IX Semana da África acontece na Universidade Federal da Bahia até 24 de maio


Foto: Ascom SecultBA

Promover diálogos entre acadêmicos, educadores, cientistas sociais, antropólogos, economistas, dramaturgos, literatos, brasileiros e africanos, sobre o futuro das cooperações sul-sul entre África e Brasil. Esse é o objetivo da IX Semana da África que acontece de 22 a 24 de maio, no Auditório do PAF -3 da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Ondina. O evento tem apoio da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), por meio da Fundação Pedro Calmon (FPC) e do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI).

O debate será promovido em torno do que fazer para que a África possa seguramente construir seu desenvolvimento social e econômico, além de disseminar análises críticas e estimular a reflexão acerca das relações África-Brasil-África no âmbito da produção acadêmica, das políticas de circulação de bens simbólicos, da estética e das relações identitárias.

A ideia é discutir sobre a apropriação da literatura, cinema e de outras formas de produção de conhecimento sobre a África por parte do público brasileiro, em especial por parte de educadores interessados em integrar na prática pedagógica o ensino da cultura e da história africana e afro-brasileira, na perspectiva da implementação das Leis nº 10.639/2003 e 11.645/2008, que tratam da obrigatoriedade do ensino da cultura e da história negra, afrodescendente e africana no Brasil.

Na programação, o público vai poder participar de várias atividades, como o lançamento do livro Médicas-sacerdotisas. Religiosidades ancestrais e contestação ao sul de Moçambique, apresentações artísticas, debates sobre o futuro da cooperação Sul-Sul entre África e Brasil e mostra de cinemas africanos. Integram também a Semana da África, a Feira de empreendedores Negrxs e Feira Literária, na Praça das Artes, em Ondina, e o show de Sine Calmon & Morrão Fumegante, na sexta-feira (24) às 20h, no Largo Pedro Archanjo, no Pelourinho.

A Semana da África vem sendo realizada por iniciativa de estudantes africanos na Bahia, em parceria com estudantes afro-brasileiros, em Salvador, desde maio de 2006. Nesta edição, o evento está sendo acolhido, pela UFBA, Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Programa de Pós-Graduação em Literatura e Cultura (LitCult), Programa de Pós-Graduação em Estudos Africanos (Pós-Afro), Pró-Reitoria de Extensão da UFBA (PROEXT), Pró-Reitoria de Assistência Estudantil (PROAE), Secretaria Municipal de Reparação de Salvador (Semur), Consulado da Guiné-Bissau na Bahia, Centro Cultural Casa de Angola na Bahia, Secretaria da Promoção de Igualdade Racial (Sepromi), Centro de Culturas Populares e Indenitárias (CCPI) e Fundação Pedro Calmon (FPC) e Secretaria de Cultura da Bahia.

PROGRAMAÇÃO – IX Semana da África 

 

22/05/2019 Quarta-feira 

10h

ILUFBA/Ondina

En(Cruz)ilhada

Texto e atuação de Leno Sacramento

Auditório do Paf-3/UFBA

16h Credenciamento

16h10 Apresentações

Grupo IsaMan

Grupo Sarau da Onça

Grupo Kalunga

Outros

17h Lançamento do Livro

Médicas-sacerdotisas. Religiosidades ancestrais e contestação ao sul de Moçambique (c. 1927-1988).

Autora: Jacimara S. Santana (UNEB)

(Mando Lattes da professora)

17h40

Pausa para o Coffee Break

18h

Abertura solene

Representantes institucionais

Cássia Virginia Maciel Pró-Reitoria de Ações Afirmativas, (PROAE)

Representando a Universidade Federal da Bahia

 Universidade do Estado da Bahia (UNEB)

 Dr.ª Alvanita Almeida Santos

Programa de Pós-Graduação em Literatura e Cultura

 Dr.ª Lívia Maria Santana e Sant’Ana Vaz

Promotora de Justiça

Coordenadora do GEDEM/LGBT

 Vitor Marques

Coletivo Luíza Bairros

 Zulu de Araujo Diretor da Fundação Pedro Calmon

Secretaria de Cultura do Estado da Bahia

 Fabya Reis

Secretária de Promoção de Igualdade Racial do Estado da Bahia

 Adulai Baldé Coordenador do Evento

 18h30

Conferencia de abertura

África/Brasil: o futuro da cooperação sul-sul

Me. Miguel de Barros – (CESAC/Guiné-Bissau)

