Sede do CEAO recebeu lançamento da Revista Organismo sobre literatura brasileira


CEAO
Foto: Márzia Lima

A Revista Organismo lançou novas edições na quinta-feira (13), no Centro de Estudos Afro-Orientais da Universidade Federal da Bahia, no Largo Dois de Julho, em Salvador. Diferentes propostas ético-estéticas que constroem a cena contemporânea da literatura brasileira são a aposta do exemplar, que terá lançamento aberto ao público e contará com um bate-papo com Ana Carla Portela, Rita Santana e Nelson Maca e distribuição gratuita da revista.

Além de permitir a circulação dos escritos de diversos poetas brasileiros, a revista traz um conteúdo que busca repensar e propor novas bases para a compreensão de textos negros, periféricos, feministas, marginais e também os canônicos. Nesse caminho, serão lançados os números 6 e 7, sendo o primeiro com organização das poetas Marília Garcia e Rita Santana, e o segundo sob curadoria dos poetas Nelson Maca e Berimba de Jesus.

“A revista Organismo ambiciona cartografar as diversas cenas que compõe o contemporâneo da literatura brasileira”, explica o coordenador geral do projeto, poeta e editor, Jorge Augusto. Para isso, a revista, que estreou em 2015, tem uma curadoria diferente a cada número, o que permite que dois poetas e ou críticos de literatura, organizem a publicação de cada edição. Essa diversidade de agentes possibilita uma vista mais ampla e diversa da poesia contemporânea no Brasil.

A revista é estruturada de forma que todas as páginas sejam destacáveis. Assim, cada leitor pode, à sua vontade, reeditar os números ou a coleção inteira. Esse gesto, de reedição pelo leitor, visa estimular e popularizar a compreensão do leitor como crítico, atualizando de forma radical a edição da revista com as discussões sobre releituras do cânone, promovendo uma formação leitora.

Estudantes, professores, amantes da literatura e demais interessados poderão adquirir exemplares desta que é a única revista brasileira impressa sobre literatura. Após o lançamento, os interessados poderão comprá-la por R$ 30, via site da Amazon ou pelo Facebook.com/organismoeditora/

A Revista Organismo tem apoio financeiro do Governo do Estado, por meio do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda (Sefaz) e Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) , através do edital Setorial de Literatura 2016-18/2016, da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB). A publicação ainda lançará novos números em 2019, sob a organização de nomes de destaque da literatura contemporânea, como Conceição Evaristo, Lívia Natália, Ricardo Aleixo, Evanilton Gonçalves.

SOBRE OS ORGANIZADORES 

Marília Garcia – É tradutora e publicou, entre outros, os livros Engano geográfico (7letras, 2012) e Câmera lenta (Companhia das letras, 2017), pelo qual recebeu o Prêmio Oceanos de Literatura. 

Rita Santana – Atriz, escritora e professora de Língua Portuguesa.  Premiadas no Braskem de Cultura e Arte para autores inéditos com o livro de contos Tramela. Publicou,também, Tratado das Veias e Alforrias (poesia). Em 2019, lançou Cortesanias, pela Caramurê. 

Nelson Maca – Poeta e professor de Literatura da Universidade Católica de Salvador, nasceu no Paraná, mas mora em Salvador desde 1989. É fundador do Coletivo Blackitude: Vozes Negras da Bahia, que realiza o Sarau Bem Black, o SlamLonan e outras ações artísticas e de formação sócio-racial através das linguagens da cultura hip hop e afins há quase 20 anos. Criou e coordenou o evento infantil Sarau Bem Legal, que aconteceu durante cinco anos e meio na Biblioteca Infantil Monteiro Lobato, em Salvador. Há mais de 30 anos promove e participa de eventos da negritude – seminários, workshops, cursos, shows – na Bahia e no Brasil. Publicou os livros afro-rismas, com Pablo Dinda (2014) e Gramática da Ira (2015).

