AfroEmpreendedorismo
Feira de Agroecologia e Artesanato acontece neste sábado (9)
A terceira edição da Feira de Agroecologia e Artesanato será realizada no dia 9 de novembro (sábado), das 9h às 17h, na Praça da Sé, ao lado do Memorial das Baianas de Acarajé, no Centro Histórico de Salvador (CHS). Serão expostas riquezas das comunidades tradicionais pesqueiras e quilombolas produzidas por artesãs, agentes culturais e artistas da Bahia e Sergipe.
A feira tem como objetivo criar um espaço de trocas, saberes, e resgate da identidade alimentar tradicional, baseada em práticas produtivas agroecológicas e geracionais, com foco na sustentabilidade econômica, social, cultural e ambiental. Além de hortaliças, legumes, azeite de dendê, mel, farinha, raízes e outros alimentos saudáveis derivados das hortas agroecológicas e do beneficiamento de pescados, estarão à venda artesanatos em madeira e barro, biojoias, cestas de palhas, entre outros produtos desenvolvidos pelas mulheres quilombolas e pescadoras.
As comunidades tradicionais pesqueiras e quilombolas irão realizar apresentações artísticas e culturais – como Capoeira, Samba de São Gonçalo, entre outros. A Feira surgiu em 2021, durante a pandemia, com o objetivo de valorizar e dar visibilidade à economia criativa e solidária das comunidades tradicionais pesqueiras e quilombolas, que nos últimos anos têm sido pressionadas e invadidas por grandes empresários, sob o argumento de serem “improdutivas”.
Ao todo, participam da Feira cerca de 20 comunidades tradicionais. Da Bahia: Cachoeira (Santiago do Iguape e São Francisco do Paraguaçu), Camamu (Pratigi Matapera), Maragogipe (Pijuru, Porto da Pedra, Zumbi, Giral Grande e Sinunga), Maraú (Ilha do Tanque), Pilão Arcado (Pedreira), Salvador (Ilha de Maré), Santo Amaro (Acupe, Cambuta e São Braz), São Francisco do Conde (Cascavel), Sento Sé (Andorinhas), Simões Filho (Aratu). De Sergipe: Estância (Porto do Mato), Indiaroba (Pontal), Poço Redondo (Bonsucesso) e Santana do São Francisco.
A Feira é uma realização do Conselho Pastoral de Pescadores e Pescadoras e conta com o apoio institucional e financeiro da Misereor, Die Sternsinger – Kindermissionswerk, ActionAid, do Programa de Retomada do Setor Cultural da Prefeitura de Salvador (PROCULTURA, através da Secretaria da Fazenda), conta também com apoio na infraestrutura, da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esportes do Estado da Bahia (Setre). Outra instituição apoiadora é o Fundo Nacional de Solidariedade (FNS/CNBB), responsável pelo financiamento dos Quintais Produtivos, que incluem as hortas agroecológicas participantes do evento.
Serviço:
O quê: 3ª Feira de Agroecologia e Artesanato
Quando: 9 de novembro (sábado), das 9h às 17h
Onde: Praça da Sé – Centro Histórico de Salvador (ao lado do Memorial das Baianas de Acarajé)
Mais informações: CPP Bahia/Sergipe
AfroEmpreendedorismo
Tamires Santos destaca afroempreendedorismo no Julho das Pretas
O Julho das Pretas, mês dedicado à valorização da luta, da história e das contribuições das mulheres negras, também amplia o debate sobre o protagonismo feminino no empreendedorismo. Embora o número de mulheres à frente de negócios continue crescendo no Brasil, mulheres negras ainda enfrentam barreiras relacionadas ao acesso a crédito, qualificação, redes de relacionamento e oportunidades de crescimento, tornando o fortalecimento coletivo uma estratégia fundamental para a permanência e a sustentabilidade de seus empreendimentos.
Para Tamires Santos, palestrante, empreendedora, escritora, gestora pública, psicoterapeuta e especialista em Empreendedorismo e Desenvolvimento Humano, reconhecer o protagonismo das mulheres negras no empreendedorismo significa ir além dos indicadores econômicos. É preciso compreender que essas mulheres movimentam economias locais, geram renda, preservam saberes ancestrais e fortalecem comunidades, muitas vezes enfrentando jornadas marcadas por desigualdades estruturais e sobrecarga.
