5º Chá da Diversidade promove diálogos sobre saúde e bem-estar


Foto: Matheus Thierry

Acontece no sábado, dia 25 de maio, a partir das 16h, na Residência Universitária da UFBA R1, no Corredor da Vitória, o 5º Chá da Diversidade, organizado pelo Grupo de Dissidência Sexual e de Gênero das Residências Universitárias da UFBA (GDR). Nesta edição, o GDR traz o tema “Entre existências e resistências: Diálogos sobre Saúde e Bem-Estar”, convocando toda a sociedade à uma conversa sobre o autocuidado e preservação da saúde de pessoas LGBTQIA+, em Salvador.

Em formato que fez sucesso nas duas últimas edições, o talk show que será apresentado pela drag queen e performer Malayka SN, mediando o bate-papo com convidados do coletivo, quando o chá será servido, às 19h. A arte-educadora e atriz do Coletivo das Liliths, Xan Marçall; o psicólogo e bicha preta, Gabriel Leal; o estudante de Direito, gay e cadeirante, Mauro Rocha e a professora da Escola de Enfermagem da UFBA, Carle Porcino levarão suas contribuições como ativistas e militantes das causas LGBTQIA+ ao debate. 

O bate-papo será musicado pela cantora Keila Paixão, graduanda do curso de Gênero e Diversidade da UFBA e o agito segue com o Dj Roberto Jr, residente da Boate Tropical Club, animando o encerramento do evento com um som eclético que já é tradição nos eventos do GDR. Durante as atividades do Chá da Diversidade, o espaço da histórica casa de estudantes recebe a Feira da Economia Criativa LGBT, também promovida pelo grupo, disponibilizando um espaço para divulgação e venda de produtos e serviços variados aos pequenos empreendedores LGBT da cidade.

Empreendedorismo

O espaço da histórica casa de estudantes recebe a Feira da Economia Criativa LGBT, também promovida pelo grupo, durante as atividades do Chá da Diversidade, disponibilizando um espaço para divulgação e venda de produtos e serviços variados, aos pequenos empreendedores LGBT da cidade que tem até a sexta-feira 17 de maio para se inscrever e podem procurar no instagram @gdr.ufba as instruções para participar. Mais informações no instagram @gdr.ufba e no link

SERVIÇO

O quê: 5° Chá da Diversidade – “Entre existências e resistências: Diálogo sobre saúde e bem-estar”

Quando: Sábado 25 de maio de 2019, a partir das 16:00hs

Onde: Residência Universitária UFBA R1, nª 2382, Corredor da Vitória

Quando: Entrada GRATUITA

Bairro da Paz recebe atividades lúdicas no ‘Dia de Brincar’


Foto: Carlos Casaes

O Dia de Brincar será realizado no próximo sábado, 18 de maio, das 9h às 12h, no Bairro da Paz, aberto para crianças e adultos. Esse é o terceiro ano consecutivo da realização do evento, sucesso entre os moradores do bairro. O objetivo é estimular a importância do brincar através do Programa Avançar, mantido pela Santa Casa da Bahia.

Na programação tem oficina de massinha, pintura de rosto, penteados, slime, karaokê e muitas brincadeiras de rua, como pula corda, baleado e corrida no cesto. A programação inclui abertura com a apresentação da Banda Sinfônica da Paz, fruto da parceria entre a Santa Casa e o NEOJIBA, e encerramento com chuva de pó colorido.

Foto: Carlos Casaes

Roberta Martins, pedagoga da Santa Casa da Bahia, destaca a importância de manter o evento no calendário fixo da entidade. “O objetivo é resgatar esse brincar na vida, tanto para a criança quanto para o adulto, que é envolvido igualmente. Atualmente, não vemos com tanta frequência esse tipo de atividade lúdica sendo praticada pelas crianças e percebemos a grande adesão da comunidade, conectando os participantes de todas as idades”.

Programa Avançar

Fundado em 2009 pela Santa Casa da Bahia, o Programa Avançar – Centro de Referência em Promoção Social e Capacitação desenvolve projetos e programas com o objetivo de contribuir com o desenvolvimento socioeconômico e cultural dos moradores do Bairro da Paz. O espaço oferta gratuitamente cursos e oficinas para geração de emprego e renda, ações de incentivo à cidadania e protagonismo para crianças, jovens e adultos da comunidade. Cerca de 3.000 pessoas são diretamente impactadas todos os anos, com a prestação de mais de 12 mil atendimentos sociais.

