Próxima edição do BATEKOO acontece neste sábado (01)


Batekoo
Foto: Divulgação
Uma das festas mais badaladas de Salvador terá sua próxima edição realizada neste sábado (01). O BATEKOO $$A promete agitar a partir das 23h, no Club Bahnhof, no Rio Vermelho, com a proposta de ser uma festa democrática, livre de preconceitos, e que una os ritmos negros pra todo mundo se divertir muito e descer até o chão. No line up, nomes como Tia Carol; LaBeija; Adrielle Coutinho e Bruxa Braba.  
O BATEKOO é uma plataforma de entretenimento, cultura e informação com foco na juventude urbana, negra e LGBT+
Para nomes na lista, interessados devem enviar nome e sobrenome no mural do evento no facebook até as 12 horas do dia do mesmo. Aniversariantes do mês de junho com nome na lista não pagam. Sujeito a lotação da casa. A classificação é de maiores de 18 anos e conta com o apoio da Budweiser.

Os valores variam:

R$10 com nome na lista até 00h
R$15 com nome na lista após 00h
R$20 sem nome na lista a noite toda/após 1h
Os ingressos antecipados podem ser adquiridos aqui

Margareth Menezes e Carlinhos Brown participam do livro DIVERSOS


Foto: Divulgação

Será lançado no dia 4 de junho (terça-feira), com acesso online gratuito a partir desta data, o livro fotográfico e de pesquisa Diversos, cujo resultado é um garimpo de 31 brasileiros ou radicados no país que se destacam nos seus fazeres artísticos. Entre eles estão Margareth Menezes, Carlinhos Brown, Roberto Leal e a cineasta Beatriz Seigner. Participam também figuras protagonistas nas lutas pela igualdade, como Bela Gregório, do Grupo Efêmera; o escritor André Fischer, criador do MixBrasil; a atriz Maitê Shneider, que luta pela inclusão de pessoas trans no mercado de trabalho, e o grafiteiro Thiago Mundano que, com sua arte, vem tirando os catadores de lixo reciclável da invisibilidade.

Do jovem bailarino de São Paulo ao lendário cordelista de Pernambuco, do cantor e compositor pop de Salvador à atriz transgênero de Curitiba, foram dezenas de horas de entrevistas e milhares de quilômetros percorridos, resultando na construção do mosaico de variedade étnica, religiosa, física, geracional e de gênero presente no livro.

Iniciativa da Rede Educare e realizado com patrocínio de Novelis, líder mundial em laminados e reciclagem de alumínio via Lei de Incentivo à Cultura da Secretaria Especial da Cultura, a obra se apropria de uma narrativa que tem como fio condutor a valorização das diferenças como argamassa para a construção de uma sociedade produtiva e pacífica. A publicação chega imbuída do desejo de mostrar que a diversidade é a potência de um povo, e que o Brasil nesse quesito tem uma voz de eco mundial.

Para o jornalista responsável pelo roteiro e produção de textos, Jeferson Souza, Diversos transcende a ideia de ser só um livro e funciona como um posicionamento. “O critério principal para se chegar ao conjunto de personagens foi a empatia e o entusiasmo pela causa. O interessante é que, em alguns casos, existe o cruzamento de diversidades, como o espanhol que é idoso, o negro que também é gay”, comenta.

A classificação dos capítulos revela a preocupação dos realizadores em abarcar todas as nuances do tema. Os entrevistados agrupam-se nas divisões: De todos os gêneros; De todas as cores e sonhos; Nós somos assim; De todas as crenças; e Tempo de Criar. O acesso à publicação também considera as diferenças. A distribuição dos exemplares impressos será destinada a ONGs e universidades com 30 unidades em braile. No dia do lançamento, haverá tradução das apresentações em Libras (Língua Brasileira de Sinais).

Foto: Stephan Schmeling

“A fotografia e a narrativa das histórias de vidas de cada personagem do livro nos convidam a repensar e respeitar as garantias de Direitos presentes na Constituição Brasileira. Com essa pluralidade humana, Diversos mostra o vivo retrato de um país que é rico porque é diverso e onde as diferenças fazem com que sejamos todos iguais. É a nossa contribuição para pavimentar um futuro de tolerância, inclusão e diálogo”, comenta a diretora da Rede Educare, Kátia Brasileiro, que assina a organização e coordenação da publicação.