“Nós ainda falamos muito sobre abrir negócios e pouco sobre criar condições para que mulheres negras permaneçam empreendendo. Permanência exige acesso a conhecimento, rede de apoio, saúde emocional e oportunidades reais de crescimento. Empreender não deve ser um caminho solitário”, afirma Tamires.
Essa visão deu origem ao movimento “Uma vai e puxa outra”, iniciativa gratuita criada para fortalecer mulheres negras empreendedoras por meio de encontros que unem acolhimento emocional, desenvolvimento estratégico, trocas de experiências, acesso ao lazer, valorização da cultura e construção de redes de apoio. O movimento parte da compreensão de que negócios sustentáveis também dependem do fortalecimento de quem os conduz.
A proposta rompe com a lógica individualista frequentemente associada ao empreendedorismo e aposta na construção coletiva como ferramenta de transformação social. Ao compartilhar experiências, desafios e soluções, as participantes ampliam suas possibilidades de crescimento e fortalecem vínculos capazes de impulsionar novas oportunidades de negócios e desenvolvimento profissional.
Para Tamires, o Julho das Pretas é uma oportunidade de ampliar o olhar sobre o empreendedorismo negro feminino e reconhecer que investir nessas mulheres significa promover desenvolvimento econômico com impacto social.
“Quando fortalecemos uma mulher negra empreendedora, fortalecemos também sua família, sua comunidade e toda uma rede que cresce junto com ela. O protagonismo dessas mulheres precisa ser reconhecido não apenas em datas simbólicas, mas como parte permanente da construção de um país mais justo e com mais oportunidades”, conclui.
AfroEmpreendedorismo
Afroempreendedores podem se inscrever para a Feira Maria Felipa
Encerram neste sábado (25) as inscrições para a Chamada Artística e para a Feira Maria Felipa, iniciativas que compõem a 6ª edição da Festa Literária Arte e Identidade, a ser realizada entre os dias 16 e 18 de setembro, no Pelourinho. Podem participar autores, editoras, poetas, contadores de histórias, músicos, rappers, ilustradores, quadrinistas, empreendedores e criadores negros e indígenas independentes.
Os artistas interessados devem apresentar obras que dialoguem com o tema deste ano, “O Futuro é Ancestral – Arte e Literatura Afrofuturista”, enquanto os empreendedores podem inscrever produtos relacionados à cultura negra e indígena de forma mais ampla. As seleções buscam dar visibilidade a produções independentes, fortalecer a economia criativa e valorizar a diversidade de expressões culturais. O resultado será divulgado no dia 3 de agosto, no Instagram @arteeidentidadeoficial.
Tradicional na programação da Festa, a Chamada Artística seleciona produções autorais de artistas de Salvador e Região Metropolitana, especialmente aquelas voltadas para crianças e adolescentes negros e indígenas, contemplando diferentes linguagens, como literatura, música, teatro, artes visuais, quadrinhos, poesia e contação de histórias.
Já a Feira Maria Felipa é dedicada a empreendedores negros e indígenas que atuam com literatura, artesanato, moda, gastronomia e outros produtos culturais, fortalecendo a cadeia produtiva do livro e da economia criativa ao oferecer um espaço gratuito para exposição e vendas durante o evento.
Para a produtora geral, Sabina Henriete Possidonio, as duas iniciativas traduzem o compromisso do evento com a democratização do acesso à cultura e a valorização dos territórios criativos. “Mais do que garantir espaço para apresentações ou comercialização de produtos, a Chamada Artística e a Feira Maria Felipa permitem que esses talentos ampliem sua visibilidade, fortaleçam suas redes de contato e vivenciem a experiência de integrar um dos maiores eventos literários da Bahia. Queremos que cada participante se reconheça como protagonista dessa grande celebração da arte, da literatura e da identidade do nosso povo ”, destaca.
SERVIÇO
6ª Festa Literária Arte e Identidade – Inscrições abertas para Chamada Artística & Feira Maria Felipa*
Prazo: 25 de agosto (sábado)
Tema:“O Futuro é Ancestral – Arte e Literatura Afrofuturista”
Formulário: https://forms.gle/EGTJvgbrbA2e6cpg6
*Mais informações: @arteeidentidadeoficial
AfroEmpreendedorismo
Movaê chega a São Caetano com feira de afroempreendedorismo
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