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Literatura

FLICA divulga programação oficial da 12ª edição em Cachoeira

Ana Paula Nobre

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FLICA
Curadores Deko Lipe, Emília Nuñez, Calila das Mercês e Linnoy Nonato | Foto: Vítor Menezes

Na última terça-feira (17), foi anunciada oficialmente a 12ª Festa Literária Internacional de Cachoeira (FLICA), durante coletiva de imprensa realizada no Museu Carlos e Margarida Costa Pinto, em Salvador. Com o tema “O mundo da literatura em festa”, o evento acontece entre os dias 17 e 20 de outubro, na cidade de Cachoeira, se configurando como uma das maiores celebrações literárias do país. A programação cultural intensa reúne autores, artistas e amantes da literatura para celebrar a arte e o entretenimento. Muitos escritores, autores, intelectuais e artistas negros integram a grade de atrações.

A FLICA  2024 vai unir, nos quatro dias de evento, 58 autores nacionais e internacionais com o objetivo de democratizar o acesso à leitura e potencializar a formação de leitores de todas as idades. Com entrada gratuita, as atividades envolvem debates, intervenções artísticas, mesas de bate-papo, lançamentos de livros, sessões de autógrafos, espetáculos, contação de histórias, exibição de conteúdos audiovisuais, apresentações de filarmônicas e muito mais.

Este ano, os principais espaços são a Tenda Paraguaçu, Fliquinha, Geração Flica e a programação artística, dividida entre o Palco Raízes e o Palco dos Ritmos. Todos os espaços têm indicação etária livre com acessibilidade, tradução em libras e audiodescrição. A curadoria da FLICA é formada por Calila das Mercês, Emília Nuñez, André Felipe Oliveira (Deko Lipe) e Linnoy Nonato. A Coordenação Geral é assinada por Vanessa Dantas, CEO da Fundação Hansen Bahia.

Coordenadora geral Vanessa Dantas, Ouvidora Geral do Estado da Bahia Arany Santana e curadores Deko Lipe, Emília Nuñez, Calila das Mercês e Linnoy Nonato – Foto: Vítor Menezes

TENDA PARAGUAÇU  Localizada à beira do Rio Paraguaçu, a Tenda Paraguaçu é o maior espaço da FLICA e, por isso, espera receber grandes nomes da cultura e literatura. Entre os convidados estão a atriz e cantora Zezé Motta; a cantora, compositora, atriz e artista visual trans Liniker; a ativista indígena Guarani Gegi Núñez; a atriz, cantora, escritora e poetisa Elisa Lucinda; e a pesquisadora e contadora de histórias africanas do Malawi Upile Chisala.

Também marcam presença o músico, escritor, poeta e cronista angolano radicado em Berlim Kalaf Epalanga; o escritor e doutor em teoria literária Jeferson Tenório; o poeta Sérgio Vaz; além do Slam das Minas BA, um projeto que promove batalhas de poesia e o protagonismo das mulheres negras e periféricas na literatura.

“Fiquei muito entusiasmada em ser curadora da Tenda Paraguaçu da FLICA este ano, ainda mais por já ter participado das primeiras edições como espectadora e convidada, quando lancei o livro ‘Planta Oração’. São muitas expectativas, porque é um espaço de muitas trocas e nuances. Penso que tenho uma pesquisa curatorial que dialoga com a comunidade, com o que nos reveste, e que deseja abraçar e convidar a comunidade a participar de perto”, pontua Calila das Mercês, curadora da Tenda Paraguaçu.

FLIQUINHA – Dedicado ao universo infantojuvenil, o Espaço Fliquinha proporciona a imersão num ambiente lúdico onde possam ser discutidos temas reais e importantes relacionados à infância. Alguns dos autores que vão tornar isso possível são Itamar Vieira Júnior, escritor best-seller premiado; Mari Bigio, cordelista e contadora de histórias; Ricardo Ishmael, escritor, jornalista e apresentador da TV Bahia; Renato Moriconi, escritor e artista plástico; Mabel Velloso, educadora, escritora, compositora e cordelista, e Auritha Tabajara, conhecida como primeira cordelista indígena do Brasil.

