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Cultura

Fundação Gregório de Mattos homenageia Mãe Stella no Ilê Axé Opô Afonjá

Iasmim Moreira

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Mãe Stella

Em celebração ao centenário de nascimento de Mãe Stella de Oxóssi, a Fundação Gregório de Mattos (FGM) promove uma edição especial do projeto Patrimônio É… nesta quinta-feira (24), às 15h, no Ilê Axé Opô Afonjá, no São Gonçalo do Retiro. O evento é gratuito e aberto ao público, com transmissão ao vivo pelo canal da FGM no YouTube.

Com o tema 100 Anos de Mãe Stella e a Força das Mulheres do Afonjá, a roda de conversa reunirá lideranças religiosas e intelectuais que dialogam com o legado da ialorixá. A mediação será da jornalista Cristiele França, com participação de Mãe Ana de Xangô, Ìyá Márcia d’Ọ̀gún e Ajoiyé Eliana Falayó. As convidadas irão abordar o tema a partir de suas vivências e relações com Mãe Stella, seguido de um momento de perguntas do público.

A programação inclui também apresentações do Coral Obá Biyi e do Grupo Cultural Afonjá — ambos formados por filhas de santo do terreiro — além da fala institucional do presidente da FGM, Fernando Guerreiro.

A iniciativa integra o Circuito Mulheres Negras em Movimento, promovido pela Prefeitura de Salvador por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult), em alusão ao Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha (25 de julho), ao Dia Nacional de Tereza de Benguela e ao Dia Municipal da Mulher Negra em Salvador. A programação segue até o dia 27, com atividades em diversos pontos da cidade.

Legado e ancestralidade

Figura central do candomblé brasileiro, Mãe Stella de Oxóssi — nascida Maria Stella de Azevedo Santos, em 1925 — foi a quinta ialorixá do Ilê Axé Opô Afonjá e uma das maiores referências da cultura afro-brasileira. Iniciada aos 14 anos, exerceu a liderança religiosa por mais de quatro décadas, aliando saberes ancestrais a uma forte atuação intelectual e política.

Enfermeira e escritora, foi autora de livros como Meu tempo é agora e Òsósi – O caçador de alegrias, além de ter sido uma voz ativa na luta contra a intolerância religiosa e o racismo. Faleceu em 2018, aos 93 anos, deixando um legado marcante para o povo de axé e para a cultura brasileira.

SERVIÇO
O quê: Patrimônio É… – 100 Anos de Mãe Stella e a Força das Mulheres do Afonjá
Onde: Ilê Axé Opô Afonjá – Rua Direta de São Gonçalo, 557 – São Gonçalo do Retiro
Quando: Quinta-feira, 24 de julho
Horário: 15h
Quanto: Gratuito
Transmissão: Ao vivo pelo YouTube da FGM – youtube.com/c/FundaçãoGregóriodeMattos
Realização: Fundação Gregório de Mattos 
Integra: Circuito Mulheres Negras em Movimento

 

Foto: Antonello Veneri.

Cultura

Samba Unidos celebra os boiadeiros em samba junino

Kelly Bouéres

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Forró
Divulgação

 

Em 2026, o Samba Unidos, grupo de samba junino de Itapuã, traz o tema “Samba do Boiadeiro na Batida da Mata” para as ruas. Ao longo de todo o mês de junho, o projeto participa de três diferentes festivais realizados em Salvador, além de promover ensaios abertos gratuitos.

A proposta do ano é colocar em evidência os boiadeiros, figuras sertanejas cultuadas nas tradições de matriz africana — sempre celebradas com muito samba. Homenageando os ancestrais das matas e dos sertões, o Samba Unidos une música, dança e consciência ambiental em um espetáculo popular que ocupa espaços públicos neste mês festivo.

A primeira participação será no Festival de Samba Junino de Itapuã, no próximo dia 14 de junho, no bairro de criação do Samba Unidos. Ao longo do mês, o grupo de samba duro junino, como também é chamado o ritmo, se apresenta ainda no Festival Salvador Samba Junino, realizado no bairro do Garcia pela Liga de Samba Junino, e no 48º Festival de Samba Duro Junino, realizado no Engenho Velho de Brotas pela Federação de Samba Duro Junino do Estado da Bahia.

O timbau, o tamborim, o surdo, xequerê, chocalho, viola, cavaquinho, violão e claro, o coro de sambistas, serão os protagonistas do cortejo de samba junino do Samba Unidos, mantendo viva essa manifestação que é Patrimônio Cultural Imaterial de Salvador desde 2018. 

Em meio ao ritmo acelerado das percussões, o belo espetáculo temático incentiva a valorização de artistas locais e da cultura popular periférica, para o fortalecimento da identidade e do pertencimento nas comunidades. No clima de celebração máxima, a ideia é deixar a espiritualidade e o corpo falarem, ao se embalar pelos toques e pela beleza das alas. 

