Criada nova ferramenta de comunicação independente a serviço da luta antiracista


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PODER PARA O POVO PRETO. Essas quatro palavras são velhas conhecidas, principalmente pela cultura Hip Hop, que reduziu a frase para o termo 4P, termo esse que intitulou uma nova ferramenta de comunicação independente a serviço da luta antiracista: Portal 4P.

O espaço 4P é uma plataforma que se reivindica como um veículo de comunicação periférico, contra-hegemônico e de construção popular, para distribuição de informações, conteúdos e ideias emancipatórias, anti-racistas, periféricas, feministas e pró-feministas e anti-LGBTfóbicas.

O 4P é uma plataforma multimidia formulada para apresentar novos pontos de vista sobre a política nacional e internacional diferente dos ângulos jornalísticos tradicionais.

Essa nova proposta de comunicação aponta novos rumos baseados nos olhares dos que representam a maioria do Brasil: o do povo negro e periférico.

Mais informações no vídeo:

Documentário ‘Sementes: Mulheres Negras na Política’ arrecada pela plataforma Benfeitoria


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Para viabilizar a realização do documentário Sementes: Mulheres Negras na Política, a fim de dar continuidade às gravações e custear a produção, 100% independente, as idealizadoras estão arrecadando através do financiamento coletivo na plataforma Benfeitoria. A meta é alcançar R$65 mil. Seis mulheres com histórias políticas, militâncias, partidos e pontos de vista distintos que juntas mostram a diversidade enriquecedora das mulheres negras na política brasileira. “Somos muitas e somos diversas”.

O longa-documentário SEMENTES nasce do desejo de contar como a barbárie da morte de Marielle Franco se transformou no maior levante político conduzido por mulheres negras que esse país já viu. O filme acompanha desde Junho de 2018 as candidaturas a deputada estadual e federal de seis mulheres no Rio de Janeiro: Jaqueline De Jesus, Mônica Francisco, Renata Souza, Rose Cipriano, Tainá de Paula e Talíria Petrone.

No Brasil, a sub-representação feminina na política assusta: menos de 10% das cadeiras existentes na Câmara dos Deputados são ocupadas por mulheres e no caso de mulheres negras este número é ainda menor. Nas últimas eleições houve um aumento de mais de 151% no número de candidaturas de mulheres negras no país. Apesar de uma eleição marcada pelo avanço da extrema direita, o movimento de mulheres negras e periféricas na política institucional marca também um contraponto ao conservadorismo e extremismo vigentes. Colaborar com a realização do documentário Sementes é incentivar que essa história de resistência seja contada e amplificada. E que outros caminhos para a democracia brasileira sejam vislumbrados como possíveis.

O Brasil está em 155º lugar em participação feminina no Poder Legislativo, segundo lista atualizada em Junho de 2018 da União Parlamentar (UIP). Com este índice, amarga o posto de país com menor representação parlamentar feminina na América do Sul. Apenas 4,5% das mulheres estão presentes no alto escalão da política institucional brasileira enquanto elas representam mais da metade dos eleitores brasileiros. Apesar de ainda pequeno o número de mulheres negras ocupando cadeiras na política institucional, esse movimento é um indicador da mudança que as sementes de Marielle vão construindo, lentamente, com firmeza e afeto.

Uma parceria com a Taturana Mobilização Social foi construída para levar o filme para as escolas públicas, institutos federais, coletivos de jovens negras, associação de moradores, bibliotecas populares, para o bairro, para a rua.  A distribuição de impacto social busca justamente aproximar o filme e seu tema de jovens negras que vivem em periferias brasileiras. Exibições com debates com a presença das candidatas e deputadas que fazem parte do filme, eventos no bairro que combinem a exibição do documentário com outras atrações culturais locais, são ações pensadas e planejadas para a distribuição do Sementes.

Ajude a alcançarem a meta. Clique aqui

Mart’nália canta Vinícius de Moraes no Teatro Castro Alves


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A cantora carioca, Mart’nália, apresenta seu show Mart’nália canta Vinícius de Moraes,  dia 18 de maio (sábado), às 21h, no Teatro Castro Alves, em homenagem ao cantor, compositor e poeta. Amparada nos arranjos sempre elegantes de Celso Fonseca em parceria com o saudosíssimo Arthur Maia, a voz há um tempo rasgada e suave de Mart’nália, pé do nosso samba, traduz o amor pelas mulheres, a compaixão pelos desfavorecidos, a impaciência com os medíocres, tudo o que é motivação para os versos sempre tão bem construídos de Vinicius, numa linguagem íntima porém desacorrentada.

