânia Lima lembra que Mateus é gravado com frequência por artistas de diferentes gerações da música brasileira — mais recentemente, Anitta trouxe para seu novo disco um trecho de “Cordeiro de Nanã”, dos Tincoãs, grupo liderado por ele.

“Na música, a investigação de Mateus consolidou o sotaque africano na MPB. O trabalho desenvolvido no Brasil e na África ganhou reverberação nas novas gerações da música brasileira, veteranos e novos talentos bebem da fonte de sua pesquisa e imersão na ancestralidade”. Para ela, “Pontos de Força” é uma oportunidade de evidenciar lugares sagrados de reencontro com o passado histórico e antropológico, crenças e culturas que emolduram a identidade baiana e brasileira.

O documentário visita terreiros e paisagens de Cachoeira, com depoimentos de lideranças religiosas, historiadores e guias turísticos que atestam que a cidade é um dos berços da cultura afro-brasileira e foi, durante muito tempo, uma das mais importantes do Brasil.

Sobre sua relação com a espiritualidade, tema recorrente de sua obra, Mateus define como uma realidade física. “Ela é. Não adianta eu concordar ou discordar. Ela independe. Aquilo que não é pra ser desaparece. Aquilo que é pra ser permanece, por mais que seja combatido”, fala, em “Pontos de Força”.

A direção de produção é de Bruno Ramos e Paula Hazin e Direção de Fotografia de Cláudio Antônio.

O filme integra a programação do festival com exibições  no SPCINE Olido em sua estreia, às 16h do dia 20; CineSesc, no dia 27 de junho, às 20h30; e na Cinemateca Brasileira (Sala Grande Otelo), no dia 28 de junho, às 16h, em uma sessão com debate. “Bregueragem”, outro projeto da Têm Dendê, dirigido por Daniel Arcades, também foi selecionado para o festival e ganha exibição nos dias 18, às 19h, no Matilha Cultural; 20, às 21h, no Cine Bijou; e 24, às 15h, no CCSP Paulo Emílio.

Foto:  Vinicius Xavier

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Nesta sexta-feira (12), estreia clipe do single “Filho da Mãe”

Kelly Bouéres

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Filho da mae
João Meireles

O single “Filho da Mãe”, já disponível nas plataformas digitais, ganhará sua versão em videoclipe nesta sexta-feira (12), estrelando os integrantes do Centro Cultural Vai Chegar no YouTube/@tamborvaichegar. Desde 2018, o projeto transforma os jovens do Engenho Velho da Federação em protagonistas e, desta vez, não será diferente com o nono audiovisual desenvolvido com crianças e adolescentes, além dos artistas convidados Raimundo Sodré, Sonora Amaralina & Makêdda e o músico João Mendes. O lançamento será marcado pela exibição em um telão na sede do Vai Chegar, reunindo crianças, familiares e moradores do bairro em uma sessão aberta ao público, às 18h.

 

Com direção de Tedy Santana, idealizador do projeto, o clipe traz cenários do Centro Histórico de Salvador, enquanto os jovens assumem os coros e os tambores, destacando a força da percussão e da voz coletiva como expressão artística, pertencimento e identidade. De forma lúdica e sensível, a canção revisita a ideia de descobrimento do Brasil, desconstruindo percepções históricas ao reafirmar a Bahia como principal raiz da cultura brasileira. 

Para Tedy Santana, o clipe ressalta o compromisso do projeto em ampliar o olhar sobre território, memória e tradição, além de despertar nos jovens do Engenho Velho da Federação a confiança para sonhar, conquistar espaços e viver novas experiências.

“Como em todos os nossos clipes, as crianças são as protagonistas. Ver toda essa juventude ocupando esse lugar ao lado de artistas como Raimundo Sodré, um grande mestre do Samba do Recôncavo, é muito simbólico. O Vai Chegar busca abrir caminhos e apoiar essas crianças e adolescentes para ampliar os campos dos possíveis”, afirma. 

Em “Filho da Mãe”, os jovens tocam o Tambor Vai Chegar, instrumento especial e acessível criado por Tedy Santana, projetado para o aprendizado musical de forma fácil e intuitiva e trabalhado nas oficinas de prática rítmica. A produção também contou com coreografias elaboradas nas oficinas de dança conduzidas pela professora Mestra Lissandra Santos.

“Os clipes valorizam o que as crianças aprendem nas aulas, as gravações são sempre momentos muito especiais. Existe toda uma preparação, e neste clipe isso foi ainda mais marcante porque as cenas aconteceram fora do bairro. No fim, cada clipe vira uma grande aventura coletiva, que fortalece o grupo e cria memórias que ficam para sempre”, destaca Tedy.

Coautor da música ao lado de Marcelo Machado, Raimundo Sodré explica que “Filho da Mãe” brinca com expressões populares muito presentes no cotidiano baiano para construir uma reflexão simbólica sobre a origem cultural do Brasil. Segundo ele, a letra utiliza a expressão “filho da mãe” em duplo sentido, apresentando a Bahia como essa “mãe” de onde nasceriam elementos centrais da identidade brasileira.

“Tudo começou na Bahia. O filho é esse grande Brasil, que de grande ‘só tem tamanho’, outra expressão muito nossa”, afirma. 

Sodré lembra ainda que, desde a composição, imaginava a música sendo interpretada em coro por crianças, acompanhada pelo violão característico do samba chula e por referências da musicalidade baiana. No clipe, esses elementos acabaram encontrando sintonia com a força das vozes e da percussão dos jovens do Vai Chegar.

O Centro Cultural Vai Chegar é uma realização da Associação Oficina das Artes, reconhecida como Ponto de Cultura pelo Ministério da Cultura. O projeto conta com apoio do Prêmio Cultura Viva 2025, da Secult Salvador e Fundação Gregório de Mattos, além do Prêmio Periferia Viva 2024, do Ministério das Cidades. Com parcerias de Agueré – Filmes & Produções Audiovisuais e A2 Studium.

 

LANÇAMENTO DO CLIPE “FILHO DA MÃE” – PROJETO VAI CHEGAR

 

Data: 12/06 – Com projeção na sede às 18h

 

Endereço: Rua das Palmeiras, 40 – Engenho Velho da Federação

 

Canal do YouTube: @tamborvaichegar / https://youtube.com/@tamborvaichegar?si=DalcqjNRqyVyK_UR

 

Instagram: @tamborvaichegar / https://www.instagram.com/tamborvaichegar/

 

Spotify: https://open.spotify.com/intl-fr/artist/3Lhg0E1PEZdGs5XQnpYtwO?si=3uGdKUCcRAKtopFFK3QQ0w

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