De Transs pra Frente celebra 1 ano e debate a Cisgeneridade nesta quarta (7)


De Transs pra frente
Jenny Muller

O Coletivo de Transs pra Frente comemora  um ano do evento De Transs Pra Frente na próxima quarta-feira (7). A 12ª edição fará o seguinte questionamento no debate “Tensionando a Cisgeneridade: “Será que nascemos mesmo homens ou mulheres?

O evento começa às 18h, com a performance “Emoldurada”, da artista Jenny Müller, que usa a musicalidade para retratar as violências sofridas por pessoas trans e travestis. O debate será mediado por Diego Nascimento, ativista do coletivo De Transs Pra Frente e da rede de adolescentes LGBTs da Unicef; e contará com as convidadas Line Pereira, fotógrafa, feminista negra interseccional e pesquisadora em gênero; Fran Demétrio, professora adjunta da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), doutora em Saúde Coletiva pelo ISC/UFBA e coordenadora e pesquisadora do LABTrans/UFRB/CNPq. Terá também Diego Alcântara, integrante do coletivo Casa Monxtra, formada em artes cênicas pela Ufba, drag, figurinista, que encontra nas artes integradas uma forma de unir as linguagens a favor de seu discurso “desgenerado”.

“Então assim, como a gente nomeia transgeneridade pra fazer dela uma marcação, a gente também precisa nomear a cisgeneridade, para não cair no “normal” e no diferente. Compreende, assim, as duas como possibilidades de se vivenciar o gênero” – Diego Nascimento.

De Transs pra Frente
Foto: Andrea Magnoni

 

Diego Nascimento – Homem trans, preto, pansexual, 16 anos e ativista!

Informe-se!

O termo cis ou cisgeneridade surgiu entre os movimentos trans há alguns anos, com o objetivo de destacar que os homens e mulheres ditos “normais” também têm identidade de gênero. Que normas sociais e culturais produzem – por meio das violências – a suposta normalidade dentro da qual mulheres trans, homens trans, travestis e pessoas não binárias não podem existir. Desta maneira, ser homem ou mulher cis significa estar em alinhamento (em diferentes formas e graus) com padrões de gênero socialmente legitimados/respeitados.

 

A noite é aberta para pessoas cis, trans e travestis e segue com o formato de Pague Quanto Puder.

Serviço:

O quê: 1 ano do De Transs Pra Frente, com a mesa Tensionando a Cisgeneridade.

Quando: 7 de junho.

Onde: Teatro Gregório de Mattos.

Quanto: Pague Quanto Puder.

Vai ter exibição de doc sobre a fé no Candomblé e batepapo com Makota Valdina e Egbomi Vanda Machado!


o que aprendi com minhas mais velhas
Makota Valdina

O média-metragem Do que aprendi com minhas mais velhas, dirigido por Fernanda Júlia Onisajé e Susan Kalik, será exibido no dia 11 de junho, às 18h, na Sala Walter da Silveira (Barris). O documentário fala como a fé no Candomblé é transmitida de geração em geração. Nenguas, Yalorixás e Egbomis contam como aprenderam com seus mais velhos e como ensinam aos seus mais novos.

Após a exibição,o público poderá conversar com a líder comunitária e religiosa Makota Valdina e a Egbomi Vanda Machado (Ilê Axé Opô Afonjá), sobre a sabedoria feminina  e seus olhares sobre o mundo.

“A mais velha foi aquela que percorreu maior parte do caminho. É mediadora entre os mais novos, as divindades e os ensinamentos do processo iniciático. É por meio da experiência dessas Yás que nós mais novos aprendemos”, explica Fernanda Júlia, que dirige seu primeiro documentário e, atualmente, é diretora teatral e dramaturga do Núcleo Afro-Brasileiro de Teatro de Alagoinhas – NATA.

Produções

Diretora na Modupé Produtora, empresa com outros projetos ligados ao Candomblé e Ancestralidade Afro-brasileira, Susan Kalik começou a filmar mais um documentário que vai falar dos 20 anos do NATA, grupo teatral vem rodando o Brasil com seus espetáculos, como Sire Obá e Exu – A Boca do Universo, e neste momento divide suas ações entre Alagoinhas e Salvador com o projeto OROAFROBUMERANGUE.

Resumindo…

Exibição do média-metragem Do que aprendi com minhas mais velhas

Onde: Sala Walter da Silveira – baris

Quando: Dia 11 de junho, 18h

Aberto ao público

Observatório Popular de Políticas sobre Drogas será lançado com debate sobre genocídio e encarceramento


jovem negro vivo
Banco de Imagens

“Desvelando a guerra às drogas através de uma perspectiva popular: desigualdades, encarceramento em massa e mortes”. Este é o tema da mesa de lançamento oficial do Observatório Popular de Políticas sobre Drogas – OPPD Racial. Será nesta segunda (5), no Campus I da Uneb – Cabula.

A partir das 14h, o debate terá a presença do presidente do Ilê Aiyê, Antônio Vovô, do coordenador-geral do CEN e coordenador executivo do OPPD Racial, Marcos Rezende, do reitor da Uneb, José Bites de Carvalho, da presidente da Unegro, Ângela Guimarães, e de representantes governamentais.

Segundo dados do Mapa da Violência, os seis estados do país com crescimento de mortes superior a 100% na taxa de homicídios são da região: Rio Grande do Norte (308%), Maranhão (209,4%), Ceará (166,5%), Bahia (132,6%), Paraíba (114,4%) e Sergipe (107,7%).

O Observatório é uma iniciativa desenvolvida pelo CEN, entidade nacional do movimento negro, e apoiada pela Pró-Reitoria de Extensão e pelo Centro de Referência em Desenvolvimento e Humanidades da Uneb, além da Open Society Foundations. O objetivo da ação é mapear as políticas públicas sobre drogas nos 13 estados das regiões Sudeste e Nordeste.

