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Artes

MUNCAB segue com exposição “Ancestral: Afro-Américas” aberta

Jamile Menezes

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MUNCAB
Segue aberta no Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (MUNCAB), em Salvador, a exposição “Ancestral: Afro-Américas”, que celebra a ancestralidade da arte nas Américas. Entre os nomes, estão: Abdias Nascimento, Simone Leigh, Emanuel Araújo, Sonia Gomes, Leonard Drew, Mestre Didi, Melvin Edwards, Lorna Simpson, Kara Walker, Bispo do Rosário, Carrie Mae Weems, Mônica Ventura e Julie Mehretu.
A expo do MUNCAB  traz o encontro entre as raízes africanas do Brasil e dos Estados Unidos em mais de 130 obras de artistas negros dos dois países. Tem direção artística de Marcello Dantas e curadoria de Ana Beatriz Almeida, com três núcleos temáticos: Corpo, Sonho e Espaço. Neles, estão provocações sobre a afirmação do corpo, a dimensão reflexiva dos sonhos e a reivindicação de espaço. Há ainda uma seção dedicada à arte africana tradicional, montada com a curadoria de Renato Araújo da Silva.
No núcleo “Corpo”, as obras exploram os limites da representação, evidenciando a resistência de retratar uma pessoa negra em uma obra de arte. As obras do núcleo “Sonho”, marcado por identidade e herança, expandem os limites da abstração, promovendo a contemplação e provocando reflexão. Já no núcleo “Espaço” as obras examinam propostas de construção de mundo e criação de lugares, misturando natural e urbano ao tratar de temas como imigração, história e comunidade desafiando percepções convencionais de espaço e pertencimento.
Na seção Arte Africana Tradicional, a ancestralidade é reconhecida como o ponto de partida da criatividade artística, unindo a herança africana e as manifestações contemporâneas de arte desenvolvidas dessa raiz no Brasil e nos Estados Unidos.
“Essas obras representam continuidades e transformações ao longo do tempo, revelando tanto a força de tradições transmitidas por gerações quanto as inovações decorrentes do contato com novas culturas e contextos”, finaliza o curador da seção, Renato Araújo da Silva.
Como visitar:
Quando: até 1º de fevereiro de 2026
Onde: Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (MUNCAB) – Rua das Vassouras, 25, Centro Histórico, Salvador-BA
Funcionamento: Terça a domingo, às 10h às 17h (acesso até às 16h30)
Entrada: R$20 inteira e R$10 meia (clientes do Banco do Brasil pagam meia entrada)
Classificação: Livre
*As vendas de ingressos acontecem na bilheteria do MUNCAB e no site do Museu (museuafrobrasileiro.com.br). A entrada é gratuita para todos os visitantes nas quartas-feiras e domingos.
Foto Carol Quintanilha
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Artes

Slam das Minas Bahia inicia batalhas de 2026 na Flipelô

Jamile Menezes

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Slam das Minas Bahia

O Slam das Minas Bahia leva sua primeira batalha classificatória do ano para a Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô), no dia 8 de agosto, das 19 às 22h, na Casa das Editoras Baianas.

A programação gratuita marca a abertura da temporada 2026 do projeto e reunirá um painel sobre mulheres no mercado editorial e apresentação musical. Mais do que uma disputa, o slam é um espaço de escuta, resistência e construção coletiva, no qual experiências pessoais se encontram com questões sociais e políticas.

Nas batalhas, as slammers apresentam textos autorais em performances de até três minutos, sem figurinos, adereços. As apresentações são avaliadas por um júri formado pelo próprio público, fazendo com que cada encontro seja também uma experiência coletiva.

Em cada etapa, dez slammers iniciam a disputa, realizada em três rodadas eliminatórias até a escolha da campeã.

Programação

A primeira batalha será antecedida pelo painel “Mulheres que Publicam: poéticas, narrativas e presença no mercado editorial”, com participação de Clara Pinto e Adriele Regine, do projeto Lendo Mulheres Negras, e mediação de Ludmila Singa. A programação contará ainda com show da cantora Anne Heru.

A temporada segue até outubro com outras três batalhas classificatórias e uma grande final. No dia 22 de agosto, o projeto promove uma oficina de formação de slammers com Yastrícia, de Pernambuco, e Mileny, de São Paulo, seguida pela segunda batalha classificatória e pelo painel “Viver de Palavra: os desafios e perspectivas da trajetória de uma slammer”.