Berimba de Jesus – É poeta, articulador cultural, editor, membro e fundador do Coletivo Poesia Maloqueirista (2002). Morou a primeira infância e parte da adolescência no sudoeste da Bahia, nas Fazendas Goiabeira e Lagoa da Pedra, distritos da cidade de Boa Nova, onde escreveu seus primeiros versos, influenciado pelas ladainhas produzidas pelo seu pai de criação, Aurelino F. Costa, para a Folia de Santo Reis. Publicou o livro “Encarna” (2008), além de muitos livretos, falou poesia em bares, palcos, praças, teatros, segue publicando jovens autores nos quais acredita, com o selo Edições Maloqueiristas. Junto com Marina Caires, idealizou a Confraria NossaCasa, um espaço de cultura provisória onde acontecem festas, shows, work shops, peças de teatros, saraus, entre outras atividades.

Exemplares: Vendida por R$ 30 no site Amazon ou pelo Facebook.com/organismoeditora/

 

Edição de junho do Culinária Musical foi marcada por presenças ilustres


Culinária Musical
Foto: Ana Paula Nobre

Presenças ilustres marcaram a edição do Culinária Musical deste mês de junho, realizada no último domingo (09), na Casa do Benin. A partir das 12h, as pessoas foram chegando em meio à chuva que caía em Salvador. Com abertura do já conhecido Grupo Quinteto, a animação tomou conta do lugar, pois os ouvidos passaram a ser embalados não só pelas gotas de chuva, mas por um partido alto de altíssima qualidade, fazendo o clima esquentar e os pés sambarem no chão de pedra do espaço. Formado especialmente para o Culinária Musical, o Grupo Quinteto está há dois anos em parceria com o projeto, como explica o percussionista e diretor, Ricardo Silva. “O grupo foi formado para o projeto há dois anos e de lá pra cá temos dado continuidade e fazendo a alegria do povo. Todos nós viemos de outras bandas e somos amigos. Jorge nos convidou para essa parceria, e tem dado certo”.

Foto: Ana Paula Nobre

Muitas pessoas já conheciam o projeto, mas algumas foram pela primeira vez, como é o caso da pedagoga, Naiara Ferreira. “É a primeira vez que venho ao evento e estou adorando por que amo samba. Estou me divertindo muito”, comemora. Quando todos estavam em clima de festa, eis que adentram o espaço os atores Antônio Pitanga e Rocco Pitanga, para a surpresa e alegria de todos. Foi uma visita mais do que especial, pois ambos aproveitaram sua estada na capital baiana, juntos em cartaz com o espetáculo Embarque Imediato, para atenderem ao convite do anfitrião, o ator e afrochef Jorge Washington. Rocco se disse fascinado pela proposta. “A comida do Jorge é deliciosa e a ideia de comer escutando música e sarau eu acho que é muito feliz. Estava até pensando que isso poderia ter no Rio também. Nem sei se tem. Acho que ele está de parabéns por ter criado esse projeto. Vim por que meu pai foi convidado e achei interessante”, declara.

Para Antônio Pitanga, “foi uma felicidade ter coincidido com a minha presença aqui na Bahia fazendo Embarque Imediato. Pra mim é uma alegria, pois nasci aqui no Pelourinho. A maioria dos meus filmes como O Pagador de Promessas foi aqui nessa região. Eu fui batizado na Igreja do Rosário dos Pretos. Tenho uma familiaridade muito grande com essa região. Unir culinária com música é a cultura do Brasil e esses pilares vêm do continente africano. Estamos aqui ocupando através da música e da comida um continente dos mais ricos e que se torna um dos mais importantes pilares da criação da cultura brasileira. A Casa do Benin representa o encontro de gerações e identidades”, reflete.

“Nada como você ter um encontro de cultura, de música e de culinária onde através da música e da comida a gente possa fazer um encontro de cabeças pensantes da própria história real, a nossa história”, afirma o ator Antônio Pitanga.

Foto: Ana Paula Nobre

Veterano do projeto, o violonista Mário Ulloa já participa desde o início. “Sempre que eu posso venho com o maior prazer tocar com meus amigos músicos. É sempre uma alegria. Eu e Jorge somos amigos há muito tempo”, declara. Ele tocou ao lado da sua filha, a cantora Beatriz Ulloa. Participou também o cantor, compositor, violonista e trompetista, Tonynho dos Santos, e teve ainda a performance poética das atrizes Edvana Carvalho, Bárbara Borgga e Cristiane Pinho apresentando um recital poético erótico.

