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Audiovisual

Festival Cinderela Baiana de Cinema recebe curtas-metragens

Jamile Menezes

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Estão abertas as inscrições para o 1º Festival Cinderela Baiana de Cinema, iniciativa que vai selecionar curtas-metragens.  Entre os segmentos estão ficção, animação, experimental e documentário.

O evento acontece em agosto, em Salvador, e inclui em sua programação a mostra dos filmes selecionados, palestras, oficinas,  além de uma premiação. Para inscrever seus filmes, as pessoas interessadas devem apenas preencher, gratuitamente, o formulário disponível  no site www.festivalcinderelabaiana.com até o dia 27 de junho.

“O Festival Cinderela Baiana busca promover e encorajar que realizadores estreantes e inexperientes do audiovisual baiano exibam seus filmes, sem julgamentos e assim, contribuam para a valorização da produção local de cinema em formato independente. O festival traz em sua programação mostras em formato competitivo que premiará os filmes escolhidos pelo bom humor, diversão e criatividade, com o troféu Cinderela Baiana, de acordo com as categorias”, explica Rafa Martins, um dos realizadores do projeto.

Alguns critérios, além das categorias, precisam ser preenchidos para que a inscrição do filme seja validada e entre para a competição:

  • Duração de 3 a 15 minutos, incluindo créditos;

  • Produzidos na Bahia ou por realizadores brasileiros residentes na região;

  • Ter os direitos autorais e de imagem;

  • Filme completo hospedado no YouTube ou Vimeo.

Não há limite de  inscrições por  realizador no Festival Cinderela Baiana. No entanto, é necessário uma ficha de inscrição para cada curta-metragem. A seleção dos filmes será realizada por um grupo de curadores com experiência em curadoria e análise técnica e a lista dos será divulgada no site e nas redes sociais do festival.

“Acolhimento e diversão são dois pilares do Cinderela e a ideia é expandir o festival em futuras edições e conseguir incentivo para aumentar conexões e prestigiar ainda mais os realizadores.”, finaliza Martins.

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Festival Negritudes Globo lota Casa Baluarte durante primeira edição em Salvador

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Foto: Magali Moraes

A cidade mais negra fora da África recebeu a primeira edição do Festival Negritudes Globo durante todo o dia ontem (18), em parceria com a Rede Bahia. Salvador aguardava esse momento e demonstrou, lotando a Casa Baluarte, no Santo Antônio Além do Carmo. Com acesso gratuito e aberto ao público, o local ficou repleto de pessoas pretas interessadas em acompanhar as mesas, cujos temas levantaram questões inerentes ao universo negro por anos. Fé, espiritualidade, arte, comunicação, empreendedorismo e os desafios no combate ao racismo foram alguns deles.

Promover o debate sobre as narrativas negras no audiovisual foi o principal objetivo do encontro. Para o cineasta norte-americano, Alrick Brown, presente na mesa ‘Narrativas Negras: Uma Infinidade de Possibilidades’, mediada pela jornalista Zileide Silva ao lado da atriz Maria Gal, “progresso verdadeiro é quando qualquer um de nós, quando quisermos cantar, dançar e contar suas histórias, possamos fazê-los livremente”.

Foto: Magali Moraes

Com apresentação de Rita Batista e Vanderson Nascimento, o evento contou com a participação de artistas como os cantores Tatau e Kléber Lucas, os atores Érico Bráz, Jessica Ellen, Amaury Lorenzo e Maria Gal, além de escritores como Bárbara Carine, Elisa Lucinda e a influenciadora Maíra Azevedo (Tiá Má). “Temos muitos avanços, mas enquanto contarmos nos dedos quantas pessoas pretas estão nas telas, precisamos avançar muito ainda. Apesar de tanta dor, nós, baianos, temos a alegria da nossa cidade”, declarou Tia Má.

Foto: Magali Moraes

“Seremos a última geração de primeiros”. Monique Evelle parafraseou essa frase se referindo ao fato de algumas pessoas negras serem consideradas “as primeiras” a ocuparem certos lugares de destaque em determinadas profissões e espaços na sociedade. A empreendedora levantou essa discussão na mesa ‘Painel Led: Educação Antirracista’, juntamente com a escritora e idealizadora da escola Maria Felipa, Bárbara Carine, e mediação da cantora e apresentadora, Larissa Luz.

Foto: Magali Moraes

Ao todo foram seis painéis, além de ativações e oficinas promovidas em parceria com a Associação dos Profissionais do Audiovisual Negro (APAN). Coordenadas pelo empresário Ad Júnior, mentorias ofereceram dicas sobre carreira e projetos direcionados exclusivamente a pessoas negras. O Festival Negritudes faz parte da Agenda ESG da Globo, conjunto de práticas voltadas para preservação do meio ambiente, responsabilidade com a sociedade e transparência empresarial. A curadoria e roteiro foi do jornalista baiano Dimas Novais e o patrocínio da Nívea.

