Formação
AfroBusiness Comunicação debaterá protagonismo negro no setor
Um encontro voltado ao fortalecimento do protagonismo negro no setor da comunicação.Assim será o AfroBusiness Comunicação, que entre os dias 16 e 18 de junho reunirá profissionais, estudantes, empreendedores, gestores, pesquisadores e lideranças de diversas regiões do país para discutir caminhos mais inclusivos, inovadores e antirracistas para a comunicação brasileira. As inscrições são gratuitas no Sympla.
Entre os participantes confirmados estão Juliana Jozzolino, André Santana, Genilson Coutinho, Luciane Reis, Midiã Noelle, Jamile Menezes, Letícia Sotero, Tiago Banha, André Luzolo, Silvana Oliveira, Preto Zezé e Maíra Azevedo, profissionais e referências que vêm contribuindo para a construção de uma comunicação mais diversa, estratégica e representativa em diferentes áreas de atuação.
Além de fortalecer a presença de pessoas negras em posições de liderança e influência no setor, o encontro busca estimular novas conexões, fomentar parcerias e ampliar as oportunidades para empreendedores, comunicadores e agentes da economia criativa negra.
O evento reforça o papel da comunicação como ferramenta de transformação social, reconhecendo a importância da diversidade na produção de conteúdos, na gestão de marcas, na formulação de estratégias e na construção de uma sociedade mais democrática e inclusiva.
AfroBusiness Comunicação é idealizado pela Associação Folia Africana, Zumbi Comunicação e Umbu Comunicação & Cultura; e conta com o apoio do Governo do Estado da Bahia, por meio da Fundação Pedro Calmon. O evento tem ainda apoio de mídia do Portal Soteropreta, Rádio Nova Brasil Salvador, Imagem Digital Out of Home, Rádio Salvador FM e Portal Umbu. O projeto conta com patrocínio da Caixa e Governo do Brasil.
SERVIÇO
O quê: AfroBusiness Comunicação
Quando: 16 a 18 de junho de 2026
Onde: Biblioteca Central do Estado da Bahia, Salvador (BA)
Quanto: Evento gratuito
Inscrições: disponíveis pela plataforma Sympla
Link de inscrição: Sympla
Formação
4ª edição do Opará Saberes tem foco na Educação Antimachista
A 4ª edição do projeto Opará Saberes retorna em 2026 com uma proposta ampliada. Além de enfrentar as barreiras estruturais que dificultam o acesso de mulheres à pós-graduação, promoverá uma educação antimachista como estratégia central de combate à violência de gênero e ao feminicídio.
A conferência de abertura, no dia 20 de maio, 18h, no auditório do PAF UFBA, em Ondina, será com o pesquisador Deivison Mendes Faustino, conhecido como Deivison Nkosi. Ele é doutor em Sociologia (UFSCAR) e autor de obras como “Frantz Fanon: um revolucionário, particularmente negro” (2018), “Frantz Fanon e as encruzilhadas: teoria, política e subjetividade” (2022); “O colonialismo digital: por uma crítica hacker-fanoniana” (2023) e outros.
As inscrições são gratuitas e poderão ser feitas, presencialmente, no local.
Idealizado por Carla Akotirene, doutora em Estudos Interdisciplinares de Gênero, Mulheres e Feminismo pela Universidade Federal da Bahia (PPGNEIM/UFBA), o projeto articula formação acadêmica, produção de conhecimento e intervenção social, em parceria com o PPGNEIM/UFBA, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB Bahia) e o Ministério Público da Bahia (MP-BA).
“Neste ano em que completa dez anos, o projeto retorna com o propósito de promover um amplo debate em torno de uma educação antimachista, ampliando ações também para a educação básica e para adolescentes e jovens sob risco de cooptação por discursos de ódio e pela chamada ‘cultura redpill’, além de atuar na formação de operadores do Direito para qualificar as intervenções com homens autores de violência”, afirma a pesquisadora.
Além da conferência de Deivison Nkosi, a formação 2026 do Opará Saberes oferecerá um ciclo de aulas até o dia 26 de maio, nas sedes da OAB Bahia e MP-BA, com a participação de dois pesquisadores voltados à relação entre masculinidade e violência e afetos afrocentrados: o jurista e doutor pelo PPGNEIM/UFBA Anderson Eduardo Carvalho de Oliveira e o filósofo Renato Noguera, doutor em Filosofia (UFRJ) e autor de obras como “ABC do Amor” (2025) e “Porque Amamos: o que os mitos e a filosofia têm a dizer sobre o amor” (2020).
Foco na Educação Antimachista e na Prevenção ao Feminicídio
Para Anderson Eduardo, a proposta atua em duas frentes fundamentais
”A educação antimachista que o Opará Saberes propõe envolve tanto a prevenção junto a adolescentes e jovens, especialmente aqueles expostos a discursos de ódio nas redes sociais, quanto a qualificação de operadores do sistema de justiça que atuam com a Lei Maria da Penha, com foco na responsabilização educativa de homens autores de violência”, explica o pesquisador, que é mestre e doutor pelo PPGNEIM/UFBA.