“Na Bahia, temos e fazemos histórias, desde pequenos. Contar as nossas histórias para as crianças é reafirmar a potência, a criatividade, a coragem e a alegria de ser baiano. Os nossos convidados representam o nosso estado em sua diversidade e riqueza cultural. Queremos trazer para as crianças literatura contemporânea de qualidade e também posicionar Cachoeira para o mundo como um importante polo literário. Receberemos as famílias em um ambiente lúdico e inspirador, despertando a infância de quem já foi e de quem ainda é criança, unindo e aproximando as gerações”, declara Emília Nuñez, curadora da Fliquinha.

GERAÇÃO FLICA – O espaço Geração Flica, que ganha novo local esse ano – o Cine Theatro Cachoeirano, visa ampliar o universo da leitura para o público jovem. Para conversar com os jovens leitores, a FLICA traz um time de peso, com nomes como a da jornalista e escritora best-seller, Thalita Rebouças, a comunicadora Rita Batista, o escritor angolano Pau de Cabinda, a quadrinista e ilustradora Luiza de Souza (ILUSTRALU), a cordelista e poeta Jarid Arraes, a pesquisadora e comunicadora Camilla Apresentação, o escritor de literatura policial e suspense Raphael Montes, o autor best-seller Victor Fernandes, a atriz e autora Rafaela Ferreira e os humoristas João Pimenta e Matheus Buente.

“O eixo da Geração FLICA é pensado para os jovens que vêm ocupando esses grandes espaços, lotando painéis em eventos literários, emplacando livros. Vemos que existe uma força jovem muito grande na literatura e eles são muito emocionados. Eles são os que choram, os que se movem. Já vi jovens desmaiando perto de seus autores favoritos. Se engana quem pensa que os jovens não estão lendo. E é por meio do olhar desses jovens emocionados que foi pensada a curadoria da Geração FLICA de 2024”, afirma o curador Deko Lipe.

PROGRAMAÇÃO ARTÍSTICA  Para além do campo literário, a 12ª FLICA levará para o público uma programação artística diversificada, cheia de ritmos, tradição e ancestralidade, com shows e apresentações culturais de artistas baianos que vão subir no Palco dos Ritmos e no Palco Raízes. Enquanto mosaico cultural, o Recôncavo é reconhecido como o berço do Samba de Roda no Brasil e importante ponto de influência para o reggae, ritmos que estarão em evidência na grade musical do evento.

Entre as presenças já confirmadas, estão o tradicional Grupo Afro Barroco Gêge Nagô, a Orquestra Reggae de Cachoeira com a participação especial de Edson Gomes, o cantor e compositor Tonho Matéria, a banda Sambaiana, liderada pela cantora Ju Moraes, e o cantor e compositor Alexandre Leão. Também participam da programação os cantores Juacy Ypsilone, Arthur da Ilha, Nuno Menezes, Netto Araújo e VHBÊ, o grupo Samba de OKàn, o saxofonista Iadson Oliveira e o cordelista Élton Magalhães.

O encerramento acontece no domingo (20), com uma festa regada pela tradição e a rica diversidade cultural nordestina. Os destaques são o Bye Bye FLICA, um cortejo que sai da Tenda Paraguaçu comandado pela Banda Mambolleio e percorre as principais ruas de Cachoeira, e o encontro com as manifestações culturais do Recôncavo.

“Eu costumo dizer que, assim como a gente espera o grande reencontro do Carnaval, do São João e das manifestações populares, também ficamos na ansiedade para a chegada da FLICA. A cada edição, a expectativa só aumenta, não só pela importância da literatura, da cultura, do conhecimento, das linguagens, mas também por essa reunião de povos. A FLICA é internacional, já pode-se dizer que o mundo inteiro espera por ela, sejam os autores e visitantes para mergulhar no mundo da literatura ou os moradores locais para expressarem sua cultura, difundir os seus negócios e manifestarem sua arte”, comenta o curador artístico Linnoy, cantor, compositor e produtor musical com mais de 25 anos de carreira.

CACHOEIRA EM FESTA  Seja em forma de livro, poesia, cordel, música ou teatro, a FLICA oferece uma verdadeira plataforma onde os holofotes iluminam pautas relevantes como identidade, racismo, gordofobia, direitos indígenas, violência doméstica, desafios da adolescência, comunidade LGBTQIA+ e comunicação na atualidade. Tudo isso sem contar a oportunidade de interação entre artistas locais com outros artistas da Bahia, do Brasil e do mundo, ao mesmo tempo que movimenta o mercado literário, o turismo e a economia criativa, solidária e sustentável.

