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Festival Cine Terreiro abre inscrições até 27 de outubro

Ana Paula Nobre

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Foto: Arthur Ribeiro

O Festival Cine Terreiro 2024 – Edição Salvador/BA está com inscrições abertas para novos filmes até 27 de outubro. A ficha de inscrição e o regulamento estão disponíveis no site. Em Salvador, o evento será realizado no Espaço Cultural da Barroquinha e no Subúrbio 360, de 27 a 29 de novembro desse ano, onde ocorrem as principais atividades do festival, algumas na modalidade presencial e outras online. Fruto do projeto Cine Terreiro, que retoma suas atividades em sua quarta edição, o objetivo é promover a preservação da memória e identidade das culturas de matriz afro-brasileira e indígena.

A iniciativa, originária do estado do Rio Grande do Norte, vai voltar a adquirir formato itinerante, iniciando suas ações em outubro com Mostras e Oficinas em três Territórios Sagrados: Ilê Áse Torrun Gunan, Ilé Àse Kòso Àrà Tó Iná e Ilê Axé Omin Ifan Quilombo Alto do Tororó. Ainda haverá exibições e rodas de conversa na Escola Comunitária Luiza Mahin e exibição no Parque Pedra de Xangô. Entre os dias 13 e 19 de novembro, o público poderá prestigiar a Mostra Retrospectiva Online, disponibilizada no site www.cineterreiro.com.br, com filmes que fizeram parte das edições passadas.  É o momento de recordar as obras da última edição, enquanto o público se prepara para os filmes que serão selecionados pela curadoria da edição atual.

Filme “Folhas Miúdas”, de Stela Guedes | Foto: Divulgação

No dia 27, pela manhã e tarde, haverá sessões para os alunos em escolas públicas do Subúrbio 360. No mesmo dia à noite ocorre a abertura oficial do Cine Terreiro, no Espaço Cultural da Barroquinha, com a apresentação musical do Coral Ecumênico da Bahia e a exibição de um filme convidado, chamado ‘Vozes da Fé’, que também foi contemplado no edital Salcine.

Nos dias 28 e 29, o Subúrbio 360 terá a exibição das três mostras competitivas do festival, chamadas Grão, Mar e Sal. Para os vencedores dessas mostras, haverá uma bonificação no valor de R$ 1000,00, além de premiação em serviços prestados e aluguel de equipamentos, cedidos em parceria pela empresa IgluLoc. Em seguida, após o Festival Presencial, o público terá a oportunidade de assistir os filmes selecionados na Mostra Online, de 30 de novembro a 12 de dezembro.

Mostras Competitivas do Festival

MOSTRA GRÃO – FORMAÇÃO

A Mostra Grão é uma das mostras principais do festival, com caráter competitivo nacional e direcionada para realizadores iniciantes ou em formação (diretores que estejam realizando seu primeiro curta; ou diretores que estejam vinculados a alguma instituição de ensino), sem limitação de datas de finalização.

MOSTRA MAR – CONTEMPORÂNEA 

A Mostra Mar é uma das mostras principais do festival, com caráter competitivo nacional e direcionada para realizadores não iniciantes, sendo composta por filmes contemporâneos, finalizados a partir de 2023.

MOSTRA SAL – LOCAL

A Mostra Sal é uma mostra especial, com caráter competitivo de filmes produzidos em Salvador, finalizados a partir de 2022

O diretor artístico do festival, Rodrigo Sena, conta que se sente muito satisfeito em dar prosseguimento a este festival, pois a exibição desses filmes “é um trabalho de resistência, que se relaciona não só com as temáticas de terreiro presentes nos filmes, mas também com o próprio fazer do festival, que vem se mantendo em seu quarto ano consecutivo, superando adversidade e chegando através dos esforços de seus colaboradores a diferentes territórios”.

