Solar Music Festival terá cantora Mariella Santiago como uma das atrações


Foto: Marcos Sandes

A cantora Mariella Santiago se apresenta no Solar Restaurante juntamente com artistas como Eric Assmar, Bruna Barreto (The Voice) e Bago de Jazz no Rio Vermelho e na Graça, consolidando o quinto ano do projeto Solar Music Festival, com o melhor da música instrumental e jazzística produzida em Salvador. Desde quando foi criado, o Solar Music Festival se firmou como um espaço aberto aos artistas da cena musical independente da Bahia, reunindo gastronomia e shows de diversos estilos como MPB, jazz, blues, pop e rock.

Na edição de junho de 2019, o Solar Music Festival traz a união da gastronomia com música de qualidade, às quintas e sextas, 20h30, no Restaurante Solar Rio Vermelho; e às quintas, às 18h, no Restaurante Solar Graça, no Palacete da Artes. 
O Solar Rio Vermelho contará com parceria do Estacionamento do Hotel Mercure, onde o cliente paga valor diferenciado pela hora estacionada. Nas duas unidades do Solar Restaurante, Rio Vermelho e Graça, o couvert artístico é de R$15 (quinze reais) por pessoa.
Mariella Santiago apresenta a segunda temporada do show “Nouvelle Vague” – Bossas e Afro Sambas. No repertório canções brasileiras que ganharam o mundo com versões em outros idiomas, como Samba da Bênção e Berimbau (Baden Powell. Vinícius de Moraes). Canções como Sina, de Djavan, gravada pelo Manhattan Transfer nos anos 80 e “Sou Eu” do saudoso maestro Moacir Santos, completam a diversidade do repertório.
Mariella Santiago – show Nouvelle Vague/Solar Music Festival ANO 5
Onde: Restaurante Solar Graça – Palacete das Artes – Graça
Quando: 06/06 (quinta-feira)
Horário: 18h
Couvert artístico: R$ 15
Informações e reservas: (71) 3328-3444– Solar Graça

Roteirista Susan Kalik é finalista do maior concurso de roteiros da América Latina


Roteiro
Foto: Adeloyá Magnoni

Um dos maiores concursos de roteiros da América Latina, o FRAPA elegeu o roteiro de longa-metragem LAFOND, da roteirista Susan Kalik, como um dos finalistas dentre 197 roteiros inscritos. LAFOND está entre os 10 finalistas que vão apresentar seus pitchings na manhã do dia 3 de julho, dentro da programação oficial do festival, em Porto Alegre. Eles serão avaliados por uma banca especializada e concorrerão a prêmios com consultorias e software de edição de roteiros.

O roteiro de LAFOND foi produzido através do Edital de Novos Roteiristas do MINC de 2017 e já passou por algumas consultorias, como a do roteirista Marcos Barbosa e por Aleksei Abib, Iana Cossoy e Francine Barbosa, no último PAN-LAB, o Laboratório de Roteiros do Panorama Internacional Coisa de Cinema, e script doctoring de Bill Labonia consultorias temáticas de Fernanda Julia Onisajé e Daniel Arcades. Atualmente o filme está em captação, pela Encantamento Filmes e já conta com Conceição Evaristo, no elenco.

LAFOND é uma ficção que cruza a história de Jorge Lafond com a de um ator nos dias de hoje, dialogando sobre como o racismo, o machismo e as barreiras sociais atuaram e atuam nas vidas destes dois artistas. Também sobre o FRAPA, o próximo roteiro de Susan Kalik, ainda em desenvolvimento “BARRA AZUL” foi selecionado para reunião nas Rodadas de Negócios por sete importantes produtoras e distribuidoras, entre elas a Amazon, Conspiração e Globo Filmes.