Para o escritor André Fischer, um dos personagens entrevistados, o mosaico de diversidades presente no livro mostra a cara do país. “Na verdade, os diversos são a maioria, o Brasil é feito por essa diversidade, então mais do que nunca é preciso marcar posição”, diz ele.

O presidente da Novelis América do Sul, Tadeu Nardocci, realça que apoiar iniciativas que contribuam para a reflexão e evolução da sociedade é parte dos compromissos da Novelis na busca de um país mais justo e inclusivo. “O nosso papel é contribuir para práticas de diversidade e inclusão, dentro e fora da empresa e, nesse sentido, o Diversos demonstra na prática como o talento independe de cor, raça, sexo, idade ou qualquer outra forma de discriminação”, afirma.

Foto: Fernando Martinho

A artista plástica e performer Talitha Rossi, presente no capítulo “Tempo de Criar”, vai além e analisa o respeito à diferenças como condição necessária para a libertação individual. “A pluralidade humana nos ensina a direcionar o olhar para o outro e esse exercício é um espelho, pois quando enxergamos e entendemos o nosso entorno, nos conectamos com nós mesmos. Daí nasce uma possibilidade de reconfiguração de valores para abrir um espaço de troca universal, onde o amor é o valor maior, afinal o lugar de origem de todos é o mesmo, somos um”, conclui.

O lançamento do livro Diversos no Brasil ainda prevê uma programação de palestras em três cidades, São Paulo (SP), Pindamonhangaba (SP) e Salvador (BA), com datas a serem definidas.

Dia Mundial da Diversidade Cultural – A divulgação do lançamento de Diversos começa no mês em que se comemora o Dia Mundial da Diversidade Cultural para o Diálogo e o Desenvolvimento, em 21 de maio. Este dia foi proclamado pela Assembleia Geral da ONU em 2002, em comemoração da aprovação em 2001 da Declaração Universal da UNESCO sobre a Diversidade Cultural. A declaração da UNESCO estipula que a diversidade cultural é um patrimônio comum da humanidade.

O objetivo desta data é cultivar a compreensão da riqueza e importância da diversidade cultural, assim como incentivar o respeito pelo outro. Conhecer melhor as diferenças entre os povos permite obter uma maior compreensão das vicissitudes, assim como cimentar uma maior união. Neste dia, realizam-se atividades em vários países do mundo para celebrar a diversidade cultural.

 

SERVIÇO:

Lançamento DIVERSOS

Data: 4 de junho (terça-feira)

Horário: 19h

Acesso online – Site: https://diversos.art.br

Instagram: @livrodiversos

5ª edição do MinaTudo apoia artivistas selecionadas para evento na Cidade do México


Foto: Divulgação

A 5ª edição do lesbofeminista MinaTudo apoia as artivistas Alexandra Martins, Maria Tuti Luisão, Roberta Nascimento e Talitha Andrade, selecionadas para um evento de Arte e Política que acontecerá na Cidade do México, no mês de junho de 2019. No dia 31 de maio, a partir das 18 horas na Casa Charriot, artistas diversas de várias linguagens, desde audiovisual a performance, som, poesia, discotecagem, comida vegana, flash tattoo, brechó, lambes e cartazes irão se unir na potência transformadora do encontro para somar com as artisvistas para aprofundar redes de solidariedade sapatão e dissidentes.

As quatro artistas lésbicas, feministas e residentes em Salvador foram selecionadas para participar do encontro O mundo às avessas: Humor, ruído e performance, em sua 11ª edição promovida pelo Instituto Hemisférico de Performance e Política da New York University, que acontecerá na Cidade do México. Como o festival não conta com auxílio financeiro, elas pedem ajuda para a compra das passagens aéreas através de financiamento coletivo.

