Cultura
Festiquilombo 2025 leva multidão ao Pelourinho
O Largo do Pelourinho ficou completamente tomado na tarde deste domingo (23) durante o Festiquilombo 2025, realizado pelo Olodum em parceria com a Brahma. Mesmo com o céu nublado, o sol apareceu e o público lotou o Centro Histórico para celebrar o Mês da Consciência Negra e homenagear Zumbi dos Palmares.
O evento, que integra a tradição do Olodum desde 1983, trouxe para a edição deste ano um destaque especial: a participação da mulher negra no desenvolvimento da ciência e da tecnologia. O ensaio do Bloco Olodum reforçou a memória de Dandara, Acotirene e Aqualtune, fortalecendo o diálogo sobre resistência e ancestralidade.
Além do Festiquilombo, o mesmo dia também marcou a semifinal do Femadum 2025, concurso de músicas inéditas que seleciona composições do samba-reggae. As apresentações movimentaram o público e definiram os nomes que seguem para a grande final, prevista para dezembro.
Com forte presença popular, ritmo, memória e debate, o Olodum transformou o domingo em um dia simbólico para o Pelourinho, reafirmando seu compromisso com a cultura afro-baiana, a arte e a valorização da história negra no Brasil. A segunda etapa do PanAfro – FEMADUM 2025 acontece de 5 a 7 de dezembro.
Cultura
Encontro Cultural Internacional de Capoeira debate feminicídio
O Encontro Cultural e Intercâmbio Internacional de Capoeira segue em Salvador até o dia 23 de agosto, reunindo capoeiristas de várias idades. As ações acontecem no Núcleo ADRA de Desenvolvimento, no bairro São Cristóvão.
Nesta quarta-feira, 19 de agosto, a partir das 13h, a palestra “Atenção dos Sinais”, será com a facilitadora Noêmia Oliveira, Presidente do Núcleo da Mulher de Lauro de Freitas. Em seguida, Renata Motta, comunicadora investigativa, e Maria Lúcia, Presidente do Instituto Social Semeando Amor, que irão explanar sobre de que forma a sociedade e familiares podem e vítimas podem identificar as primeiras manifestações de agressões, sejam elas verbais ou físicas. .
Dados recentes do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, revelam que o Brasil registrou 1.568 feminicídios em 2025, uma média de cerca de quatro mulheres mortas por dia e um aumento de 4,7% em relação ao ano anterior. O país registrou 741 feminicídios entre janeiro e junho de 2026, uma redução de 2,5% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram contabilizados 760 casos.
Com o tema “Capoeira Mangangá, há 25 anos fazendo história”, as ações estão programadas para locais e espaços abertos ao público, e com acesso adequado às pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.
Em Salvador, nos bairros: Pau Miúdo – sede da Mangangá, Sete de Abril, Jardim Nova Esperança, Lagoa do Abaeté, Farol da Barra, Pernambués, Castelo Branco, Cassange, IAPI, Tancredo Neves, Cabula (Teatro da UNEB). Na Região Metropolitana de Salvador: Simões Filho.
Este projeto foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, na Bahia, realizados com recursos do Governo Federal, repassados pelo Ministério da Cultura, e executados pelo Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado.
Cultura
Luana Génot debate a cultura popular no MAM
“Cultura Popular como Ferramenta de Enfrentamento ao Racismo Estrutural e Afirmação Identitária” é o tema que a escritora e empreendedora Luana Génot traz para sua mesa no 8º Rede Capoeira, nesta sexta-feira (7), às 9h, no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM). Uma das principais ativistas brasileiras pela igualdade racial e CEO do Instituto Identidades do Brasil (ID_BR), ela propõe uma reflexão sobre o papel da cultura popular na valorização das identidades afro-brasileiras e no enfrentamento ao racismo estrutural. O debate integra a programação do evento, que reúne mestres da cultura popular, pesquisadores, artistas e educadores em torno da ancestralidade e da preservação da memória.
No encontro, Luana irá discutir a cultura popular para além de seu valor simbólico, destacando sua importância na educação, na transformação social e no desenvolvimento econômico. Essa perspectiva também será ilustrada por meio do exemplo do Prêmio Sim à Igualdade Racial, criado pelo Instituto Identidades do Brasil (ID_BR), fundado por ela, que reconhece iniciativas voltadas à promoção da equidade racial e tem na Bahia um dos principais territórios de inspiração.