 

Dia 23 /05/2018

 

09h -12h Auditório PAF3

Mesa – 1

Cooperação Sul-Sul: Um balanço histórico

Me. Vagner Gomes Bijagó – UFAL (Guiné-Bissau)

Dr. Deolindo Nunes de Barros – UNILAB (Cabo-Verde)

Dr. Henrique Tomé – UFBA (São Tomé e Príncipe)

Debatedora: Dr. Fábio Baqueiro – UNILAB (Brasil)

14h – 16h

Mesa – 2

Mulher, politica e transformação social na África e no Brasil

Dr.ª Tatiana Emília Gomes UFBA (Brasil)

Dr.ª Patrícia Godinho – UFBA (Guiné-Bissau)

Dr.ª Rutte Tavares Cardoso Andrade – UNILAB (Cabo-Verde)

Debatedora: Me. Hilda França UBFA (Brasil)

17h Apresentação Artística

18h – 20h

Mesa – 3

Literatura, memória e ancestralidade

Dr. Henrique Freitas – UFBA (Brasil)

Dr.ª Fatima Ribeiro – UFBA (Brasil)

Dr. Zulu de Araujo – FPC (Brasil)

Moderadora: Dr.ª Suely Santana – UNEB (Brasil)

 

Dia 24 /05/2018

 

09h-12h

Mesa – 4

Conhecimento e ensino da África no Brasil

Dr.ª Denise Carrascosa França UFBA – (Brasil)

Dr.ª Fabya Reis – SEPROMI (Brasil)

Dr. Wilson Mattos – UNEB (Brasil)

Debatedor: Me. Daniel dos Santos – UFBA (Brasil)

14h -15h30

Mesa – 5

Estado, juventude e violência no Brasil e na África 

Dr. Detoubab Ndiaye – UNEB (Senegal)

Me. Laís da Silva Avelar – UNB (Brasil)

Me. Jorge Augusto – UFBA

Moderadora: Me. Maria Dolores Sosin Rodriguez – UFBA (Brasil)

15h30 -17h30

Mesa – 6

O retorno da raça no cenário da globalização

Dr. Carlos Subuhana – UNILAB (Moçambique)

Dr.ª Florentina de Silva Souza – UFBA (Brasil)

Dr. Pedro Acosta Leyva – UNILAB (CUBA)

Debatedora: Me. Dayse Sacramento – IFBA (Brasil)

18h

Conferencia de encerramento

África/Brasil: Discutindo as questões religiosas e interculturais

Babalawo Falere Okunlola (Nigéria)

Apresentação do projeto memórias de leitura no início e final de cada mesa do debate

Gts: comunicação

 

Dias 23-24/05/2019

 

09h -12h (Sala a ser definida)

Eixo temáticos

Eixo 1. Produções intelectuais e culturais africanas e afro-diaspórica, identidade cultural e memória.

Eixo 2. Cultura, artes, estilos de vida e poder na África e na diáspora.

Eixo 3. Tensões sociais, relações internacionais e integração em/entre territorialidades afetas.

Eixo 4. Outros Aportes Temáticos.

14h -18h

Mostra de cinemas africanos (curtas e longas metragens)

Drª. Juciele de Oliveira

Dr. Alex França

 

Dias 22, 23 e 24/05/2019

Feira de empreendedores Negrxs (Praça das Artes, Ondina)

Feira Literária (Praça das Artes, Ondina)

 

24/05/2019

20h/ 00h

Noite Cultural (Largo Pedro Archanjo, no Pelourinho)

Atração principal

Sine Calmon & Morrão Fumegante

Revista Afirmativa lança terceira edição em Cachoeira


Foto: Divulgação

A 3ª edição impressa da Revista Afirmativa, do coletivo de mídia negra, foi lançada no dia 22 de maio no auditório do Centro de Artes Humanidades e Letras (Cahl – UFRB) – Cachoeira, em parceria com o Programa de Pós-graduação em Comunicação (PPGCOM – UFRB). Além da distribuição gratuita da revista, durante a programação houve uma roda de diálogo com o tema: “Mídias negras – disputas de narrativas e imaginários pelo enfrentamento ao racismo”.