SERVIÇO

Quando: 31 de Maio
Horário: A partir das 18h
Onde: Casa Charriot – Rua Conselheiro Lafaiete, 05, Comércio (acesso pelo plano inclinado do Terreiro de Jesus)
Quanto: R$10,00

Mais informações e programação completa no insta

Faça a sua contribuição aqui

Confira o vídeo:

II Mostra Itinerante de Cinemas Negros Mahomed Bamba arrecada através de financiamento coletivo


Foto: Divulgação

A II Mostra Itinerante de Cinemas Negros – Mahomed Bamba (MIMB) está em campanha de financiamento coletivo através da plataforma Kickante para a realização da 2ª edição do festival. Através do financiamento será possível arcar com os custos tais como transporte, passagens, alimentação e outros custos de produção. O grupo de realizadoras conseguiram organizar a primeira edição de forma independente e colaborativa.

A proposta da mostra visa dialogar sobre cinema em bairros populares e  periféricos de Salvador, levando obras produzidas por cineastas negros e negras do Brasil e de países da diáspora, proporcionando ao público contato também com produções internacionais.

A primeira meta é de pouco mais de R$ 10 mil, que cobrirão custos mínimos como equipamentos, custos para realização da mostra nos bairros, oficinas,  da estruturação e demais despesas para a realização do festival, além de serem oferecidas brindes da própria mostra para quem doar. A Mostra acontecerá entre os dias 14 e 18 de agosto de 2019. Ao todo serão exibidos 50 filmes, trazendo narrativas que abordem questões de gênero, raça, sexualidade, subjetividades, oralidade e memórias de resistência do povo preto, fortalecendo, valorizando e disseminando conteúdos produzidos por realizadorxs negrxs.

Contribua pelo link

IV Edição dos Diálogos Jornada do Ser convida Rita Batista para falar de beleza e auto estima


Foto: Marcel Suzart

A IV Edição dos Diálogos Jornada do Ser terá como tema CORPO E AUTOESTIMA: Quem Define Minha Beleza? Assuntos como Gordofobia, Bulimia, Anorexia e Vigorexia serão abordados, sob a perspectiva de que podem ser frutos de um tipo silencioso, complexo e muito perverso de violência. Muitas pessoas, homens e mulheres sofrem por não terem o corpo ideal, por não mostrarem ao mundo a imagem ideal que o mundo quer que mostrem. Mas quem constrói esse ideal? E esse ideal é ideal para quem?

Há no mundo uma violência pouco percebida: o encaixotamento da estética em parâmetros rígidos em função de filtros sócio-culturais. Promovem-se dessa forma muitas doenças do corpo e da alma, e isso representa sofrimento para quem aceita tais imposições. É proposto que podemos colaborar com o desenvolvimento de uma cultura de autoestima, de respeito ao outro e de sensibilização para a diversidade.

Há muitas belezas. Há muitos modos de se encontrar felicidade e bem estar. Há 7 bilhões de seres humanos no coletivo que chamamos de humanidade, que pensam, sentem e vivem de formas diferentes e também têm formas corporais diferentes. 

Para o bate-papo, personalidades foram convidadas para relatar seu ponto de vista. Além das exposições dos palestrantes, haverá debate e momento de perguntas e respostas com a audiência. Confira os convidados:

Kau Mascarenhas: Palestrante, consultor e escritor, tem formações em PNL e Coaching. Autor do livro “Mudando para Melhor”, sócio diretor do Pro-Ser.

Rita Batista: Mulher negra, comunicadora com 15 anos de experiência em radio e TV, ativista anti racismo e anti toda e qualquer forma de intolerância.

Daniel Cady: Nutricionista, especializado em nutrição de atletas e em nutrição especializada, criador da Cadyway, palestrante e consultor.

Aila Menezes: Cantora, compositora, digital influencer, ativista pela autoestima da mulher e do conceito body positive que questiona padrões estéticos vigentes.

 

SERVIÇO

Quando: 30/05, quinta-feira às 19h.

Local: Teatro Eva Herz, Livraria Cultura do Salvador Shopping, Salvador – BA.

Investimento: R$ 50,00 inteira / R$ 25,00 meia (estudantes, idosos e professores).

