Teatro
Sulivã Bispo retorna aos palcos com primeiro solo “Kaiala”
“Fiz sem esperar grandes repercussões. Era novembro negro e nada na escola falava sobre o tema. Daí, foi gente de candomblé assistir, gostei do resultado e quis continuar”, conta o ator.
Religião
“Candomblé da Barroquinha” retorna aos palcos em agosto
Após conquistar o público baiano com sessões esgotadas desde sua estreia, em janeiro de 2025, o espetáculo “Candomblé da Barroquinha” retorna aos palcos de Salvador para uma nova temporada de apresentações em agosto. Os ingressos para as duas apresentações estão à venda no Sympla.
A montagem será apresentada nos dias 14 e 15 de agosto, às 20h, no Teatro Sesc Casa do Comércio, e segue para o Cineteatro 2 de Julho, onde integra a programação do Circuito Cineteatro 2 de Julho, com sessões nos dias 21 e 22 de agosto, às 20h, e 23 de agosto, às 19h.
Desde sua estreia, todas as apresentações realizadas tiveram ingressos esgotados. A montagem também foi reconhecida na 30ª edição do Prêmio Bahia Aplaude, com a conquista do troféu de Melhor Direção, para Thiago Romero, além de indicações nas categorias Espetáculo Adulto, Texto e Categoria Especial.

Foto: Caio Lirio
Com direção de Thiago Romero, dramaturgia de Daniel Arcades e direção de produção de Laise Castro, “Candomblé da Barroquinha” presta uma homenagem ao Candomblé Ketu, maior e mais difundida nação do Candomblé no Brasil, remontando suas origens e celebrando a história espiritual, cultural e política do povo negro em diáspora.
Inspirada em ampla pesquisa histórica e na tradição oral, a obra revisita uma das narrativas sobre a formação do primeiro terreiro de tradição Ketu no país, localizado na antiga Barroquinha, em Salvador.
Realizado pela DAN Território de Criação, o espetáculo reúne um elenco formado porAkadã, yalorixá do Ilê Axé Egbe Omi N’lá, Fernanda Silva, Larissa Libório, Shirlei Silva, Antonio Marcelo e Diogo Teixeira.
Serviço:
[TEATRO] Candomblé da Barroquinha
Classificação indicativa: 14 anos
Teatro Sesc Casa do Comércio
Datas: 14 e 15 de agosto de 2026 (quinta e sexta-feira)
Horário: 20h
Ingressos: R$ 30 (inteira), R$ 15 (meia) e R$ 24 (Cliente Sesc)
Vendas: Link
Cineteatro 2 de Julho
Datas: 21, 22 e 23 de agosto de 2026 (sexta, sábado e domingo)
Horários: 21 e 22/08, às 20h | 23/08, às 19h
Ingressos: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia)
Vendas: Link
Teatro
Caixa Cultural tem últimas sessões de “Jorge pra sempre Verão”
Neste final de semana (31/7, 01 e 2/8), o espetáculo Jorge pra Sempre Verão finaliza a curta temporada na CAIXA Cultural Salvador. A peça é inspirada em episódios reais da vida do artista Jorge Laffond (1952-2003), celebrando sua trajetória para além da personagem Vera Verão, que o tornou conhecido nacionalmente. Nesta sexta (31/7), o público terá bate-papo com o elenco após a apresentação.
Dirigida por Rodrigo França, a montagem é encenada por Alexandre Mitre/Leonardo Garcez, Aline Mohamad e Aretha Sadick.
Ator, comediante, dançarino e drag queen, Jorge se consagrou na história da TV brasileira em 1992, quando foi destaque no programa humorístico “A Praça é Nossa”. Uma Vera Verão guerreira contra o preconceito, e não agressiva como queriam, ali ele firmou sua luta com o humor inteligente, malicioso e imponente que lhe era característico, conquistando o Brasil.
Dono de uma presença cênica singular, tornou-se um dos artistas mais populares da televisão brasileira, abrindo caminhos para a representatividade negra e LGBTQIAPN+ em uma época marcada por forte conservadorismo.
A ideia do texto nasceu de uma carta escrita por Aline Mohamad ao primo falecido precocemente aos 51 anos. O que começou como um exercício íntimo de elaboração afetiva, virou sua primeira obra teatral, escrita em parceria com Diego do Subúrbio.
Foi com o personagem Vera Verão que Jorge encarnou a guerreira contra todos os preconceitos, uma verdadeira entidade, firmando sua contribuição à luta social e sua trajetória na história da cultura brasileira.