“A Bahia é um exemplo vivo dessa potência. A capoeira, os blocos afro, o samba, os terreiros e tantas outras expressões culturais mostram como a cultura fortalece a autoestima, preserva memórias, movimenta a economia e cria oportunidades. O Rede Capoeira vai além da valorização cultural: ele fortalece uma tecnologia social criada pela população negra para resistir, educar e construir comunidade. Ao conectar mestres, escolas, jovens e comunidades, preserva esse patrimônio e amplia seu impacto social, garantindo que novas gerações conheçam sua história, valorizem suas raízes e transformem esse legado em futuro”, destaca Luana.
Com programação gratuita entre os dias 6 e 8 de agosto, o 8º Rede Capoeira promove lançamentos, painéis, rodas de conversa, aulas de capoeira, apresentações culturais, além de uma Feira de Economia Criativa. O evento valoriza os saberes tradicionais e seus protagonistas, ampliando a discussão sobre o papel dessas manifestações na construção de uma sociedade mais justa e diversa.
Sobre Luana Génot – Luana Génot é uma das principais lideranças brasileiras na promoção da equidade racial. Fundadora e CEO do Instituto Identidades do Brasil (ID_BR), atua na articulação entre os setores público e privado para ampliar oportunidades e fortalecer políticas de inclusão em ambientes de trabalho, escolas e na sociedade. Ao longo da última década, o ID_BR impactou mais de 700 mil profissionais, 60 mil educadores e alcança cerca de 14 milhões de pessoas por ano por meio de campanhas e projetos voltados à equidade racial.
Reconhecida internacionalmente, Luana integra o Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável da Presidência da República e é Jovem Líder Global do Fórum Econômico Mundial, cargos pelos quais defende a justiça climática e o desenvolvimento responsável da IA como motor de crescimento econômico e progresso social. Também atua como conselheira de grandes empresas globais e, em 2022, recebeu o Prêmio de Direitos Humanos da Folha de São Paulo. Recentemente, lançou a plataforma de inteligência artificial Deb, voltada à promoção do diálogo sobre raça e ao apoio a organizações na construção de ambientes mais inclusivos.
SERVIÇO
VIII Rede Capoeira – Heróis Populares
Quando: 6 a 8 de agosto de 2026
Onde: Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM) – Av. Lafayete Coutinho, Comércio, Salvador
Painel: “Cultura Popular como Ferramenta de Enfrentamento ao Racismo Estrutural e Afirmação Identitária” – Com Luana Génot
Quando: 7 de agosto (sexta-feira) I 09:00
Cultura
15ª Feijhoada da Negra Jhô celebra a cultura afro-Brasileira
A 15ª edição da Feijhoada da Negra Jhôserá realizada no dia 6 de setembro de 2026 (domingo, véspera de feriado), a partir das 13h, no Largo Tereza Batista, no Pelourinho, em Salvador. Promovido pela ativista, cabeleireira e produtora cultural Negra Jhô, o evento reunirá gastronomia, música e manifestações da cultura afro-brasileira, com apresentações de Orísun, Banda Didá, O Pretinho, Libú do Reggae, além das participações de Juliana Ribeiro, Aloísio Menezes,Portela Açúcar e DJ Branco.
Consolidada como uma das celebrações mais tradicionais do calendário cultural de Salvador, a 15ª Feijhoada da Negra Jhôreafirma sua importância na valorização da identidade afro-brasileira, reunindo moradores, turistas e admiradores da cultura negra em uma programação que une gastronomia, música, dança e ancestralidade.
Um dos momentos mais aguardados é o tradicional cortejo que percorre as ruas do Pelourinho, saindo do Studio Negra Jhô. O desfile reúne bailarinos, percussionistas e manifestações culturais que reverenciam Exu e destacam a riqueza das tradições de matriz africana, fortalecendo o compromisso do evento com a preservação e a difusão da cultura afro-baiana.
Além da tradicional feijoada, o público poderá acompanhar uma programação musical diversificada, com shows que transitam entre o samba-reggae, o reggae e a música afro, transformando o Largo Tereza Batista em um espaço de celebração, resistência e encontro entre diferentes gerações. As camisas individuais, que dão acesso ao evento, custam R$ 100 e já estão à venda.
Serviço
O quê:15ª Feijhoada da Negra Jhô
Quando: 6 de setembro de 2026 (domingo – véspera de feriado), às 13h
Onde: Largo Tereza Batista
Endereço: R. Gregório de Matos, 6 – Centro Histórico, Salvador – BA, 40026-010
Atrações: Orísun, Banda Didá, O Pretinho, Libú do Reggae, Juliana Ribeiro, Aloísio Menezes, Portela Açúcar e DJ Branco
Ingresso/Camisa: R$ 100,00
Informações: (71) 99150-3662
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