A FLICA 2024 é uma realização da Fundação Hansen Bahia (FHB) em parceria com a Prefeitura de Cachoeira e a LDM (livraria oficial do evento) e conta com o apoio, através da ação Bahia Literária, do Governo do Estado da Bahia.

 

SERVIÇO:

12ª Festa Literária Internacional de Cachoeira – FLICA 2024

Onde: Cachoeira – BA

Quando: 17 a 20 de outubro

Informações: 

Programação completa: https://flica.com.br/

Instagram: @flicaoficial

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Cultura

Larissa Luz e Paulo Rogério Nunes participam da 6ª Festa Literária Arte e Identidade

Kelly Bouéres

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Voltar ao passado também pode ser uma forma de avançar. Nos dias 16 a 18 de setembro, a 6ª Festa Literária Arte e Identidade mostra como a ancestralidade, as memórias e os saberes construídos por gerações podem servir de ponto de partida para imaginar novos futuros. Ao longo de três dias, literatura, música, dança, moda, teatro, cinema, artes visuais e tecnologia se encontram para celebrar diferentes maneiras de criação, expressão e conhecimento em torno do tema “O Futuro é Ancestral – Arte e Literatura Afrofuturista”, no Pelourinho.

A programação começa na tarde da quarta-feira (16), a partir das 13h30, com exposições, intervenções artísticas, atividades lúdicas e ações culturais espalhadas por quatro espaços principais e equipamentos parceiros. Às 15h, a abertura oficial ganha destaque com a mesa “Afrofuturismo: O futuro é Ancestral”, no Espaço Juventudes (Largo Quincas Berro D’Água), que recebe a multiartista baiana Larissa Luz e o publicitário, empreendedor e consultor em inovação e diversidade Paulo Rogério Nunes, com mediação da educadora, pesquisadora e Mestra em Estudo de Linguagens Lindinalva Barbosa. Juntos, eles irão discutir o afrofuturismo e as possibilidades de construir o futuro a partir das referências ancestrais.

Cantora, atriz e apresentadora, Larissa Luz participará como palestrante, trazendo para o debate sua trajetória na música, no teatro, no cinema e na televisão, marcada pelo protagonismo negro e pelo empoderamento feminino. Ao lado dela, Paulo Rogério Nunes acrescenta à conversa sua experiência como cofundador da Vale do Dendê e da AFRO.TV, autor de livros sobre futuro e inovação e idealizador do Festival Afrofuturismo. Reconhecido internacionalmente, foi eleito um dos afrodescendentes mais influentes do mundo pela MIPAD e um dos 100 inovadores fora do Vale do Silício pela Rest of World, além de ter sido o único brasileiro convidado a palestrar no primeiro evento internacional da Fundação Obama, em Chicago.

Escrever é sobre imaginar – O público infantil terá um espaço reservado para explorar a imaginação e transformar a palavra falada em afirmação de identidade e protagonismo. Na quinta-feira (17), às 10h50, no Espaço Infantil Brilho (Largo Tereza Batista), o “Sarau da Infância” será conduzido por Duda Santhana, de 11 anos, declamadora, atriz e modelo que vem se destacando em saraus e festas literárias na Bahia. A intervenção artística propõe uma dinâmica interativa com poesias autorais e referências da cultura hip-hop e do slam, incentivando as crianças a escrever, declamar e compartilhar suas próprias criações no microfone.

Para Duda Santhana, expoente da nova geração de artistas periféricos, a palavra falada pode ser uma ferramenta de expressão, identidade e resistência. “A poesia é um espaço para você contar sobre a sua história e memória. É a partir desse momento que as pessoas escutam e sabem da sua identidade e sua resistência. A batalha de rima é o improviso, essa coisa de fazer na hora, pegando referências de pessoas que fizeram parte da nossa história, da cultura preta. A poesia também pode ser um espaço lúdico, onde você pode fantasiar tudo o que deseja e usar a imaginação, afinal, a escrita serve para isso”, comenta.