“O Samba Unidos hoje ele traz o estandarte, a linha frente, uma faixa falando dos temas, as alas e a banda (a bateria). Quando ele desfila nas ruas ou participa de festivais, o grupo apresenta um tema. No primeiro ano, o Unidos reverenciou os samba juninos de Itapuã que vieram antes, em 2025 trouxe os personagens do Sítio do Pica-pau Amarelo com uma outra roupagem e, agora em 2026, traz essa história do boiadeiro e sua relação com a ancestralidade, com a fé e com a resistência”, explica Nailton Maia, um dos gestores do Samba Unidos, ao lado de Camila Lima e Paulo Roberto. 

Desde 2024, o Samba Unidos atua em Itapuã e em outras comunidades de Salvador, com muita música e festejo, embalados por uma bateria potente e figurinos criativos. No grupo, nomes de peso na cultura popular da cidade como Nailton Maia e Pablo Maia (Binho Arabaca) honram esse Patrimônio Cultural Imaterial de Salvador, que é o samba junino. 

Em poucos anos de formação, o reconhecimento veio com a força que uma tradição da cultura popular merece. No Festival do Samba Junino de Itapuã 2024, o Samba Unidos conquistou o terceiro lugar com o tema “Itapuã e sua gente” e, em 2025, o projeto junino foi campeão do mesmo com “Sambando e Forrozeando no Sítio”. Ainda no ano de 2025, o Unidos conquistou o segundo lugar no Festival Salvador Samba Junino, promovido pela Liga de  Samba Junino de Salvador.

SERVIÇO:

O quê: Samba Unidos participa de festivais de samba junino em Salvador

Quando: Junho de 2026

Onde: Itapuã, Garcia e Engenho Velho de Brotas

Eventos gratuitos

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Cultura

Encontro da Periferia Brasileira de Letras acontece em Camaçari

Kelly Bouéres

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Museu é a rua
Vanessa Aragão

Um encontro para discutir literatura periférica, cultura popular e transformação social, este é o mote central do 2º Encontro Estadual da Periferia Brasileira de Letras na Bahia (PBL/BA), que acontece no dia 30 de maio, em Camaçari (BA). A iniciativa reúne coletivos literários, bibliotecas comunitárias, artistas, agentes culturais e representantes do poder público em torno do tema “Livro, Literatura, Antirracismo e Direitos Humanos”. O evento acontece entre 10h e 18h, com atividades gratuitas e abertas ao público.

Mais do que um encontro entre fazedores de cultura, a programação propõe uma reflexão coletiva sobre a literatura periférica como ferramenta de transformação social, construção de cidadania e garantia de direitos. A segunda edição do encontro fortalece uma rede que vem articulando experiências lítero-comunitárias em diferentes territórios brasileiros, reafirmando a potência da palavra como prática de mobilização, memória e participação social.

A programação será realizada em dois espaços da cidade, conectando arte, território e mobilização popular. Pela manhã, as atividades acontecem na sede do Coletivo Bahia Pela Paz, no Phoc I, com oficina de poesia performática, sarau e apresentações culturais. Ao meio-dia, um Cortejo Performático segue pelas ruas da cidade até o Colégio Estadual de Tempo Integral Gonçalo Muniz, na Gleba C, onde serão realizados debates institucionais, apresentações de pesquisas e trocas de experiências entre coletivos culturais baianos.

Entre os destaques da programação está a apresentação da pesquisa “Coletivos Literários nas Periferias Brasileiras: um retrato”, desenvolvida pela PBL. O levantamento servirá como base para o diálogo com representantes da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos da Bahia, da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia e dos Ministérios da Saúde e da Cultura, contribuindo para o fortalecimento de políticas públicas voltadas ao livro, à leitura, à escrita e às iniciativas culturais dos territórios populares.

“A segunda edição do Encontro da Periferia Brasileira de Letras na Bahia enseja uma agenda de reflexões sobre a importância da Literatura de Rua e a necessidade de converter as experiências lítero-comunitárias em políticas públicas comprometidas com o livro, a leitura e a escrita numa relação de implicação com a saúde, a cidadadia e os direitos humanos. Por isso, a expectativa é de que a gente realize plenárias e rodas de conversas com o poder público em sua intersetorialidade, ou seja, envolvendo os Ministérios da Cultura e da Saúde no plano federal, e as Secretarias de Cultura e de Justiça e Direitos Humanos, no plano estadual. Isso tudo para reafirmar que a poesia periférica não é apenas fruição estética; em vez disso, trata-se de uma ferramenta de transformação social em defesa da qualidade de vida, das artes, da educação e da participação social”, diz Fabricio Brito, articulador da Rede Periferia Brasileira de Letras e Coordenador do Grupo de Arte Popular A Pombagem.

