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Doc “A Jẹun Bó” celebra culinária sagrada do Candomblé

Jamile Menezes

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“A Jẹun Bó”

O documentário “A Jẹun Bó”, protagonizado pelo babalorixá e antropólogo Rodney William e dirigido pela jornalista Camila Silva Wòkè Mí, será exibido em Salvador no dia 20 de agosto, na Sala de Arte CineMAM (Museu de Arte Moderna da Bahia).

“A Jẹun Bó” registra, pela primeira vez, mais de dois anos da culinária e das festas do Candomblé, marcando a estreia da jornalista  — ex-repórter da Globo e GloboNews — no cinema independente. O filme é conduzido pelo babalorixá e antropólogo Rodney William e ambientado no terreiro Ilê Obá Ketu Axé Omi Nlá (SP).

O média-metragem explora desde a seleção dos ingredientes até as receitas sagradas cuidadosamente preservadas. A narrativa revela o cotidiano ao redor do fogão, as preferências culinárias de cada orixá, suas festividades e oferendas ritualísticas.

“A Jẹun Bó é para quem é de axé e para quem quer conhecer um terreiro. Através do olhar sensível, responsável e didático do Pai Rodney, fizemos um registro histórico do nosso dia a dia. A ideia é representar nossa comunidade e, ao mesmo tempo, desmistificar e combater o racismo religioso por meio da informação e da educação. Queremos humanizar e registrar o que for possível das religiões de matriz africana, tradicionalmente transmitidas de forma oral, oferecendo uma perspectiva tangível dessas práticas”, define Camila.

“A Jẹun Bó”

Após a exibição em Salvador, o público poderá participar de uma roda de conversa com Pai Rodney William de Oxóssi, a diretora Camila Silva Wòkè Mí e Tatiana Paula, para aprofundar o diálogo sobre a importância da culinária no Candomblé e sua relevância cultural.

O filme também será exibido em Goiás (17/09)Rio de Janeiro (22/09) e outras cidades.

Camila Silva Wòkè Mí

Mulher negra, artista, ativista e filha de Oxum e Oyá, Camila é jornalista, escritora e cineasta. Formada em Cinema pelo Instituto de Cinema de São Paulo, com especialização em Direção de Arte, é fundadora e CEO da Wokemi Produções.

Dirigiu o documentário A Jẹun Bó (2025) sobre comida de terreiro e está produzindo os filmes Voy Sola (documentário sobre violência contra mulheres que viajam sozinhas pelo mundo) e The Tap (curta sobre a falta de água e saneamento básico nas townships da África do Sul).

Possui graduação em Comunicação Social e Jornalismo pela PUC-Rio e pós-graduação em Ajuda Humanitária e Desenvolvimento pela mesma instituição. Com mais de 14 anos de experiência, é especialista em ESG e pesquisa diversidade e inclusão nos meios de comunicação.

Atuou na Globo News, Rede Globo, Nexo Jornal, Carta Capital e na ONG Chicas Poderosas, além de colaborar com projetos da Wunderman Thompson e HBO.

Serviço

Evento: Exibição do documentário A Jẹun Bó
 Data: 20 de agosto (quarta-feira)
Horário: 18h30
Local: Sala de Arte CineMAM – Museu de Arte Moderna da Bahia
Endereço: Avenida do Contorno, s/n – Dois de Julho, Salvador – BA
Entrada: Gratuita | Classificação Livre | Acessibilidade garantida

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Mostra de Cinema Negro homenageia a cineasta Lilian Solá Santiago

