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Audiovisual

Circuito CINERÊ abre inscrições para novos cineastas negros

Jamile Menezes

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O Circuito CINERÊ está com inscrições abertas para o Lab Cinerê, edital que vai selecionar 10 jovens cineastas da Cidade Baixa, Subúrbio Ferroviário, Mussurunga, Cajazeiras e Brotas para uma formação audiovisual.

Circuito de produção audiovisual para novos cineastas negros, o Lab será dividido entre oficinas e workshops entre os meses de julho e agosto. As pessoas interessadas podem realizar suas inscrições para concorrer às vagas até o dia 10 de junho.

“Nosso principal objetivo é promover e ampliar o alcance de novos cineastas negros em regiões da cidade onde iniciativas como essa ainda são raras. Após a capacitação desses profissionais, que virão a partir da chamada pública, teremos mais duas etapas que resultarão em 15 produtos audiovisuais dos segmentos ficção, documentário e videoclipes”, explica Rafa Martins, gestor do Circuito CINERÊ.

Roteiro, direção de fotografia e direção cinematográfica serão os temas dos workshops, ministrados por nomes do segmento: Ana do Carmo, diretora, roteirista e sócia fundadora da Saturnema Filmes; Rogério Sagui, diretor, roteirista, cineasta e produtor com projetos assinados na Globo, Netflix e HBO e Fabíola Silva, diretora de fotografia que tem, entre seus principais trabalhos, a websérie “Punho Negro” (2021) e o videoclipe “Maré Kawô” (2018).

Já as oficinas contemplarão produção audiovisual, com cineasta, roteirista e fotógrafo Vinícius Eliziário; preparação e direção de atores, com ator, roteirista e diretor Heraldo de Deus, além de edição de montagem com o publicitário e artista visual Del Nunes.

Rafa Martins – Foto Amanda Chung

“Após a conclusão da formação, 10 diretores serão contemplados com um valor em dinheiro para realizar um curta, colocando em prática o que foi aprendido”, completa Martins.

Além das 10 vagas que serão preenchidas através do edital, 30 vagas serão disponibilizadas para o público externo e, para participar, é necessário apenas fazer inscrição através do formulário.

O Cinerê

É um circuito de produção audiovisual idealizado pela Pé de Erê Produções, produtora independente multicultural focada em produções negras que está dando início a sua vertente de produção de audiovisual por meio da Lei Paulo Gustavo. O Cinerê conta com a idealização e direção técnica de Rafa Martins, direção de produção de Juliana Sousa e produção executiva de Tati Gamboa.

Audiovisual

TV Pelourinho inscreve para cursos gratuitos no Audiovisual

Jamile Menezes

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No "Eu Sou a TV Pelourinho”, que oferece 40 vagas, as aulas começarão no segundo semestre e serão realizadas em dois turnos por semana.

A TV Pelourinho está com inscrições abertas para curso gratuito “Eu Sou a TV Pelourinho”, que durante nove meses, a partir de sete disciplinas, proporcionará formação em várias áreas do audiovisual a adolescentes e jovens com idades entre 15 e 29 anos de escolas ou universidades públicas.

No “Eu Sou a TV Pelourinho”, que oferece 40 vagas, as aulas começarão no segundo semestre e serão realizadas em dois turnos por semana. As disciplinas oferecidas são: Áudio, Edição, Fotografia e Novas Mídias, A Identidade no Cinema e Audiovisual Brasileiro, Linguagem do Audiovisual, Produção e Planejamento e Produção Audiovisual / Roteiro e Vodcast.

As inscrições devem ser feitas através do link (AQUI).

Saiba mais sobre o curso “Eu Sou a TV Pelourinho”

Áudio – Ensina os processos básicos de produção do som no cinema e no audiovisual, o emprego de som no filme, as funções da música no cinema e em outros produtos audiovisuais e introduz técnicas para o registro do som com o uso dos equipamentos de captação e processamento do som no audiovisual.

Edição – Dá noções básicas dos conceitos de edição e montagem no cinema, apresenta o estudo das principais teorias da montagem cinematográfica como elemento de construção da narrativa audiovisual e as técnicas de montagem e como utilizar softwares em computares e celulares para a construção da montagem.

Fotografia e Novas Mídias – Trata dos processos de produção em Cinema e Audiovisual relacionados à experimentação de linguagens através de produtos laboratoriais diversos, incluindo as novas mídias. Fala da História da fotografia, das técnicas de registro fotográfico e ensina operar a câmera e a usar celulares para produção de conteúdo audiovisual. Analisa a fotografia no cinema e no audiovisual e discute a direção de fotografia enquanto autoria.