Alguns artistas, a exemplo da cantora Juliana Ribeiro, que já participaram como convidados, neste dia foram prestigiar como público simplesmente para curtir. “Eu vim encontrar amigos, ouvir boa música, ver as meninas recitarem poemas e essas coisas boas que Jorge consegue fazer através do evento. Já participei algumas vezes e gosto muito. É um clima de família e isso é o mais forte no Culinária Musical. Essa relação de juntar a todos que estão em diáspora pelo mundo e colocar todos como irmãos, congregando e promovendo esse sentimento de pertencimento, de estar em casa. Quando queremos reunir pessoas e fazer comida, todos se mobilizam e se reúnem. Isso é uma cultura que vem dos nossos ancestrais africanos, e o alimento acalenta. Além de um ótimo ator, Jorge cozinha muito bem e isso é um dom que ele está nos ofertando”, elogia.

Foto: Ana Paula Nobre

Nascimento do Culinária Musical

Existente há dois anos, o ator, afrochef e idealizador do projeto, Jorge Washigton, explica que sempre adorou cozinhar e a sua relação com a comida vem desde criança, passada de mãe para filho. “Eu adoro cozinhar. Cozinha é energia, é troca. Adoro ir pra feira, principalmente a Feira de São Joaquim. O texto que sai da galera é muito forte e eu aprendo muito. O Culinária Musical é a junção de tudo isso, é uma mistura de linguagens. O público é de todos os segmentos e eu fico muito feliz com isso. Comecei no Garcia, na Casa de Pedra para ocupar, mas ela acabou ficando pequena. Já fui para outros locais e agora estou na Casa do Benin e lá as pessoas já entram e dialogam com as exposições, e isso é muito forte. Aprendi a cozinhar com minha mãe. O cheiro e a forma de fazer foram me dominando. Eu sempre gostei de cozinhar, desde pequeno. Eu fazia isso na casa dos amigos e chegou uma hora que quis fazer um projeto que tivesse as músicas que eu gostasse. Graças aos Orixás eu tenho amigos e parceiros que sempre colaram e colam. É essa vivência que me faz feliz”, conclui.

Reza, encontro de sanfoneiros e ópera junina acontece no Pelourinho durante Tríduo de Santo Antônio


Santo Antônio
Foto: Amanda Oliveira

Abrindo o Ciclo de Festejos Juninos no Pelourinho com o Tríduo de Santo Antônio, a ser realizado nos dias 11, 12 e 13 de junho, a celebração religiosa, encontro de sanfoneiros e a Ópera Junina compõem a programação gratuita promovida pelo Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI), da Secretaria de Cultura da Bahia (SecultBA), buscando manter a tradição que fomenta e fortalece a cultura do povo nordestino.

O primeiro dia do Tríduo terá abertura no Palácio Rio Branco, às 17h, com a estreia do Oratório de Santo Antônio – Uma Ópera Junina. A apresentação traz o repertório tradicional do oratório de Santo Antônio com uma roupagem de música clássica pelo Núcleo de Ópera da Bahia (NOP).  Números do cancioneiro tradicional, como “A nós descei, divina luz”, “Ladainha” e “Ave Maria”, além de músicas como “São João Xangô Menino”, de Gilberto Gil estão presentes.  Em seguida será formado o cortejo de Santo Antônio, com direção à sede do CCPI (Casa 12, Largo do Pelourinho) onde acontece a Saudação a Santo Antônio, com os sanfoneiros Estevan Dantas, Raqué do Acordeon e Saulo Sanfoneiro recebendo os fiéis, e o Coro da Igreja do Rosário dos Pretos conduzindo a liturgia.

O Tríduo de Santo Antônio abre oficialmente o Ciclo de Festejos Juninos do Pelô, que segue até o final do mês com uma variedade de shows de forró, programação realizada pela Secretaria de Cultura da Bahia, por meio do Centro de Culturas Populares e Identitárias. 

