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Carnaval

Bloco Afro Os Negões homenageia Mestre Môa do Katendê

Ana Paula Nobre

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Foto: Divulgação

O bloco Afro Os Negões chegará ao Carnaval de Salvador em 2025 com o tema “Dique dos Orixás! O Caminho da Juventude, um tributo a Môa do Katendê”, prestando uma homenagem ao eterno educador e mestre de capoeira. O Dique do Tororó tem uma ligação muito forte com o mestre capoeirista, por que era ali que Môa ensinava aos jovens a dança e promovia a conscientização dos mesmos sobre a arte e a cultura afro-brasileira.

Foto: Divulgação

Môa ainda fundou o Afoxé Badauê e os Amigos de Katendê, contribuindo para o fortalecimento da música e da identidade afro-baiana” lembrou Paulinho dos Negões, presidente dos Negões. O grupo cultural carnavalesco nascido em fevereiro de 1982 apresentará na avenida toda sua ancestralidade latente ao desfilar na sexta-feira, dia 28 de fevereiro e no domingo, dia 02 de março no Circuito Osmar no Campo Grande e na terça-feira, dia 04 de fevereiro no Circuito Batatinha no Pelourinho.

Foto: Divulgação

As músicas e o negro lindo, escolhido no próximo sábado, dia 22 de fevereiro na edição desse ano do Festival Negro Lindo na Casa Bráfica, na Rua João de Deus, 10 no Pelourinho contando com participação do grupo Afrocidade, sendo então apresentadas na avenida, reafirmando o caráter sagrado e político desse movimento, onde o encontro entre ancestralidade, espiritualidade e luta pela liberdade molda gerações. Mais informações nas redes sociais @osnegoes.

 

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Carnaval

Bloco Afro Os Negões leva legado dos povos africanos para avenida

Kelly Bouéres

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Os negões
Gilmar Souza
Foram três dias de cortejo pelos circuitos Campo Grande (Osmar) e Pelourinho (Batatinha), com o tema “Congo: Império Invisível da Bahia”, reverenciando no enredo o reinado africano como símbolo histórico de continuidade política, cultural e espiritual dos povos africanos na diáspora.
A indumentária dos afiliados levou a assinatura de um dos grandes expoentes das artes plásticas da atualidade, o artista curitibano Rimon Guimarães, com finalização do designer Rafael Paixão.
“Colocar o Bloco Afro Os Negões na rua todos os anos é atravessar um tempo de tradição que exige coragem, organização e resistência. Mesmo diante das dificuldades, seguimos firmes com o compromisso de manter nossos cortejos como parte viva da cultura negra brasileira. Somos patrimônio imaterial deste país”, lembrou Paulo Roberto, presidente do Bloco Afro Os Negões.
A presença da realeza africana havia sido divulgada anteriormente. No entanto, diante de circunstâncias imprevistas, a comitiva não pôde estar na avenida, mas fez questão de reforçar a importância do bloco para a cena cultural brasileira, por meio de nota da Realiza Sankofa Brasil:
“Mesmo diante de circunstâncias imprevistas que impossibilitaram nossa presença na Avenida, manifestamos nosso profundo reconhecimento à relevância histórica, cultural e política do Bloco Afro Os Negões no Carnaval da Bahia. Como forma de honra à sua trajetória de luta e contribuição fundamental à cultura afro-brasileira, concedemos oficialmente ao Bloco Os Negões o Título de Reconhecimento.”
O bloco seguiu pleno pelas ruas do Centro Histórico de Salvador com Júnior Xavier, o Negro Lindo 2026, exalando perfume e nobreza ancestral viva.
“Desfilar com o Bloco Afro Os Negões é uma sensação que não cabe em palavras — é arrepio, é orgulho, é entender que faço parte de algo muito maior do que eu. Estar em cima do trio como Negro Lindo 2026 não é só dançar, é carregar uma história inteira no corpo. Cada passo é memória, cada movimento é resistência. Quando olho a pipoca lá de cima, não vejo só gente: vejo um povo vivo, celebrando a própria existência”, contou Júnior.
O Bloco Afro Os Negões segue com suas atividades e ocupações culturais no Pelourinho e na Comunidade do Monte Belém na Vasco da Gama, reafirmando seu compromisso com a valorização da cultura negra e da memória afro-brasileira.
Para conhecer mais e acompanhar as próximas ações, siga @osnegoes no Instagram.
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Carnaval

TriKaciQ marca presença no Carnaval com música de origem quilombola

Kelly Bouéres

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Trikaciq
Ana Carolina Medrado

Misturando clássicos do carnaval baiano com um repertório autoral de influências rítmicas do samba quilombola, reggae e ijexá, a banda TriKaciQ, originária de Irará (BA), marcou presença em mais um ano no Carnaval de Salvador. Integrando a programação oficial promovida pela prefeitura, o grupo se apresentou nos dias 14 e 17 de fevereiro, nos bairros Rio Vermelho e Pelourinho, dois espaços que reafirmam a proposta de descentralizar a folia e valorizar a diversidade sonora da cidade.