O corpo também fala – Corpo, memória, identidade e criação se encontram em um bate-papo sobre como dança, moda e estética podem recuperar legados ancestrais e, ao mesmo tempo, criar novas imagens sobre as existências negras. Para falar sobre essas possibilidades, ninguém melhor do que artistas e criadores que fazem dessas linguagens parte de quem são. Na roda de conversa “Corporeidades ancestrais e afrofuturos estéticos: Dança, Moda e Corpo”, na sexta-feira (18), às 14h, no Espaço Juventudes (Largo Quincas Berro D’Água), Tatiana Campêlo, Linda Rosa Rodrigues, Rey Vilas Boas e Dete Lima compartilham diferentes perspectivas sobre o tema, com mediação da escritora, poeta, educadora, coordenadora pedagógica e curadora Karla Daniella Brito.

Bailarina, coreógrafa, pesquisadora e diretora da Campêlo Cia de Dança, Tatiana Campêlo tem sua trajetória marcada pelas danças de matrizes africanas e afro-brasileiras e pela pesquisa sobre corpo, memória e identidade. Linda Rosa Rodrigues, com trajetória no Olodum desde a infância, cria os conceitos e figurinos do Bloco Olodum Mirim, em um trabalho que une moda, história e identidade negra. Rey Vilas Boas, fundador de uma marca de moda sustentável, transforma resíduos têxteis em criações autorais e aposta na moda circular e no consumo consciente. Já Dete Lima, estilista e artista visual ligada ao Ilê Aiyê e ao Terreiro Acè Jitolu, tem na estética afro-brasileira e na espiritualidade as bases de sua produção, sendo a principal responsável pela identidade estética e pela concepção dos figurinos do bloco. 

O estilista Rey Vilas Boas, fundador da própria marca sustentável que leva seu nome, conta que encontrou na moda um caminho para se sentir pertencente, expressar sua identidade e fortalecer sua autoestima. Para ele, o processo de criação também está relacionado à capacidade de enxergar novos sentidos tanto nos materiais quanto nas experiências que carrega: “Ressignificar um tecido é dar uma nova possibilidade a algo que seria descartado. E isso também pode acontecer com nossas ideias. Podemos mudar aquilo que pensamos sobre nós mesmos. Podemos transformar nossas histórias em potência. Você não precisa ser definido pelo lugar onde começou”. 

“Precisamos questionar os padrões de beleza que recebemos, corpos pretos são diversos. Cabelos, peles, rostos, corpos e estilos também são formas de expressão. Não precisamos caber em uma única caixa estética. Roupa também conta histórias, a moda pode falar de território, memória, identidade e ancestralidade. Eu deixei de querer apenas consumir referências e passei a querer criar referências. Eu passei muito tempo procurando referências para acreditar que eu podia. Hoje, quero ser referência para que outros meninos e meninas entendam que também podem”, ressalta Rey Vilas Boas.

Circuito de cultura e memória – Os visitantes poderão circular por quatro espaços fixos no Pelourinho, com programação simultânea, cada um dedicado a diferentes públicos: o Espaço Infantil Brilho, no Largo Tereza Batista; o Espaço Juventudes, no Largo Quincas Berro D’Água; o Espaço Empoderamento, na Casa Vale do Dendê; e o Espaço Identidades, no Museu Eugênio Teixeira Leal. 

A programação se estende ainda a equipamentos culturais parceiros, como Casa do Carnaval, Casa do Idoso, Casa do Olodum, Escola Olodum, Museu de Energia, Museu Solar Ferrão, SEPROMI – Unidade Móvel do Centro de Referência Nelson Mandela e Projeto Axé – Axébuzu, ampliando as possibilidades de contato com diversas manifestações da cultura e da memória afro-brasileira. 

As atrações foram pensadas para reacender os sonhos de crianças e jovens negros, indígenas e afro-indígenas, oferecendo um espaço de múltiplas aprendizagens, fruição e empoderamento. Ao colocar em circulação vários saberes e meios de expressão, o evento cria um circuito que contribui para fortalecer a representatividade, expandir horizontes e criar possibilidades para que esses públicos ocupem espaços de liberdade, criação e protagonismo.