Para provocar o debate, teremos a presença do doutor em antropologia e professor convidado da UFRB, Kabenguele Munanga; da jornalista e doutora em comunicação Rosane Borges; do Jornalista, doutor em educação e fundador do Jornal Irohin, Edson Cardoso; e da jornalista e doutora em comunicação, Jussara Maia.

A 3ª edição da revista é dedicada as Juventudes Negras, e aborda questões como violência, genocídio contra o povo negro, formas de luta, resistência e bem-viver. A Revista Afirmativa, além da versão impressa, funciona na plataforma virtual online e em todas as redes sociais. O projeto nasceu em março de 2014 e foi concebida e produzida por estudantes negras e negros do curso de jornalismo da UFRB, em Cachoeira.

Faça o download da Revista Afirmativa

Teatro Vila Velha sedia debate e espetáculo solo sobre mulheres negras


Foto: Divulgação

No dia 28 de maio, às 19h, acontece no Teatro Vila Velha (Campo Grande), um ensaio aberto do espetáculo solo Rosas Negras, em mais uma edição do projeto Terças Pretas, do Bando de Teatro Olodum. Na peça, a intérprete-criadora, Fabíola Nansurê, fala das questões e dramas das mulheres negras e contribui para a discussão e rompimento dos estereótipos que historicamente são atribuídos a elas.

Logo após a apresentação, haverá um debate sobre as questões levantadas na obra, com mediação de Sara Cristina, administradora da página Desintoxicação do Romantismo, que reúne mais de 319 mil seguidores no facebook e 148 mil no Instagram. Com direção de Diana Ramos, Rosas Negras integra o projeto Natas em Solos, do Núcleo Afro Brasileiro de Teatro de Alagoinhas, o grupo NATA, companhia que celebra 20 anos de trajetória artística.

Unindo teatro e dança, Rosas Negras reverencia a ancestralidade feminina, coloca a mulher negra como protagonista da sua própria história, para empoderar mulheres e potencializar a autoestima e valorização das raízes afro-brasileira.

O Terças Pretas é uma iniciativa do Bando de Teatro Olodum para promover o diálogo entre as diversas linguagens da performance negra, em espetáculos que revelam o talento dos artistas negros brasileiros. Os ingressos custam R$10 (inteira) e R$5 (meia) – mulher negra paga meia – e já estão à venda na bilheteria e no site www.teatrovilavelha.com.br

SERVIÇO

Terças Pretas, realização do Bando de Teatro Olodum

O quê? Ensaio aberto de Rosas Negras, solo de Fabíola Nansurê, direção de Diana Ramos (Grupo NATA)

Bate papo ao final do espetáculo, com mediação de Sara Cristina, administradora da página Desintoxicação do Romantismo

Quando? dia 28 de maio (terça-feira), 19h

Quanto? R$10 inteira e R$ 5 meia (mulher negra paga meia)

Onde? Teatro Vila Velha, Passeio Público, no Campo Grande. Tel: 71.3083-4619)

Informações para Imprensa: 71.99205-5179 / 98873-7047 André Santana

Comunidade Guerreira Zeferina ganha documentário sobre história de luta


Foto: Divulgação Secom Salvador

O documentário Zeferinas – Guerreiras da Vida, relata a vida da Guerreira Zeferina, contada em imagens e relatos, se misturando à história de superação de quatro mulheres que viveram na antiga Cidade de Plástico, hoje moradoras do conjunto habitacional que leva o nome da líder quilombola que lutou pela liberdade no Subúrbio Ferroviário, no século XIX. O enredo se passa em Periperi, entre 1826 a 2019. A obra faz um paralelo entre as guerreiras do tempo presente, que têm uma história de superação, com a heroína do passado, que é a inspiração para o nome da comunidade.