SERVIÇOS:
4ª edição do Opará Saberes: Educação Antimachista
Idealizado por Carla Akotirene – Parceria com a OAB Bahia, MP-BA e PPGNEIM/UFBA
Inscrições gratuitas no local
Certificado de Participação
Palestrantes:
– Deivison Nkosi – Prof. Dr. em Sociologia
Dia 20 de maio, 18h, no auditório do PAF Ondina na UFBA
– Renato Noguera – Prof. Dr. em Filosofia
Dia 23 de maio, 10h, auditório do Ministério Público da Bahia
Dia 26 de maio, 18h, auditório da Ordem dos Advogados da Bahia
– Anderson Eduardo – Prof. Dr. em Estudos de Gênero, Mulheres e Feminismo
Dia 25 de maio, 10h, no auditório do Ministério Público da Bahia
Dia 26 de maio, 18h, no Auditório da Ordem dos Advogados da Bahia
Endereços:
– Universidade Federal da Bahia, Av. Milton Santos, s/nº – Ondina, PAF (Pavilhão de Aulas de Ondina)
– Ministério Público da Bahia, Av. Joana Angélica, n. 1.312 – Nazaré, próximo à Academia de Letras da Bahia
– Ordem dos Advogados da Bahia, Rua Portão da Piedade, n. 16 – Piedade, próximo ao shopping Center Lapa
Formação
Afroeducadora Bia Barreto articula visita pedagógica à DECRIN
Professora de Educação Física e afroeducadora, Bia Barreto promoveu, junto à Escola Municipal da Cidade Nova, uma visita pedagógica à DECRIN/BA (Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa) como estratégia de enfrentamento ao racismo e fortalecimento de práticas educativas antirracistas nos anos iniciais do Ensino Fundamental.
A atividade integrou reflexões sobre cidadania, direitos humanos, pertencimento, respeito às diferenças e combate à intolerância religiosa, ampliando o entendimento de que a Educação Física Escolar também pode atuar como território de formação crítica, consciência social e transformação coletiva.
Durante a visita, estudantes tiveram contato com ações desenvolvidas pela DECRIN/BA no enfrentamento ao racismo e à violência motivada por discriminação religiosa, dialogando sobre proteção das infâncias, convivência democrática e valorização das culturas afro-brasileiras.
Para Bia Barreto, ações como essa contribuem para romper com perspectivas reducionistas da Educação Física, historicamente limitada apenas ao esporte e ao movimento corporal.
“A Educação Física também educa para a cidadania, para o respeito e para a leitura crítica do mundo. Quando levamos estudantes para espaços como a DECRIN, mostramos que corpo, território e educação caminham juntos na construção de uma sociedade mais justa”, destaca a professora.
A iniciativa dialoga diretamente com as Leis 10.639/03 e 11.645/08, que tornam obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira, africana e indígena nas escolas, fortalecendo práticas pedagógicas comprometidas com a equidade racial e a valorização das múltiplas identidades presentes no ambiente escolar.
A visita também reafirma a importância de experiências pedagógicas que ultrapassem os muros da escola, aproximando estudantes de instituições, debates sociais e espaços de construção coletiva do conhecimento.
Com atuação reconhecida na área da educação antirracista e criadora dos Afrobetos — materiais afrodidáticos voltados para alfabetização e fortalecimento identitário — Bia Barreto segue desenvolvendo projetos que articulam educação, ancestralidade, cultura e transformação social.
Cultura
Projeto Mãos no Tambor realiza workshop gratuito
Com o objetivo de resgatar memórias e fortalecer a continuidade das tradições do Candomblé por meio da prática, o Projeto Mãos no Tambor promove, no dia 16 de maio, às 9h30, a 4ª edição do Workshop Gratuito de Ritmos e Toques de Candomblé. A atividade será realizada no Terreiro Casa Branca e terá como foco os toques dos Orixás, com abordagem teórica e prática sobre suas funções, contextos de execução e a dinâmica dos atabaques.
A programação será iniciada com uma roda de conversa sobre “O papel da juventude de Candomblé na manutenção das tradições”. O encontro reúne os idealizadores Jean Chagas e Nego Kiri, além dos colaboradores Saimon Bispo, Jefferson Chagas, Diego Ferreira e Aynã Oliveira, com mediação da gestora do projeto, Laísa Gabriela.
O debate parte de experiências vivenciadas pelos participantes para destacar o papel estratégico das novas gerações na preservação das tradições, da oralidade e das práticas litúrgicas, reforçando o Candomblé como um sistema cultural dinâmico e em constante construção.
De acordo com Nego Kiri, ogan do Terreiro do Cobre, a iniciativa atua diretamente na valorização e continuidade dos saberes tradicionais.
“Hoje existe um olhar crítico sobre a juventude de axé. Nosso objetivo é demonstrar compromisso com a religião e compartilhar conhecimentos que garantam a preservação dos saberes ancestrais”, afirma.
O workshop propõe um ambiente de troca em que ritmo, escuta e oralidade são elementos centrais do processo de aprendizagem. A iniciativa busca ampliar o acesso de jovens, especialmente de comunidades periféricas, ao conhecimento sobre ancestralidade, utilizando a musicalidade como eixo de conexão e fortalecimento identitário.
Para Jean Chagas, ogan do Terreiro Casa Branca, a proposta também responde a uma lacuna histórica de acesso ao conhecimento tradicional.
“Nos terreiros, nem sempre é possível registrar ou compartilhar determinados rituais. Por isso, criamos esse espaço de troca, entendendo que o conhecimento precisa circular”, explica.
As vagas são limitadas a 25 participantes. As inscrições devem ser realizadas por meio de formulário online, e a seleção levará em conta a capacidade do espaço. Ao final da atividade, será emitido certificado para os participantes.
Serviço
Evento: 4º Workshop Gratuito de Ritmos e Toques de Candomblé
Data: 16 de maio
Horário: 9h30
Local: Terreiro Casa Branca
Inscrições: Formulário online (clique aqui)
Vagas: 25 participantes
Certificação: Sim
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