No Dia dos Namorados (12), a festa do santo casamenteiro promete embalar a noite de muitos casais. A saudação com Encontro de Sanfoneiros será novamente no CCPI, às 18h, e em seguida, além da reapresentação da Ópera Junina, dessa vez na Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, às 19h. Já na quinta-feira (13), Dia de Santo Antônio e última noite do Tríduo, cuja celebração litúrgica acontece novamente no CCPI, às 18h, a Ópera Junina será executada no Largo Quincas Berro d’Água, às 19h. A programação terá encerramento especial com a quadrilha Cia da Ilha e o show de Jota Velloso.

Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI) da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) é responsável pela execução, proteção e promoção das políticas públicas de valorização e fortalecimento das manifestações populares e de identidade, orientadas de acordo com o pensamento contemporâneo da Unesco e do Ministério da Cultura. Seu campo de atuação contempla a cultura do sertão, de matrizes africanas, ciganas e indígenas, LGBTQ+, infância e idosos. Coordena a programação artística dos largos do Pelourinho e suas grandes festas populares.

 

Serviço

 

Tríduo de Santo Antônio

 

Ópera Junina – Núcleo de Ópera da Bahia

Quando: 11 de junho, 17h

Local: Palácio Rio Branco

Gratuito

Encontro de Sanfoneiros e Saudação a Santo Antônio

Com Estevam Dantas, Raqué do Acordeon, Saulo Sanfoneiros e Coro da Rosário dos Pretos

Dias: 11 de junho, às 19h20

Local: Centro de Culturas Populares e Identitárias (Casa 12, Largo do Pelourinho)

Aberto ao público

Encontro de Sanfoneiros e Saudação a Santo Antônio

Com Estevam Dantas, Raqué do Acordeon, Saulo Sanfoneiros e Coro da Rosário dos Pretos

Dias: 12 de junho, às 18h

Local: Centro de Culturas Populares e Identitárias (Casa 12, Largo do Pelourinho)

Aberto ao público

Ópera Junina – Núcleo de Ópera da Bahia

Quando: 12 de junho, 19h

Local: Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos

Gratuito

Encontro de Sanfoneiros e Saudação a Santo Antônio

Com Estevam Dantas, Raqué do Acordeon, Saulo Sanfoneiros e Coro da Rosário dos Pretos

Dias: 13 de junho, às 18h

Local: Centro de Culturas Populares e Identitárias (Casa 12, Largo do Pelourinho)

Aberto ao público

 

Ópera Junina – Núcleo de Ópera da Bahia

Encerramento com Quadrilha Cia da Ilha e Jota Velloso

Quando: 13 de junho, 19h

Local: Largo Quincas Berro d’Água

Gratuito

Península de Itapagipe recebe espaço de leitura nesta segunda-feira (10)


Foto: Rede Educare

O projeto Cantos de Leitura desembarca na Região da Península de Itapagipe, em Salvador, nesta segunda-feira (10), às 10h, levando mobiliário de mesas e cadeiras, brinquedoteca e um acervo de 1200 livros à Cooperativa de Coleta Seletiva, Processamento de Plástico e Proteção Ambiental (CAMAPET), passando a servir toda a comunidade dos bairros de Massaranduba, Uruguai, Jardim Cruzeiro e Enseada do Lobato.

O Cantos de Leitura é uma realização da Rede Educare com patrocínio da Novelis, líder mundial em laminados e reciclagem de alumínio, via Lei de Incentivo à Cultura, da Secretaria Especial da Cultura. O espaço de ambientação lúdica, que também conta com materiais pedagógicos e brinquedos educativos, será implantado na sede da Rede Reprotai (Rede de Protagonistas em Ação de Itapagipe), vizinha à CAMAPET, no bairro do Uruguai.

O nova biblioteca irá beneficiar não apenas as famílias dos 22 catadores da CAMAPET, como os 35 jovens que formam a Rede Reprotai, cujo objetivo é combater as desigualdades e buscar soluções em defesa da qualidade de vida dos moradores da península de Itapagipe. “Já existia um movimento do Reprotai em torno da construção de uma gibiteca e agora é com festa que  recebemos o Cantos de Leitura, que é uma biblioteca de verdade”, comenta Jamira Muniz, coordenadora do Centro Cultural Alagados.