A Identidade no Cinema e Audiovisual Brasileiro – Tem o objetivo de refletir e explorar o impacto e a representação da população negra na produção cinematográfica brasileira, com especial enfoque no protagonismo das mulheres negras. Através da análise de filmes, debates e atividades práticas, os participantes discutirão a auto-representação, combate ao racismo e políticas públicas para o cinema e audiovisual.

Linguagem do Audiovisual – Apresenta noções de estética e linguagens audiovisuais, as especificidades estéticas do Primeiro Cinema, a formação da gramática cinematográfica, o realismo cinematográfico, as convenções da linguagem clássica e as rupturas estéticas do cinema moderno.

Produção e Planejamento e Produção Audiovisual/Roteiro – Mostra o estudo dos processos da direção e produção em Cinema e Audiovisual relacionados à experimentação de linguagens através de produtos laboratoriais. Faz conceituação dos termos técnicos básicos empregados no planejamento, na organização e na operacionalização da produção de Cinema e Audiovisual. Estuda a lógica sequencial da produção, sua configuração e operacionalização. Apresenta as diversas etapas da produção cinematográfica, funções da equipe, terminologia técnica e equipamentos usados, estúdios e laboratórios.

Na Produção Audiovisual/Roteiro, analisa a técnica de roteiro, as estruturas e criação do roteiro cinematográfico e audiovisual, suas regras de formatação para a escrita do roteiro cinematográfico ou audiovisual original e adaptado e trata do desenvolvimento da narrativa.

Mostra também como realizar orçamentos, formação de equipe, elaboração do plano da produção,  mapa de locações e o controle de custos de produção. Trata também da captação de recursos, execução de orçamento e das leis de incentivo. Fala das estratégias de lançamento, distribuição, e estratégias de Marketing.

Vodcast – Oferece uma abordagem abrangente sobre a criação e produção de vodcasts, um formato de mídia em ascensão que combina elementos de áudio e vídeo. Os participantes serão guiados desde os conceitos básicos até técnicas avançadas de produção, com ênfase na criação de conteúdo envolvente e na construção de uma audiência. Através de aulas teóricas e práticas, os alunos terão a oportunidade de adquirir habilidades essenciais para iniciar seus próprios vodcasts.

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Festival Ferrovias recebe inscrições até 20 de junho

Jamile Menezes

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Trem colorido está parado sobre trilhos de uma ferrovia no subúrbio, sinalizando o tema do Festival Ferrovias.

O Festival Ferrovias é o primeiro festival de cinema voltado para o Subúrbio Ferroviário de Salvador e recebe inscrições até o dia 20 de junho. Voltado para criador audiovisual, diretor ou cineasta do Subúrbio Ferroviário de Salvador, o festival é uma oportunidade de exibir a produção local.

O Ferrovias abre espaço para obras audiovisuais que pensam as questões do território e visa enfatizar a potência criativa dessa região histórica da capital baiana. As inscrições devem ser realizadas mediante o preenchimento de um formulário online, através do site do Festival. Os projetos serão avaliados por uma equipe de curadores com trajetória diversa no audiovisual da região do Subúrbio, da cidade de Salvador e da Bahia.

Podem ser inscritos curtas com até 30 minutos de duração e longas-metragem de até 60 minutos ou mais. Também vale ressaltar que cada cineasta ou produtor audiovisual selecionado no Ferrovias irá receber um prêmio de R$ 400.

O Festival Ferrovias recebe, prioritariamente, obras de nascidos ou moradores do Subúrbio. Entretanto, pessoas de outras regiões de Salvador também podem se inscrever, desde que os filmes submetidos tenham temática voltada para o território ou que tenham sido gravados no Subúrbio.

Da margem ao centro

O Festival Ferrovias estabelece sua relevância ao centralizar artistas e histórias deste território. Na primeira edição do projeto, 80% das obras inscritas contaram com a participação de pelo menos uma pessoa do Subúrbio.

“[A participação no festival] foi importante para mim porque representei parte da comunidade em que eu moro. É importante levar as pessoas daqui da comunidade e [mostrar] esse trabalho que é feito aqui”, destacou Ítalo Rodrigues, que é morador do bairro de Plataforma, sobre a importância do projeto em sua trajetória.

O curta documental “O peixe”, dirigido por Ítalo, foi uma das obras selecionadas na 1ª edição do Ferrovias e já foi exibida em outros festivais de cinema, como os festivais Felino Preta e Latinidades Negras.

INSCREVA-SE!