Serviço:

O que: Dia de Brincar

Onde: Programa Avançar – Rua Nossa Senhora da Paz, número 15, Bairro da Paz.

Quando: sábado, 18 de maio, das 9h às 12h.

IRDEB divulga edital do 17º FESTIVAL DE MÚSICA EDUCADORA FM 


O Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (IRDEB) vai realizar o 17º FESTIVAL DE MÚSICA EDUCADORA FM para seleção de Melhor Música com Letra, Melhor Música Instrumental, Melhor Intérprete Vocal (cantor (a) ou grupo vocal), Melhor Intérprete Instrumental, Melhor Arranjo para Música Instrumental e Melhor Arranjo para Música com Letra.

Os interessados poderão obter informações e/ou realizar inscrições no período de 25 de junho até 25 de julho de 2019, das 14h às 17h, na Rua Pedro Gama, 413-E, Alto do Sobradinho, Federação, em Salvador, pelo telefone (71) 3116-7401 e no site www.educadora.ba.gov.br.

Em caso de inscrição através dos Correios, elas deverão ser feitas com Aviso de Recebimento (AR) e postadas até o dia 25 de julho de 2019, devendo chegar à sede do IRDEB no prazo de até 5 (cinco) dias corridos, úteis ou não, após essa data. Acesse o edital aqui.

#GrafiasEletrônicas ressalta poesia em prol da luta antirracista


Foto: Leo Rocha
O edital Grafias Eletrônicas, parceria entre a Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb/SecultBA) e o Instituto de Radiodifusão (Iderb) reforça, a partir da poesia, que vidas negras importam. A população negra tem escrito símbolos que representam sua beleza e resistência para enfrentar os estereótipos que muitas vezes ganham os noticiários. “Vejo a literatura como um relevante espaço de representação e de batalha, no qual busco recontar histórias, principalmente vivências coletivas de um povo que foi cruelmente submetido a um processo violento de desumanização, silenciamento e apagamento”, afirma a jornalista, Donminique Azevedo. 
Para ela, a palavra é uma importante aliada na construção de contra narrativas. Além de jornalista, Donminique desenvolve ações ligadas à cultura digital com foco na educomunicação para pensar colaboração, compartilhamento, acesso e distribuição. “A palavra me permite questionar e visibilizar nossas resistências afirmativas. Participar do Grafias Eletrônicas, ainda que uma pequena amostra, é muito representativo”, diz.
A jornalista define seu texto “Por um Fio Encrespei” como “fragmentos de resistências capilares” em que atravessa histórias de meninas que como ela, na infância adotaram processos quimicamente agressivos para ter um “cabelo bom”. “Experiência como estas atravessam a história de mulheres negras que crescem vítimas de um esquema de negação com base no racismo estrutural, mas, atentas as narrativas de mulheres que conheceram o fio de seu cabelo, aprenderam a cuidar e amá-lo”, enaltece.
Foto: Acervo Pessoal

Outra pauta muito cara para a população negra é a morte cada vez mais precoce de jovens. Jairo Pinto, poeta-residente do Sarau Bem Black, aborda em seu texto “Minha Canção do Exílio” a urgência de brecar o extermínio. “Trato da necessidade de frear a necropolítica que tem matado jovens, negros, moradores da periferia. Os bairros periféricos de Salvador estão nos versos, mas chamo a atenção para este problema onde quer que ele esteja”, reflete.

Jairo já escreveu para oito edições consecutivas da antologia Cadernos Negros, participou também do Projeto Pé de Poesia e teve seus poemas espalhados por diversas árvores da cidade. “Durante muito tempo eu escrevia, mas não me percebia como um artista da palavra. Só mais tarde me ocorreu que eu estava publicando minhas subjetividades”, lembra o artista.

De acordo ao poeta, o Grafias é importante por manter a cultura oral nos diversos meios utilizados. “É importante por levar a literatura, de forma oral, para TV e para o rádio, que ainda são meios de comunicação muito utilizados com a expressão do próprio autor(a), ampliando o acesso do público a arte literária”, conta o poeta.

1° Congresso Internacional de Saúde e Beleza Negra acontece em Salvador em novembro


Foto: Divulgação

Previsto para acontecer em novembro deste ano, Salvador será sede do 1º Congresso Internacional de Saúde e Beleza Negra na América Latina. Será um evento único e interdisciplinar que reunirá especialistas das áreas de saúde, beleza e comportamento, além de novidades de pesquisas e tendências.