O FRAPA – Festival de Roteiro Audiovisual de Porto Alegre – é o primeiro evento inteiramente voltado ao roteiro de cinema e televisão na América Latina. A quarta edição do FRAPA será realizada de 2 a 5 de julho de 2019 na Cinemateca Capitólio e no SENAC Porto Alegre e tem como objetivo debater e reforçar a importância do roteiro na crescente produção de cinema e TV, bem como estimular a aproximação dos profissionais locais à produção do resto do continente.

Susan Kalik é paulista, radicada na Bahia há 22 anos, atuando como roteirista, diretora e produtora desde 2010 pela Modupé Produtora. Sua produção mais recente, como diretora assistente e produtora executiva, “Bando, um filme De”, com direção de Lázaro Ramos e Thiago Gomes, venceu o Panorama de Cinema 2018 como Melhor Longa Baiano.

5ª edição do concurso Musa do BaVi Plus Size elege musas e misses GG


Foto: Gustavo Medeiros

Uma turma de peso esteve reunida para a disputa da 5ª edição do concurso Musa do BaVi Plus Size, que elegeu as musas e misses GG entre as representantes do tricolor e do rubro-negro. Neste ano, aconteceu uma votação presencial, com a formação de um núcleo de jurados. O concurso foi realizado no dia 2 de junho no Ginásio dos Bancários, na Ladeira dos Aflitos, próximo ao Quartel do Exército, no Centro Histórico da Cidade. O ingresso foi adquirido mediante a troca por 2kg de alimento não-perecíveis. Foram arrecadados mais de 200 quilos de alimentos.

Foto: Gustavo Medeiros

O Musa do Bavi Plus Size tem como objetivo enaltecer toda a mulher que foge dos padrões de beleza estabelecidos pela sociedade, realizando o sonho de se tornar musa do seu time de coração. Os jurados votam nas musas dos dois clubes e, no final, uma representante de cada será escolhida.

O projeto é uma realização de Priscila Batista, da PB Produções e idealizadora do evento, além do apoio de Paulo Arcanjo, militante e apoiador de Mulheres Gordas e também um dos coordenadores do projeto VaiTerGorda.

 

1º lugar Musa  do Bahia: Tatiana Magalhães, 29 anos – Alto do Cabrito

1º lugar Musa do Vitória: Monique Anjos, 22 anos – Feira de Santana/Boca do Rio

2º lugar Miss do Bahia – Elaine Xavier 29 anos – Santa Cruz

2º lugar Miss do Vitória – Gloria Lobato, 48 anos – Barra

3º lugar Vitoria Catarina Alcântara

3º lugar Bahia Fernanda Brasil, 20 anos – Itapuã

 

Inscrições para o Pacto Periférico Pela Vida estão abertas


Gabriel Eduardo (Foto: Divulgação)

O edital da primeira turma do Pacto Periférico Pela Vida está aberto, com o apoio do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos. Serão selecionados 25 jovens das periferias das cidades mais violentas do Brasil para participar de uma mentoria sobre como atuar politicamente para propor soluções para prevenção e redução da violência letal. Ao final, estes jovens participarão de uma audiência pública em Brasília para relatar como está sendo o desenvolvimento do Pacto Periférico Pela Vida em suas cidades, além de passar um resumo sobre a vivência em seus territórios.

Gabriel Eduardo (@oblogdobiel) é cotista pelo ProUni no curso de Direito, morador da periferia de Luziânia, delegado da Assembleia de Juventude da ONU e delegado do Fórum da ONU para Empresas e Direitos Humanos. Colaborou ativamente com a CPI do Assassinato de Jovens, promovida pelo Senado Federal e com a CPI da Violência Contra Jovens Negros e Pobres, na Câmara dos Deputados.

Quem pode participar?
Qualquer jovem de 16 a 29 anos morador das periferias de umas das 25 cidades mais violentas do Brasil de acordo com o Atlas da Violência 2018, do IPEA.