A Festa Literária Arte e Identidade tem apoio financeiro do Estado da Bahia, através do Fundo de Cultura, Secretaria de Cultura e Secretaria da Fazenda.

 

SERVIÇO

Festa Literária Arte e Identidade – 6ª edição

Mesa: Conferência de Abertura “Afrofuturismo: O futuro é Ancestral” – Com Larissa Luz, Paulo Rogério Nunes e mediação por Lindinalva Barbosa 

Data: 16 de setembro

Horário: 15h

Local:  Espaço Juventudes, no Largo Quincas Berro D’Água

Mesa: “Sarau da Infância” – Com Duda Santhana

Data: 17 de setembro

Horário: 10h50

Local:  Espaço Infantil Brilho, no Largo Tereza Batista

Mesa: “Corporeidades ancestrais e afrofuturos estéticos: Dança, Moda e Corpo” – Com Tatiana Campêlo, Linda Rosa Rodrigues, Rey Vilas Boas e Dete Lima e mediação por Karla Daniella Brito

Data: 18 de setembro

Horário: 14h

Local:  Espaço Juventudes, no Largo Quincas Berro D’Água

Mais informações: @arteeidentidadeoficial

Site: https://sites.google.com/view/arteeidentidade/home

Entrada Gratuita

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Literatura

Cassia Valle e Luciana Palmeira lançam livros na Bienal do Livro de São Paulo

Kelly Bouéres

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A atriz do Bando de Teatro Olodum, escritora, diretora e museóloga Cassia Valle chega à Bienal Internacional do Livro de São Paulo ao lado da escritora, atriz e museóloga Luciana Palmeira para uma programação atravessada por literatura, teatro, música, memória, identidade e representatividade negra.

As autoras participarão de dois lançamentos e apresentarão a performance Mala? No: Mala Brincante no Espaço Infâncias, integrando a programação oficial da Bienal.

No dia 12 de setembro, às 15h, noков estande da Editora Malê, Cassia Valle e Luciana Palmeira darão continuidade ao ? Circuito Sonora, programa de pré? No: darão continuidade ao Circuito Sonora, programa de pré-lançamentos do livro “Maga, Pérola Sonora”. O encontro será acompanhado por uma performance artística inspirada no universo da obra.

Inspirado na trajetória da cantora e ministra da Cultura Margareth Menezes, o livro apresenta a força de uma menina que reconhece o próprio território como mestre. Uma criança que aprende com os sons, os afetos, as pessoas e as memórias do lugar onde vive, descobrindo na música um caminho de identidade, pertencimento e transformação.

No dia 13 de setembro, às 15? No: às 15h, no estande da Editora Mostarda, as autoras lançarão “Uma? No: “Uma Pequena? No: “Pequena Leitora? No: “Pequena Leitora, Grande Museóloga”.

A obra integra uma coleção que aproxima o público infantil da literatura e apresenta diferentes profissões às crianças. Neste volume, Cassia Valle e Luciana Palmeira falam sobre a Museologia, área de formação das duas autoras, mostrando que os museus não são apenas lugares onde se guardam objetos, mas espaços vivos de preservação das memórias, das histórias, dos patrimônios e das identidades de pessoas e comunidades.

Para a atriz, escritora e museóloga Cassia Valle, os dois livros mostram como o território participa da formação das crianças e de suas identidades:

“Os dois livros falam sobre as muitas possibilidades que o território oferece para a construção da identidade. É no lugar onde vivemos que encontramos sons, histórias, memórias, profissões, afetos e referências que nos ajudam a compreender quem somos e de onde viemos. Quando uma criança reconhece a força do seu território, ela também fortalece o sentimento de pertencimento”, afirma Cassia Valle.

Para Luciana Palmeira, as obras ampliam as referências apresentadas às crianças negras e ajudam a abrir caminhos para outras escritas:

“Além de estimular o surgimento de novos leitores e autores, continuamos provocando reflexões sobre a importância da identidade preta na construção do pertencimento. Queremos que nossas crianças se reconheçam nos livros, nas profissões, nas histórias e em todas as possibilidades de futuro”, destaca Luciana Palmeira.

Ainda no dia 13 de setembro, às 19h, Cassia Valle e Luciana Palmeira apresentarão a performance Mala Brincante no Espaço Infâncias, como parte da programação oficial da Bienal.