Já o coordenador geral do festival, João Paulo Diogo, comentou que o Festival Cine Terreiro é um espaço de encontro para múltiplas espiritualidades e religiosidades, onde a sétima arte atua como veículo para superar estigmas, construir pontes e promover o respeito ao Sagrado. Ele também apontou que “para a Assessoria Cirandas, anfitriã do Festival em Salvador, é essencial criar um ambiente que convoque as pessoas ao respeito pela diversidade religiosa, utilizando as lentes e os sons do audiovisual de todo o Brasil como instrumentos de sensibilização”. João também ressalta que a parceria colaborativa entre realizadores do Rio Grande do Norte e da Bahia é extremamente enriquecedora para o Cine Terreiro, ampliando o alcance do festival e permitindo que novos públicos possam vivenciar sua experiência.

Nesse sentido, o Cine Terreiro é um festival que procura enaltecer e prestigiar o patrimônio imaterial de matriz afro-brasileira e indígena, abraçando também vertentes como o neo xamanismo, e utiliza a exibição de filmes relacionados a essas temáticas como motor para enriquecer o respeito e pertencimento a essas culturas. Os realizadores do evento entendem, assim, que formar um público interessado em assistir e discutir filmes sobre esses assuntos – que envolvem mito, religiosidade e cultura de terreiros – pode contribuir para diminuição da segregação e preconceito contra esses grupos.

Parafraseando Gilberto Gil na música Filhos de Gandhi, convidamos todes, todas e todos para “descer pra ver” o Cine Terreiro: “Omolu, Ogum, Oxum, Oxumaré / Todo o pessoal / Manda descer pra ver / Filhos de Gandhi”. Assim, estendemos o convite para que o público participe desta celebração cultural e espiritual, onde o respeito e a diversidade são exaltados por meio da arte cinematográfica.

O Cine Terreiro 2024 é um encontro de esforços de realizadores da Bahia e do Rio Grande do Norte, representados pelo   Assessorias Cirandas, Ori Audiovisual, Culturatao, Cruzeiro Filmes e Bobox Produções, contando com apoio da Iglufilmes e Tets Studio. Na edição deste ano, o projeto do Festival Cine Terreiro foi contemplado pelo edital SalCine, com recursos financeiros da Fundação Gregório de Mattos, Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, Prefeitura de Salvador e da Lei Paulo Gustavo, Ministério da Cultura e Governo Federal.

Mais informações no site: https://cineterreiro.com.br – Instagram: @cineterreiro – Facebook: www.facebook.com/cineterreiro

 

Serviço

O quê: Festival Cine Terreiro 2024 – Edição Salvador/BA

Data: Inscrições dos filmes até 27 de outubro

Evento: De 27 a 29 de novembro

Local: Espaço Cultural da Barroquinha e Subúrbio 360, em Salvador

Abertura oficial: 27 de novembro, às 19h, no Espaço Cultural da Barroquinha, em Salvador

Quanto: Gratuito

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Nesta sexta-feira (12), estreia clipe do single “Filho da Mãe”

Kelly Bouéres

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Filho da mae
João Meireles

O single “Filho da Mãe”, já disponível nas plataformas digitais, ganhará sua versão em videoclipe nesta sexta-feira (12), estrelando os integrantes do Centro Cultural Vai Chegar no YouTube/@tamborvaichegar. Desde 2018, o projeto transforma os jovens do Engenho Velho da Federação em protagonistas e, desta vez, não será diferente com o nono audiovisual desenvolvido com crianças e adolescentes, além dos artistas convidados Raimundo Sodré, Sonora Amaralina & Makêdda e o músico João Mendes. O lançamento será marcado pela exibição em um telão na sede do Vai Chegar, reunindo crianças, familiares e moradores do bairro em uma sessão aberta ao público, às 18h.

 

Com direção de Tedy Santana, idealizador do projeto, o clipe traz cenários do Centro Histórico de Salvador, enquanto os jovens assumem os coros e os tambores, destacando a força da percussão e da voz coletiva como expressão artística, pertencimento e identidade. De forma lúdica e sensível, a canção revisita a ideia de descobrimento do Brasil, desconstruindo percepções históricas ao reafirmar a Bahia como principal raiz da cultura brasileira. 

