Audiovisual
“Tranças no Mapa”: websérie será lançada no Pelourinho
Com realização do Fios da Ancestralidade e coordenação da pesquisadora mestra e trançadeira Layla Maryzandra, o projeto Tranças no Mapa inicia no audiovisual com o lançamento da primeira web série dedicada ao saber/ofício tradicional de trançar. Será na próxima terça, 19 de agosto, às 17h, no Largo Tereza Batista – Pelourinho.
A produção é fruto das Oficinas de Mapa Afetivo de Trancistas Negras, que trabalharam metodologias da cartografia social e da educação patrimonial como forma de valorizar os territórios afetivos das trançadeiras. Mapas Afetivos são representações emocionais e subjetivas dos territórios, que ultrapassam os limites da geografia tradicional para explorar as memórias, os vínculos e os sentidos atribuídos aos lugares pelas pessoas que os habitam.
“São mapas vivos, onde o corpo é o próprio território e a cartografia nasce do afeto, da Ancestralidade e da presença. No caso das trançadeiras, cada trança é um traço dessa cartografia sensível — um fio que conecta histórias familiares, práticas cotidianas e resistência cultural”, destaca Layla Maryzanda.
A websérie é dividida em três episódios: “Heranças das Tranças: O Mapa Familiar”, “Vida nas Tranças: O Mapa Cotidiano” e “Resistência e Patrimônio: O Mapa Político e Patrimonial”.
Com mediação do jornalista e coordenador de comunicação do Tranças no Mapa, Eduardo Machado, o lançamento contará com a presença da trançadeira/trancista e mestra griô Negra Jhô, da trancista Alessandra Andrade, que atua há mais de 30 anos no ofício, inicialmente no Bairro da Saúde, do coordenador de Dinamização do Centro Histórico de Salvador, Geovan Bantu, a coordenadora geral da pasta Memória e Verdade da Escravidão e do Tráfico Transatlântico de Pessoas Escravizadas do Ministério dos Direitos Humanos, Moema Carvalho, a coordenadora executiva do Comitê de Cultura da Bahia, Bia Bastos e o superintendente do IPHAN Bahia, representação institucional do patrimônio cultural.
Serviço:
O quê: Websérie “Tranças no Mapa” estréia em Salvador
Quando: Terça, 19 de agosto, às 17:30h
Onde: na Praça Tereza Batista, Pelourinho
Entrada: Gratuita
Audiovisual
Documentário da Rede Bahia sobre o Ilê Aiyê vence prêmio nacional
O documentário “Ilê Aiyê: A Casa do Mundo”, produzido pelo jornalismo da Rede Bahia, recebeu o troféu de Melhor Programa Especial no Prêmio Globo de Programação, realizado nesta quinta-feira (11), em São Paulo. A premiação reúne trabalhos de mais de 100 afiliadas da Rede Globo em todo o país. O especial dividiu o primeiro lugar com o programa “Bora Lá, Goiânia”, da TV Anhanguera, de Goiás.
A produção homenageia os 50 anos do primeiro bloco afro do mundo e conta com coordenação de Alexandre Lyrio e Ricardo Ishmael, produção e edição de Sheiliane Silva, edição de imagem de Gabriel Paz, artes de Eric das Virgens, além do apoio de pesquisa de Matheus Pedreira, Airton São Pedro e Grazy Kaimbé. Um time de cinegrafistas registrou imagens em Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro e Marrocos. Foram realizadas mais de 60 entrevistas, com fundadores, integrantes do bloco e grandes artistas. A narração ficou por conta dos atores Taís Araújo e Lázaro Ramos.
“Esse prêmio reconhece um trabalho feito com muita dedicação, comprometimento e paixão por um time brilhante. Ele reforça para o Brasil a relevância de um programa especial que narra a revolução provocada a partir do nascimento do Ilê Aiyê – um movimento que ecoa pelo mundo e traz olhares de todos os cantos para o Curuzu”, celebra a diretora de jornalismo da Rede Bahia, Ana Raquel Copetti.
“Ilê Aiyê – A Casa do Mundo” teve sessão especial de pré-estreia no cinema e foi exibido na Sessão da Tarde no dia 1º de novembro de 2024, data de aniversário do bloco. O documentário está disponível no Globoplay e contou com apoio das áreas de Programação e Comunicação da Rede Bahia.
Audiovisual
Simplesmente Luís volta à Lapinha para novo audiovisual
Após o sucesso do primeiro projeto, lançado este ano e que ultrapassou 200 mil visualizações, o cantor Simplesmente Luís grava, nesta sexta-feira (5), o segundo audiovisual da carreira solo. A gravação acontece no restaurante Entre Folhas e Ervas, no tradicional Largo da Lapinha, em Salvador, local marcado por memórias afetivas do artista e pelo início de sua relação com a música.
Com repertório renovado, o novo projeto trará sambas tradicionais, sambas contemporâneos e a música autoral “Sem BO”, seu trabalho mais recente e que já vem ganhando força nas rodas de samba da cidade.
Mais do que um registro musical, a gravação representa um reencontro de Luís com sua própria história. O artista viveu grande parte da infância no Largo da Lapinha, onde aprendeu a andar de bicicleta, soltou pipa e teve os primeiros contatos com o universo musical.
