Destaque
Rapper baiano Aspri RBF lança videoclipe “Gorô Gorô”
O rapper Aspri RBF lança o clipe Gorô Gorô, dando continuidade ao trabalho iniciado com o álbum 7º Sentido (2022). A música traz uma forte carga simbólica e cultural, inspirada em dois significados marcantes: o grito de vitória das crianças na brincadeira de “esconde-esconde”, quando aquele que procura erra o nome de quem está escondido e os cantos entoados em reverência ao orixá Omolú. O trabalho já está disponível nas plataformas de streaming e no link.
Esses elementos foram a base para a roteirização do videoclipe, que reforçam a importância de ouvir os conselhos dos mais velhos e expressar gratidão pelas vitórias e ensinamentos recebidos. Segundo Aspri, 7º Sentido é sobre ouvir e compreender a ancestralidade. A produção musical é de Marcelo Santana (Aquahetz beats).
O roteiro é de Aspri RBF e Edeise Gomes; Fotografia: Filipe Oliveira; Direção: Edeise Gomes e Filipe Oliveira; Elenco: Conde Leo 13 e Ionara Neves; Filmagens: Aspri RBF, Edeise Gomes e Filipe Oliveira e Edição: Aspri RBF. Mais informações pelos contatos: 71 99229-4349 | asprirbf@gmail.com | @asprirbf.
Cultura
Salvador recebe o Festival Nosso Futuro Brasil-França: Diálogos com África
De 5 a 8 de novembro, Salvador se torna o centro de um diálogo histórico entre África, França e Brasil. A cidade recebe o Festival Nosso Futuro Brasil-França: Diálogos com África, integrando a Temporada França-Brasil 2025, com debates, shows, exposições e experiências gastronômicas.
Mais de 300 jovens, artistas, pensadores e gestores públicos dos três continentes estarão reunidos na capital baiana para discutir justiça territorial, inclusão social, igualdade de gênero e sustentabilidade.
O Fórum Nosso Futuro Brasil-França, Diálogos com a África – Nossos Lugares em Partilha será o ponto alto da programação, com foco no tema “Cidades Inclusivas”.
Nos dias 6, 7 e 8, das 8h30 às 18h30, na DOCA 1, o encontro reunirá pensadores contemporâneos como o filósofo camaronês Achille Mbembe, a pesquisadora brasileira Denise Ferreira da Silva, a ex-ministra da Justiça francesa Christiane Taubira, a ativista Erika Hilton e o intelectual Malcom Ferdinand.
Fora do eixo institucional, a programação se espalha por diversos espaços da cidade com uma série de atividades artísticas, educativas e gastronômicas:
Gastronomia afro-diaspórica: Nos dias 4, 6, 7 e 8 de novembro, nos restaurantes Bóia, Zanzibar, Preta e Origem, acontece o evento As Grandes Mesas – Encontro Gastronômico França-Brasil-África. Chefs franceses e renomados chefs baianos unem saberes e temperos em residências e jantares colaborativos que exaltam as heranças africanas na culinária.
Arte e cinema: Durante o Festival, a cidade abrigará nove exposições simultâneas em espaços como o Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM), Museu de Arte da Bahia (MAB), Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC), Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab), Museu Afro-Brasileiro (Mafro), além da Aliança Francesa. A programação de artes visuais, videoarte e fotografia reflete a pluralidade das identidades afro-diaspóricas e posiciona Salvador como capital das artes africanas contemporâneas.
Complementando a programação, a Mostra Cinemas do Futuro – Ciclo de Filmes da Cinemateca África, com curadoria da professora Morgana Gama (UFBA), exibirá 24 filmes na Sala de Cinema Walter da Silveira e no Cinema da UFBA, entre os dias 6 e 9 de novembro. A abertura trará o premiado longa Njangan, do diretor senegalês Maham Johnson Traoré.
Shows abertos ao público: A programação musical do Festival Nosso Futuro inclui apresentações gratuitas em diversos pontos de Salvador. No dia 5, o Largo do Pelourinho recebe a noite Música e Democracia – Diálogo Afro-Brasileiro, realizada em parceria com o Governo da Bahia.
Com curadoria de Bruno Boulay e Flávio de Abreu, o evento tem como foco o papel da música nas democracias e recebe a artista senegalesa Senny Camara. Já no dia 7, a Praça Maria Felipa será palco da Noite Trace, promovida em parceria com a Trace Brasil e a Prefeitura de Salvador. Entre as atrações confirmadas estão a francesa Ronisia e o nigeriano Seun Kuti.
O festival será encerrado no dia 8, às 18h30, na DOCA 1, com a apresentação dos eixos de cooperação trilateral e a assinatura de um documento oficial que será levado à COP30. A programação de encerramento também contará com a performance da Mini-Ball Exhibition.
Juventude e mídia: O projeto Mídia COP também integra o Festival Nosso Futuro, reunindo 20 estudantes brasileiros, franceses e africanos em uma cobertura colaborativa.