São elas:

Queimados e Japeri, no Rio de Janeiro;
Eunápolis, Simões Filho, Porto Seguro, Lauro de Freitas, Camaçari, Feira de Santana, Teixeira de Freitas, Alagoinhas e Jequié, na Bahia;
Almirante Tamandaré e Marabá, no Paraná;
Nossa Senhora do Socorro e Aracaju, em Sergipe;
Belém, Altamira, Ananindeua, Marituba e Castanhal, no Pará;
Viamão, no Rio Grande do Sul;
Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco;
São José de Ribamar, no Maranhão e
Maracanaú, no Ceará.

REGULAMENTO AQUI

Conheça cinco pensadores africanos contemporâneos que valem a pena


WOLE SOYINKA (FOTO: WIKIMEDIA COMMONS)

Ao longo da história, pensadores de diferentes regiões da África contribuíram de maneira decisiva para a filosofia grega, principalmente por meio do egípcio Plotino, um dos maiores responsáveis por perpetuar a tradição acadêmica de Platão. Na filosofia cristã, o algeriano Augustine de Hippo estabeleceu a noção do pecado original. Segundo o nigeriano K.C. Anyanwu, a filosofia africana é “aquela que se preocupa com a forma como o povo africano do passado e do presente compreende o seu próprio destino e o do mundo no qual vive”. Conheça alguns dos principais pensadores da modernidade:

Léopold Sédar Senghor (Senegal)
Nascido em 1906, Senghor estudou na Sorbonne, de Paris, e foi a primeira pessoa do continente a completar uma licenciatura na universidade parisiense. Foi um dos responsáveis por desenvolver o conceito de negritude e um movimento literário que exaltava a identidade negra, lamentando o impacto que a cultura europeia teve nas tradições do continente. Em 1960, o Senegal foi proclamado independente muito graças ao apelo que Senghor dirigiu ao então presidente francês, Charles de Gaulle. Ele foi então eleito presidente da nova república, cargo que ocupou até 1980. Senghor morreu em 20 de dezembro de 2001, aos 95 anos, na França.

Henry Odera Oruka (Quênia)
Oruka viveu entre 1944 e 1995 no Quênia e foi o principal responsável por distinguir a filosofia africana em quatro grupos principais. A etnofilosofia, a abordagem que trata a filosofia africana como um conjunto de crenças, valores e pressupostos implícitos na linguagem, práticas e crenças da cultura africana. A sagacidade filosófica, espécie de visão individualista da etnofilosofia, consiste no registro das crenças dos sábios das comunidades africanas. A filosofia ideológica nacionalista, uma forma de filosofia política. E a filosofia profissional, que seria uma forma mais europeia de pensar, refletir e raciocinar. Ele era do grupo que defendia a sagacidade filosófica, e nos anos 1970 iniciou um projeto para preservar o conhecimento dos sábios de comunidades africanas tradicionais.

Cheikh Anta Diop (Senegal)
O antropólogo e historiador senegalês que estudou as origens dos humanos e a cultura da África pré-colonial é tido como um dos maiores pensadores africanos do século 20. Foi um dos responsáveis por contestar a ideia de que a cultura africana é baseada mais na emoção do que na lógica, mostrando que o Antigo Egito estava inserido na cultura africana e deu grandes contribuições para a ciência, arquitetura e filosofia. Ele viveu entre 1923 e 1986.

Ebiegberi Alagoa (Nigéria)
Entre as teorias do professor da Universidade de Port Harcourt, nascido em 1933, é a de que existe toda uma filosofia  baseada em provérbios tradicionais do Delta do Níger. O provérbio “o que um velho vê sentado, o jovem não vê em pé”, por exemplo, serviria para mostrar como na filosofia e cultura africana a idade é um fator crucial para a sabedoria.

Wole Soyinka (Nigéria)
Vencedor do Nobel de Literatura de 1986, foi considerado um dos dramaturgos contemporâneos mais refinados, com textos classificados como cheios de vida e sentido de urgência. Suas obras costumam retratar a Nigéria contemporânea. Soyinka nasceu em 1934 em uma tradicional cidade iorubá, uma das maiores etnias do país.