Ingressos à venda no Sympla

Mais informações: (71) 3347-3939 / 98835-9090

#quemdefineminhabeleza

 

 

Curso ‘Lições de língua Iorubá-Nagô para iniciantes’ acontece no IGHB


Foto: Divulgação

Com o objetivo de proporcionar uma introdução a léxica e a sintática da Língua Iorubá-Nagô, o Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB) promove para o público em geral, o curso Awọn ẹ̀kọ́ èdè Yorùbá-Ànàgó fúnalákọbẹ̀rè, Apakìíní / Lições de língua Iorubá-Nagô para iniciantes. A língua Iorubá-Nagô é oriunda da família linguística Nigero-Congolesa ainda falada por cerca de 35 milhões de pessoas na Costa Ocidental da África e nas Américas, inclusive no Brasil.

A realidade caracterizada pela aparente prática corporal, meramente atávica ou “onomatopaica” e “folclórica” não corresponde a verdade. A língua Iorubá-Nagô já foi uma língua franca falada pelos povos nagôs e seus descendentes nas ruas da cidade de Salvador nos tempos do Brasil colônia, alcançando essa prática de comunicação, os dias a primeira metade do século XX.

O Minicurso será desenvolvido em 5 (cinco) encontros/aulas divididos em módulos de 4 (quatro) horas de duração cada, perfazendo um total de 20 (vinte) horas. Como objetivos específicos estão:

Conversação regular do dia-a-dia em língua Iorubá-Nagô e abordagem de aspectos culturais comum ao povos Iorubá na Nigéria e na diáspora africana;

A estrutura da língua nos seus processos fundamentais de comunicação (pronomes, verbos, preposições, etc)

A língua falada no dia a dia como instrumento de interação sócia e cultural entre os indivíduos.

Confira o conteúdo:

22 a 26 de julho de 2019, das 14h às 18h
22 – ABD,oAlfabeto Iorubá Yorùbá
23 – Ìkíni tabi kiki/A importância da saudação
24 – Àwọn ọ̀rọ̀ tí a fi dípò orúkọ/Pronomes regulares e enfáticos
25 – Òdi ni èdè Yorùbá/Negação em Iorubá
26 – Yoruba Ye mi/Eu enetendo o Iorubá
Sobre o facilitador
Adelson Silva de Brito é Mestre em Saúde, Ambiente e Trabalho pelo Programa de Pós-Graduação em Saúde, Ambiente e Trabalho (PPGSAT) da Faculdade de Medicina da Bahia (FAMEB) da Universidade Federal da Bahia (UFBA), (2013). É Professor de Língua e Cultura Iorubá na Casa da Nigéria, uma Instituição Cultural mantida pela Embaixada da Nigéria no Brasil, em Salvador.
Atualmente, as suas funções religiosas na Tradição de Matriz Africana Jeje-Nagô, no cargo de Mawó (Ministro de Grande Confiança e Embaixador entre as Culturas Jeje e Nagô) tem se tornado o foco da sua atuação. As pesquisas sobre os Rituais da Liturgia Jeje, estão conduzindo o seu projeto de doutorado para a área da Antropologia e da Etnografia da Cultura Religiosa Jeje na Bahia.

 

SERVIÇO:
Awọn ẹ̀kọ́ èdè Yorùbá-Ànàgó fúnalákọbẹ̀rè, Apakìíní
Lições de língua Iorubá-Nagô para iniciantes – Primeira Parte
22 a 26 de julho de 2019, das 14h às 18h
Local: INSTITUTO GEOGRÁFICO E HISTÓRICO DA BAHIA
Avenida Joana Angélica, 43 – Piedade
71 3329 4463

Moçambique ainda precisa de ajuda!


Foto: Gerson Brandão

Moçambique, oficialmente designado como República de Moçambique, é um país localizado no sudeste do Continente Africano, banhado pelo Oceano Índico a leste e que faz fronteira com a Tanzânia ao norte; Malawi e Zâmbia a noroeste; Zimbabwe a oeste e Suazilândia e África do Sul a sudoeste. No dia 14 de março, Moçambique conheceu o impacto devastador do maior ciclone que jamais havia se formado no hemisfério sul. O ciclone “Idai” devastou a cidade portuária da Beira, a segunda maior cidade do país e arredores.

