Letieres Leite ministra workshop “As Matrizes Africanas na Música Popular Brasileira”


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DJ Branco

O maestro Letieres Leite ministra o workshop As Matrizes Africanas na Música Popular Brasileira, no Centro de Formação em Artes da Funceb, para jovens da comunidade Hip-Hop e Rap de Salvador, neste sábado, 19 de agosto, às 14h. No salão de cerimônia do Espaço São Dâmaso, sede do CFA, no Pelourinho, o evento contará com a participação do educador e produtor DJ Branco. O programa será aberto ao público interessado.

Agora o maestro leva seu método para mais jovens, dedicados ao gênero musical Hip-Hop, que celebra o aniversário de surgimento de seu movimento, no mês de agosto, e registra um grande crescimento de admiradores e seguidores tanto na capital baiana quanto no interior do Estado. “A música rap é universal, ela tem o poder de se adaptar ao local que chega e dialogar com a cultura local. Aqui no Nordeste, por exemplo, podemos ver elementos da música Nordestina e Africana nos Samples de Rap”, considera DJ Branco.

A proposta se baseia na ideia de promover uma compreensão crítica e profunda a respeito da formação da música brasileira, principalmente daquela diretamente influenciada pela diáspora africana. “Além disso, o objetivo da série de workshops é trocar conhecimento e aperfeiçoamento técnico musical com todas essas comunidades de cultura afro da cidade do Salvador. Entre as mais importantes o CFA inclui o Ilê Aiyê e a comunidade do Hip-Hop e Rap”, considera Marle Macedo, diretora do CFA.

Serviço:
Conexão Cultural CFA – Música – As Matrizes Africanas na Música Popular Brasileira
Com: Maestro Letieres Leite, participação de DJ Branco. Para jovens da comunidade Hip-Hop e Rap e público interessado
Quando: 19 de agosto, sábado, 14h
Onde: Centro de Formação em Artes (Rua do Bispo, 29/31, Pelourinho)
Ingresso: Gratuito

Musical Se Acaso Você Chegasse terá Nara Couto e Claudia Cunha este fim de semana!


NaraCouto Vila Velha
Nara Couto – Foto Fernanda Maia

Neste final de semana, as convidadas do musical Se Acaso Você Chegasse são Nara Couto no sábado (19/08) e Claudia Cunha no domingo (20/08). Mais uma vez, o espetáculo conta com a participação artistas convidados.

 Se Acaso Você Chegasse mostra as diversas facetas que a cantora teve que assumir ao longo da sua trajetória e presta homenagem para a artista que, hoje, é reconhecida como uma grande intérprete da Música Popular Brasileira (MPB).

O espetáculo é construído de uma maneira envolvente: entrecortada por canções do repertório da cantora, a peça traz a atuação de quatro atrizes: Denise Correia, Lívia França, Josi Varjão e Clara Paixão, que vivem diversos momentos da biografia da artista.

  

O quê: espetáculo “Se Acaso Você Chegasse – uma homenagem à Elza Soares”.

Quando:  Até  27 de agosto (sábados e domingos).

Horário: 19h.

Local: Espaço Cultural da Barroquinha

Valor: Os ingressos ficam por R$ 20 (Inteira) e R$ 10 (meia)

Informações: (71) 98846-1928/  99269-8274

Vendas: No local ou pelo site: www.sympla.com.br

Musical em homanegem a Elza Soares em cartaz no Espaço Cultural da Barroquinha este mês!


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Comemorando sete anos em cartaz, o musical SE ACASO VOCÊ CHEGASSE, em homenagem a Elza Soares, volta em cartaz a partir deste sábado, 12 de agosto às 19h, no Espaço Cultural da Barroquinha. Com criação de Elísio Lopes Jr. e direção de Antônio Marques, o espetáculo teatral mostra as diversas facetas que a cantora teve que assumir ao longo da sua trajetória e presta homenagem para a artista que, hoje, é reconhecida como uma grande intérprete da Música Popular Brasileira (MPB).

A montagem é construída por canções do repertório da cantora, trazendo a atuação de quatro atrizes: Denise Correia, Lívia França, Josi Varjão e Clara Paixão, que vivem diversos momentos da biografia da artista. A peça recria justamente a época em que a ‘Elza’ no singular não existia e, a partir daí, vai construindo uma narrativa que se baseia na trajetória da estrela. O resultado é uma obra rica em detalhes que leva o espectador a se colocar no lugar da cantora e a refletir sobre certas atitudes tomadas ao longo da vida.