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Filme “Revolta dos Búzios” de Antonio Olavo chega aos cinemas

Jamile Menezes

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Revolta Búzios

Um episódio pouco lembrado da história do Brasil, 1798 – REVOLTA DOS BÚZIOS, do cineasta baiano Antonio Olavo leva às telas a influência iluminista da Revolução Francesa (1789) no planejamento do levante que pretendia derrubar o governo colonial, proclamar a independência e implantar uma República democrática, livre da escravidão, onde haveria, conforme acenavam, “igualdade entre os homens pretos, pardos e brancos”.

Produzido pela Portfolium Laboratório de Imagens, o filme chega aos cinemas brasileiros em 30 de maio, com distribuição da Abará Filmes.

Cineasta e pesquisador, que atua com temas ligados à valorização da memória negra, Antonio Olavo sempre trabalhou com a pesquisa histórica no cinema documental, e destaca que “história do Brasil não é apenas a história das elites brancas.”

Para 1798 – REVOLTA DOS BÚZIOS, o cineasta partiu dos “Autos da Devassa”, um documento com mais de 2.000 páginas manuscritas no calor da hora com o desdobramento minucioso da grande investigação sobre os acontecimentos. Eles cobrem um período de agosto/1798 a novembro/1799, e são transcrições de dezenas de sessões da Devassa, incluindo a íntegra dos longos depoimentos de mais de 70 pessoas envolvidas na conspiração.

Antonio Olavo

A Revolta dos Búzios, também designada por Revolução dos Alfaiates, Conjuração Baiana, Sedição de 1798, Movimento Democrático Baiano e Inconfidência Baiana, é, para o diretor, uma história apaixonante.

“O maior desafio foi construir um filme que fosse digno da grandiosidade do tema. A história ocorreu há 226 anos e terminou de forma trágica com 4 jovens negros enforcados e esquartejados em praça pública diante de milhares de pessoas, punidos por sonharem com bandeiras universais como a independência, a República e a liberdade diante a escravidão. Creio que conseguimos fazer um filme positivador, contribuindo para o fortalecimento da história e memória do povo negro no Brasil.”, diz Olavo.

O cineasta trabalhou no longa por 13 anos, “o tempo necessário para ter um pertencimento do assunto e poder registrar em um filme documentário com a segurança e serenidade que o assunto pedia.

1798 – REVOLTA DOS BÚZIOS faz parte do projeto do diretor, uma trilogia das grandes lutas negras dos séculos XVIII e XIX na Bahia.

“A partir de 2006 iniciei uma pesquisa sobre as grandes insurreições negras da Bahia, em especial as que ocorreram entre o final do século XVIII e o início do século XIX, período áureo da insurgência negra, em que a então província baiana ganhou a marca indelével de ‘Bahia Rebelde’, por ter protagonizado histórias mobilizadoras de sentimentos negros que marcaram época”, resume o diretor.

Estre as muitas lutas, destacam-se a Revolta dos Búzios em 1798, que foi uma conspiração reprimida antes de sua deflagração, a Revolta dos Malês no ano de 1835 e é considerada a maior rebelião negra da história do Brasil, na qual centenas de homens e mulheres ocuparam as ruas de Salvador na madrugada de 25 de janeiro de 1835, sendo violentamente reprimidos e finalmente a  Sabinada, que  liderada por um homem negro, Francisco Sabino, chegou a tomar o poder em novembro de 1837 e ocupou a cidade durante vários meses, tendo também sofrido violenta repressão.

“Essas histórias precisam estar também na filmografia nacional, o cinema brasileiro não pode continuar ignorando esses movimentos. De minha parte, venho desenvolvendo um minucioso e paciente trabalho de pesquisa, buscando condições para levar essas lutas ao cinema, construindo uma trilogia cinematográfica”, diz Olavo.

https://www.youtube.com/watch?v=4ry5bcTtaco

Sobre Antonio Olavo:

Cineasta e pesquisador, trabalha com temas ligados à valorização da memória negra. É autor do livro “Memórias Fotográficas de Canudos'” (1989) e gestor da Portfolium Laboratório de Imagens, produtora pela qual dirigiu 19 filmes documentários, entre os quais sete longas-metragens: “Paixão e Guerra no Sertão de Canudos” (1993); “Quilombos da Bahia’ (2004); ‘Abdias Nascimento Memória Negra” (2008); “A Cor do Trabalho” (2014); “1798 – Revolta dos Búzios”; “Quilombo Candeal – Roda de Versos na Boca da Noite” (2021) e “Ave Canudos! Os que sobreviveram te saúdam” (2021). Dirigiu também uma série para TV denominada “Travessias Negras” (2017) e atualmente está finalizando o filme “A Protetora – Memória Negra da Bahia”.

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