“O espaço vai impactar de forma importante porque a questão da leitura tem diminuído a cada dia, e essa oportunidade ai abrir caminho para outro tipo de conhecimento, que não vem da internet, e sim dos livros. Eu mesmo, como educador social, rapper e poeta, não tinha esse hábito, e hoje vejo o quanto é fundamental para minha formação. Então o Cantos de Leitura chega na melhor hora porque não tem como a gente falar de leitura sem que exista um espaço para que as crianças e adolescentes tenham esse primeiro contato”, comenta Carlos Luz, educador social da rede Reprotai.

Ao apostar na educação e na cultura, o projeto Cantos de Leitura dá sua contribuição em comunidades localizadas em áreas de vulnerabilidade social.

“A ideia é estimular o prazer pelo ato de ler e promover a autoestima de pessoas, pois muitas nunca tiveram o livro em suas vidas. O projeto propõe, também, o acesso a um espaço onde podem ‘aprender a ser, aprender a fazer, aprender a conviver e aprender a conhecer’, seguindo os princípios ensinados por Jacques Delors”, realça Kátia Brasileiro, diretora da Rede Educare.

Para Eunice Lima, diretora de Comunicação e Relações Governamentais da Novelis América do Sul, é preciso conhecer as comunidades locais para proporcionar experiências que possam fazer a diferença na vida das pessoas. “A Novelis é agente de transformação social, valoriza a educação e também fornece suporte para que projetos como o Cantos de Leitura sejam sinônimo de mudanças positivas para a sociedade. Para nós, apoiar iniciativas que contribuem para o desenvolvimento das comunidades é parte do nosso compromisso de juntos criarmos um mundo mais sustentável e justo”, conclui.

A unidade da CAMAPET é 32ª inaugurada pelo Cantos de Leitura no Brasil. Em 2019, o projeto implanta 16 novos espaços em cidades brasileiras. Até o momento, já foram doados cerca de 35 mil livros. Até o fim do ano, serão ao todo 55 mil livros de diferentes editoras e gêneros literários, colocados à disposição de milhares de beneficiados do projeto, entre crianças, jovens e adultos.

O Cantos de Leitura é realizado pela Rede Educare e busca estimular o contato de crianças, jovens e adultos com a literatura, possibilitando o acesso gratuito da comunidade ao conhecimento. A partir de uma metodologia social de desenvolvimento de atividades em torno do acesso aos livros, o projeto busca criar espaços de valorização e socialização desses indivíduos que vivem regiões vulneráveis. Com foco na formação de novos leitores, o Cantos de Leitura acredita na abertura de perspectivas, na partilha de entendimentos e na socialização. O acervo do Cantos de Leitura é formado por jornais, revistas, periódicos além de um vasto catálogo de livros

Rede Educare: – A Rede Educare nasceu em 2008 inspirada pela crença de que é possível transformar a realidade desde que pessoas, empresas, governos e organizações estejam imbuídos do mesmo propósito. Nesses 11 anos, tornou-se referência no Brasil em projetos de transformação social. Em outras palavras, a Rede Educare promove diálogos para modificar vidas.

Especializada em leis de incentivo, atua em todo o Brasil, tecendo encontros entre produtores e empresas que acreditam em cultura, esporte, saúde e ações sociais para realizar projetos inovadores de impacto social. “Hoje temos certeza do nosso propósito. Somos uma empresa diversa, com crenças, força e ideias. Sim, ideias mudam o mundo quando temos pessoas que querem realizar o novo”, comemora Kátia Brasileiro, diretora da Rede Educare.

SERVIÇO

Inauguração Cantos de Leitura – CAMAPET (Península de Itapagipe)

Quando: 10 de junho (segunda-feira)

Horário: 10 horas

Onde: Rede Reprotai

Endereço:  Rua Direta do Uruguai, s/n

Conexão negra chega na etapa Salvador


Foto: Divulgação

Negros universitários que estão fazendo graduação ou pós graduação nas áreas de marketing, publicidade e comunicação podem participar de uma capacitação com as melhores agências de publicidade do Brasil. Ao todo serão 100 vagas e o curso será ministrado na sede do Ilê Aiyê. O projeto é uma parceria entre o Ilê Ayê, Caritas e Ministério Público do Trabalho (MPT).