Quem narra essa história são as moradoras Cassileide, Vanda, Tâmara e Miriã. Dona de casa e mãe solteira de um casal, Cassileide Bonfim, 42 anos, chegou à Cidade de Plástico em 2010. “Passamos muita coisa aqui, foi muito sofrido. Mas nunca duvidamos que teríamos uma moradia digna; e esse dia chegou.” O documentário conta como ela, uma mãe solteira, acabou lutando muito para criar os filhos em um local tão desprovido de tudo.

Além de Cassileide, Zeferinas – Guerreiras da Vida traz a história de Vanda, a mais velha das quatro mulheres e que ganhou o título de personagem da alegria. A professora Tâmara, chamada de Mara, que está grávida e cheia de perspectiva de futuro, também narra a história de amor vivida com o marido e a família na comunidade. O documentário tem ainda um pouco da vida de Miriã, uma batalhadora que, além de ter sido agraciada com o sonho da moradia digna, trabalha na cozinha da Creche-Escola Guerreira Zeferina, outra iniciativa da Prefeitura. A unidade de ensino funciona dentro do conjunto habitacional e atende 130 crianças da comunidade.

O filme busca sempre o elo dessas mulheres com a Zeferina guerreira do passado e culmina com a mudança total da realidade dos moradores da comunidade, quando a Cidade de Plástico, com quase 300 famílias, considerada a área mais pobre da capital baiana durante anos, é transformada, em 2018. Hoje, a vida dessas quatro famílias e de mais outras 253 tem um outro sentido. O conjunto habitacional, composto por 10 prédios espalhados em uma área com mais de 20 mil m², abriga moradores com toda a infraestrutura, incluindo 20 moradias adaptadas para pessoas com deficiência. E aquele passado de dor e privações, marcado nas lembranças dessas famílias, só será reavivado nas telas do filme.

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Últimas apresentações do evento Eu Brinco, Eu Existo do Amora leva práticas de promoção da igualdade racial


Foto: Magali Moraes

As últimas apresentações da Caravana do Amora com o evento Eu Brinco, Eu Existo, acontecem nos dia 20 e 28 de maio, nos bairros de San Martin e Periperi, respectivamente. Durante três meses, o projeto percorreu escolas públicas da região metropolitana levando representatividade e práticas de promoção de igualdade racial através de atividades lúdicas envolvendo contação de histórias com uma boneca humanizada, abordando questões como estética e cultura afro, diversidade étnica e história africana. Desta vez, a cantora Gilmelândia, madrinha do projeto, participa fazendo números de mágica e levando música e mensagens afirmativas para as crianças.

“Eu amo o Amora porque desde que conheci o projeto fiquei encantada com a valorização que faz da criança, de ensinar a ela a ter autoestima, amar o cabelo dela, amar a cor dela, afinal é muito importante quando o ser humano se ama porque ela vai espalhar esse amor pelo mundo, essa autovalorização, porque a gente só pode amar o outro se a gente primeiro se amar”, observa Gilmelândia, que esteve no último dia 16 junto com o Amora na escola Quingoma, no bairro Caji, em Lauro de Freitas.

Foto: Magali Moraes

Gilmelândia começou a cantar ainda criança. A irreverência e o jeito moleca, características de Gil, marcam a sua carreira nos palcos. A energia contagiante dos shows mostra que a presença dela sempre foi um diferencial. “Tenho uma relação muito forte com o projeto e também estudei em escolas públicas. Sou apaixonada pelo Amora”, completa Gil. O evento Eu Brinco, Eu Existo é parte das ações do “Mais que brinquedos, representatividade”, único projeto baiano selecionado, dentre 172 inscritos, pelo edital Negras Potências realizado em 2018 em parceria entre o Benfeitoria e o Fundo Baobá.

O professor Paulo Henrique, coordenador do Lab Social, ambiente de negócios sociais da Unifacs, onde o projeto Amora foi germinado, pontua que o Amora é o “principal case de inovação social com foco em venda de produtos infantis, porque essa inovação é trabalhada em várias vertentes: criatividade, relacionamento com clientes, canais, parcerias, tornando o negócio sustentável  e contribuinte para a construção de uma política pública de trabalho em escolas municipais, para o enriquecimento sociocultural dessas crianças.”