Mais informações em [email protected]

Saiba mais aqui.

Criada nova ferramenta de comunicação independente a serviço da luta antiracista


Foto: Divulgação

PODER PARA O POVO PRETO. Essas quatro palavras são velhas conhecidas, principalmente pela cultura Hip Hop, que reduziu a frase para o termo 4P, termo esse que intitulou uma nova ferramenta de comunicação independente a serviço da luta antiracista: Portal 4P.

O espaço 4P é uma plataforma que se reivindica como um veículo de comunicação periférico, contra-hegemônico e de construção popular, para distribuição de informações, conteúdos e ideias emancipatórias, anti-racistas, periféricas, feministas e pró-feministas e anti-LGBTfóbicas.

O 4P é uma plataforma multimidia formulada para apresentar novos pontos de vista sobre a política nacional e internacional diferente dos ângulos jornalísticos tradicionais.

Essa nova proposta de comunicação aponta novos rumos baseados nos olhares dos que representam a maioria do Brasil: o do povo negro e periférico.

Mais informações no vídeo:

Documentário ‘Sementes: Mulheres Negras na Política’ arrecada pela plataforma Benfeitoria


Foto: Divulgação

Para viabilizar a realização do documentário Sementes: Mulheres Negras na Política, a fim de dar continuidade às gravações e custear a produção, 100% independente, as idealizadoras estão arrecadando através do financiamento coletivo na plataforma Benfeitoria. A meta é alcançar R$65 mil. Seis mulheres com histórias políticas, militâncias, partidos e pontos de vista distintos que juntas mostram a diversidade enriquecedora das mulheres negras na política brasileira. “Somos muitas e somos diversas”.

O longa-documentário SEMENTES nasce do desejo de contar como a barbárie da morte de Marielle Franco se transformou no maior levante político conduzido por mulheres negras que esse país já viu. O filme acompanha desde Junho de 2018 as candidaturas a deputada estadual e federal de seis mulheres no Rio de Janeiro: Jaqueline De Jesus, Mônica Francisco, Renata Souza, Rose Cipriano, Tainá de Paula e Talíria Petrone.

No Brasil, a sub-representação feminina na política assusta: menos de 10% das cadeiras existentes na Câmara dos Deputados são ocupadas por mulheres e no caso de mulheres negras este número é ainda menor. Nas últimas eleições houve um aumento de mais de 151% no número de candidaturas de mulheres negras no país. Apesar de uma eleição marcada pelo avanço da extrema direita, o movimento de mulheres negras e periféricas na política institucional marca também um contraponto ao conservadorismo e extremismo vigentes. Colaborar com a realização do documentário Sementes é incentivar que essa história de resistência seja contada e amplificada. E que outros caminhos para a democracia brasileira sejam vislumbrados como possíveis.

O Brasil está em 155º lugar em participação feminina no Poder Legislativo, segundo lista atualizada em Junho de 2018 da União Parlamentar (UIP). Com este índice, amarga o posto de país com menor representação parlamentar feminina na América do Sul. Apenas 4,5% das mulheres estão presentes no alto escalão da política institucional brasileira enquanto elas representam mais da metade dos eleitores brasileiros. Apesar de ainda pequeno o número de mulheres negras ocupando cadeiras na política institucional, esse movimento é um indicador da mudança que as sementes de Marielle vão construindo, lentamente, com firmeza e afeto.

Uma parceria com a Taturana Mobilização Social foi construída para levar o filme para as escolas públicas, institutos federais, coletivos de jovens negras, associação de moradores, bibliotecas populares, para o bairro, para a rua.  A distribuição de impacto social busca justamente aproximar o filme e seu tema de jovens negras que vivem em periferias brasileiras. Exibições com debates com a presença das candidatas e deputadas que fazem parte do filme, eventos no bairro que combinem a exibição do documentário com outras atrações culturais locais, são ações pensadas e planejadas para a distribuição do Sementes.

Ajude a alcançarem a meta. Clique aqui

Mart’nália canta Vinícius de Moraes no Teatro Castro Alves


Foto: Divulgação

A cantora carioca, Mart’nália, apresenta seu show Mart’nália canta Vinícius de Moraes,  dia 18 de maio (sábado), às 21h, no Teatro Castro Alves, em homenagem ao cantor, compositor e poeta. Amparada nos arranjos sempre elegantes de Celso Fonseca em parceria com o saudosíssimo Arthur Maia, a voz há um tempo rasgada e suave de Mart’nália, pé do nosso samba, traduz o amor pelas mulheres, a compaixão pelos desfavorecidos, a impaciência com os medíocres, tudo o que é motivação para os versos sempre tão bem construídos de Vinicius, numa linguagem íntima porém desacorrentada.