Kelly Bouéres

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Lilian Solá Santiago
Inaê Coutinho
A EGBÉ – Mostra de Cinema Negro escolheu homenagear na 9ª edição, a premiada cineasta, roteirista, produtora, pesquisadora e professora Lilian Solá Santiago, cuja trajetória articula cinema, memória e identidade afro-indígena no Brasil. A homenagem integra a proposta da mostra de destacar a contribuição de mulheres negras para o audiovisual brasileiro e reconhecer trajetórias fundamentais para a formação do cinema negro no país.
Cineasta, pesquisadora, professora e guardiã da memória, Lilian é dona de uma trajetória que ultrapassa a realização de filmes e alcança a formação, a preservação cultural e a produção de pensamento crítico sobre o audiovisual negro no país. Sua presença na mostra evidencia o cinema não apenas como prática artística, mas também como instrumento pedagógico e de construção de memória coletiva.
Seus trabalhos evidenciam histórias negras e estabelecem diálogos entre cinema, história, linguagem e artes cênicas, contribuindo para compreender a própria formação cultural brasileira. A filmografia de Lilian é marcada pela autonarrativa. Ao se inserir em seus projetos, ela acaba não só contando a sua história, mas também a de outras mulheres pretas com trajetórias semelhantes.
Em Balé de Pé no Chão – A Dança Afro de Mercedes Baptista (2005), Lilian registra a trajetória da bailarina considerada precursora da dança afro-brasileira, garantindo a permanência de sua voz e imagem para as gerações futuras. Já em Eu Tenho a Palavra (2010), investiga as origens africanas no Brasil por meio da linguística e da oralidade, aproximando Brasil e Angola e demonstrando como a memória também se preserva pela linguagem.
Pioneira no cinema negro brasileiro, Lilian foi a única mulher integrante do movimento Dogma Feijoada, surgido no final dos anos 1990, momento decisivo para a organização estética e política do cinema negro no país. Ainda assim, por anos, sua presença foi invisibilizada na história do audiovisual nacional. Sua homenagem busca reparar esse apagamento histórico e, segundo a diretora da EGBÉ, Luciana Oliveira, também simboliza o reconhecimento de cineastas de diferentes regiões, funções e gerações que vêm transformando o cinema brasileiro e ampliando o debate sobre raça, gênero, classe e território.
“Quando uma mulher negra filma, ela carrega muita gente que veio antes, outras mulheres, homens, pessoas que pavimentaram a sua chegada no presente. Quando anunciamos que iremos homenagear Lilian Solá Santiago em uma edição que celebra ‘a contribuição das mulheres negras no cinema brasileiro’, estamos também lembrando que de ponta a ponta do Brasil muitas de nós estão construindo o cenário, em diferentes regiões, funções e idades. Gostaríamos de lembrar que a atuação dessas mulheres no cinema nacional em camadas independentes e no mercado, na prática e na produção teórica, está tensionando que o cinema seja repensado”.
Troféu Severo D’Acelino

Ao final da programação, a mostra concede à homenageada o Troféu Severo D’Acelino, honraria criada na primeira edição da EGBÉ, em 2016, destinada a reconhecer pessoas que contribuíram para a construção e o fortalecimento dos cinemas negros no Brasil. A peça é uma obra de arte produzida pelo artista visual Antônio da Cruz e, diferentemente de premiações tradicionais, não possui caráter competitivo. O reconhecimento funciona como uma celebração coletiva das trajetórias que pavimentaram caminhos para novas gerações no audiovisual.

“Queremos marcar que a construção dos cinemas negros é coletiva e realizada por muitas mãos. Reconhecemos saberes, estratégias e dedicação de quem tornou possível a existência de um cinema plural, que visibiliza narrativas negras historicamente reprimidas e ainda hoje atravessadas por dificuldades de produção”, afirma Luciana Oliveira.

O troféu homenageia José Severo dos Santos, conhecido como Severo D’Acelino. Fundador do movimento negro em Sergipe, Bahia e Alagoas, foi ativista dos direitos humanos, poeta, dramaturgo, diretor teatral, coreógrafo, ator e pesquisador das culturas afro e indígena em Sergipe. Por meio do teatro, denunciou o preconceito racial em um período em que o país ainda negava sua existência e incentivou o ensino da cultura afro-brasileira nas escolas.

A 9ª EGBÉ – Mostra de Cinema Negro acontece em Aracaju (SE), reunindo exibições de filmes, debates, atividades formativas e o Mercado EGBÉ, plataforma de articulação profissional do audiovisual negro. A edição de 2026 tem como tema “A contribuição das mulheres negras no audiovisual brasileiro”. Mais informações sobre a mostra podem ser acompanhadas no site oficial: www.egbecinemanegro.com.br.

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Ceci Alves reforça presença de mulheres negras com (In)Vulneráveis

Kelly Bouéres

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Ceci Alves
Divulgação
A roteirista e cineasta baiana Ceci Alves integra a equipe de roteiro da série (In)Vulneráveis, produção original do Universal TV que estreia no próximo domingo, 1º de março, às 22h. Composta por quatro episódios, a trama é ambientada em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), no Rio de Janeiro, e acompanha a rotina de profissionais de enfermagem, explorando dilemas éticos, institucionais e humanos no sistema público de saúde.
Criação e autoria da roteirista, diretora e atriz Renata Di Carmo, a série desloca o foco tradicional das narrativas médicas, que geralmente são centradas na figura do médico, para o cotidiano da enfermagem. (In)Vulneráveis é uma coprodução entre NBCUniversal e Jabuti Filmes e marca uma abordagem que privilegia diferentes perspectivas dentro do ambiente hospitalar.