A Arte Sintonia Companhia de Teatro, nos últimos anos, vem desenvolvendo um trabalho de pesquisa da dramaturgia brasileira, produzindo espetáculos que se possibilitem a inserção da música e da dança no TeatroAlém de Se Acaso Você Chegasse, fazem parte do repertório da Companhia os musicais:

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AGENDE-SE!

O quê: espetáculo “Se Acaso Você Chegasse – uma homenagem à Elza Soares”.

Quando:  12 a 27 de agosto (sábados e domingos).

Horário: 19h.

Local: Espaço Cultural da Barroquinha

Valor: Os ingressos ficam por R$ 20 (Inteira) e R$ 10 (meia)

Informações: (71) 98846-1928/  99269-8274

Vendas: No local ou pelo site: www.sympla.com.br

 

Cantora e compositora baiana Ivana Gaya lança registros do show “Com Né Que São”


Ivana Gaya
Foto de Andrea Magnoni

A cantora e compositora baiana, Ivana Gaya, lança uma série de registros audiovisuais gravados durante o show “Com Né Que São”, realizado em abril, no  Espaço Cultural da Barroquinha. A cada mês a artista vai compartilhar nas redes e em seu canal oficial do YouTube, dois vídeos de canções autorais que fazem parte do seu repertório atual.

O primeiro vídeo será da música “Mais Que 30” e estará disponível na próxima quinta-feira (10 de agosto), ao meio-dia. A artevista (termo criado para dar conta da junção de artista com ativista), compôs a faixa num momento de angústia com a notícia de uma adolescente que foi vítima de estupro coletivo.

“Existe uma urgência em mexer nos traumas de questões que fazem parte do lado bizarro do nosso cotidiano. Minhas composições falam de tudo, mas escolher essa para abrir a série vem dessa agonia, dessa necessidade de trazer uma reflexão, de causar incômodo, por desejo de mudança e transformação”, explica a cantora.

Festival Dúdú Onã reúne Artes e Cultura em Alagados!


I Fórum Negro das Artes Cênicas
Espetáculo Iyá Ilu – Fto Andreia Magnoni

A culinária e as artes negras estarão em destaque no Espaço Cultural Alagados de 19 e 20 de agosto. Vai rolar o Festival Dúdú Onã,  um evento dedicado à representatividade e valorização da cultura negra sob o enfoque da economia criativa.

O Festival terá oficinas, poesia, performances e apresentações musicais, além de uma Feira de Economia Criativa, com expositores de culinária afro baiana, Moda, e Literatura. Um formação em economia criativa e popular também está prevista para a ocasião. Vai ter ainda Afrobapho, Aquarela Trio (SP), Funfun Dúdu e o Espetáculo Iyá Ilu, solo de Sanara Rocha/ NATA..

O projeto é realizado por estudantes da Oficina de Produção Cultural da Universidade Federal da Bahia, em parceria com artistas e agentes culturais da área.

“O Festival Dudu Onã busca dar visibilidade para um contexto social secundarizado. Além de buscar revitalizar a cultura negra, tanto na mídia quanto nos espaços, ele busca também por em evidência pessoas negras empreendedoras. É um espaço onde Cultura e a Arte se integram e são vistas como sustento para a população negra. Um evento onde as expressões culturais negras são postas como parte essencial da cultura da cidade de Salvador. A expectativa é facilitar o intercâmbio entre esses empreendedores negros, misturando gastronomia, musica, performances e diversas outras formas de expressão” – Pedro Batalha, um dos produtores do Festival. 

Foto: Ligia Rizério

Foto: Ligia Rizério

PROGRAME-SE!


•OFICINAS 
9:00 (Sábado – 19/08)
• Workshop de economia criativa:
Mercado da cultura e empreendedorismo no setor criativo – Júlio Marques (Bahia Criativa)

14:00
• Oficina Vivência Rítmica Percussiva – Gabi Guedes (Domingo – 20/08)
(Grupo Pradarrum e professor de percussão Afro Religiosa na CFA Música – FUNCEB)

• Oficina de Audiovisual – Júlia Morais
(Diretora do curta-metragem “Avesso” e Co-diretora do curta documental “Caruru dos Meninos”)

• Oficina de Danças Urbanas – Ronald Castro
(Grupo O Poder da Quebradeira)

• Oficina de Produção Poética – Grupo ZeferinaS

CULTURAIS •

• Sábado (19/08/2017) •
17:30 – Iyá Ilu (Performance)
19:00 – Afro Aquarela (SP)

• Domingo (20/08/2017) •
17:30 – Culminância das oficinas (Mostra das produções)
18:15 – Afrobapho
19:00 – FunFun DúDú

SERVIÇO:
Festival Dúdú Onã
Atrações:
Oficinas de audiovisual, percussão, poesia, danças urbanas e economia criativa.
Quando? Dias 19 e 20 de Agosto de 2017
Onde? Espaço Cultural Alagados – Bairro do Uruguai

Entrada Gratuita

Escritora Paulina Chiziane estará pela primeira vez na Bahia, em Cachoeira!