Os arranjos estilizados no gosto do pop moderno pós-bossa nova, pós tropicalismo, pós clube da esquina e pós rock dos 80 são menos um ninho onde a voz se aconchega do que uma bela touceira de onde salta um bicho arisco. Vinicius, que não era cantor, abre o repertório saudando e sendo saudado no “Samba da Bênção”, expondo o método. Mart’nália pega a chama, responde, e mantém a cabeça do bicho fora da moita. Quando, em “Insensatez”, Carla Bruni contribui com um canto cultamente bossanovístico, há uma unidade formal que sublinha a beleza da canção e se encaixa na folhagem leve da touceira.
É canto excelente e comovedor. O que faz ressaltar o que há de molecagem, soltura, Vinicius em Mart’nália, quando esta volta a assumir o tema. “Tonga da Mironga”, “Maria vai com as outras”, “Um pouco mais de consideração” têm isso de modo óbvio. Em “Minha namorada”, “Sabe você” ou “Você e eu”, a malandragem envolve-se, sutil, no romantismo, no protesto, na obstinação.
Em tudo, Mart’nália traz um Vinicius vivo, arranhado apesar da lisura – e sempre feliz nos lamentos. O Rio, mais uma vez, agradece a ela – e o Brasil, uma vez mais, agradece ao Rio Mart’nália Vinicius de Janeiro. Daqui da Bahia, minha gratidão enorme se estende à presença da minha terra na formação da poesia/música de Vinicius, tão comovedoramente representada pela declamação do Soneto do Corifeu por minha irmã Maria Bethânia e pela entrada de meu amadíssimo (quando éramos novinhos eu o chamava de “meu noivo”) Toquinho, na inesquecível composição que ele fez junto ao poeta sobre lugar sagrado de Salvador. O que quase me dá o direito de concluir com Bahia este texto sobre obra tão carioca. Mas Rio. E também posso chorar com a voz de Martina por toda a minha vida. Rio de novo.

Os ingressos já estão à venda na bilheteria do Teatro Castro Alves, nos SACs do Shopping Barra e do Shopping Bela Vista, ou no site do Ingresso Rápido. Os ingressos variam de R$40 a R$140.

Serviço:

Mart’nália canta Vinícius de Moraes

Dia: 18 de maio (sábado)

Início: 21h

Local: Teatro Castro Alves

Quanto:

R$ 140 (inteira) e R$ 70 (meia), das filas A a W

R$ 110 (inteira) e R$ 55 (meia), das filas X a Z8

R$ 80 (inteira) e R$ 40 (meia), das filas Z9 a Z11

Classificação indicativa: livre

‘Contos de Azeviche’ aborda literatura afro-brasileira em espetáculo teatral


Foto: Heraldo de Deus

Inspirado em narrativas da literatura afro-brasileira e resultado de intensa pesquisa sobre mitologia africana, teatro negro, música e ritmos afro-brasileiros, o espetáculo Contos de Azeviche estreia no dia 17 de maio (sexta-feira), no Auditório Milton Santos do Centro de Estudos Afro-Orientais (CEAO/Ufba), no Dois de Julho, em Salvador. A encenação é do diretor Érico JosÉ, professor da Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia (Ufba).

Foto: Heraldo de Deus

O elenco é formado por Juliete Nascimento, Lailane Dorea, Matheus Cardoso e Victor Edvani, atores e pesquisadores, que também fazem parte da Escola de Teatro da Ufba. A produção e co-encenação é de Ana Paula Carneiro, e a direção musical é de Emile Lapa e Nathalyne Santos, que criaram canções originais a serem executadas ao vivo durante o espetáculo.

Contos de Azeviche fica em cartaz nos dias 17, 18, 24, 25 e 31/05 e 1º/06 (sextas e sábados), às 19h30, na capital baiana, e nos dias 07 e 08 de junho, segue para o Cine Teatro Cachoeirano, em Cachoeira. Todas as apresentações serão gratuitas, com debates ao final de cada sessão.