Por desenvolver brinquedos que auto afirmam a identidade étnica da criança que brinca com eles, o Ateliê ganhou em 2017 o Prêmio International Laureautte de Empreendedorismo Social, que Paulo pontua como “um divisor de águas” na jornada do Amora: “foi para o projeto e foi para nós também, para que percebêssemos o quanto vale confiar no empreendedor que está à frente de um negócio. A parceria entre o Amora e o Lab Social é contínua e vemos o projeto como um importante multiplicador da importância do impacto social.”

“Montamos uma rede com importantes parcerias e apoios para ampliar o alcance da mensagem do Amora como negócio social, que vem resultando no crescimento do projeto, no seu alcance e na aparição dos primeiros resultados”, afirma Ivanna Soutto, Especialista em Gestão Cultural, mentora do projeto há dois anos.

Em 2018, além do Negras Potências, o Amora foi selecionado no primeiro semestre para ser pré-acelerado pela Vale do Dendê, uma holding social que fomenta o ecossistema de inovação e criatividade da cidade de Salvador, com foco no desenvolvimento do protagonismo dos jovens afro-brasileiros. Ainda nesse mesmo ano foi um dos 9 projetos (dentre 230 inscritos, oriundos de 16 países) que recebeu menção honrosa no Here for Good, premiação internacional que reconhece iniciativas de impacto social que conferem um bem à sociedade.

Jaciara Nogueira dos Santos Araújo, diretora da Escola Municipal Saturnino Cabral, uma das 12 escolas selecionadas pelo projeto, fala da sua alegria de ter visto um projeto como o Amora acontecendo na escola localizada no bairro Cosme de Farias: “Estamos aqui em um ambiente humilde, cercado de violência urbana, porém a comunidade acredita na escola, e escola realmente acredita no poder da educação. Aqui os meninos são extremamente interativos e educados, o que desmistifica isso de que a criança pobre é mal educada. Complicado é você ir para o shopping, ir nas lojas e não encontrar um brinquedo que pareça com você: tem que ter representatividade no brinquedo!”.

Criado e gerenciado por Geo Nunes, especialista em Design Estratégico, o Amora Brinquedos Afirmativos, em apenas três anos de atuação, já impactou a vida de centenas de pessoas, envolvendo costureiras e artesãs capacitadas com a tecnologia social de produção de bonecos, crianças impactadas diretamente através das oficinas e aquisição de bonecos e bonecas pretas e pessoas impactadas em palestras e oficinas que discutem representatividade negra infantil. Hoje, a cada peça vendida, uma é doada.

 

Últimas apresentações do evento Eu Brinco, Eu Existo:

_ Dia 20 de maio: Escola Municipal Calafate

Rua Direita do Calafate, 151 San Martim

_ Dia 28 de maio: Escola Municipal Periperi

Rua Rosalvo Barbosa Romeu, Periperi

Confira ações da Amora nas redes sociais:

Instagram: https://www.instagram.com/amorabonecas/

Facebook: https://www.facebook.com/amorabonecas/

Site: www.amorabonecas.com.br

Fotos e vídeos de todas as edições realizadas do Eu Brinco, Eu existo:

http://www.amorabonecas.com.br/eu-brinco-eu-existo-pg-64292

Larissa Luz lança terceiro álbum solo “Trovão”!


Foto: Breno Galtier

A cantora baiana, Larissa Luz, lança seu mais novo álbum, “Trovão”, disponível a partir do dia 17 nos aplicativos de música através da Natura Musical e a Altafonte. Com produção de Rafa Dias, seu terceiro disco solo traz 13 faixas que conta com convidados de peso como a brasiliense Elen Oléria e representantes da Bahia como Lazzo Matumbi, Luedji Luna, Letieres Leite e o alabê Gabi Guedes.