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Com um vasto histórico na defesa de causas que lhe caras, como a justiça e igualdade nas relações humanas, Paulina Chiziane virá à sétima edição da Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica), que acontece entre os dias 5 e 8 de outubro. Reconhecida como a primeira mulher a publicar um romance em Moçambique, a escritora compõe a mesa “A Máxima Potência que Habita as Palavras”, no sábado, dia 07, que terá a mediação de Lívia Natália e a participação de Elisa Lucinda.

Autora de trabalhos em forma de romance, conto e drama, ganhou o prêmio José Craveirinha pela obra “Niketche”, em parceria com Mia Couto; a Ordem Infante Henrique, pelo governo português; a Ordem de Oficial do Cruzeiro do Sul, pelo Governo do Brasil; e o  troféu Raça Negra, edição 2014. Sua obra foi traduzida em vários idiomas, com homenagens nacionais e internacionais, transformadas em dramaturgia, dança, música, artes plásticas e radionovela.

Seu primeiro livro foi lançado em 1990, o romance “Balada de amor ao vento”. Também é autora dos romances “Ventos do apocalipse” (1992), “O sétimo juramento” (2000), “Niketche – uma história de poligamia” (2002) e “O alegre canto da perdiz (2007)”. Em 2008 publicou o livro de contos “As andorinhas”.

“As heroínas sem nome”, em coautoria com a angolana Dya Kassembe (2008), e “Quero ser alguém” (2011) são seus livros de entrevistas. Escreveu também os ensaios “Na mão de Deus”, em coautoria com Maria do Carmo da Silva (2012), Por quem Vibram os Tambores do Além, com coautoria de Rasta Pita (2013), e “Ngoma Yethu”, com Mariana Martins (2015). Também é autora do drama “Ocupali” (2016). Este ano, lançou os versos poéticos “O Canto dos Escravos”. 

Sua obra lhe valeu a nomeação como uma das mil mulheres pacíficas do mundo pelo Movimento Internacional de Paz, One Thousand Peace Women, 2005, publicações de contos em jornais da Europa, Ásia, Africa e América, e participação em conferências de arte e literatura em Moçambique e em diferentes universidades da Europa, Ásia, Africa e América.

Em 2005, foi candidata ao Prêmio Nobel da Paz pelo movimento One Thousand Peace Womem for Nobel Prize, em reconhecimento ao seu trabalho de escrita militante pela causa da justiça e igualdade nas relações humanas do seu país, reconhecimento do trabalho social na promoção da mulher e dos grupos esfavorecidos. sitantes a Cachoeira. Uma novidade deste ano será a curadoria. O escritor e jornalista Tom Correia assume a função ocupada, em 2016, por Emmanuel Mirdad, um dos idealizadores e coordenador geral da Flica.

Serviço

Festa Literária Internacional de Cachoeira – Flica 2017

Quando: 5 a 8 de Outubro

Onde: Cachoeira/Ba


Com um vasto histórico na defesa de causas que lhe caras, como a justiça e igualdade nas relações humanas, Paulina Chiziane virá à sétima edição da Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica), que acontece entre os dias 5 e 8 de outubro. Reconhecida como a primeira mulher a publicar um romance em Moçambique, a escritora compõe a mesa “A Máxima Potência que Habita as Palavras”, no sábado, dia 07, que terá a mediação de Lívia Natália e a participação de Elisa Lucinda.

Autora de trabalhos em forma de romance, conto e drama, ganhou o prêmio José Craveirinha pela obra “Niketche”, em parceria com Mia Couto; a Ordem Infante Henrique, pelo governo português; a Ordem de Oficial do Cruzeiro do Sul, pelo Governo do Brasil; e o  troféu Raça Negra, edição 2014. Sua obra foi traduzida em vários idiomas, com homenagens nacionais e internacionais, transformadas em dramaturgia, dança, música, artes plásticas e radionovela.

Seu primeiro livro foi lançado em 1990, o romance “Balada de amor ao vento”. Também é autora dos romances “Ventos do apocalipse” (1992), “O sétimo juramento” (2000), “Niketche – uma história de poligamia” (2002) e “O alegre canto da perdiz (2007)”. Em 2008 publicou o livro de contos “As andorinhas”.

