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Destaque

Vai ter Bloco Aspiral do Reggae e Pipoca do Reggae no Campo Grande

Ana Paula Nobre

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Foto: Lucas Malkut

O público que curte reggae terá muitas opções para passar o Carnaval. Em mais uma folia, a produtora cultural e ativista do Movimento Reggae na Bahia, Jussara Santana, coloca no circuito Campo Grande o Bloco Aspiral do Reggae, em seu 16º ano, e a Pipoca do Reggae. Ambas as iniciativas vão arrastar uma multidão de regueiros e regueiras fiéis ao gênero musical nascido na Jamaica e tão popular em Salvador.

Os 7km de desfile do Bloco será na segunda-feira de Carnaval, dia 3 de março, com saída a partir das 20h30, do largo dos Aflitos – Campo Grande, e abadás já estão sendo vendidos a valores sociais na Casa Cultural Reggae (Pelourinho), onde nasceu o Bloco.

Foto: Lucas Malkut

Este ano, a homenagem será feita a um dos fundadores do grupo Jamaicano “Culture”, formado nos anos 70, década de ouro do reggae. Em toda sua carreira, Joseph Hill gravou cerca de 31 álbuns até o seu falecimento em 2006. Adorador do movimento Rastafari, Hill se consolidou como uma das maiores vozes e pilares do reggae e do movimento no mundo.

Com um trio elétrico, o bloco terá apresentações de Kamaphew Tawa e Banda Aspiral do Reggae, DJ Ras Peu, além da presença feminina com Kelly Matos e Fabiana Rasta, fortalecendo a participação das mulheres no gênero. Abadás podem ser adquiridos até o dia 2 de março na Casa Cultural Reggae (Rua do Passo – N.17 Santo Antônio).

Os mesmos estão sendo vendidos a valores sociais R$ 35 (individual) | R$50 (casadinha). Interessados também podem colaborar com a doação de 2k de alimentos e uma lata de leite, que serão encaminhados a famílias do bairro.

Foto: Lucas Malkut

Pipoca do Reggae

Outra iniciativa de Jussara Santana é a Pipoca do Reggae, mais um projeto para garantir a visibilidade de novos talentos e fortalecimento das ações sócio-políticas e culturais do Movimento Reggae em Salvador e no interior do estado.

A Pipoca, já no segundo Carnaval, vai sair no sábado dia 1º de março, às 21h30. Em seu segundo ano, a iniciativa enaltece essa produção artística do Reggae, e terá participação do veterano Kamaphew Tawa e Banda Aspiral do Reggae, Dj Ras Peu, Fabiana Rasta e Kelly Matos. A Pipoca vai se unir às tradicionais no circuito, levando regueiros sem cordas pelas ruas do Centro.

Serviço

O quê: Bloco Aspiral do Reggae e Pipoca do Reggae na Avenida

Quando: Bloco (segunda-feira, 3 de março, 20h30), Pipoca do Reggae de Carnaval (01/03/25), a partir das 21h30

Onde: Largo dos Aflitos – Campo Grande

Quanto: Bloco (R$35 individual | R$ 50 casadinha), Pipoca (gratuito)

Destaque

Projeto Identidades promove ações sobre estética negra

Kelly Bouéres

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PROJETO IDENTIDADES divulgação
Divulgação

Após impactar cerca de 300 estudantes da rede pública em 2025, o Projeto Identidades inicia o calendário de 2026 com duas ações formativas que posicionam a estética negra como ferramenta de pertencimento e fortalecimento da identidade afro-brasileira. As atividades serão realizadas nos dias 05 de março, no Colégio Estadual Nova Esperança, e 11 de março, na Casa de Cultura da Pessoa Idosa.

No ambiente escolar, o tema será “Estética Negra: um retorno à Kemet ancestral”. Voltada aos estudantes, a ação propõe refletir sobre referências afrocentradas de beleza inspiradas em Kemet (Egito Antigo), ampliando o repertório cultural da juventude e tensionando padrões estéticos eurocentrados ainda presentes no cotidiano. A programação inclui roda de conversa e Oficina de Estética Negra com a artista Rosângela Nascimento,  além da participação da gestora Luiza Andrade, da estudante Talita de Souza de Santana (1ª série do Ensino Médio), da Deusa do Ébano 2025 e comunicadora Lorena Bispo, com mediação de Karla Daniella Brito.