Embora sua família tenha se convertido ao cristianismo, ele se manteve fiel à visão de mundo iorubá. Soyinka é um forte crítico de governos autoritários, que incluíram o regime de Robert Mugabe no Zimbábue e, mais recentemente, e eleição de Donald Trump nos Estados Unidos (ele possuía um visto permanente norte-americano, mas o rejeitou após a eleição de Trump e voltou para a Nigéria). Ele chegou a ser preso em 1967 durante a guerra civil nigeriana e ficou em confinamento solitário por dois anos.

 

Fonte: Revista Galileu

Aulas de Danças Afro-brasileiras serão oferecidas gratuitamente pelo Balé Teatro Castro Alves


Foto: Divulgação

Pilates, Balé Clássico e Danças Afro-brasileiras integram a agenda mensal de aulas abertas do Balé Teatro Castro Alves (BTCA), ministradas por dançarinos do próprio BTCA. As turmas se voltam a pessoas com experiência intermediária e avançada, e também para acompanhamento de ouvintes, compartilhando as experiências da companhia. Serão seis aulas de Pilates, nos dias 3, 5, 10, 12, 17 e 19 de junho. Cinco de Balé Clássico, nos dias 4, 6, 11, 13 e 18. E mais duas de Danças Afro-brasileiras, nos dias 7 e 14, sempre das 13h15 às 14h30. As vagas são gratuitas e ocupadas na hora e local: Piso C da Ala A do TCA.

BTCA – Companhia pública de dança contemporânea fundada em 1981, o Balé Teatro Castro Alves (BTCA) tem direção artística de Wanderley Meira e é um corpo artístico estável do Teatro Castro Alves (TCA), vinculado à Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb) e à Secretaria de Cultura do Governo do Estado da Bahia (SecultBA). Conta no seu repertório com mais de 70 montagens de importantes coreógrafos. Em sua história recente, além de “Lub Dub” (2017), destacam-se o projeto “Urbis in Motus” (2017), interação de performance, dança e vídeo; “Tamanho Único” (2018),conjunto de solos com temas livres criados por integrantes da companhia e convidados externos; e “CHAMA: Coreografia para artistas incendiárixs” (2018), dirigido pelos coreógrafos Jorge Alencar e Neto Machado, uma obra argumentada pelo incêndio do Museu Nacional.

 

AULAS PÚBLICAS BTCA

Aulas de Pilates: 3, 5, 10, 12, 17 e 19 de junho, 13h15 às 14h30 (7 vagas)

Aulas de Balé Clássico: 4, 6, 11, 13 e 18 de junho, 13h15 às 14h30 (7 vagas)

Aulas de Danças Afro-brasileiras: 7 e 14 de junho, 13h15 às 14h30 (10 vagas)

Para nível intermediário/avançado. Aberto a ouvintes.

 

Local: Sala de Ensaio do Piso C, Ala A do TCA (Campo Grande)

Participação gratuita | Inscrição no local

Informações: (71) 3117-4846, das 13h às 19h

UFBA promove 3º Seminário Interno de Pesquisa do Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação


Foto: Pablo Saborido

Com o tema “A Interdisciplinaridade na Prática”, acontece no dia 06 de junho (quinta-feira), a mesa de abertura do 3º Seminário Interno de Pesquisa do Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade (Pós-Cultura/UFBA), que conta com a participação do Prof. Dr. Nelson Pretto (FACED/UFBA), da pesquisadora do Programa Nívia Maria Luz (Pós-Cultura/Ilê Axê Obá) e do Dj Branco (Casa do Hip Hop). A mediação será feira pelo Prof. Dr. José Roberto Severino, coordenador do Pós-Cultura. O evento acontece nos dias 06 e 07 de junho no campus de Ondina da UFBA, no Auditório do PAF-V, das 9h às 12h.