Para Tedy Santana, o clipe ressalta o compromisso do projeto em ampliar o olhar sobre território, memória e tradição, além de despertar nos jovens do Engenho Velho da Federação a confiança para sonhar, conquistar espaços e viver novas experiências.

“Como em todos os nossos clipes, as crianças são as protagonistas. Ver toda essa juventude ocupando esse lugar ao lado de artistas como Raimundo Sodré, um grande mestre do Samba do Recôncavo, é muito simbólico. O Vai Chegar busca abrir caminhos e apoiar essas crianças e adolescentes para ampliar os campos dos possíveis”, afirma. 

Em “Filho da Mãe”, os jovens tocam o Tambor Vai Chegar, instrumento especial e acessível criado por Tedy Santana, projetado para o aprendizado musical de forma fácil e intuitiva e trabalhado nas oficinas de prática rítmica. A produção também contou com coreografias elaboradas nas oficinas de dança conduzidas pela professora Mestra Lissandra Santos.

“Os clipes valorizam o que as crianças aprendem nas aulas, as gravações são sempre momentos muito especiais. Existe toda uma preparação, e neste clipe isso foi ainda mais marcante porque as cenas aconteceram fora do bairro. No fim, cada clipe vira uma grande aventura coletiva, que fortalece o grupo e cria memórias que ficam para sempre”, destaca Tedy.

Coautor da música ao lado de Marcelo Machado, Raimundo Sodré explica que “Filho da Mãe” brinca com expressões populares muito presentes no cotidiano baiano para construir uma reflexão simbólica sobre a origem cultural do Brasil. Segundo ele, a letra utiliza a expressão “filho da mãe” em duplo sentido, apresentando a Bahia como essa “mãe” de onde nasceriam elementos centrais da identidade brasileira.

“Tudo começou na Bahia. O filho é esse grande Brasil, que de grande ‘só tem tamanho’, outra expressão muito nossa”, afirma. 

Sodré lembra ainda que, desde a composição, imaginava a música sendo interpretada em coro por crianças, acompanhada pelo violão característico do samba chula e por referências da musicalidade baiana. No clipe, esses elementos acabaram encontrando sintonia com a força das vozes e da percussão dos jovens do Vai Chegar.

O Centro Cultural Vai Chegar é uma realização da Associação Oficina das Artes, reconhecida como Ponto de Cultura pelo Ministério da Cultura. O projeto conta com apoio do Prêmio Cultura Viva 2025, da Secult Salvador e Fundação Gregório de Mattos, além do Prêmio Periferia Viva 2024, do Ministério das Cidades. Com parcerias de Agueré – Filmes & Produções Audiovisuais e A2 Studium.

 

LANÇAMENTO DO CLIPE “FILHO DA MÃE” – PROJETO VAI CHEGAR

 

Data: 12/06 – Com projeção na sede às 18h

 

Endereço: Rua das Palmeiras, 40 – Engenho Velho da Federação

 

Canal do YouTube: @tamborvaichegar / https://youtube.com/@tamborvaichegar?si=DalcqjNRqyVyK_UR

 

Instagram: @tamborvaichegar / https://www.instagram.com/tamborvaichegar/

 

Spotify: https://open.spotify.com/intl-fr/artist/3Lhg0E1PEZdGs5XQnpYtwO?si=3uGdKUCcRAKtopFFK3QQ0w

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Instituto Social EUMELANINA participa de articulação internacional

Kelly Bouéres

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Eu melanina
Divulgação

O Instituto Social EUMELANINA de Arte, Cultura e Educação participa de uma importante articulação internacional por meio de mais uma edição do Cine Cabeça, realizada em parceria com a organização Kilombo Negrocentricxs e a produtora Nodo Sur. A atividade acontece no próximo dia 03 de junho, às 14h, na sede do Instituto em Escada.