Contemplado pelos editais ProCeao Ufba 1/2017 e PibiArtes 2017/2018, o projeto proporcionou que toda a equipe aprofundasse uma pesquisa sobre as heranças africanas para a arte e a cultura brasileiras. “Além de levar os resultados das práticas e pesquisas da universidade para fora dos muros da Escola de Teatro da UFBA, o espetáculo contribui para a visibilidade e valorização das culturas africanas e afro-brasileiras”, pontua Érico JosÉ, que já dirigiu espetáculos como “A Hora da Estrela”, “Morte e Vida Severina” e “Trançados de Memória de uma Atriz-Brincante”, entre outros.

Foto: Heraldo de Deus

Desde setembro de 2018, elenco e diretores adentraram no universo da cultura negra, pesquisando sobre temáticas como o candomblé e a mitologia dos orixás, ritmos como o Jongo e toda a riqueza da performance africana que agora ganham a cena por meio do espetáculo Contos de Azeviche. O projeto inclui ainda apresentação em um terreiro de candomblé e uma biblioteca comunitária.

SERVIÇO:
Contos de Azeviche
Quando: Dias 17, 18, 24, 25 e 31/05 e 1º/06 (sextas e sábados), 19h30
no Auditório Milton Santos do CEAO/Ufba, Praça Gen. Inocêncio Galvão, 42, Dois de Julho, Centro de Salvador
Dias 07 e 08 de junho, (sexta e sábado), 19h30 no Cine Teatro Cachoeirano, Praça Teixeira de Freitas, 6, Cachoeira.
Todas as apresentações serão gratuitas

Ficha Técnica

Encenação, adaptação de texto, preparação corporal, e iluminação: Érico JosÉ
Co-encenação, Produção, análise de texto: Ana Paula Carneiro
Contos de Raul Longo, Eliane Brum e Reginaldo Prandi
Direção Musical, composições inéditas e musicistas: Emillie Lapa e Natalyne Santos
Elenco: Juliette Nascimento, Lailane Dorea, Matheus Cardoso e Victor Edvani
Programação Visual: Heraldo de Deus
Operação de luz: Telma Gualberto
Assessoria de Imprensa: André Luís Santana
Figurino: Ana Paula Carneiro e Érico JosÉ
Costureira: Sarai Reis
Maquiagem: Lailane Dórea
Adereços: Gael Lira e Ana Paula Carneiro
Fotografia: Heraldo de Deus e Diney Araújo

Músicas
Músicas de Jongo
Mestre Jefinho do Tamandaré e Amendoim.
Aie Ntooto Nilé
Sérgio Souto

Sarau da Onça lança seu terceiro livro


Foto: Ray Alcides

O Sarau da Onça lançou seu terceiro livro: “O Diferencial da Favela: Dos Contos às Poesias de Quebrada” no Centro de Pastoral Afro Padre Heitor (CENPAH), em Sussuarana. O lançamento fez parte da comemoração de 8 anos do Sarau, que foi criado para transformar a vida de jovens da periferia de Salvador.

A nova edição do livro do Sarau da onça, que foi viabilizado pelo edital “Arte Todo dia Ano IV” da Prefeitura de Salvador, traz escritores e poetas que expressaram a sua “escrevivência” através de poesias e contos. Sendo que, o objetivo principal é revelar para o mundo que nas favelas existem escritores talentosos que merecem uma chance.

O novo livro do Sarau da Onça tem a capa ilustrada por Zezé Olukemi, orelha feita por ninguém menos do que Jamile Menezes, jornalista idealizadora do Portal Soteropreta, e o prefácio da Prof.ª Doutora Luciana Moreno. Além de ser, publicado pela Editora Galinha Pulando.

Para Sandro Sussuarana, escritor, poeta, educador e um dos idealizadores do Sarau, a publicação de 3 livros é uma conquista. “Esse lançamento é mais uma prova do quanto somos capazes de tornar nossos sonhos realidades, mesmo que tudo a sua volta tente te mostrar o contrário”, afirmou o poeta.