Programação:

06 de junho de 2019 (quinta-feira)

09h: MOSTRA ARTES VISUAIS com Ação Lambe-Lambe, coordenação CAIO SÁ TELLES | Local: Área Externa do PAF V

09h15: MOSTRA AUDIOVISUAL com os videoclipes: “2 de Fevereiro” – Zimba Selcktor & Dropê Selva” e “Favela Chora – Zick Rapeiro”, roteiro e direção URI MENEZES | Auditório do PAF V

9h às 12h: Roda de conversa “A interdisciplinaridade na prática” | Auditório do PAF V

  • Dr. José Roberto Severino (Pós-Cultura) – mediação
  • Dr. Nelson Pretto (FACED/UFBA)
  • Nívia Luz (Pós-Cultura/Ilê Axê Oya)
  • Dj Branco (Casa do Hip Hop)

11h45: MOSTRA ARTES CÊNICAS com Teatro de Rua do grupo A Pombagem, coordenação FABRÍCIO BRITO | Térreo do PAF V

14h às 17h30: Grupos de Trabalho | Salas 104 e 205 do PAF III

18h: MOSTRA MUSICAL com o grupo CaetanUFBA, coordenação CARLOS BERNAS | Térreo do PAF III

 

07 de junho de 2019 (sexta-feira)

9h às 12h: Grupos de Trabalho | Salas 104, 204, 206 e 301 do PAF III

14h às 17h30: Grupos de Trabalho | Salas 106 e 309 do PAF III

18h: Arraiá do Pós-Cultura | Térreo do PAF V

 

Espetáculo Voz Ativa é apresentado pelo Grupo de Teatro Novos Arteiros


Foto: Gustavo Busson

O Grupo de Teatro Novos Arteiros, formados por jovens do bairro de Marechal Rondon e região, apresenta nos dias 08 (sábado) e 09 (domingo) de junho, o espetáculo ‘Voz Ativa’, no Centro Cultural Plataforma, no subúrbio de Salvador. O ingresso custa R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia), e será vendido no local no dia do evento.

Voz Ativa conta a história dos estudantes de uma escola pública, que recebem a notícia que a sua escola será desativada por conta de cortes feitos pelo governo. Com o intuito de serem ouvidos e manterem o funcionamento da escola, os estudantes passam a ocupar o espaço físico do colégio, porém enfrentam dificuldade de apoio ao movimento e resistência do governo. A direção da peça é de Daniel Vinicius, com assistência de Beatriz Santana e supervisão artística de Wiliam Cardoso.

Serviço

O quê: Espetáculo ‘Voz Ativa’

Onde: Centro Cultural Plataforma

Quando: 08/06 às 18h e 09/06 às 17h

Entrada: R$ 10,00 / R$ 5,00

23 cientistas negros que você precisa conhecer


EX-MINISTRA LUIZA BARROS (FOTO: AGÊNCIA BRASIL)

A ciência não está imune à desigualdade social e ao preconceito: apesar do papel de destaque que pesquisadores negros desempenharam nos últimos séculos, essa parcela da população ainda se vê subrepresentada nos espaços acadêmicos. Uma das principais instituições de ensino superior do país, a Universidade de São Paulo (USP) tem apenas 129 professores que se declaram negros — cerca de 2,2% do total de docentes. Entre os estudantes, a porcentagem também é baixa: em 2017, apenas 4% dos calouros eram negros.

1 – Alfred Oscar Coffin (1861 – 1933)

Coffin foi professor de matemática e língua românica da Universidade Wiley, no estado norte-americano do Texas. Formou-se e concluiu o mestrado na Universidade Fisk, uma instituição de ensino historicamente negra do Tennessee, e, em 1889, tornou-se o primeiro afro-americano a obter um doutorado em biologia — pela Illinois Wesleyan University

2 – George Washington Carver (1864 – 1943)

Filho de escravos, Caver foi separado de sua família após um sequestro e, então, foi criado pelo casal que havia comprado seus pais. No Mississippi, teve dificuldades para encontrar uma escola que aceitasse alunos negros. Aos 13 anos, se mudou para o Texas para viver com uma família adotiva e continuar os estudos.