“As heroínas sem nome”, em coautoria com a angolana Dya Kassembe (2008), e “Quero ser alguém” (2011) são seus livros de entrevistas. Escreveu também os ensaios “Na mão de Deus”, em coautoria com Maria do Carmo da Silva (2012), Por quem Vibram os Tambores do Além, com coautoria de Rasta Pita (2013), e “Ngoma Yethu”, com Mariana Martins (2015). Também é autora do drama “Ocupali” (2016). Este ano, lançou os versos poéticos “O Canto dos Escravos”.

Sua obra lhe valeu a nomeação como uma das mil mulheres pacíficas do mundo pelo Movimento Internacional de Paz, One Thousand Peace Women, 2005, publicações de contos em jornais da Europa, Ásia, Africa e América, e participação em conferências de arte e literatura em Moçambique e em diferentes universidades da Europa, Ásia, Africa e América.

Em 2005, foi candidata ao Prêmio Nobel da Paz pelo movimento One Thousand Peace Womem for Nobel Prize, em reconhecimento ao seu trabalho de escrita militante pela causa da justiça e igualdade nas relações humanas do seu país, reconhecimento do trabalho social na promoção da mulher e dos grupos esfavorecidos.

Flica 2017 – A sétima edição da Flica, entre os dias 5 e 8 de outubro, segue trazendo para o Recôncavo Baiano influentes nomes da literatura nacional e internacional, com programação para adultos e crianças. Em 2017, estão programados debates literários, lançamento de livros, exposições, apresentações artísticas, contações de histórias e saraus.

A festa costuma atrair mais de 20 mil visitantes a Cachoeira. Uma novidade deste ano será a curadoria. O escritor e jornalista Tom Correia assume a função ocupada, em 2016, por Emmanuel Mirdad, um dos idealizadores e coordenador geral da Flica.

O Governo do Estado da Bahia apresenta a Flica 2017. O projeto é realizado pela Cali e Icontent e tem patrocínio do governo, por meio do Fazcultura, e apoio do Hiperideal, Coelba e da Prefeitura Municipal de Cachoeira.

Serviço

Festa Literária Internacional de Cachoeira – Flica 2017

Quando: 5 a 8 de Outubro

Onde: Cachoeira/Ba

Artista e performer paulistana Val Souza apresenta seu solo de dança “Bang!” no Pelô!


Pensando a diversidade de experiências discriminatórias vividas por corpos de negros em diferentes espaços e ambientes, a artista e performer paulistana Val Souza apresenta o solo de dança Bang!, resultado de suas percepções acerca das violências e do modo de viver dos corpos de negros no Brasil. A apresentação acontece na Praça da Cruz Caída, Pelourinho e será aberta ao público.

Nela a artista flutua com o auxílio de intervenções sonoras que, aliadas a sua presença física, se transformam em disparadores para uma discussão sobre a invisibilidade de corpos de negros, criminalização, violência e presença destes corpos marginalizados em todo o país incluindo a cidade de Salvador, onde Val Souza reside atualmente para cursar mestrado na Universidade Federal da Bahia.

Na sequência,o público é convidado para participar de um debate na Katuka Africanidades com a performer e a escritora Cidinha da Silva sobre o processo criativo e a estética de mulheres negras. Fruto de conversas entre ambas, o encontro nasce a partir das impressões de Cidinha da Silva sobre a performance Desbunde, apresentada por Val no Goethe, durante os Diálogos Insubmissos de Mulheres Negras e das inquietudes geradas por sua pesquisa.

“Eu tenho como processo artístico pensar a experiência da minha presença negra nesse mundo branco falocêntrico. Como resultado dessas relações venho elaborando produções não só no campo da performance como criação artística e de produção cultural, mas também em teatro, dança, educação, curadoria e comunicação. Minha poética está em criar constrangimento, afetações, e mostrar o racismo estrutural desse país. Eu não sou ingênua ao propor isso eu também estou disposta a agenciar e receber afetações e constrangimentos.” – Val Souza.

Local:

Onde: Katuka Africanidades – Rua Chile s/n° – Centro

Quando: 25 de agosto, às 18h

Quanto: Grátis

Escola Olodum oferece pré-vestibular gratuito: inscrições abertas!


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Quem estiver regularmente matriculado no 3º ano do ensino médio ou no quarto ano da educação profissional integrado ao ensino médio da rede pública de ensino da Bahia; tenha cursado, em escola pública municipal no Estado da Bahia, o ensino fundamental II (5ª à 8ª séries / atual 6º ao 9º anos) ou modalidades correspondentes pode concorrer a uma das vagas limitadas do pré-vestibular gratuito da Escola Olodum em parceria com a Universidade do Estado da Bahia – Uneb.