O Festival Nosso Futuro Brasil-França: Diálogos com África foi organizado pelo Institut français e pela Embaixada da França no Brasil no âmbito da Temporada França-Brasil 2025, em parceria com o Governo Federal brasileiro (Ministério da Cultura), Universidade Federal da Bahia, Governo da Bahia, Prefeitura de Salvador, Accor, Aliança Francesa, CUFA Brasil e CUFA França, a Fundação de Inovação pela Democracia, o Conselho Geral de Seine Saint-Denis, a Cidade e a Metrópole de Montpellier, a Cidade de Paris e a Cidade de Saint-Ouen.
Sobre a Temporada França-Brasil 2025
Iniciada pelos presidentes de ambos os países, a Temporada celebra 200 anos de relações diplomáticas com mais de 300 eventos por todo o Brasil, com foco nos três temas: democracia e globalização justa e inclusiva; diversidade e diálogo com a África; clima e transição ecológica.
SERVIÇO
Festival Nosso Futuro – Brasil-França: Diálogos com a África
Datas: 5 a 8 de novembro de 2025
Local: Diversos espaços em Salvador, Bahia
Programação completa e informações: www.francabrasil2025.com
Destaque
Jornalista Luana Souza fortalece presença preta na FLICA
A jornalista, apresentadora de TV e digital influencer cachoeirana Luana Souza é uma das presenças pretas que vão marcar a tradicional Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica), que chega a sua 13ª edição entre os dias 23 e 26 de outubro, em Cachoeira. Natural do município, Luana mediará uma mesa no sábado (25), às 15h, na Tenda Paraguaçu.
A mesa “Nossas vozes como a noite estrelada” contará com as presenças da apresentadora da TV Globo Aline Midlej, da escritora e jornalista Yeyé Kintê e da psicopedagoga Sueli Kintê. São 4 vozes negras que perpassam pelo jornalismo, literatura e ancestralidade.
Para Luana, esse momento vai além de fazer parte de uma roda de conversa.
“Mediar essa mesa com mulheres tão potentes, que representam diferentes vozes de nossa ancestralidade e do nosso tempo é um reencontro com minha própria história. Estar mais uma vez na Flica, na minha terra, não é apenas participar de um evento literário. É honrar minhas raízes e celebrar o lugar de onde venho. Conduzir essa conversa é, para mim, como olhar para um céu de estrelas que me formaram e continuam guiando o caminho”, declarou a comunicadora.
Luana Souza
Luana é mestra, doutoranda, com livros publicados e, além disso, coleciona diversos prêmios conquistados nos últimos anos, como o Prêmio Maria Felipa – concedido a mulheres negras engajadas na luta por direitos e contra o racismo -, em 2021 e o Troféu Mulher Imprensa, no ano passado, na categoria “Jornalista Revelação”. O mais recente foi o Prêmio +Admirados Jornalistas Negros e Negras da Imprensa Brasileira, por ter sido a mais votada da região Nordeste. É autora autora do livro-reportagem “Na contramão do afeto” e co-autora da obra “Negras crônicas: escurecendo os fatos”.
Durante os quatro dias de evento, a Flica contará com uma programação diversa trazendo escritores, comunicadores, artistas e personalidades renomadas como, Tia Má, Rita Batista, Ricardo Ishmael, Anderson Shon, Lazzo Matumbi, Márcia Short e Adão Negro, atraindo o público do Recôncavo Baiano, de Salvador e também de outras localidades.
Confira aqui mais presenças pretas na programação.
Foto: Pedro Gabriel
Cultura
Carla Akotirene recebe Comenda Maria Quitéria em Salvador
A pesquisadora de antirracismo e feminismos negros, Carla Akotirene, receberá, da Câmara Municipal de Salvador, a Comenda Maria Quitéria. A Comenda foi proposta pelo vereador Sílvio Humberto (PSB), fundador do Instituto Steve Biko, instituição em que Akotirene se formou na militância enquanto mulher preta.
A honraria será concedida no dia 24 de setembro, em evento aberto ao público, no Plenário Cosme de Farias.
“Foi na Biko que Carla Akotirene moldou sua formação, e agora, será reconhecida por sua trajetória de excelência acadêmica e militância. É uma das mais brilhantes intelectuais da atualidade. Logo, essa homenagem é um reconhecimento justo a uma figura pública com suas qualificações”, justificou.
Carla Akotirene é doutora em Estudos Feministas pela UFBA e autora de obras fundamentais como “O que é interseccionalidade?” e “É fragrante fojado dôtor vossa excelência”. Ela também está à frente da Opará Saberes, curso que prepara candidaturas negras para a pós-graduação, mestrados, doutorados.
Seu trabalho é reconhecido nacionalmente no estudo de gênero, feminismo negro, racismo estrutural e da interseccionalidade, impactando e transformando a sociedade.
A Comenda Maria Quitéria é entregue pela Câmara Municipal de Salvador a mulheres que se destacam em atividades em benefício da cidade ou do estado da Bahia.
SERVIÇO
O quê: Concessão da Comenda Maria Quitéria para Carla Akotirene
Quando: 24 de setembro, às 18h
Onde: Câmara Municipal de Salvador (Plenário Cosme de Farias)
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