Larissa Luz antecipou para seus fãs a faixa “Gira” – composta por ela em parceria com Bia Ferreira e Doralyce – com direito a clipe conceitual e impactante dirigido por Heitor Dhalia, que assim como a canção, faz uma abordagem moderna e pop da magia original africana. Os shows de lançamento de “Trovão” acontecem nos dias 9 e 16 de maio, na Praça Tereza Batista, em Salvador e na Marina da Glória – Shell Open Air, Rio de Janeiro; e dia 5 e 13 de junho na Agulha, em Porto Alegre e Casa Natura, em São Paulo, respectivamente.

“Esse disco nasceu da necessidade de trazer para nosso cotidiano de forma simples e contemporânea traços da nossa conexão ancestral com os ritos e práticas das religiões de matriz africana. Queria vir com uma abordagem sob uma perspectiva atual, urbana, crítica, divertida, não tão óbvia, não tão direta e com muito respeito, numa releitura tecnológica de ritmos tribais para tirar o público do lugar de conforto e provocar uma percepção interna da nossa ancestralidade”, conta a cantora baiana radicada no Rio, que brilhou como Elza Soares no Musical Elza.

Larissa lembra que este ano, Mãe Stella de Oxóssi e Makota Valdina, duas importantes ialorixás na luta contra o racismo religioso, seguiram para o Orun. Que uma lei discriminalizando o sacrifício de animais nos ritos gerou uma série de polêmicas que para ela evidenciaram a falta de conhecimento de grande parte da população sobre história e práticas dos negros. Um ano com tragédias que demonstraram a importância da valorização da natureza e a aproximação dos elementos sagrados.

Foto: Breno Galtier

“Em tempos difíceis, senti a relevância de evocarmos a nossa fé e fazer dela instrumento de sobrevivência e resistência. Produzir uma música impulsionadora, energizante e eletrizante, que sugere a dança, que é elemento de transe e uma via para alcançarmos lugares elevados espiritualmente. Xirê! Os ritos africanos são grandes celebrações e assim é ‘Trovão'”, define Larissa.

 

Mais sobre o álbum

“Sou de Iansã com Ogum e ideias do mal eu derrubo e corto com a minha espada”, proclama Larissa Luz cheia de axé em “Aceita”, canção de abertura que já determina a força que esse “Trovão” tem. Em seguida, ela deságua em “Lama”, a segunda do disco e a coerência da ordem faz com que “Nanã” – a orixá que veio da lama e ajudou a modelar o ser humano – venha como terceira faixa.

O ritual baile continua com “Macumba”, que tem os atabaques do alabê Gabi Guedes se misturando à modernidade eletrônica, uma assinatura característica de Rafa Dias, líder do grupo “Àttooxxá” que além de produzir, ajudou Larissa na criação de melodias e letras. “Passei para ele o conceito sobre o universo e abordagem do disco, ele foi construindo os beats, fomos colocando letras e vozes”, lembra Larissa.

A “Gira” (faixa cinco) continua com Larissa batendo forte nos pensamentos retrógados e une essa força com Luedji Luna em “Climão” num encontro que reluz como o ouro de Oxum. “Me jogo no rio e deixo ele me levar…”, diz um trecho.

 

 

Assista o vídeo da música GIRA.

II Mostra Itinerante de Cinemas Negros Mahomed Bamba


Foto: Divulgação

Segue até o dia 18 de maio as inscrições para envio de obras cinematográficas à II Mostra Itinerante de Cinemas Negros – Mahomed Bamba. O festival internacional de audiovisual reunirá filmes do cinema negro brasileiro-diaspórico e de obras produzidas em africanos, países latinos, lusófonos, e francófonos, ampliando suas inscrições para conexões mundiais.

A MIMB celebra o sucesso da sua primeira edição, que mobilizou mais 2.500 pessoas entre sessões de filmes, shows, oficinas e rodas de conversas. Foram 131 filmes inscritos no circuito nacional, 30 selecionados; 14 produções internacionais de cineastas da diáspora, distribuídos 14 sessões itinerantes em cinco bairros da cidade de Salvador – Pelourinho, Barris, Cabula, Garcia e Alagados.

Os critérios de seleção dependem de cada categoria, gênero, temática e duração do filme. A Mostra acontecerá entre os dias 14 e 18 de agosto de 2019. Ao todo serão selecionados 50 filmes, trazendo narrativas que abordem questões de gênero, raça, sexualidade, subjetividades, oralidade e memórias de resistência do povo preto, fortalecendo, valorizando e disseminando conteúdos produzidos por realizadorxs negrxs.