Slam das Minas Bahia

A programação continua em 12 de setembro, no Cine Teatro 2 de Julho, com uma discussão sobre as violências que atingem as mulheres; e em 17 de outubro, na Praça do Conjunto ACM, com um debate sobre educação, hip hop e os caminhos de transformação para a juventude. A grande final será realizada em 31 de outubro, no Pátio Iyá Nassô, na Barroquinha, com atrações musicais e intervenções de graffiti.

Para a poeta, slammaster e diretora executiva do Slam das Minas Bahia, Ludmila Singa, a participação na festa literária reconhece a força da poesia falada e amplia sua presença nos espaços dedicados ao livro e à leitura.


“O slam nasce da literatura, mas também do corpo, da oralidade, da performance e da presença. A literatura não está apenas no texto escrito; ela acontece quando a palavra ganha voz, gesto e encontro. É muito simbólico que a FLIPELÔ reconheça essa potência.”

Slam das Minas Bahia

PROGRAMAÇÃO | 8 DE AGOSTO
19 às 22h | Casa das Editoras Baianas – Circuito Flipelô
1ª Batalha Classificatória da Temporada 2026
Painel: “Mulheres que Publicam: poéticas, narrativas e presença no mercado editorial”
Convidadas: Clara Pinto e Adriele, do projeto Lendo Mulheres Negras
Mediação: Ludmila Singa
Show: Anne Heru
SERVIÇO
O quê: Slam das Minas Bahia na Flipelô – 1ª Batalha Classificatória da Temporada 2026
Quando: 8 de agosto de 2026, das 19 às 22h
Onde: Casa das Editoras Baianas – Circuito Flipelô, Pelourinho, Salvador
Entrada: Gratuita
Mais informações: @slamdasminasba
Próximas batalhas
22 de agosto, das 15h às 20h – 2ª Batalha Classificatória
12 de setembro, das 15h às 19h – 3ª Batalha Classificatória | Cine Teatro 2 de Julho
17 de outubro, das 16h às 21h – 4ª Batalha Classificatória | Praça do Conjunto ACM
31 de outubro, das 18h às 22h – Grande Final | Pátio Iyá Nassô, Barroquinha
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Artes

MAM recebe a Exposição Realezas Negras de Axé no Gantois

Kelly Bouéres

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No dia 2 de agosto às 15h, o Museu de Arte Moderna da Bahia – MAM recebe a Exposição Fotográfica Realezas Negras de Axé no Gantois.

A exposição, com a curadoria da multiartista Dóris Leandra, conecta cultura e arte, traduzindo narrativas diversas ao registrar memórias construídas ou compartilhadas na Formação em Fotografia de Terreiro, realizada no Terreiro do Gantois, que contou com a presença de pessoas pertencentes a diversas comunidades de terreiro de Salvador e Região Metropolitana.

Durante o evento haverá o lançamento do Catálogo Fotográfico Realezas Negras de Axé no Gantois, concluindo as ações da primeira edição do Projeto Realezas Negras de Axé, idealizado e coordenado pela fotógrafa, cineasta e professora Mestra Carla Almeida. No Realezas, pessoas jovens, adultas e idosas são incentivadas a atuar na área da fotografia, com o intuito de contribuir para a autonomia no registro das memórias e historicidade de seus terreiros.

Este projeto foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura na Bahia, realizados com recursos do Governo Federal repassados pelo Ministério da Cultura, e executados pelo Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado.

 

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Artes

Slam das Minas leva a literatura da oralidade para a Flipelô

Kelly Bouéres

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Quando uma slammer ocupa o palco, ela não leva apenas um poema. Leva o corpo, a voz, a memória e as marcas de quem transforma vivências em palavras. Em poucos minutos, cada performance pode denunciar violências, questionar estruturas, celebrar ancestralidades, afirmar identidades ou revelar a força de existir. É essa literatura viva, construída no encontro entre oralidade, presença e performance, que o Slam das Minas Bahia leva para a Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô), no dia 8 de agosto, das 15h às 19h, na Casa das Editoras Baianas.


A programação gratuita marca a abertura da temporada 2026 do projeto e reúne a primeira batalha classificatória do ano, um painel sobre mulheres no mercado editorial e apresentação musical. Mais do que uma disputa, o slam é um espaço de escuta, resistência e construção coletiva, no qual experiências pessoais se encontram com questões sociais e políticas que marcam a vida de mulheres negras, periféricas, nordestinas, sertanejas e de diferentes territórios.


Nas batalhas, as slammers apresentam textos autorais em performances de até três minutos, sem figurinos, adereços ou acompanhamento musical. A voz, o corpo e a palavra são os principais recursos em cena. As apresentações são avaliadas por um júri formado pelo próprio público, fazendo com que cada encontro seja também uma experiência coletiva. Em cada etapa, dez slammers iniciam a disputa, realizada em três rodadas eliminatórias até a escolha da campeã.