O início será no dia 08/06 e segue até o dia 30/08. As aulas serão sempre aos sábados com uma turma de manhã e outra pela tarde. O objetivo é ocupar as principais agências e empresas parceiras de Salvador, entretanto, a capacitação não garante emprego após o seu término. Inscrições até o dia 06/06

Inscrição aqui!

Dúvidas: [email protected]

Solar Music Festival terá cantora Mariella Santiago como uma das atrações


Foto: Marcos Sandes

A cantora Mariella Santiago se apresenta no Solar Restaurante juntamente com artistas como Eric Assmar, Bruna Barreto (The Voice) e Bago de Jazz no Rio Vermelho e na Graça, consolidando o quinto ano do projeto Solar Music Festival, com o melhor da música instrumental e jazzística produzida em Salvador. Desde quando foi criado, o Solar Music Festival se firmou como um espaço aberto aos artistas da cena musical independente da Bahia, reunindo gastronomia e shows de diversos estilos como MPB, jazz, blues, pop e rock.

Na edição de junho de 2019, o Solar Music Festival traz a união da gastronomia com música de qualidade, às quintas e sextas, 20h30, no Restaurante Solar Rio Vermelho; e às quintas, às 18h, no Restaurante Solar Graça, no Palacete da Artes. 
O Solar Rio Vermelho contará com parceria do Estacionamento do Hotel Mercure, onde o cliente paga valor diferenciado pela hora estacionada. Nas duas unidades do Solar Restaurante, Rio Vermelho e Graça, o couvert artístico é de R$15 (quinze reais) por pessoa.
Mariella Santiago apresenta a segunda temporada do show “Nouvelle Vague” – Bossas e Afro Sambas. No repertório canções brasileiras que ganharam o mundo com versões em outros idiomas, como Samba da Bênção e Berimbau (Baden Powell. Vinícius de Moraes). Canções como Sina, de Djavan, gravada pelo Manhattan Transfer nos anos 80 e “Sou Eu” do saudoso maestro Moacir Santos, completam a diversidade do repertório.
Mariella Santiago – show Nouvelle Vague/Solar Music Festival ANO 5
Onde: Restaurante Solar Graça – Palacete das Artes – Graça
Quando: 06/06 (quinta-feira)
Horário: 18h
Couvert artístico: R$ 15
Informações e reservas: (71) 3328-3444– Solar Graça

Roteirista Susan Kalik é finalista do maior concurso de roteiros da América Latina


Roteiro
Foto: Adeloyá Magnoni

Um dos maiores concursos de roteiros da América Latina, o FRAPA elegeu o roteiro de longa-metragem LAFOND, da roteirista Susan Kalik, como um dos finalistas dentre 197 roteiros inscritos. LAFOND está entre os 10 finalistas que vão apresentar seus pitchings na manhã do dia 3 de julho, dentro da programação oficial do festival, em Porto Alegre. Eles serão avaliados por uma banca especializada e concorrerão a prêmios com consultorias e software de edição de roteiros.

O roteiro de LAFOND foi produzido através do Edital de Novos Roteiristas do MINC de 2017 e já passou por algumas consultorias, como a do roteirista Marcos Barbosa e por Aleksei Abib, Iana Cossoy e Francine Barbosa, no último PAN-LAB, o Laboratório de Roteiros do Panorama Internacional Coisa de Cinema, e script doctoring de Bill Labonia consultorias temáticas de Fernanda Julia Onisajé e Daniel Arcades. Atualmente o filme está em captação, pela Encantamento Filmes e já conta com Conceição Evaristo, no elenco.

LAFOND é uma ficção que cruza a história de Jorge Lafond com a de um ator nos dias de hoje, dialogando sobre como o racismo, o machismo e as barreiras sociais atuaram e atuam nas vidas destes dois artistas. Também sobre o FRAPA, o próximo roteiro de Susan Kalik, ainda em desenvolvimento “BARRA AZUL” foi selecionado para reunião nas Rodadas de Negócios por sete importantes produtoras e distribuidoras, entre elas a Amazon, Conspiração e Globo Filmes.