Nos dias seguintes, as cheias dos rios da região central quase varreram as casas e prédios públicos que ainda estavam de pé, causando inundações massivas e deixando comunidades inteiras submergidas, em algumas partes sob 10 metros de água! Felizmente, uma importante rede de solidariedade se formou para ajudar as pessoas que tiveram suas vidas afetadas por esse desastre, uma conscientização particularmente importante onde mais de 14 países, incluindo o Brasil, e cinco países da África, se mobilizaram para apoiar os esforços de ajuda. Assim, suprimentos de socorro foram trazidos de todo o mundo.

Entretanto, poucas semanas depois, na noite do dia 25 de abril, mais um ciclone voltou a atingir o país – algo sem precedentes, dois ciclones em uma mesma época, mesmo para uma região do mundo que infelizmente, não é estranha às catástrofes. Dessa vez foi o norte de Moçambique a ser impactado, e não com menos intensidade pois “Kenneth” tornou-se então o ciclone mais forte a atingir o continente africano, com rajadas de vento de até 220km /h.

Apesar de tudo, a eficiência da resposta liderada pelo governo pode ser medida e sentida em várias áreas também graças à generosidade das pessoas que doaram, sobretudo no momento em que o plano de resposta humanitária da ONU, que busca recursos para suprir as necessidades mais básicas criadas por essa situação de emergência, ainda não recebeu os fundos previstos e, nos primeiros dias do mês de maio, estava financiado em apenas 29.7%.

Dessa forma, para que as conquistas até agora alcançadas na resposta sejam duradouras, mais recursos ainda são necessários, assim como as pessoas implicadas na ajuda a quem mais precisa devem continuar mobilizadas.

Apesar do impacto avassalador sobre as pessoas e comunidades, assim que algum senso de normalidade é visto ou relatado, infelizmente é normal seguir a tendência de esquecer rapidamente o quão devastador foi um desastre, e o sofrimento de quem perdeu tudo acaba também perdido na memória de quem ainda pode ajudar.

Se por um lado nós, aqueles envolvidos direta ou indiretamente em responder a uma emergência trabalhamos duro, querendo ver a vida daqueles que sofreram o impacto de um cyclone, ou qualquer desastre, voltar, ao menos, ao que era antes do desastre, também estamos plenamente conscientes de que a estabilidade e a normalidade são um processo que pode levar meses, senão anos, dependendo da escala do acontecido.

E mais, em situações como essa, em Moçambique, devemos sempre almejar a um pouco mais, e trabalhar com o governo e a sociedade civil para ir além do que fazer com que a vida seja como antes do ciclone pois sabemos que nas áreas impactadas tanto por “Idai” como por “Kenneth”, o nível de vulnerabilidade, e de pobreza extrema contribuíram para o elevado número de mortos. Dessa forma, nada mais justo do que continuar a trabalhar para que essas pessoas tenham no futuro algo melhor, e mais sólido do que tiveram no passado.

Gerson Brandão é conselheiro em projetos de recuperação rápida e estabilização do programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em Moçambique. E-mail: [email protected]

Este conteúdo é de responsabilidade do autor.

Conteúdo originalmente postado no Correio Nagô. 

Movimentos sociais cobram aprovação do Estatuto da Igualdade Racial


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O Estatuto da Igualdade Racial do Município será votado no plenário da Câmara Municipal de Salvador nesta quarta-feira, dia 29 de maio, às 14h. O projeto foi protocolado há dez anos pela então vereadora Olívia Santana e, somente agora, volta à ordem do dia das votações da casa legislativa. O debate em torno do novo texto foi feito em oito audiências públicas puxadas pelo vereador e relator do projeto, Silvio Humberto (PSB), porém, nenhuma delas contou com a participação de algum dos vereadores críticos e opositores do projeto. Estes, mesmo sem se dedicar ao debate, têm dirigido ataques ao texto da lei.

Diante dessa conjuntura, o movimento social negro constituiu a Frente em Defesa do Estatuto da Igualdade Racial do Município de Salvador. Esta conta com a assinatura de mais de 80 entidades, movimentos sociais de diversas pautas onde o racismo se faz presente como política de drogas, moradia, acesso à justiça, racismo ambiental, juventude, além de diversos parlamentares das duas casas legislativas, entre eles Marta Rodrigues (PT), Aladilce Souza (PCdoB) e Olívia Santana (PCdoB). O movimento ocupará o plenário da câmara durante a votação visando garantir a aprovação do estatuto.