Luís estudou no Colégio Soledade, nas proximidades, onde integrou o coro escolar, teve contato com teoria musical e deu os primeiros passos no canto. Nos dias que antecedem a gravação, ele compartilha nas redes sociais vídeos e relatos sobre as memórias que o ligam ao bairro.
“Gravar esse audiovisual na Lapinha é muito especial pra mim. É como ligar passado e presente no mesmo lugar onde descobri a música, a rua onde aprendi a andar de bicicleta, onde via sambas que me inspiraram. Voltar aqui para registrar esse novo projeto é um reencontro com a minha história, que contribuiu na minha formação como artista”, afirma Luís.
O Entre Folhas e Ervas, espaço aconchegante e conhecido pela vocação musical, será o cenário do audiovisual que promete ampliar ainda mais o alcance do artista no verão e na entrada de 2026. A proposta é registrar um ambiente vivo, afetivo e conectado com a essência do samba — espelhando o próprio percurso de Simplesmente Luís.
Com presença marcante nas noites de Salvador e um público em constante crescimento, o cantor celebra mais um capítulo importante da carreira no mesmo lugar onde tudo começou.
SERVIÇO:
Gravação do segundo audiovisual de Simplesmente Luís
Sexta-feira, 5 de dezembro
Restaurante Entre Folhas e Ervas – Largo da Lapinha, Salvador
Gratuito
Audiovisual
Começa amanhã (26) o FECIBA Itinerante, festival gratuito de cinema
O Festival de Cinema Baiano – FECIBA Itinerante começa amanhã (26) em Salvador, trazendo dezenas de filmes gratuitos até sábado (29). As sessões acontecem nas mostras Atualidades, Infantojuvenil, Identidades, Acessibilidade e Premiados nas Competitivas, todas com presença de diretores e equipes em conversas após as exibições.
Em sua primeira edição na capital, o FECIBA Itinerante é apresentado pela CAIXA Cultural Salvador, realizado pela Voo Audiovisual e conta com patrocínio da CAIXA e do Governo Federal.
A abertura será nesta quarta (26), às 19h, no Cineteatro 2 de Julho – IRDEB, com os documentários “Gabi Guedes: Música e Ancestralidade” (Vanessa Aragão) e “Reggae Resistência” (Cecília Amado e Pablo Conceição). Após a sessão, os diretores participam de um bate-papo sobre o filme, que reúne depoimentos de Edson Gomes e Nengo Vieira.
Um dos grandes destaques é o longa “Saudade fez morada aqui dentro”, de Haroldo Borges — pré-selecionado para representar o Brasil no Oscar 2025 e premiado em diversos festivais. A exibição ocorre no dia 27 (quinta), às 19h, na CAIXA Cultural Salvador, dentro da Mostra Atualidades.
De 27 a 29 de novembro, toda a programação acontece na CAIXA Cultural Salvador. Nas tardes de quinta e sexta (27 e 28), a Mostra Infantojuvenil apresenta filmes de classificação livre. Entre eles, “Alice dos Anjos”, de Daniel Almeida Leite, que estará presente para conversar com o público. Inspirado livremente em “Alice no País das Maravilhas”, o filme se passa no sertão nordestino e acompanha uma menina negra que descobre um mundo mágico após seguir um bode.
Para o coordenador do festival, Edson Bastos, a chegada do FECIBA Itinerante a Salvador marca um movimento importante:
“Levar a itinerância para Salvador é um gesto estratégico para fortalecer o diálogo entre interior e capital, ampliando a circulação do cinema baiano e valorizando a diversidade de olhares da nossa produção audiovisual.”
A programação também inclui filmes premiados na 8ª edição do FECIBA, realizada em Ilhéus, com obras gravadas em cidades como Salvador, Cachoeira, Itaparica, Cafarnaum e Teolândia. Entre elas, “Contragolpe” (Vitor Uchôa) e “O tempo das coisas” (Lara Beck).
A Mostra Identidades acontece no dia 27, a partir das 16h, com filmes que abordam diversidade e respeito às populações LGBTQIA+, negras, mulheres, indígenas e pessoas com deficiência. Já a Mostra Acessibilidade, prevista para sábado (29), terá sessões com legendas descritivas, janela de Libras e audiodescrição.
Além das exibições, o festival oferece oficinas gratuitas com os cineastas José Araripe Jr. e Amanda Aouad, nos dias 28 e 29.
SERVIÇO:
[Cinema] FECIBA Itinerante – Festival de Cinema Baiano
CAIXA Cultural Salvador – Rua Carlos Gomes, 57, Centro
Abertura: 26 de novembro, às 19h, no Cine Teatro 2 de Julho – IRDEB
Programação: 27 a 29 de novembro, na CAIXA Cultural Salvador
Datas: 26 a 29 de novembro de 2025
Horários: 14h às 21h
Entrada gratuita
Classificação: sob consulta
Acessibilidade garantida
Mais informações: Site CAIXA Cultural | Instagram @caixaculturalsalvador
Patrocínio: CAIXA e Governo Federal
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