Os arranjos estilizados no gosto do pop moderno pós-bossa nova, pós tropicalismo, pós clube da esquina e pós rock dos 80 são menos um ninho onde a voz se aconchega do que uma bela touceira de onde salta um bicho arisco. Vinicius, que não era cantor, abre o repertório saudando e sendo saudado no “Samba da Bênção”, expondo o método. Mart’nália pega a chama, responde, e mantém a cabeça do bicho fora da moita. Quando, em “Insensatez”, Carla Bruni contribui com um canto cultamente bossanovístico, há uma unidade formal que sublinha a beleza da canção e se encaixa na folhagem leve da touceira.
É canto excelente e comovedor. O que faz ressaltar o que há de molecagem, soltura, Vinicius em Mart’nália, quando esta volta a assumir o tema. “Tonga da Mironga”, “Maria vai com as outras”, “Um pouco mais de consideração” têm isso de modo óbvio. Em “Minha namorada”, “Sabe você” ou “Você e eu”, a malandragem envolve-se, sutil, no romantismo, no protesto, na obstinação.
Em tudo, Mart’nália traz um Vinicius vivo, arranhado apesar da lisura – e sempre feliz nos lamentos. O Rio, mais uma vez, agradece a ela – e o Brasil, uma vez mais, agradece ao Rio Mart’nália Vinicius de Janeiro. Daqui da Bahia, minha gratidão enorme se estende à presença da minha terra na formação da poesia/música de Vinicius, tão comovedoramente representada pela declamação do Soneto do Corifeu por minha irmã Maria Bethânia e pela entrada de meu amadíssimo (quando éramos novinhos eu o chamava de “meu noivo”) Toquinho, na inesquecível composição que ele fez junto ao poeta sobre lugar sagrado de Salvador. O que quase me dá o direito de concluir com Bahia este texto sobre obra tão carioca. Mas Rio. E também posso chorar com a voz de Martina por toda a minha vida. Rio de novo.

Os ingressos já estão à venda na bilheteria do Teatro Castro Alves, nos SACs do Shopping Barra e do Shopping Bela Vista, ou no site do Ingresso Rápido. Os ingressos variam de R$40 a R$140.

Serviço:

Mart’nália canta Vinícius de Moraes

Dia: 18 de maio (sábado)

Início: 21h

Local: Teatro Castro Alves

Quanto:

R$ 140 (inteira) e R$ 70 (meia), das filas A a W

R$ 110 (inteira) e R$ 55 (meia), das filas X a Z8

R$ 80 (inteira) e R$ 40 (meia), das filas Z9 a Z11

Classificação indicativa: livre

‘Contos de Azeviche’ aborda literatura afro-brasileira em espetáculo teatral


Foto: Heraldo de Deus

Inspirado em narrativas da literatura afro-brasileira e resultado de intensa pesquisa sobre mitologia africana, teatro negro, música e ritmos afro-brasileiros, o espetáculo Contos de Azeviche estreia no dia 17 de maio (sexta-feira), no Auditório Milton Santos do Centro de Estudos Afro-Orientais (CEAO/Ufba), no Dois de Julho, em Salvador. A encenação é do diretor Érico JosÉ, professor da Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia (Ufba).

Foto: Heraldo de Deus

O elenco é formado por Juliete Nascimento, Lailane Dorea, Matheus Cardoso e Victor Edvani, atores e pesquisadores, que também fazem parte da Escola de Teatro da Ufba. A produção e co-encenação é de Ana Paula Carneiro, e a direção musical é de Emile Lapa e Nathalyne Santos, que criaram canções originais a serem executadas ao vivo durante o espetáculo.

Contos de Azeviche fica em cartaz nos dias 17, 18, 24, 25 e 31/05 e 1º/06 (sextas e sábados), às 19h30, na capital baiana, e nos dias 07 e 08 de junho, segue para o Cine Teatro Cachoeirano, em Cachoeira. Todas as apresentações serão gratuitas, com debates ao final de cada sessão.