No Rio Vermelho, o encontro foi intenso e vibrante. O público cantou em coro, dançou e transformou o Largo da Mariquita em um território de celebração coletiva. No Palco Multicultural, no coração do Pelourinho, a apresentação ganhou ainda mais simbolismo. O espaço, dedicado à valorização da música brasileira e das expressões culturais ligadas à ancestralidade do Centro Histórico, recebeu a TriKaciQ como um movimento musical que conecta tradição e contemporaneidade.

Com 25 anos de trajetória, a TriKaciQ levou para a folia uma sonoridade que atravessa gerações e reafirma a força cultural do interior da Bahia. Formado por Jussa Souza e seus filhos João Rafael e Thi Mendes, o trio é criador do Sambarilê, ritmo autoral que une o samba de roda dos quilombos iraraenses a elementos do forró e do merengue. Ao lado dos músicos Felipe Guedes, Marcelo Tribal, Leo Jesus e Nino Bezerra, a TriKaciQ levou aos foliões um repertório dançante, repleto de tradição e marcado pela fusão de heranças afro-baianas.

“Foi um carnaval de muita entrega e energia. É uma alegria muito grande participar da maior festa de rua do Brasil, levando a nossa cultura popular e identidade musical do interior da Bahia para se conectar com foliões de diferentes gerações”, destacou o grupo.

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Carnaval

Pulsa Reggae consolida palco roots no Carnaval do Pelourinho

Kelly Bouéres

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Pulsa reggae
Vitória Lima

Entre becos de pedra e casarões históricos, o som do reggae tomou conta do Pelourinho durante quatro dias de Carnaval e atraiu, em média, cerca de 4 mil pessoas ao palco Reggae da Gente. Montada na Praça do Artesanato, na rua Gregório de Matos, a estrutura se firmou como ponto de encontro para quem buscava, no Centro Histórico de Salvador, uma folia marcada por mensagens de resistência, espiritualidade e celebração da cultura roots.

Realizado pela Associação Alzira do Conforto, com apoio do Governo do Estado da Bahia, por meio da Superintendência de Fomento ao Turismo (Sufotur), o projeto Pulsa Reggae reafirmou a força da cultura roots em meio à diversidade de ritmos que dominam o Carnaval. Durante quatro dias, artistas e DJs transformaram a praça em território de resistência e celebração.

A abertura, no sábado (14), já indicava o tom da programação. DJ Dani Lova conduziu o público por clássicos do reggae roots e sonoridades contemporâneas, preparando o ambiente para Tulani Masai e Banda, que equilibraram releituras e composições autorais marcado pela potência vocal e presença de palco. Em seguida, Lutte manteve a energia em alta, enquanto Alumínio trouxe letras de forte crítica social. Anastacia Roots encerrou a primeira noite com canções que exaltaram ancestralidade e resistência, fazendo todo público da praça cantar e dançar.

No domingo (15), o DJ Woston do Reggae abriu os trabalhos e manteve o público aquecido para a banda De Kara no Reggae, que entregou um show vibrante. Em seguida, Edy Vox apostou em interpretações que transitaram entre romantismo e consciência social, lotando a praça dos artesanatos. Fechando a noite, Victor Cena reafirmou a força da nova geração do reggae maranhense, com repertório autoral e presença marcante.

Na segunda-feira (16), o DJ Falcom iniciou a programação com clássicos que atravessam gerações. Em seguida, a banda Cativeiro reforçou mensagens de resistência e identidade em um show potente e dançante. Ricardo Reina manteve o clima roots, preparando o público para a apresentação de Duda Diamba, que levou ao palco sucessos que seguem atuais e carregados de significado. Mavi fechou a noite mantendo a vibração elevada até os últimos acordes.

O encerramento, na terça-feira (17), reuniu público fiel desde as primeiras horas. DJ Branco abriu a programação, seguindo de Rogério Noronha, que apresentou repertório envolvente. A Banda Dissidência trouxe forte presença instrumental e consistência sonora. No momento final do projeto, Paulinho Ganaê Banda recebeu a participação especial de Márcio Dred, em uma celebração simbólica da trajetória do reggae na Bahia, selando o palco Reggae da Gente como um dos pontos altos do Carnaval no Centro Histórico.

Ao longo dos quatro dias, o Pulsa Reggae mostrou que, mesmo em meio ao axé, ao samba e às diversas expressões que compõem a maior festa de rua do mundo, o reggae mantém seu espaço de protagonismo. Mais que shows, o que se viu no Pelourinho foi a reafirmação de uma identidade cultural que resiste, celebra e pulsa forte, coletiva e enraizada na história da Bahia.

 

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