O FRAPA – Festival de Roteiro Audiovisual de Porto Alegre – é o primeiro evento inteiramente voltado ao roteiro de cinema e televisão na América Latina. A quarta edição do FRAPA será realizada de 2 a 5 de julho de 2019 na Cinemateca Capitólio e no SENAC Porto Alegre e tem como objetivo debater e reforçar a importância do roteiro na crescente produção de cinema e TV, bem como estimular a aproximação dos profissionais locais à produção do resto do continente.

Susan Kalik é paulista, radicada na Bahia há 22 anos, atuando como roteirista, diretora e produtora desde 2010 pela Modupé Produtora. Sua produção mais recente, como diretora assistente e produtora executiva, “Bando, um filme De”, com direção de Lázaro Ramos e Thiago Gomes, venceu o Panorama de Cinema 2018 como Melhor Longa Baiano.

5ª edição do concurso Musa do BaVi Plus Size elege musas e misses GG


Foto: Gustavo Medeiros

Uma turma de peso esteve reunida para a disputa da 5ª edição do concurso Musa do BaVi Plus Size, que elegeu as musas e misses GG entre as representantes do tricolor e do rubro-negro. Neste ano, aconteceu uma votação presencial, com a formação de um núcleo de jurados. O concurso foi realizado no dia 2 de junho no Ginásio dos Bancários, na Ladeira dos Aflitos, próximo ao Quartel do Exército, no Centro Histórico da Cidade. O ingresso foi adquirido mediante a troca por 2kg de alimento não-perecíveis. Foram arrecadados mais de 200 quilos de alimentos.

Foto: Gustavo Medeiros

O Musa do Bavi Plus Size tem como objetivo enaltecer toda a mulher que foge dos padrões de beleza estabelecidos pela sociedade, realizando o sonho de se tornar musa do seu time de coração. Os jurados votam nas musas dos dois clubes e, no final, uma representante de cada será escolhida.

O projeto é uma realização de Priscila Batista, da PB Produções e idealizadora do evento, além do apoio de Paulo Arcanjo, militante e apoiador de Mulheres Gordas e também um dos coordenadores do projeto VaiTerGorda.

 

1º lugar Musa  do Bahia: Tatiana Magalhães, 29 anos – Alto do Cabrito

1º lugar Musa do Vitória: Monique Anjos, 22 anos – Feira de Santana/Boca do Rio

2º lugar Miss do Bahia – Elaine Xavier 29 anos – Santa Cruz

2º lugar Miss do Vitória – Gloria Lobato, 48 anos – Barra

3º lugar Vitoria Catarina Alcântara

3º lugar Bahia Fernanda Brasil, 20 anos – Itapuã

 

Inscrições para o Pacto Periférico Pela Vida estão abertas


Gabriel Eduardo (Foto: Divulgação)

O edital da primeira turma do Pacto Periférico Pela Vida está aberto, com o apoio do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos. Serão selecionados 25 jovens das periferias das cidades mais violentas do Brasil para participar de uma mentoria sobre como atuar politicamente para propor soluções para prevenção e redução da violência letal. Ao final, estes jovens participarão de uma audiência pública em Brasília para relatar como está sendo o desenvolvimento do Pacto Periférico Pela Vida em suas cidades, além de passar um resumo sobre a vivência em seus territórios.

Gabriel Eduardo (@oblogdobiel) é cotista pelo ProUni no curso de Direito, morador da periferia de Luziânia, delegado da Assembleia de Juventude da ONU e delegado do Fórum da ONU para Empresas e Direitos Humanos. Colaborou ativamente com a CPI do Assassinato de Jovens, promovida pelo Senado Federal e com a CPI da Violência Contra Jovens Negros e Pobres, na Câmara dos Deputados.

Quem pode participar?
Qualquer jovem de 16 a 29 anos morador das periferias de umas das 25 cidades mais violentas do Brasil de acordo com o Atlas da Violência 2018, do IPEA.

São elas:

Queimados e Japeri, no Rio de Janeiro;
Eunápolis, Simões Filho, Porto Seguro, Lauro de Freitas, Camaçari, Feira de Santana, Teixeira de Freitas, Alagoinhas e Jequié, na Bahia;
Almirante Tamandaré e Marabá, no Paraná;
Nossa Senhora do Socorro e Aracaju, em Sergipe;
Belém, Altamira, Ananindeua, Marituba e Castanhal, no Pará;
Viamão, no Rio Grande do Sul;
Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco;
São José de Ribamar, no Maranhão e
Maracanaú, no Ceará.