 

 

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Documentário Tornar-se Negro tem exibição gratuita na Sala Walter

Jamile Menezes

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documentário Tornar-se Negro

O Espro (Ensino Social Profissionalizante), entidade sem fins lucrativos que há 45 anos apoia a inserção de adolescentes e jovens no mundo do trabalho, promove, no dia 05 de julho (sexta-feira), o lançamento do documentário Tornar-se Negro. Desenvolvido por participantes de um curso gratuito de capacitação profissional com vagas afirmativas para jovens negros de Salvador, o filme terá exibição aberta ao público, com entrada franca, às 11h, na Sala de Cinema Walter da Silveira, gerida pela Diretoria de Audiovisual da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), unidade vinculada à Secretaria de Cultura da Bahia (SecultBA).

O documentário Tornar-se Negro foi idealizado como atividade prática para um curso focado na capacitação para trabalho no mercado audiovisual. Vinte e cinco jovens atuaram nas diversas etapas de produção da obra, desde a concepção do roteiro até a montagem e pós-produção. A turma foi a primeira do Espro dedicada a participantes negros na Bahia. Iniciativas com o mesmo propósito afirmativo em diversas áreas já ocorreram em municípios de estados como São Paulo, Pará, Pernambuco e Minas Gerais.

Em Salvador, o curso buscou aliar a capacitação audiovisual com o fortalecimento da consciência da negritude entre os participantes.

“Tem toda uma complexidade que nós experimentamos como situação de vida, porque muitos dos jovens do curso nunca tinham pensado sobre a questão racial”, comenta Marcelo Reis, instrutor da turma e responsável pela direção do documentário.

O documentário traz depoimentos dos próprios jovens e também de convidados, vistos como referências tanto para os jovens que passaram pelo curso quanto pela comunidade negra baiana. Entre eles estão Creuza Oliveira, líder e ativista pela causa trabalhista das trabalhadoras domésticas; Ubiraci Carlúcio (mais conhecido como Professor Bira), geógrafo, palestrante e mestre em educação; e Mamadou Gaye, o Cônsul Honorário da França na Bahia.

Serviço: documentário Tornar-se negro

Data e horário: 05 de julho (sexta-feira), às 11h.

Local: Sala de Cinema Walter da Silveira – R. Gen. Labatut, 27 – Barris, Salvador – BA.

Valor: gratuito. Ingresso a ser retirado no local (vagas limitadas de acordo com a capacidade da sala).

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Traço Negro: projeto lança Videoteca Virtual com docs de artistas negros

Jamile Menezes

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Traço Negro será lançado em Cachoeira

O projeto Traço Negro tem o objetivo de dar visibilidade à produção de artistes visuais negres das cidades que margeiam as águas douradas do Rio Paraguaçu. Em sua segunda edição, haverá, no próximo dia 14 de julho, lançamento de uma Videoteca Virtual, no canal do projeto do YouTube, com documentários individuais de 17 artistes do Recôncavo da Bahia. O evento de lançamento ocorrerá na Casa Preta Hub, em Cachoeira, a partir das 17h, com participação especial des escultores/as, pintores/as, performers, equipe de criação e técnica, e um pocket show de Mateus Aleluia Filho.

Os documentários serão lançados semanalmente, exibidos na Casa Preta Hub e disponibilizados no perfil do Youtube. A partir do dia 14 de julho, serão exibidos os curtas de Tina Melo, Alentícia Bertosa, Áydano Jr., Billy Oliveira e Mestre Biro – o documentário é uma homenagem póstuma, o artista faleceu em abril de 2023. Traço Negro nasce de uma pesquisa de título homônimo iniciada em 2014 por Tina Melo, no Mestrado Profissional em História da África, Diáspora e dos Povos Indígenas – concluído em 2016 -, na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia em Cachoeira. O intuito é refletir sobre a invisibilização de artistas visuais negres em Cachoeira e São Félix, apresentando possibilidades de afirmação dessas histórias de vida e de produção.

“No processo de edição deste filme percebemos que tínhamos em mãos uma grande riqueza documental. Nesta segunda etapa, queremos dar mais vazão e espaço para as narrativas individuais que não puderam ser contempladas no primeiro filme, as diferentes narrativas e estéticas, histórias de vida e arte”, complementa Tina Melo

Já no dia 18 de julho, passam a ser exibidos os docs de Davi Rodrigues, Deisiane Barbosa, Diego Araújo e Flor do Barro. Em seguida, a partir do dia 25 de julho, as vidas e obras e de Fory, Gilberto Filho, Renato Kiguera e Louco. Por fim, os últimos lançamentos são os documentários de Mimo e Ronald, Pirulito, Rita de Cássia e Sininho, a serem exibidos a partir de 03 de agosto.

Serviço

O quê – Traço Negro – EXPANDIDO | Lançamento

Quando – 14 de julho, às 17h

Onde – Casa Preta Hub, em Cachoeira

Mais Informações – Instagram @traco_negro (https://www.instagram.com/traco_negro?igsh=c3dpaGVua3E2ZjQ3)

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