O formulário de inscrição e regulamento está disponível e pode ser preenchido no seguinte link

VII Congresso Baiano de Pesquisadorxs Negrxs acontece em julho deste ano


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Foto: Divulgação

O VII Congresso Baiano de Pesquisadorxs Negrxs da Bahia (CBPN) traz esse ano o tema ‘Políticas, saberes e tecnologias afro-diaspóricas: insurgências nas contemporaneidades negras’, pretendendo colocar em debate modos de insurgências negras que são produzidos/gestados nos espaços da afro-diáspora, forjando/inspirando/demandando a implementação de políticas públicas, a reinvenção dos saberes e os modelos de reordenamento de ocupação dos territórios físicos e simbólicos. Serão acolhidos trabalhos em perspectiva transdisciplinar que dialoguem com os diversos percursos epistemológicos que compõem as contemporaneidades negras.

Ao reunir pesquisadoras e pesquisadores negros de diferentes áreas de conhecimentos, de diferentes regiões da Bahia, o Congresso participa de um importante momento de luta para sedimentação e ampliação de políticas reparatórias, de fortalecimento do diálogo entre universidade e os movimentos sociais, de apresentação de outras vias de produção de conhecimento, bem como do esforço para garantir um espaço aberto ao debate sobre pesquisas, propostas e reivindicações apresentadas pelas/os pesquisadoras/es negras/os.

O VII CBPN constrói-se no interior de uma conjuntura que exige a ampliação de reflexões e dos debates sobre a inserção qualificada das comunidades negras na sociedade brasileira, sobre reconhecimento do caráter insurgente das produções negras afro-diaspóricas e sobre possibilidade de mudança social que tais produções geraram e podem gerar no desenho de relações étnico-raciais na sociedade brasileira além de buscarem o atendimento às reivindicações dos movimentos sociais e à crescente mobilização de pesquisadoras/es negras/os através de seus estudos em prol da equidade social.

Nesta perspectiva, por exemplo, pela primeira vez, o CBPN organiza um Grupo temático voltado ao estabelecimento de diálogos com movimentos e pesquisas organizados pela Comunidade Negra Surda Brasileira. A ASSOCIAÇÃO DE PESQUISADORES NEGROS DA BAHIA (APNB) é uma instituição civil, sem fins lucrativos, destinada ao incentivo e à valorização de pesquisas realizadas, prioritariamente, por pessoas negras, sobre temas de interesse direto das comunidades negras, a fim de contribuir para a construção e a ampliação do conhecimento humano, numa perspectiva antirracista. Fundada em 06 de novembro de 2004.

Mais informações no link

Professora Ana Flávia Magalhães Pinto lança livro “Escritos de liberdade” dia 21 de maio


Foto: Mídia Ninja

O livro “Escritos de Liberdade: literatos negros, racismo e cidadania no Brasil oitocentista” será lançado no dia 21 de maio, às 17h, na Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos (Largo do Pelourinho). A autora é Ana Flávia Magalhães Pinto, professora do Departamento História da Universidade de Brasília (UnB), que apresenta um estudo detalhado sobre as articulações diretas e indiretas realizadas por homens negros, livres e letrados atuantes no cenário político-cultural das cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro na segunda metade do século XIX.

Luiz Gama, Machado de Assis, José do Patrocínio e mais um grande número de gente livre “de cor” buscaram conquistar e manter espaços no debate público sobre os rumos do país, bem como atuaram na defesa da cidadania de pessoas negras livres, libertas e escravizadas. Indo de encontro às cotidianas práticas de “preconceito de cor” e “ódio de raça”, fizeram da atuação em jornais um meio estratégico para a criação de formas de resistência, de confronto, mas também de diálogo.

De acordo com Martha Abreu, professora titular do Departamento de História da Universidade Federal Fluminense (UFF), o livro “ocupa inestimável lugar no reconhecimento da presença de sujeitos históricos negros nos debates políticos públicos e nas lutas pela cidadania e igualdade no nosso país – já na segunda metade do século XIX!”. Depois de Brasília, São Paulo e Salvador, “Escritos de Liberdade: literatos negros, racismo e cidadania no Brasil oitocentista” será lançado em Porto Alegre, Goiânia e Jataí (GO).