Para Lara Nunes, articuladora da PBL e integrante da Buffo Companhia de Teatro, sediada em Camaçari, o encontro também simboliza o fortalecimento da articulação cultural no município. “A expectativa é grande para receber diversos coletivos da Bahia na nossa casa, dialogando com espaços de grande relevância da cidade e fazendo crescer ainda mais essa rede PBL por aqui. A Cidade do Saber, por exemplo, é um polo cultural gigantesco, que reflete a potência artística camaçariense com toda sua força. Além disso, é o primeiro evento com participação da Buffo Cia de Teatro, e estamos muito orgulhosos de dar esse passo junto A Pombagem e tantos outros”, afirma Lara Nunes.

A Periferia Brasileira de Letras é uma iniciativa da Cooperação Social da Presidência da Fiocruz e reúne coletivos literários de nove estados brasileiros e do Distrito Federal. Na Bahia, integram a articulação o Grupo de Arte Popular A Pombagem, de Salvador, e a Buffo Companhia de Teatro, de Camaçari. Os encontros estaduais contam com apoio da Secretaria de Formação, Livro e Leitura do Ministério da Cultura e já passaram por estados como Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal.

Além das mesas de diálogo e atividades culturais, o encontro contará com uma programação artística ao longo de todo o dia, incluindo sarau em homenagem ao poeta Antônio Costa, pré-lançamento literário com Clara Pinto e pocket-show da banda KalunduH. Durante toda a programação haverá ainda atividade paralela de pintura facial para crianças.

SERVIÇO

 2º Encontro Estadual da Periferia Brasileira de Letras na Bahia
30 de maio (Sábado), das 10h às 18h
Locais:
• Sede do Coletivo Bahia Pela Paz – Rua da Esperança, 8, Phoc I (programação da manhã)
• Colégio Estadual de Tempo Integral Gonçalo Muniz – Gleba C (programação da tarde)

 Evento gratuito e aberto ao público, sujeito à lotação.

Programação

10h – Chegada dos coletivos e Oficina de Poesia Performática
10h30 – Coffee Break
11h – Sarau em homenagem ao poeta Antônio Costa
12h – Cortejo Performático até o Colégio Gonçalo Muniz
13h – Almoço
14h – Apresentação da pesquisa e diálogo com o poder público
15h – Bate-papo sobre experiências lítero-culturais
16h – Homenagem à Kátia Letícia (Prêmio Nacional Viva Leitura)
16h30 – Pré-lançamento de livro com Clara Pinto
17h – Encerramento
18h – Pocket-show da banda KalunduH

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Cultura

Arraiádunzinho celebra cultura afro-junina com samba junino

Kelly Bouéres

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Arraiádunzinho
Divulgação

A Escola Olodum realiza no dia 13 de junho, às 14h, a quarta edição do “Arraiádunzinho: O São João Afro Junino”, no Largo Tereza Batista, no Pelourinho. Com entrada gratuita e classificação livre, o evento infantojuvenil reúne música, dança e manifestações culturais ligadas às tradições juninas e afro-brasileiras.

Idealizado pela diretora-geral Linda Rosa Miranda o projeto propõe um São João voltado à valorização das referências afro-nordestinas, aproximando elementos da cultura popular baiana das práticas pedagógicas desenvolvidas pela Escola Olodum. Nesta edição, o destaque será o resgate do samba junino, manifestação tradicional das periferias de Salvador.

A programação contará com arrastão de samba junino, apresentações musicais e performances de dança, além da valorização da realeza afro-junina, representada por figuras simbólicas como a Princesa do Samba Junino e a Princesa do Samba-Reggae. A proposta busca fortalecer a identidade cultural das festas populares e ampliar o reconhecimento de manifestações ligadas às comunidades negras da Bahia.

Realizado às vésperas do Dia Internacional da Criança Africana, celebrado em 16 de junho, o Arraiádunzinho também reforça o trabalho da Escola Olodum voltado à formação cidadã e à educação antirracista. O evento utiliza a música, a percussão e a ancestralidade como ferramentas de fortalecimento da identidade da criança afrodescendente.

Mais do que uma festa junina, o projeto se consolida como espaço de convivência, aprendizado e valorização das múltiplas identidades presentes na infância brasileira, promovendo conexões entre Brasil e África por meio da cultura e das tradições populares. 

SERVIÇO
Quarta edição do “Arraiádunzinho: O São João Afro Junino”
Quando: 13/05(sábado)
Horário: a partir das 14h
Onde: Largo Tereza Batista
Endereço: R. Gregório de Matos, 6 – Centro Histórico, Salvador – BA, 40026-010
Aberto ao Público

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