Já na Casa de Cultura da Pessoa Idosa, o projeto assume outro recorte dentro do mesmo universo simbólico. Com o tema “Estética Negra: Beleza, Memória e Pertencimento”, a atividade — gratuita e aberta ao público — integra a programação do mês das mulheres e será voltada especialmente para mulheres idosas. O encontro propõe um espaço de escuta e partilha, reconhecendo a estética como memória vivida e expressão de identidade. A programação inclui roda de conversa e oficina de turbantes, com participação de Rosângela Nascimento e de Joaquim Assis, presidente da Associação Cultural Eterna Juventude e gestor do espaço, sob mediação de Karla Daniella Brito. As inscrições podem ser realizadas no próprio espaço, no Pelourinho, até o dia 08 de março, visando maior conforto dentro da capacidade local.

As ações integram o ciclo formativo do Projeto Identidades, que atua em Salvador e Região Metropolitana promovendo vivências artísticas e educativas voltadas ao fortalecimento do pertencimento étnico-racial, à valorização das culturas afro- brasileira e indígena e à construção de uma educação afrocentrada, criativa e plural.

O Projeto Identidades é uma realização da Associação Cultural e Carnavalesca Quero Ver o Momo e foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc e tem apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia , por meio da Secretaria de Cultura do Estado via PNAB, direcionada pelo Ministério da Cultura – Governo Federal.

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Cultura

Salvador recebe o Festival Nosso Futuro Brasil-França: Diálogos com África

Jamile Menezes

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Festival Nosso Futuro

De 5 a 8 de novembro, Salvador se torna o centro de um diálogo histórico entre África, França e Brasil. A cidade recebe o Festival Nosso Futuro Brasil-França: Diálogos com África, integrando a Temporada França-Brasil 2025, com debates, shows, exposições e experiências gastronômicas.

Mais de 300 jovens, artistas, pensadores e gestores públicos dos três continentes estarão reunidos na capital baiana para discutir justiça territorial, inclusão social, igualdade de gênero e sustentabilidade.

O Fórum Nosso Futuro Brasil-França, Diálogos com a África – Nossos Lugares em Partilha será o ponto alto da programação, com foco no tema “Cidades Inclusivas”.

Nos dias 6, 7 e 8, das 8h30 às 18h30, na DOCA 1, o encontro reunirá pensadores contemporâneos como o filósofo camaronês Achille Mbembe, a pesquisadora brasileira Denise Ferreira da Silva, a ex-ministra da Justiça francesa Christiane Taubira, a ativista Erika Hilton e o intelectual Malcom Ferdinand.

Fora do eixo institucional, a programação se espalha por diversos espaços da cidade com uma série de atividades artísticas, educativas e gastronômicas:

Gastronomia afro-diaspórica: Nos dias 4, 6, 7 e 8 de novembro, nos restaurantes Bóia, Zanzibar, Preta e Origem, acontece o evento As Grandes Mesas – Encontro Gastronômico França-Brasil-África. Chefs franceses e renomados chefs baianos unem saberes e temperos em residências e jantares colaborativos que exaltam as heranças africanas na culinária.

Arte e cinema: Durante o Festival, a cidade abrigará nove exposições simultâneas em espaços como o Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM), Museu de Arte da Bahia (MAB), Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC), Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab), Museu Afro-Brasileiro (Mafro), além da Aliança Francesa. A programação de artes visuais, videoarte e fotografia reflete a pluralidade das identidades afro-diaspóricas e posiciona Salvador como capital das artes africanas contemporâneas.

Complementando a programação, a Mostra Cinemas do Futuro – Ciclo de Filmes da Cinemateca África, com curadoria da professora Morgana Gama (UFBA), exibirá 24 filmes na Sala de Cinema Walter da Silveira e no Cinema da UFBA, entre os dias 6 e 9 de novembro. A abertura trará o premiado longa Njangan, do diretor senegalês Maham Johnson Traoré.

Shows abertos ao público: A programação musical do Festival Nosso Futuro inclui apresentações gratuitas em diversos pontos de Salvador. No dia 5, o Largo do Pelourinho recebe a noite Música e Democracia – Diálogo Afro-Brasileiro, realizada em parceria com o Governo da Bahia.