“Reparação, retratação, igualdade racial e equidade precisam ser premissas de um Estado comprometido com seu povo. Para assegurar o combate as iniquidades, sobretudo as que interseccionam raça, gênero e classe, e que constroem distância social no Brasil entre negros, indígenas e brancos é necessário vontade política, compromisso com a história e com a justiça devida à população negra deste país,” afirma Naira Gomes, integrante da frente e da Marcha do Empoderamento Crespo.

“O estatuto está falando de 83% da população de Salvador, esta que não possui oportunidade e – muitas vezes – nem dignidade para viver na cidade considerada a mais desigual socialmente pelo IBGE. Esse projeto vêm para reparar essa dívida que a gestão municipal possui com os negros e negras soteropolitanos/as”, ressalta Sílvio Humberto (PSB).

O vereador Marcos Mendes (PSol) afirma que “na cidade mais negra fora da África, capital do Estado mais preto do país, o Estatuto da Igualdade Racial tem que ser aprovado na íntegra, sem interferências do pensamento conservador e dogmático da branquitude reacionária.” A frente convoca: “Traga seu corpo, sua voz, sua alma. Traga seu quilombo, seu coletivo, sua  instituição. Quarta-feira, dia 29, temos uma batalha contra o racismo, o machismo, o ódio religioso, a LGBTfobia e pela garantia das existências e a inviolabilidades das nossas vidas, dos nossos corpos, direitos, consciências e subjetividades”, completa.

 

Laços entre Bahia e África são fortalecidos através de ações da SecultBA


 

Foto: Divulgação

No último sábado (25) foi celebrado o Dia da África, e para marcar a data a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBa) destaca ações desenvolvidas para o fortalecimento dos laços culturais entre o continente e a Bahia. Com recursos do Fundo de Cultura do Estado da Bahia (FCBA), diversos projetos de mobilidade cultural foram executados, nos últimos anos, por artistas e produtores culturais baianos em países africanos.

Uma dessas iniciativas é o documentário Nkenda, da cineasta Sabrina Andrade. O apoio do FCBA permitiu a viagem à Nigéria para realização das gravações do filme. “Realizei uma residência artística e cultural no Instituto de Arte e Cultura Yorubá, participei de alguns cursos e desenvolvi o projeto do documentário ‘Nkenda’ durante a residência. Todo o processo de roteiro, pesquisa e filmagens foi realizado na Nigéria, em 2018, e finalizado este ano aqui no Brasil” destaca a cineasta. O filme estreou no último mês de abril, na Sala Walter da Silveira, na capital baiana.

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Já a proponente do projeto Griots: Circulação Artística e Educativas Bahia-Maputo, Tamires Lima, escolheu Maputo, capital de Moçambique, para realizar oficinas artísticas e educativas voltadas ao público infanto-juvenil negro, em parceria com Andressa Monique. “O objetivo foi discutir questões sobre a identidade afro-baiana, através de oficinas de grafite com temática das religiões afro-brasileiras”, relembra Tamires. As atividades aconteceram nas instalações do Centro Cultural Brasil Moçambique – Embaixada do Brasil, com apoio do Edital de Mobilidade Artística e Cultural 2018 – 3ª chamada.

A chamada pública da SecultBA também foi importante para o fotógrafo e artista visual Éder Muniz, que viajou para Senegal a fim de apresentar seu trabalho e criar um intercâmbio entre Brasil e África. Os painéis criados pelo artista se baseiam nos fundos decorativos de Senegal, assim como os criados em Salvador, no bairro de Castelo Branco, onde cresceu. “O Edital de Mobilidade é muito importante para nós artistas, pois cria pontes e fortalece o cenário artístico, inclusive, recebi convite para retornar ao continente africano e realizar novos trabalhos”, lembra Éder.