A primeira universidade a aceitar Carver foi a Highland University, que o rejeitou logo após descobriu que o aluno era negro. Mais tarde, foi aprovado a Universidade Estadual de Iowa, onde desenvolveu estudos sobre agricultura. O agrônomo queria promover plantações alternativas ao algodão nos EUA, como a de amendoim e batata-doce, para que fazendeiros pobres tivessem uma produção mais sustentável. Seu trabalho recebeu diversas honrarias.

3 – Ernest Everett Just (1883 – 1941)

Just foi o zoólogo norte-americano responsável por reconhecer o papel fundamental da superfície celular no desenvolvimento dos organismos. Desenvolveu pesquisas nos Estados Unidos, Itália, Alemanha e França.

4 – St. Elmo Brady (1884 – 1966)

Primeiro homem negro a conquistar um título de PhD em Química nos EUA. Atuou como professor universitário por décadas e ajudou a captar recursos para universidades historicamente negras.

5 – Alice Ball (1892 – 1916)

Além de ser a primeira mulher a se formar na Universidade do Havaí, Alice criou, aos 23 anos, o método Ball, um tratamento químico que ajudou a curar a lepra e aliviou a vida de centenas de pessoas, que não foram mais obrigadas a se exilar de suas famílias.

Ball morreu aos 24 anos, provavelmente por ter inalado gás clorídrico no laboratório. Em todo ano bissexto, no dia 29 de fevereiro, comemora-se o Alice Ball Day no Havaí.

6 – Léopold Sédar Senghor (1906 – 2001)

O pensador senegalês foi o primeiro africano formado pela Universidade de Sorbonne, em Paris. Desenvolveu o conceito de negritude e um movimento literário que exaltava a identidade negra, lamentando o impacto que a cultura europeia teve nas tradições do continente. Em 1960, logo após a independência do Senegal, foi eleito presidente, cargo que ocupou até 1980. Conheça mais sobre o trabalho de Senghor e de outros pensadores africanos contemporâneos.

7 – Kenneth Clark (1914 – 2005)

Foi a primeira pessoa negra a concluir o doutorado na Universidade Columbia. Junto com a sua esposa, Mammie Phipps Clark, criou o “experimento da boneca”, que escancarou o racismo existente desde a infância.

8 – Mammie Phipps Clark (1917 – 1983)

A psicóloga e ativista de direitos civis foi a segunda pessoa afro-americana a se tornar doutora pela Universidade Columbia. Mammie provou como a segregação racial prejudica as crianças através do experimento desenvolvido com seu marido e de testes com lápis de cor. Mammie foi diretora do Centro de Northside para o Desenvolvimento Infantil entre os anos 1946 e 1979, quando se aposentou.

9 – Katherine Johnson (1918 – )

Nascida em 26 de agosto de 1918 em West Virginia, Johnson sempre foi uma criança prodígio. Concluiu o ensino médio aos 14 anos e, aos 18, recebeu um diploma universitário.

“Eu contava tudo, os passos até a estrada, os passos até a igreja, o número de pratos e talheres que eu lavava… Tudo o que podia ser contado, eu contava”, disse Johnson à NASA, agência americana responsável por programas de exploração espacial na qual começou a trabalhar aos 35 anos.

Por seus mais de 30 anos de trabalho na agência, Johnson recebeu a Medalha Presidencial da Liberdade em 2015, a maior condecoração civil dos Estados Unidos. A história de Johnson e de outras mulheres negras que trabalharam como “calculadoras humanas” para a virou livro Conheça 5 lições inspiradoras que aprendemos com a matemática centenária.

10 – Charles E. Anderson (1919 – 1994)

Primeiro afro-americano a se tornar PhD em Meteorologia. Foi reitor da Universidade de Wisconsin e atuou na divisão de meteorologia das Forças Armadas norte-americanas durante a 2ª Guerra Mundial.