Na apresentação, as duas autoras e atrizes abrem uma mala povoada de histórias e convidam o público a percorrer caminhos de literatura, música, poesia, ancestralidade e brincadeira. Mais do que objetos, a mala guarda lembranças, personagens, canções e saberes. A cada abertura, uma nova história ganha corpo, movimento e voz.

Com 35 anos de trajetória teatral, Cassia Valle leva para a Bienal uma experiência construída nos palcos, na literatura, na Museologia e na formação de novas gerações. Como atriz e integrante do colegiado gestor do Bando de Teatro Olodum, fundadora do Bonde da Calu e do Instituto Calu Brincante, sua produção articula teatro negro, memória, identidade e criação artística para as infâncias.

 

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Literatura

Poeta Nelson Maca leva performance “Exu Do Amor” à Casa Preta

Jamile Menezes

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Nelson Maca é professor de literatura brasileira, escritor e militante do movimento social negro. Fundou o Coletivo Blackitude,

O poeta Nelson Maca leva à Casa Preta, no dia 4 de setembro, a performance Exu Do Amor, na qual presta um tributo aos cantores e compositores Itamar Assumpção, Jards Macalé e Luiz Melodia. Para essa apresentação, terá como convidado o Dj Pinduka, que fará uma “discotecagem comentada” sobre a obra do trio.

Exu Do Amor é um recital com letras clássicas de canções dos três músicos, com diferentes abordagens para os conflitos de amores.

“É com grande emoção que declamo letras que me acompanham desde minha infância. Acho ousado amarrá-las com meus poemas, mas penso que Exu simboliza também o conflito dos amantes. Amo demais fazer ese recital.”

Dj Pinduka, conhecido pesquisador, colecionador e ativista da cultura do vinil, faz uma discotecagem, com o mesmo recorte musical do recital. Ele apresentará vinis, num passeio pelo repertório de Itamar, Jards e Melodia.

Exu do Amor estreou em 2024 e já passou por espaços como o Memorial Esperança Garcia (PI), Itaú Cultural, Teatro Clariô e Sesc Pinheiros (SP), Muhcab (RJ), Casa Simples e Casa GOG (DF), Casa de Alzira e O Casarão (PE). Participou de eventos como Flip (RJ), Verso Livre (RS), Balada Literária (PI e SP) e Futuráfrica (SP).

A apresentação na Casa Preta faz parte do projeto Elos e Elãs, uma realização vinculada ao Programa Funarte de Apoio a Ações Continuadas, Fundação Nacional de Artes, Ministério da Cultura do Governo do Brasil.

Sobre Maca

Nelson Maca é professor de literatura brasileira, escritor e militante do movimento social negro. Fundou o Coletivo Blackitude, que realiza o Sarau Bem Black, o Slam Lonan e a Balada Literária da Bahia. Publicou os livros Gramática da Ira (poesia), Go Afrika (poesia), Relatos da Guerra Preta ou Bahia Baixa Estação (contos), Ani: todos os Felas do Mundo (romance) e Thank You Exu (poesia). Atualmente, apresenta as performances Tamborismo, CandomBlackesia, Thank You Exu e Exu Do Amor. Recebeu o prêmio pela trajetória cultural, no programa Paulo Gustavo.

Dj Pinduka

Dj Pinduka tomou gosto por colecionar álbuns no formato LP (long-play 12”) ou CP (compacto 7”). Desde o final dos anos 90, foi juntando gente amiga e não tardou para desaguar em festas regadas a música pra pular brasileira. Depois vieram feiras e eventos musicais temáticos e organizar sets tendo um assunto-guia virou um novo brinquedo. Na discotecagem comentada pós-Exu do Amor, o brincante vai girar nos pratos dos toca-discos álbuns representativos da discografia Jards Macalé, Luiz Melodia e Itamar Assumpção, com riscos de faixas incidentais afins e notícias sobre singularidades das gravações citadas.

SERVIÇO

Evento: Performance Exu do Amor

Quando: 04/9, às 19h30

Onde : Casa Preta (Rua Areal de Cima, 7, Dois de Julho)

Ingresso: R$ 30 (vendas no Sympla)

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