Sobre a autora

Ana Flávia Magalhães Pinto é professora do Departamento História da Universidade de Brasília (UnB); doutora e pós-doutora em História pela Unicamp (2014 e 2017), mestre em História pela UnB (2006), graduada em Jornalismo pelo UniCEUB (2001) e História pela Unip (2017).

Além de “Escritos de Liberdade: literatos negros, racismo e cidadania no Brasil oitocentista” (Editora da Unicamp, 2018), é autora de “Imprensa negra no Brasil oitocentista” (Selo Negro, 2010). Organizou as coletâneas “Pensadores Negros – Pensadoras Negras: Brasil, séculos XIXI e XX”, junto com Sidney Chalhoub (EDUFRB e Fino Traço, 2016); e “Griôs da Diáspora Negra” (Griô, 2017), com Chaia Dechen e Jaqueline Fernandes, entre outras publicações individuais e coletivas.

Desde a primeira graduação, Ana Flávia desenvolve pesquisas articulando conhecimentos das áreas de História, Comunicação, Literatura e Educação, com ênfase em: atuação político-cultural de pensadores/as negros/as, imprensa negra, abolicionismos e experiências de liberdade e cidadania negras no período escravista e no pós-abolição no Brasil e em outros pontos da Diáspora Africana.

Atualmente é também coordenadora nacional do GT Emancipações e Pós-Abolição da Anpuh (2017-2019) e coordenadora da Atividades Formativas do Festival da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha (Latinidades).

Serviço

Lançamento do livro “Escritos de Liberdade: literatos negros, racismo e cidadania no Brasil oitocentista”

Quando: Dia 21 de maio, 17h, na Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos (Largo do Pelourinho).

Entrada franca.

Classificação indicativa livre.

O livro também está disponível para compra no link: http://www.editoraunicamp.com.br/produto_detalhe.asp?id=1179 .

 

 

Sarauzinho da Calu volta aos palcos de Lauro de Freitas


Foto: Divulgação

O Sarauzinho da Calu chega a Lauro de Freitas, para única apresentação no dia 19 de maio, às 17h, no Cine Teatro Lauro de Freitas, e utiliza a ferramenta da poesia, música e literatura infantil para falar de representatividade, tradição, memória e identidade.

Foto: Divulgação

Baseado no livro “Calu, uma menina cheia de histórias”, que tem prefácio do ator e escritor Lázaro Ramos e foi vencedor do prêmio APCA – São Paulo em 2017, o livro serviu de inspiração para o espetáculo que é dirigida pela atriz, escritora e dramaturga Cássia Valle do Bando de Teatro Olodum.

O Sarauzinho é um espetáculo que aborda a narrativa de uma menina negra, que a partir das suas histórias contadas no bloquinho cria um universo alternativo carregado de símbolos, afirmando a importância de falar dos sonhos. De forma lúdica, criativa e transformadora, a Performance Literária retrata a transmissão de conhecimento através da oralidade, como contação de histórias, poemas e canções infantis compostas especialmente para o sarauzinho.

O elenco conta com Kelly Ribeiro, Clara Cardoso, Naira da Hora, Juliana Luz, Vagner de Jesus e a atriz mirim Ayana Dantas, além dos artistas colaboradores Merry Batista, Marquinhos Dede, Shirley Sanveja, Nine Vieira. A direção do Sarauzinho é de Cássia Valle, codireção Leno Sacramento, produção da DiPreta, direção musical de Cell Dantas, iluminação Rivaldo Rio e Fotografia de Fafá.

SERVIÇO:

O que: “Sarauzinho da Calu”

Quando: 19 de maio de 2019.

Onde: Cine teatro Lauro de Freitas

Quanto: R$10,00 (inteira) / R$ 5,00 (meia) disponível na bilheteria do teatro.

Classificação: Livre

Realização: Moinhos Giros de Arte Cultura e Comunicação