11 – David Blackwell (1919 – 2010)

Foi professor emérito de estatística na Universidade da Califórnia em Berkeley, criou o teorema Rao–Blackwell e foi a primeira pessoa negra a entrar na Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos.

12 – Jane Cooke Wright (1919-2013)

A “mãe da quimioterapia” desenvolveu novas formas de testar drogas contra o câncer e de tratar tumores difíceis de serem alcançados. Wright foi cofundadora da Sociedade Americana de Oncologia Clínica.

“O trabalho [de Jane Wright] não só era científico, mas também foi visionário para toda a ciência da oncologia”, afirma a Sandra Swain, eminente médica norte-americana e especialista em câncer de mama.

MILTON SANTOS, GEÓGRAFO BRASILEIRO (FOTO: FLICR/SITE MILTON SANTOS/CREATIVE COMMONS)

13 – Milton Santos (1926 – 2001)

Nascido em 3 de maio de 1926, em Brocas de Macaíba (BA), Santos formou-se em Direito pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e fez doutorado em Geografia pela Universidade de Estrasburgo. Ele trabalhou como jornalista, redator e professor.

Por causa do golpe militar em 1964, ele passou a ser professor itirenante em diversos países e faculdades, como a Paris-Sorbonne, na França e o MIT (Massachusetts Institute of Technology). O geógrafo retornou ao Brasil em 1977 e publicou o livro “Por uma Geografia Nova” em 1978. Recebeu 20 títulos de Doutor Honoris Causa e fundou laboratórios de geografia em países da Europa, África e América. Santos foi o primeiro brasileiro a ganhar o Prêmio Vautrin Lud (considerado o Nobel da geografia).

14 – Annie Easley (1933 – 2011)

Criada por sua mãe solteira, Easley foi uma matemática, programadora e engenheira espacial da Nasa. Na agência espacial, ela trabalhou na divisão de veículos de lançamento e presidiu o clube de esqui. Fez também importantes pesquisas na área de fontes alternativas de energia.

15 – Patricia Bath (1942 – )

Bath é a oftalmologista responsável por criar o tratamento a laser para a catarata, procedimento revolucionário e bem menos doloroso aos pacientes. Além disso, ela também é fundadora do Instituto Americano pela Prevenção da Cegueira e sua attuação profissional foi fundamental para ampliar o oferecimento de serviços oftalmológicos para comunidades pobres.

16 – Clarence Ellis (1943 – 2014)

Cientista de computação e professor emérito da Universidade do Colorado. Ellis foi pioneiro nos estudos do trabalho cooperativo auxiliado por computador e da transformação operacional.

17 – Evan Forde (1952 – )

Forde se formou em geologia e se especializou em geologia marinha pela Universidade Columbia. Hoje, é oceanógrafo e pesquisador do Laboratório Geológico e Oceanográfico Atlântico da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA (NOAA). Em 1979, entrou para a história como o primeiro oceanógrafo afro-americano a conduzir uma missão de pesquisa em uma embarcação submersível — uma Nekton Gamma, e mais tarde um Alvin e Johnson Sea Link.

Além disso, Forde também atua como educador científico e já divulgou a oceanografia para milhares de crianças em palestras nos Estados Unidos.

18 – Luiza Bairros (1953 – 2016)

Mestre em ciências sociais pela Universidade Federal da Bahia e doutora em sociologia pela Universidade Estadual de Michigan, Bairros foi ministra-chefe da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do governo Dilma. Vítima de um câncer de pulmão, a socióloga gaúcha morreu no dia 12 de julho de 2016.