As inscrições podem ser feitas de segunda a sexta-feira, das 09h às 17h, na Escola Olodum – Rua das Laranjeiras, nº 30, Pelourinho. As aulas têm início no dia 21 de Agosto, das 18hs e 22hs, até Dezembro. Para se matricular, o candidato deverá apresentar cópias do RG, CPF, histórico escolar (da quinta série ao terceiro ano) e comprovante de residência. Se menor de idade, a matrícula deverá ser feita pelos pais ou responsáveis. Caso o aluno esteja cursando o terceiro ano deverá levar uma declaração da escola como comprovação.

O curso é presencial, com carga horária de 20 horas semanais e aulas das disciplinas Português, Redação, Matemática, Física, Química, Biologia, Literatura, Língua Estrangeira (Inglês ou Espanhol), História e Geografia, tendo como objetivo consolidar e aprofundar conhecimentos adquiridos pelos alunos, preparando-os para os processos seletivos de ingresso ao ensino superior.

 

Minissérie “Travessias Negras” pauta cotistas da UFBA e será lançada em Salvador!


Travessias Negras
Como as Políticas de Cotas transformaram as vidas de jovens negros e negras? Já parou pra pensar como é o dia a dia destes jovens que chegaram lá?! Em tempos de retrocessos e perdas de direitos conquistas pela luta negra em todo país, estes relatos trazem a certeza da necessidade de reparação e de que a única coisa que separa estes jovens de outros não-negros, é a oportunidade.
É isso que traz a minissérie documental “Travessias Negras” que, em cinco episódios, narra a trajetória de vida de quatro jovens negras/negros, moradores da periferia de Salvador (BA), que através das Cotas ingressaram na Universidade Federal da Bahia. E em cursos ditos de prestígio social: Comunicação, Medicina, Letras e Direito. São eles:

Daiane Rosário (Comunicação), Andre Luís Melo (Medicina), Hilmara Bitencurt (Letras) e Vitor Marques ( Direito). 

Atualmente, estes jovens estão vivenciando um processo inusitado como protagonistas de um movimento rompedor de barreiras históricas que bloquearam o acesso da juventude negra ao ensino superior no Brasil, estágio escolar tradicionalmente marcado pela sub-representação da população negra.
Travessias Negras
Dirigida por Antonio Olavo, a série “Travessias Negras” será lançada no dia 24 de agosto (quinta-feira), às 18h30 no Teatro ISBA (Ondina), com entrada aberta ao público. Conversamos com Antonio Olavo sobre esta produção, veja:
Portal Soteropreta – Como surgiu a ideia do doc e qual a importância dele no cenário atual de retrocessos?
Antonio Olavo – Dentro de uma linha natural de trabalhos da PORTFOLIUM, que agora em 2017 completa 25 anos dedicada a projetos que contribuem com a valorização da memória negra, na Bahia e no Brasil. Ele foi materializado graças ao Edital PRODAV 09 de 2015 promovido pela Agencia Nacional de Cinema – ANCINE, que selecionou seis obras audiovisuais no Nordeste e a nossa foi uma delas. Seu lançamento ocorre em um momento político muito peculiar onde efetivamente nos deparamos com um cenário nacional de extinção e questionamentos de conquistas sociais, ao tempo em que vejo também como um período desafiador em que colocaremos em teste nossa capacidade de indignação e reação. Então, Travessias Negras faz parte de um processo mais geral de posicionamento, de assumir lado, tomar partido. Em nosso caso, isso se efetiva com a criação de obras cujos conteúdos se colocam explicitamente em prol de uma sociedade democrática justa e diversa e isso somente será possível sem preconceito, sem racismo.
Travessias Negras

Portal Soteropreta – Quais são os planos para este documentário? Exibição, distribuição?

Antonio Olavo – A série foi produzida para, inicialmente, ser exibida na grande rede de televisão pública no Brasil, que é composta das televisões educativas, comunitárias, universitárias e culturais, e isso soma aproximadamente 235 emissoras em todo o Brasil. Posteriormente, ela irá circular em outras janelas importantes como Video sob demanda, TVs pagas entre outras. Mas eu quero mesmo é que as pessoas, principalmente os adolescentes e jovens negras e negros, se identifiquem, tomem conta e traga para si essa condição de ter o seu domínio sobre a série, exercendo também a cumplicidade com a sua veiculação. Eu quero que esses jovens se reconheçam nas histórias narradas e pensem: “me representa”. Tem sido assim com as outras obras anteriores da PORTFOLIUM e assim será com Travessias Negras.

Fotos: Divulgação