Com curadoria de Bruno Boulay e Flávio de Abreu, o evento tem como foco o papel da música nas democracias e recebe a artista senegalesa Senny Camara. Já no dia 7, a Praça Maria Felipa será palco da Noite Trace, promovida em parceria com a Trace Brasil e a Prefeitura de Salvador. Entre as atrações confirmadas estão a francesa Ronisia e o nigeriano Seun Kuti.

O festival será encerrado no dia 8, às 18h30, na DOCA 1, com a apresentação dos eixos de cooperação trilateral e a assinatura de um documento oficial que será levado à COP30. A programação de encerramento também contará com a performance da Mini-Ball Exhibition.

Juventude e mídia: O projeto Mídia COP também integra o Festival Nosso Futuro, reunindo 20 estudantes brasileiros, franceses e africanos em uma cobertura colaborativa.

O Festival Nosso Futuro Brasil-França: Diálogos com África foi organizado pelo Institut français e pela Embaixada da França no Brasil no âmbito da Temporada França-Brasil 2025, em parceria com o Governo Federal brasileiro (Ministério da Cultura), Universidade Federal da Bahia, Governo da Bahia, Prefeitura de Salvador, Accor, Aliança Francesa, CUFA Brasil e CUFA França, a Fundação de Inovação pela Democracia, o Conselho Geral de Seine Saint-Denis, a Cidade e a Metrópole de Montpellier, a Cidade de Paris e a Cidade de Saint-Ouen.

Sobre a Temporada França-Brasil 2025

Iniciada pelos presidentes de ambos os países, a Temporada celebra 200 anos de relações diplomáticas com mais de 300 eventos por todo o Brasil, com foco nos três temas: democracia e globalização justa e inclusiva; diversidade e diálogo com a África; clima e transição ecológica.

SERVIÇO
Festival Nosso Futuro – Brasil-França: Diálogos com a África
Datas: 5 a 8 de novembro de 2025
Local: Diversos espaços em Salvador, Bahia
Programação completa e informações: www.francabrasil2025.com

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Destaque

Jornalista Luana Souza fortalece presença preta na FLICA

Jamile Menezes

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Jornalista Luana Souza integra presença preta na FLICA

A jornalista, apresentadora de TV e digital influencer cachoeirana Luana Souza é uma das presenças pretas que vão marcar a tradicional Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica), que chega a sua 13ª edição entre os dias 23 e 26 de outubro, em Cachoeira. Natural do município, Luana mediará uma mesa no sábado (25), às 15h, na Tenda Paraguaçu.

A mesa “Nossas vozes como a noite estrelada” contará com as presenças da apresentadora da TV Globo Aline Midlej, da escritora e jornalista Yeyé Kintê e da psicopedagoga Sueli Kintê. São 4 vozes negras que perpassam pelo jornalismo, literatura e ancestralidade.

Para Luana, esse momento vai além de fazer parte de uma roda de conversa.

“Mediar essa mesa com mulheres tão potentes, que representam diferentes vozes de nossa ancestralidade e do nosso tempo é um reencontro com minha própria história. Estar mais uma vez na Flica, na minha terra, não é apenas participar de um evento literário. É honrar minhas raízes e celebrar o lugar de onde venho. Conduzir essa conversa é, para mim, como olhar para um céu de estrelas que me formaram e continuam guiando o caminho”, declarou a comunicadora.

Luana Souza

Luana é mestra, doutoranda, com livros publicados e, além disso, coleciona diversos prêmios conquistados nos últimos anos, como o Prêmio Maria Felipa – concedido a mulheres negras engajadas na luta por direitos e contra o racismo -, em 2021 e o Troféu Mulher Imprensa, no ano passado, na categoria “Jornalista Revelação”. O mais recente foi o Prêmio +Admirados Jornalistas Negros e Negras da Imprensa Brasileira, por ter sido a mais votada da região Nordeste. É autora autora do livro-reportagem “Na contramão do afeto” e co-autora da obra “Negras crônicas: escurecendo os fatos”.

Durante os quatro dias de evento, a Flica contará com uma programação diversa trazendo escritores, comunicadores, artistas e personalidades renomadas como, Tia Má, Rita Batista, Ricardo Ishmael, Anderson Shon, Lazzo Matumbi, Márcia Short e Adão Negro, atraindo o público do Recôncavo Baiano, de Salvador e também de outras localidades.

Confira aqui mais presenças pretas na programação. 

Foto: Pedro Gabriel

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