Contemplado pelos editais ProCeao Ufba 1/2017 e PibiArtes 2017/2018, o projeto proporcionou que toda a equipe aprofundasse uma pesquisa sobre as heranças africanas para a arte e a cultura brasileiras. “Além de levar os resultados das práticas e pesquisas da universidade para fora dos muros da Escola de Teatro da UFBA, o espetáculo contribui para a visibilidade e valorização das culturas africanas e afro-brasileiras”, pontua Érico JosÉ, que já dirigiu espetáculos como “A Hora da Estrela”, “Morte e Vida Severina” e “Trançados de Memória de uma Atriz-Brincante”, entre outros.

Foto: Heraldo de Deus

Desde setembro de 2018, elenco e diretores adentraram no universo da cultura negra, pesquisando sobre temáticas como o candomblé e a mitologia dos orixás, ritmos como o Jongo e toda a riqueza da performance africana que agora ganham a cena por meio do espetáculo Contos de Azeviche. O projeto inclui ainda apresentação em um terreiro de candomblé e uma biblioteca comunitária.

SERVIÇO:
Contos de Azeviche
Quando: Dias 17, 18, 24, 25 e 31/05 e 1º/06 (sextas e sábados), 19h30
no Auditório Milton Santos do CEAO/Ufba, Praça Gen. Inocêncio Galvão, 42, Dois de Julho, Centro de Salvador
Dias 07 e 08 de junho, (sexta e sábado), 19h30 no Cine Teatro Cachoeirano, Praça Teixeira de Freitas, 6, Cachoeira.
Todas as apresentações serão gratuitas

Ficha Técnica

Encenação, adaptação de texto, preparação corporal, e iluminação: Érico JosÉ
Co-encenação, Produção, análise de texto: Ana Paula Carneiro
Contos de Raul Longo, Eliane Brum e Reginaldo Prandi
Direção Musical, composições inéditas e musicistas: Emillie Lapa e Natalyne Santos
Elenco: Juliette Nascimento, Lailane Dorea, Matheus Cardoso e Victor Edvani
Programação Visual: Heraldo de Deus
Operação de luz: Telma Gualberto
Assessoria de Imprensa: André Luís Santana
Figurino: Ana Paula Carneiro e Érico JosÉ
Costureira: Sarai Reis
Maquiagem: Lailane Dórea
Adereços: Gael Lira e Ana Paula Carneiro
Fotografia: Heraldo de Deus e Diney Araújo

Músicas
Músicas de Jongo
Mestre Jefinho do Tamandaré e Amendoim.
Aie Ntooto Nilé
Sérgio Souto

Sarau da Onça lança seu terceiro livro


Foto: Ray Alcides

O Sarau da Onça lançou seu terceiro livro: “O Diferencial da Favela: Dos Contos às Poesias de Quebrada” no Centro de Pastoral Afro Padre Heitor (CENPAH), em Sussuarana. O lançamento fez parte da comemoração de 8 anos do Sarau, que foi criado para transformar a vida de jovens da periferia de Salvador.

A nova edição do livro do Sarau da onça, que foi viabilizado pelo edital “Arte Todo dia Ano IV” da Prefeitura de Salvador, traz escritores e poetas que expressaram a sua “escrevivência” através de poesias e contos. Sendo que, o objetivo principal é revelar para o mundo que nas favelas existem escritores talentosos que merecem uma chance.

O novo livro do Sarau da Onça tem a capa ilustrada por Zezé Olukemi, orelha feita por ninguém menos do que Jamile Menezes, jornalista idealizadora do Portal Soteropreta, e o prefácio da Prof.ª Doutora Luciana Moreno. Além de ser, publicado pela Editora Galinha Pulando.

Para Sandro Sussuarana, escritor, poeta, educador e um dos idealizadores do Sarau, a publicação de 3 livros é uma conquista. “Esse lançamento é mais uma prova do quanto somos capazes de tornar nossos sonhos realidades, mesmo que tudo a sua volta tente te mostrar o contrário”, afirmou o poeta.

O que é o Sarau da Onça?
Prestes a completar 8 anos, o Sarau foi criado por jovens resolveram mudar a realidade que estigmatizava as periferias da cidade. O bairro de Sussuarana ganhava, naquele dia 7 de maio, uma importante iniciativa que o revelaria celeiro cultural, com artes vibrantes e participativas.

O Sarau da Onça, que ocorre 2 vezes no mês, reúne uma juventude antenada e combativa que dão seu recado dito “marginal”, “visceral” e “periférico” através das rimas. A resistência poética do Sarau da Onça é baseada nas experiências sociais destes jovens e como eles se relacionam com a cidade, com o sistema.