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Dia da África – A data marca a assinatura, há 56 anos, em Adis Abeba, na Etiópia, da carta de fundação da Organização de Unidade Africana (OUA), por líderes de 30 dos 32 Estados africanos independentes. O objetivo do documento era defender e emancipar o continente. Em 2002 a OUA foi substituída pela União Africana, mas a celebração continua sendo realizada na mesma data.

Fundo de Cultura do Estado da Bahia (FCBA) – Criado em 2005 para incentivar e estimular as produções artístico-culturais baianas, o Fundo de Cultura em articulação com as Secretarias da Cultura e da Fazenda. O mecanismo custeia, total ou parcialmente, projetos estritamente culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado. Os projetos financiados pelo Fundo de Cultura são, geralmente, aqueles que apesar da importância do seu significado, sejam de baixo apelo mercadológico, o que dificulta a obtenção de patrocínio junto à iniciativa privada. Modelo de referência para outros estados da federação, o FCBA está estruturado em quatro linhas de apoio,: Ações Continuadas de Instituições Culturais sem fins lucrativos; Eventos Culturais Calendarizados; Mobilidade Cultural; Fomento Setorial.

 

Fortalecimento do projeto Escolas Culturais é discutido com dirigentes escolares e Secretarias de Cultura e Educação


 

As Secretarias Estaduais da Educação e da Cultura se uniram para debater mais uma agenda voltada para o fortalecimento do projeto Escolas Culturais. Marcaram presença o secretário da Educação, Jerônimo Rodrigues, a secretária de Cultura, Arany Santana, e técnicos dos respectivos órgãos. Dirigentes de unidades escolares onde o projeto é desenvolvido também participaram do encontro, que ocorreu no Instituto Anísio Teixeira (IAT), que faz parte da estrutura organizacional da SEC, em Salvador.

A atividade foi marcada pela apresentação de experiências exitosas desenvolvidas no âmbito do projeto que incrementa a arte e a cultura no currículo e alia a oferta de cursos de qualificação e formação profissional nas respectivas áreas. O projeto também abre as unidades escolares para a comunidade, além de reconhecer e requalificar a escola como um espaço de circulação e produção da diversidade cultural do Território de Identidade onde está inserida.

A iniciativa das Escolas Culturais é resultado de parceria entre as Secretarias da Cultura (SecultBA), e da Educação (SEC) de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS) e a Casa Civil.

O secretário Jerônimo Rodrigues falou sobre o papel estratégico do projeto Escolas Culturais no processo de ensino e aprendizagem dos estudantes. “Este é um projeto especial, que tem sido visto com muito carinho pelo governador. Para ele, as escolas precisam ter um leque de formas para dialogar com a comunidade e o governador enxerga na cultura uma dessas maneiras. Nossa ideia é fortalecer o projeto, que é transversal, com a participação de outras secretarias e na Educação, enxergamos o projeto como um fator de aprendizagem, da Educação de Tempo Integral, redutor de evasão escolar e de repetência. Precisamos garantir que estas 85 existentes possam atuar bem e as próximas, que com o aprendizado destas, possam ser bem executadas”, afirmou o secretário.

A secretária Arany Santana disse que o contato permanente com os gestores escolares e com os envolvidos no projeto contribui para a tomada de decisões voltadas para o aperfeiçoamento da ação governamental. “O governador foi muito feliz em lançar esse projeto e agora esta escuta é fundamental para que possamos ampliá-lo e qualificá-lo, ainda mais”, afirmou, ao destacar o impacto do projeto para a Educação e a Cultura. “Este projeto envolve a Educação e a Cultura e além de melhorar o ensino e aprendizagem, as relações entre aluno e professor, ele abre a escola para a comunidade e esta é uma construção muito rica”.

A diretora do Complexo Integrado de Educação de Ipiaú, unidade da rede estadual, Jordene Santos Silva, falou que o projeto fomentou o protagonismo estudantil, a arte e a cultura no Território. Para ela, este diálogo é fundamental para o fortalecimento do projeto. “Nossa experiência com as Escolas Culturais é muito válida, pois fortaleceu o traço cultural que a escola já possuía e abriu o diálogo da unidade escolar com a comunidade. Este encontro foi muito positivo para alinharmos e que a gente possa engrandecer e melhorar, cada vez mais, o projeto”, afirmou.