Temporada 2026

A primeira batalha será antecedida pelo painel “Mulheres que Publicam: poéticas, narrativas e presença no mercado editorial”, com participação de Clara Pinto e Adriele Regine, do projeto Lendo Mulheres Negras, e mediação de Ludmila Singa. A programação contará ainda com show da cantora Anne Heru.


Ao reunir escritoras, pesquisadoras, poetas, artistas e público, a atividade propõe um diálogo entre diferentes formas de produção e circulação da literatura. A palavra que chega ao livro também nasce da voz, da memória, da rua, das rodas de escuta e das experiências compartilhadas por mulheres que encontram na poesia uma forma de narrar a si mesmas e o mundo ao redor.


A temporada segue até outubro com outras três batalhas classificatórias e uma grande final, sempre acompanhadas por debates, apresentações musicais e intervenções artísticas. No dia 22 de agosto, o projeto promove uma oficina de formação de slammers com Yastrícia, de Pernambuco, e Mileny, de São Paulo, seguida pela segunda batalha classificatória e pelo painel “Viver de Palavra: os desafios e perspectivas da trajetória de uma slammer”.

A programação continua em 12 de setembro, no Cine Teatro 2 de Julho, com uma discussão sobre as violências que atingem as mulheres; e em 17 de outubro, na Praça do Conjunto ACM, com um debate sobre educação, hip hop e os caminhos de transformação para a juventude. A grande final será realizada em 31 de outubro, no Pátio Iyá Nassô, na Barroquinha, com atrações musicais e intervenções de graffiti.

Nesta edição, o Slam das Minas Bahia também amplia o diálogo entre a capital e o interior do estado. Por meio de uma convocatória, foram selecionadas slammers de Riacho de Santana, Itacaré, Seabra e Feira de Santana, que recebem apoio para participar das etapas em Salvador. A iniciativa fortalece a circulação da poesia falada produzida em diferentes regiões da Bahia e cria novas possibilidades de encontro entre vozes, repertórios e vivências.

Nove anos de poesia, resistência e protagonismo

Há nove anos em atividade, o Slam das Minas Bahia consolidou-se como uma das principais organizações do circuito de poesia falada do estado. Ao longo de sua trajetória, promove batalhas, oficinas, palestras e performances que aproximam literatura, arte, educação e engajamento social, fortalecendo o protagonismo de mulheres e ampliando o acesso à cultura em diferentes territórios de Salvador.

A chegada à programação da Flipelô representa um novo capítulo dessa trajetória. Pela primeira vez, o Slam das Minas Bahia ocupa a Casa das Editoras Baianas e leva para um dos principais encontros literários do estado uma linguagem que nasce da palavra escrita, mas ganha novas camadas quando é dita, cantada, gesticulada e compartilhada diante do público.


Para a poeta, slammaster e diretora executiva do Slam das Minas Bahia, Ludmila Singa, a participação na festa literária reconhece a força da poesia falada e amplia sua presença nos espaços dedicados ao livro e à leitura.


“O slam nasce da literatura, mas também do corpo, da oralidade, da performance e da presença. A literatura não está apenas no texto escrito; ela acontece quando a palavra ganha voz, gesto e encontro. É muito simbólico que a FLIPELÔ reconheça essa potência.”

PROGRAMAÇÃO | 8 DE AGOSTO

15h às 19h | Casa das Editoras Baianas – Circuito Flipelô
1ª Batalha Classificatória da Temporada 2026
Painel: “Mulheres que Publicam: poéticas, narrativas e presença no mercado editorial”
Convidadas: Clara Pinto e Adriele, do projeto Lendo Mulheres Negras
Mediação: Ludmila Singa
Show: Anne Heru

SERVIÇO

O quê: Slam das Minas Bahia na Flipelô – 1ª Batalha Classificatória da Temporada 2026
Quando: 8 de agosto de 2026, das 15h às 19h
Onde: Casa das Editoras Baianas – Circuito Flipelô, Pelourinho, Salvador
Entrada: Gratuita
Mais informações: @slamdasminasba

Próximas batalhas

22 de agosto, das 15h às 20h – 2ª Batalha Classificatória
12 de setembro, das 15h às 19h – 3ª Batalha Classificatória | Cine Teatro 2 de Julho
17 de outubro, das 16h às 21h – 4ª Batalha Classificatória | Praça do Conjunto ACM
31 de outubro, das 18h às 22h – Grande Final | Pátio Iyá Nassô, Barroquinha

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