19 – Mae Jemison (1956 – )

Quando Mae Carol Jemison nasceu, em 17 de outubro de 1956, em Decatur, no Alabama, a NASA não permitia que mulheres fossem astronautas. Mulheres negras, como era o caso de Jemison, então, nem se fala. Mas isso não impediu que ela, crescendo em Chicago, sonhasse com ir para o espaço: determinada, ela se formou em Engenharia Química na Universidade Stanford e, depois, em Medicina na Universidade Cornell.

Em 1987, ela conseguiu entrar para a NASA e, cinco anos depois, realizou o sonho de fazer parte da tripulação de um ônibus espacial — o Endeavour, na missão STS-47, que orbitou a Terra do dia 12 ao dia 20 de setembro de 1992.

20 – Sonia Guimarães (1957 – )

Física e professora do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), onde começou a trabalhar em 1993 — três anos antes da instituição permitir que mulheres estudassem lá.

21 – Neil deGrasse Tyson (1958 – )

O astrofísico mais pop da galáxia nasceu no Bronx, em Nova York, nos Estados Unidos, e começou a se apaixonar por astronomia aos 9 anos, numa visita ao Planetário de Hayden, do qual se tornou diretor em 1996.

Formado em astrofísica pela Universidade Columbia, sua vida midiática decolaria após assinar sob o pseudônimo Merlin, entre 1995 e 2005, uma coluna mensal na revista Star Date em que tirava dúvidas dos leitores sobre o universo. Desde então ele foi parte de todas as comissões governamentais imagináveis, colecionou prêmios de divulgação científica e apresentou a indispensável série Cosmos: Uma Odisséia do Espaço-tempo.

22 – Simone Maia Evaristo

Especialista em biologia e citotecnologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Maia é presidente da Associação Nacional de Citotecnologia (Anacito). Também atua na áre de ensino técnico do Instituto Nacional do Câncer (INCA).

23 – Viviane dos Santos Barbosa

Barbosa é uma pesquisadora baiana que, em 2010, foi premiada durante a International Aerosol Conference por desenvolver um produto catalisador que reduz emissão de gases poluentes. O evento foi realizado na Finlândia e contava com 800 trabalhos inscritos.

(Com informações de The Faces of Science: African Americans in the Sciences, As Cientistas: 50 Mulheres que Mudaram o Mundo e Brasil de Fato)

*Com edição de Thiago Tanji

Fonte: Revista Galileu

Jorge Washington convida Grupo Quinteto, Mario Ulloa e Tonynho dos Santos para Culinária Musical


Jorge Washington
Foto: Divulgação
A próxima edição do projeto Culinária Musical, capitaneado pelo Afrochef Jorge Whashington, acontece no domingo, 09 de junho, retornando à Casa do Benin, no Pelourinho. Com o partido alto do Grupo Quinteto e da cantora Beatriz Ulloa juntamente com o seu pai, o violonista Mário Ulloa, participa também o cantor, compositor, violonista e trompetista, Tonynho dos Santos. A performance poética fica por conta das atrizes Edvana Carvalho, Bárbara Borgga e Cristiane Pinho que, este ano, vão apresentar um recital poético erótico.
Na mesa, um dos pratos prediletos dos frequentadores do evento: maxixada de carne seca e carne de fumeiro com farofa d’água.
A Casa do Benin fica localizada na Rua Padre Augusto Gomes , nº 17, e o evento acontece das 12h às 17h30. A entrada custa R$ 20 (em espécie) e o prato individual R$30 (em espécie e no débito).
SERVIÇO
O quê: Culinária Musical
Quando: 09 de Junho de 2019, das 12h às 17h30
Onde: Casa do Benin – Rua Padre Augusto Gomes, 17 (Esquina do Taboão) – Pelourinho
Quanto: R$ 20 (entrada em espécie) e prato R$ 30 (em espécie e no cartão de débito)
Atrações: Grupo Quinteto, Beatriz Ulloa, Mario Ulloa, Tonynho doas Santos, Edvana Carvalho, Barbara Borgga, Cristiane Pinho
Cardápio: Maxixada de carne seca e carne de fumeiro com farofa d’água