Serviço:
[Teatro] Espetáculo JORGE PRA SEMPRE VERÃO
Local: CAIXA Cultural Salvador – Rua Carlos Gomes 57, Centro – Salvador/BA
Datas: de 31/7 a 02 de agosto de 2026
Horários: sexta e sábado, às 20h; domingo, às 19h
Acessibilidade: sessões com intérprete de Libras no sábado
Bate-papo com a plateia: após apresentação de sexta-feira (31/07)
Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada para clientes CAIXA e casos previstos em lei
Classificação indicativa: 14 anos
Duração: 75 minutos
Informações: (71) 3421-4200 | Site CAIXA Cultural Salvador | Instagram @CAIXACulturalSalvador
Acesso para pessoas com deficiência e assentos especiais
Estacionamento gratuito ao lado da CAIXA Cultural
Teatro
Projeto “Ordem Questionada” conclui formação de artistas negros
O projeto “Ordem Questionada”, do Coletivo Subverso das Artes, encerrou sua trajetória após oito meses de formação artística e circulação de espetáculos voltados à qualificação de artistas negros baianos. A última apresentação da peça “Pedaços de Mim (Fragmentos de Nós)”, no Colégio Estadual Vera Lux, em Nova Brasília, marcou o fim de um ciclo que reuniu 20 participantes em oficinas de criação, produção e gestão teatral. Como resultado do processo formativo, os espetáculos inéditos “Pedaços de Mim (Fragmentos de Nós)” e “Pai Contra Mãe” circularam gratuitamente por cinco bairros de Salvador e alcançaram um público estimado de 180 pessoas.
Para o participante e ator das duas peças Ahadi Oliveira, de 23 anos, a experiência foi transformadora e chegou em um momento decisivo de sua carreira artística.
“Trabalhar personagens tão profundos e intensos me deu uma perspectiva viva do quão cruel a realidade pode ser, do quão involuntária e inevitável pode ser a vida de quem nasceu sem os privilégios ofertados de forma exclusiva à certas camadas sociais. Estar inserido em um projeto que falasse sobre minha vivência e me desse a oportunidade de estar levando isso para espaços educacionais me pareceu algo maravilhoso”, destaca.
Ahadi também ressalta que a iniciativa renovou sua motivação para seguir promovendo conscientização e transformação social por meio do teatro.
“A importância de estar levando, não apenas arte, mas senso crítico para uma camada da sociedade a qual tem seus direitos de acesso negado é imensurável. Ter a oportunidade de dialogar com essas pessoas, que estão inseridas nos contextos de violências que as obras abordam e muitas vezes não se percebem nesses contextos, seja por cansaço ou falta de instrução, é muito satisfatório”, completa.
Depois que as cortinas se fecham – A coordenadora do Coletivo Subverso das Artes, Laura Sacramento, avalia que o projeto fortaleceu a formação dos artistas e ampliou o diálogo entre as comunidades onde circulou.
“Traçamos um percurso proveitoso ao longo do projeto, tanto o Coletivo Subverso das Artes, quanto os residentes e artistas envolvidos. O processo de formação foi importante para o nosso desenvolvimento enquanto artistas, e para a construção das peças ‘Pai Contra Mãe’ e ‘Pedaços de Mim (Fragmentos de Nós)’. Estudar dramaturgia, direção teatral, direção musical, atuação, formação de público, comunicação estratégia, cenografia e gestão teatral, nos trouxe ampliação de conhecimentos dentro da área das artes cênicas, além da noção de autonomia em gestão das próprias produções, de modo que a identidade do Subverso e do projeto se espelharam, refletindo o percurso individual de cada artista, mas sobretudo do coletivo, pensando na equipe que construímos”, afirma.
Além da formação técnica, o projeto estimulou a criação de narrativas que refletem sobre identidade, desigualdades sociais, justiça e memória histórica, levando ao palco questões atravessadas pelas vivências das comunidades participantes. As apresentações foram realizadas em espaços dos cinco territórios contemplados: o Colégio Estadual Luiz Viana, no Candeal; o Cine Teatro Solar Boa Vista, no Engenho Velho de Brotas; a Escola Municipal Makota Valdina, no Engenho Velho da Federação; o Colégio Estadual Vera Lux, em Nova Brasília; e a Escola Municipal Jardim Santo Inácio, em Santo Inácio.
“Ver os artistas e os bastidores em ação, a escola transformada, encheu de vida e potencial o imaginário de cada um de nós, professores e alunos. O Ordem Questionada vai além da apresentação de uma peça, a relevância desse projeto se dá pelo engajamento de cidadãos que sustentam seu sonho, sua criatividade, sua rotina diária e alavancam concomitantemente ações sociais, conhecimento e enchem de brilho olhos que por vezes deixam de sonhar”, avalia Claudia Urpia Rosa, Coordenadora Pedagógica da Escola Municipal Makota Valdina, no Engenho Velho da Federação.
O projeto “Ordem Questionada” foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc Bahia e tem apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado via PNAB, direcionada pelo Ministério da Cultura – Governo Federal.
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