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Conheça cinco pensadores africanos contemporâneos que valem a pena


WOLE SOYINKA (FOTO: WIKIMEDIA COMMONS)

Ao longo da história, pensadores de diferentes regiões da África contribuíram de maneira decisiva para a filosofia grega, principalmente por meio do egípcio Plotino, um dos maiores responsáveis por perpetuar a tradição acadêmica de Platão. Na filosofia cristã, o algeriano Augustine de Hippo estabeleceu a noção do pecado original. Segundo o nigeriano K.C. Anyanwu, a filosofia africana é “aquela que se preocupa com a forma como o povo africano do passado e do presente compreende o seu próprio destino e o do mundo no qual vive”. Conheça alguns dos principais pensadores da modernidade:

Léopold Sédar Senghor (Senegal)
Nascido em 1906, Senghor estudou na Sorbonne, de Paris, e foi a primeira pessoa do continente a completar uma licenciatura na universidade parisiense. Foi um dos responsáveis por desenvolver o conceito de negritude e um movimento literário que exaltava a identidade negra, lamentando o impacto que a cultura europeia teve nas tradições do continente. Em 1960, o Senegal foi proclamado independente muito graças ao apelo que Senghor dirigiu ao então presidente francês, Charles de Gaulle. Ele foi então eleito presidente da nova república, cargo que ocupou até 1980. Senghor morreu em 20 de dezembro de 2001, aos 95 anos, na França.

Henry Odera Oruka (Quênia)
Oruka viveu entre 1944 e 1995 no Quênia e foi o principal responsável por distinguir a filosofia africana em quatro grupos principais. A etnofilosofia, a abordagem que trata a filosofia africana como um conjunto de crenças, valores e pressupostos implícitos na linguagem, práticas e crenças da cultura africana. A sagacidade filosófica, espécie de visão individualista da etnofilosofia, consiste no registro das crenças dos sábios das comunidades africanas. A filosofia ideológica nacionalista, uma forma de filosofia política. E a filosofia profissional, que seria uma forma mais europeia de pensar, refletir e raciocinar. Ele era do grupo que defendia a sagacidade filosófica, e nos anos 1970 iniciou um projeto para preservar o conhecimento dos sábios de comunidades africanas tradicionais.

Cheikh Anta Diop (Senegal)
O antropólogo e historiador senegalês que estudou as origens dos humanos e a cultura da África pré-colonial é tido como um dos maiores pensadores africanos do século 20. Foi um dos responsáveis por contestar a ideia de que a cultura africana é baseada mais na emoção do que na lógica, mostrando que o Antigo Egito estava inserido na cultura africana e deu grandes contribuições para a ciência, arquitetura e filosofia. Ele viveu entre 1923 e 1986.

Ebiegberi Alagoa (Nigéria)
Entre as teorias do professor da Universidade de Port Harcourt, nascido em 1933, é a de que existe toda uma filosofia  baseada em provérbios tradicionais do Delta do Níger. O provérbio “o que um velho vê sentado, o jovem não vê em pé”, por exemplo, serviria para mostrar como na filosofia e cultura africana a idade é um fator crucial para a sabedoria.

Wole Soyinka (Nigéria)
Vencedor do Nobel de Literatura de 1986, foi considerado um dos dramaturgos contemporâneos mais refinados, com textos classificados como cheios de vida e sentido de urgência. Suas obras costumam retratar a Nigéria contemporânea. Soyinka nasceu em 1934 em uma tradicional cidade iorubá, uma das maiores etnias do país.

Embora sua família tenha se convertido ao cristianismo, ele se manteve fiel à visão de mundo iorubá. Soyinka é um forte crítico de governos autoritários, que incluíram o regime de Robert Mugabe no Zimbábue e, mais recentemente, e eleição de Donald Trump nos Estados Unidos (ele possuía um visto permanente norte-americano, mas o rejeitou após a eleição de Trump e voltou para a Nigéria). Ele chegou a ser preso em 1967 durante a guerra civil nigeriana e ficou em confinamento solitário por dois anos.

 

Fonte: Revista Galileu