Nesta edição especial, será exibido o documentário Igualada, obra que acompanha a trajetória de Francia Márquez, liderança afro-colombiana que emerge da luta pelos territórios e pelos direitos coletivos até se tornar a primeira vice-presidenta negra da Colômbia. O filme propõe reflexões profundas sobre racismo estrutural, desigualdades sociais, participação política e o protagonismo de mulheres negras na América Latina.

Mais do que uma sessão de cinema, o encontro busca construir um espaço de diálogo, escuta e fortalecimento coletivo. Após a exibição, será realizada uma mediação seguida de roda de conversa com mulheres que ocupam cargos de poder e que são referências dentro da temática, reunindo diferentes trajetórias, experiências e perspectivas sobre representatividade, liderança, territórios e transformação social.

A iniciativa reafirma o compromisso do Instituto com a promoção da arte, da cultura, da formação política e da valorização das narrativas negras e periféricas, utilizando o cinema como ferramenta de mobilização social e conexão entre povos e territórios.


Serviço:

Cine Cabeça- Documentário Igualada

Data: 03/06/2026

Horário: 14h

Local: Sede do Instituto EUMELANINA- Rua Almeida Brandão, primeiro andar da Biblioteca Paulo Freire, Escada. 

Entrada gratuita

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Filme baiano “O espaço é o lugar” estreia em Salvador

Kelly Bouéres

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O espaço é o lugar
Gabriel Palha

O filme baiano “O espaço é o lugar”, dirigido por Roberto Saturnino, estreia no próximo dia 29 de maio, na Sala de Cinema Walter da Silveira, em Salvador. A exibição acontece às 14h, em sessão gratuita e com classificação livre.

A produção acompanha um garoto negro de 10 anos que, após assistir ao filme “Pantera Negra”, é transportado para um universo afrofuturista, onde passa a se reconhecer como rei e a estabelecer conexões com sua ancestralidade e identidade.

A partir da perspectiva infantil, o filme utiliza elementos do afrofuturismo para discutir pertencimento, imaginário e representatividade negra no audiovisual. A obra integra uma série de produções contemporâneas que têm colocado a infância negra no centro das narrativas cinematográficas brasileiras.

Segundo o diretor Roberto Saturnino, a escolha por contar a história a partir do olhar de uma criança está relacionada ao processo de formação da identidade.

“Eu quis contar essa história a partir de uma criança porque é ali que tudo começa. A infância é o lugar onde a gente forma nossos sonhos, nossos medos e também nossa identidade. Eu me reconheço muito nesse menino. Cresci imaginando, criando mundos, tentando entender quem eu era”, afirma.

O cineasta também destaca o significado de realizar a estreia do primeiro filme em Salvador, com acesso gratuito ao público.

Salvador é um território que carrega força, história e ancestralidade. Poder lançar meu primeiro filme aqui, de forma gratuita, é garantir acesso. Quero que as pessoas que se veem nesse filme possam assistir, se reconhecer, sentir que aquele espaço também é delas”, diz.

Para a assistente de direção Ema Ribeiro, a relevância do projeto também passa pelas condições de realização do cinema independente na Bahia.

“A gente precisa olhar não só para o filme em si, mas para as condições que tornam esse filme possível: as políticas públicas de incentivo, a equipe que se reúne em torno do projeto e os encontros que acontecem durante o processo”, pontua.

Este projeto foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura na Bahia, realizados com recursos do Governo Federal repassados pelo Ministério da Cultura, e executados pelo Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado.

SINOPSE: O filme conta a história de um garoto negro de 10 anos que, após assistir ao filme Pantera Negra, tem um sonho e é transportado para um universo afrofuturista. Nesse espaço onírico, ele vivencia a experiência de se reconhecer como rei e de entrar em contato com sua história e ancestralidade. 

SERVIÇO:

O quê: Estreia do filme “O espaço é o lugar”
Quando: 29 de maio, das 14h às 17h
Onde: Sala de Cinema Walter da Silveira – Salvador (BA)
Entrada: Gratuita
Classificação: Livre

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