Parte do elenco principal, especialmente as atrizes que interpretam as novas enfermeiras da unidade, foi selecionada por meio do reality No Jogo, exibido pelo canal E! Entertainment no ano anterior, estabelecendo um vínculo direto entre o programa e a série. O elenco inclui nomes como Zezé Motta e Danni Suzuki.

Para Ceci Alves, participar do projeto – que também conta com a colaboração da roteirista baiana Susan Kalik – representa um momento significativo na trajetória profissional.

“É mais do que integrar uma equipe de roteiro. É participar de uma produção que nasce com protagonismo negro, com mulheres negras liderando a escrita e com diretores comprometidos com essa perspectiva”, afirma.

Trajetória no audiovisual

Com quase três décadas de atuação, Ceci Alves é formada em Jornalismo pela Universidade Federal da Bahia, possui especializações internacionais em cinema e montagem, mestrado na França e é doutoranda em Artes Cênicas. Ao longo da carreira, transitou entre jornalismo cultural, direção de documentários, desenvolvimento de roteiros e consultorias criativas para diferentes players do mercado.

Ela também integra o grupo de colaboradores do roteiro de “Vambora”, novela selecionada pela Seleção TV Brasil, processo de fomento da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). O projeto receberá investimento estimado em R$ 15 milhões, por meio do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), e foi anunciado como a primeira novela original da TV pública brasileira, dentro da estratégia editorial da emissora para fortalecer a dramaturgia nacional.

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Produtora baiana Flávia Santana participa do European Film Market

Kelly Bouéres

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Flávia Santana
Alyssa Volpini

A produtora cultural Flávia Santana embarca para Alemanha entre os dias 12 e 18 de fevereiro para participar do European Film Market (EFM), um dos mais importantes mercados internacionais de cinema, realizado durante o Berlinale, Festival Internacional de Cinema de Berlim, na Alemanha. É a segunda vez que a baiana participa do evento, através do intercâmbio promovido pelo Instituto NICHO 54.

Diretora executiva da Mulungu Realizações Culturais (@mulungurealizacoes), Flávia Santana já produziu mais de 20 curtas-metragens, 03 longas e 02 obras seriadas, além de dirigir o curta “Talvez Meu Pai Seja Negro” (2025), que estreou no CachoeiraDoc e levou prêmio de Melhor Documentário no 18º Festival Taguá de Cinema. Entre os filmes que produziu, estão os premiados Cais (2025) de Safira Moreira, vencedor de três prêmios no Festival Olhar de Cinema; e Receba! (2024) de Pedro Perazzo e Rodrigo Luna, premiado como melhor filme pelo voto popular no Panorama Coisa de Cinema e no CINEPE.

Anualmente, o NICHO 54, em parceria com o Departamento de Diversidade e Inclusão do European Film Market (EFM), realiza uma ação de intercâmbio internacional, convidando produtoras e realizadoras de sua rede a participarem do mercado e do festival, com o objetivo de fortalecer trajetórias profissionais, ampliar redes internacionais e promover a circulação de profissionais negros no audiovisual.

Em 2022, a participação da produtora baiana no EFM, viabilizada pelo Instituto NICHO 54, foi em formato virtual e aconteceu através do programa Nicho Executiva, que tem como objetivo acelerar e consolidar carreiras de mulheres negras que atuam no audiovisual, em posições de liderança criativa, intelectual e econômica. A iniciativa do projeto se alinha com o compromisso de Flávia, enquanto gestora da Mulungu, na realização de obras audiovisuais que dialoguem com narrativas diversas e de impacto sociocultural, especialmente mulheres, pessoas negras e LGBTQIA+.

“Estar no EFM, através do intercâmbio promovido pelo Instituto Nicho 54, amplia não apenas oportunidades de mercado, mas também a possibilidade de disputar imaginários, recursos e espaços de decisão no cinema internacional. Tenho muito orgulho de representar a Bahia em um dos maiores eventos de mercado do mundo”, destaca Flávia Santana.

Formada em Produção Cultural pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e pós-graduada em Política e Gestão Cultural pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), Flávia Santana é Grantee do Sundance Institute Documentary Film Program, além de EFM Toolbox Alumni e Nicho 54 Alumni. Em 2022 também foi uma das cinco produtoras brasileiras selecionadas para o programa Nicho Executiva, participando de eventos como a Berlinale, Marché du Film (Cannes), TIFF e American Film Market.

Atualmente, Flávia também é produtora executiva do documentário “Mulheres Negras em Rotas de Liberdade”, de Urânia Munzanzu, que reúne nomes como Conceição Evaristo, Sueli Carneiro, Carla Akotirene, Luedji Luna, Mirtes Renata e Erica Malunguinho, com gravações em três países do continente africano.

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