O que é o Sarau da Onça?
Prestes a completar 8 anos, o Sarau foi criado por jovens resolveram mudar a realidade que estigmatizava as periferias da cidade. O bairro de Sussuarana ganhava, naquele dia 7 de maio, uma importante iniciativa que o revelaria celeiro cultural, com artes vibrantes e participativas.

O Sarau da Onça, que ocorre 2 vezes no mês, reúne uma juventude antenada e combativa que dão seu recado dito “marginal”, “visceral” e “periférico” através das rimas. A resistência poética do Sarau da Onça é baseada nas experiências sociais destes jovens e como eles se relacionam com a cidade, com o sistema.

Jorge Washington apresenta ‘Culinária Musical’ em edição especial de Dia das Mães



Foto: Jonas Santana

Música, boa comida e muita alegria. Essa é a proposta do projeto idealizado pelo Afrochef, Jorge Washington, em edição especial de Dia das Mães. Neste domingo (12), o Culinária Musical acontece a partir das 12h, dedicado às geradoras da vida. A Casa do Benin receberá o som do grupo Quinteto e as participações dos cantores Adelmo Casé e Dom Chicla e da cantora Alana Muinhos, além de desfile da grife Nêga Negona, com a oportunidade das mamães presentes estrearem na passarela.

Na cozinha cheia de afetos, Jorge Washington preparará uma deliciosa feijoada, confirmando que aprendeu bem os ensinamentos recebidos na cozinha de Dona Georgina Rodrigues da Silva, sua mãe. Ainda como opções gastronômicas serão oferecidos abarás e um caprichado Arrumadinho de carne de fumeiro.

Atrações – O grupo Quinteto surgiu com o Culinária Musical, há dois anos, quando o projeto acontecia no bairro do Garcia, reduto da família de Jorge Washington. Privilegiando o melhor do samba brasileiro, o grupo Quinteto é formado por Flavinho Sacramento (cavaquinho e voz), Ricardo Negrão (surdo e voz), Neném Madeira (tantan e voz), Chimby (reco-reco e voz) e Quinto (violão e voz).

No Dia dedicado às mães, o grupo Quinteto dará a base para a performance musical de Adelmo Casé, Dom Chicla e Alana Muinhos, convidados especiais. Conhecido do grande público pelos vocais das bandas Negra Cor e Funk Machine, Adelmo Casé levará sua mistura de funk, soul e outros gêneros da black music; Reggaeman que passeia por diversos ritmos negros, Dom Chicla tem composições de sucessos já gravadas por artistas como Gilberto Gil, Ivete Sangalo, Xanddy do Harmonia e Saulo.

Já Alana Muinhos, além de projetos individuais de samba e gêneros populares, é a voz que comanda as apresentações da banda Gagabirô, que faz uma mistura atraente de música brasileira, toques afros e poesias. O projeto Culinária Musical já completou dois anos de sucesso, atraindo cada vez mais pessoas para as tardes de domingo regadas à boa gastronomia, música dos mais variados gêneros, performances artísticas e a alegria e acolhimento de Jorge Washington, ator e diretor de teatro e produtor cultural de Salvador.

Sempre com convidados especiais, o Culinária Musical já proporcionou ao público grandes momentos com artistas como Lazzo Matumbi, Alexandre Leão, Roberto Mendes, Magary Lord, Carlos Barros, Seu Verciah, Célia França, Denise Correia, Dão, Firmino de Itapuã, Gerônimo, Mário Ulloa, Jack Elesbão, Lívia Natália, Nelson Maca, Nildinha Fonseca, Zé Ricardo, o grupo Olodum, entre outros.

SERVIÇO:

CULINÁRIA MUSICAL ESPECIAL DIA DAS MÃES

Com o Grupo Quinteto. Convidados: Adelmo Casé, Dom Chicla e Alana Muinhos

Cardápio do dia: Feijoada (prato principal) além de abará e Arrumadinho de Carne de Fumeiro, preparados pelo afrochef Jorge Washington

Quando: 12 de maio de 2019 (domingo), das 12h às 17h30

Onde: Casa do Benin, Rua Padre Agostinho Gomes, 17, Pelourinho

Quanto: Entrada R$20 (em espécie) e prato R$30 (o local aceita cartão de débito e crédito)