“A Uneb tem se consagrado pelo seu caráter popular e inclusivo, o que amplia a nossa responsabilidade de fortalecer os debates entre os diversos setores e a pesquisa científica, principalmente neste cenário alarmante que vincula elevação da pobreza, mortes e violência, muitas vezes praticadas por agentes estatais, sob o manto da guerra às drogas”, afirma o reitor.

genocídio da juventude negra

Nessas viagens aos estados, garantidas a partir da parceria com a Uneb, a equipe do projeto participará de audiências públicas em assembleias legislativas estaduais, para apresentá-lo às instâncias de Estado, a fim de fortalecer o advocacy (pressão feita nas instituições públicas) e tentar reverter posições conservadoras do Executivo e do Legislativo sobre o assunto.

“Nós queremos que isso vá sendo propagado, que essas pessoas, com essa iniciativa, recebam subsídios para continuarem atuando sobre essa questão que afeta tanto a população negra, sobretudo os jovens que são assassinados e encarcerados”, afirma Marcos Rezende, para quem a universidade e os demais setores sociais têm o dever, mais que o desafio, de relacionar drogas com a questão racial, marcador de opressões e desigualdades.

ONLINE

Quando estiver no ar, essa ferramenta digital receberá informações sobre o tema por diferentes fontes e pessoas interessadas, como estatísticas, projetos, leis, iniciativas de ativistas, entre outras contribuições, que serão avaliadas pelos pesquisadores do projeto e aberta ao acesso público.

O resultado desse mapeamento será apresentado entre os dias 8 e 10 de dezembro, na capital baiana, em um grande seminário internacional que reunirá ativistas e autoridades no debate sobre drogas para formar um comitê de governança do projeto, responsável por dar encaminhamentos às informações colhidas.

“Pensar essas questões de forma constelacional, juntando debate racial, de segurança, de identidade dos sujeitos, repercute no debate sobre a liberação ou não das drogas, mas também na evolução de outros debates e ajuda a pensar modelos que garantam o direito das pessoas à liberdade”, afirma a coordenadora técnica do projeto, a professora da Uneb, advogada e ativista de defesa dos direitos humanos, Anhamona de Brito.

SERVIÇO

Mesa ‘Desvelando a guerra às drogas através de uma perspectiva popular: desigualdades, encarceramento em massa e mortes’ marca o lançamento do Observatório Popular de Políticas sobre Drogas – OPPD Racial
Quando: Dia 5 de junho, segunda-feira, a partir de 14h
Onde: Campus I da Uneb, em frente à biblioteca, Cabula
Aberto ao público

Rede Dandaras lança Mapeamento de Psicólogas Negras contra racismo, machismo e LGBTfobia no Brasil


saúde mulher negra
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O enfrentamento ao racismo, machismo e LGBTfobia passa por diversas frentes que, articuladas, fortalecem a afirmação e resistência do ser. Uma destas frentes, de fundamental importância, é a Saúde e, nela, a Psicologia. Fundada em 2016 pelas psicólogas Negras Laura Augusta e Tainã Vieira, a Rede Dandaras é uma articulação que tem como objetivo a promoção da saúde através do pertencimento identitário, a construção de gênero e territorialidade.

Desde então, a Rede tem realizado ações estratégicas de enfrentamento ao racismo, machismo e LGBTfobia na cidade de Salvador, com o objetivo  de contribuir com a educação, promoção de saúde e identidade de mulheres negras.

A Rede Dandaras surge de demandas de mulheres negras  dentro de uma universidade de Salvador, que estavam invisibilizadas pela vitimização do racismo, correlacionado com o machismo. 

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Para ampliar sua atuação em distritos sanitários da cidade de Salvador, a Rede lança na web o Mapeamento de Psicólogas Negras no Brasil – articulando a Rede contra o Racismo e Misoginia no Brasil. A iniciativa vem para  articular, fortalecer a Rede e promover a saúde entre as mulheres. Com a identificação destas profissionais, a Rede pretende formular, conjuntamente, ações que fortaleçam os laços para um melhor enfrentamento do ponto de vista da saúde mental deste público.

“A Rede Dandaras surge de uma inquietação pela forma que as mulheres negras são atravessadas brutalmente pela estrutura racista e machista que as oprime nos serviços de saúde. Como quando não são mencionadas nas Políticas de Atenção Integral da População Negra e da Mulher e na assistência do serviço da Lei Maria da Penha. Elas são revitimizadas pelo não funcionamento, fazendo com que o índice de feminicídios aumente para nós” – Laura Augusta.

Quer fazer parte ou conhece alguém que precisa estar nesta articulação?

Estão sendo feitas inscrições neste link

 

 

Artistas abrem inscrições para Oficina Pesquisa de Teatro no Ogunjá


Quer fazer Teatro? Já faz e quer ampliar os estudos? Quer aprender Dança também?

Estão abertas as inscrições para a Oficina Pesquisa de Teatro, com o o objetivo principal de iniciar pessoas no fazer Teatral através do mote: “Qual é a nossa História?”. As oficinas acontecerão no dia 10 de junho (sábado), na Associação dos Moradores da Vila Viver Melhor, localizada no bairro do Ogunjá. É tudo gratuito!

Terá turmas para Idosos (9h às 10h30), Crianças (10h às 12h30) e Adolescentes (14h30 às 16h30). ao final do dia, haverá apresentação de resultados. A ideia é fruto do convite dos atores do Bando de Teatro Olodum, Leno Sacramento e Rejane Maya aos artistas Gilberto Reys, Victor Fernandes e Jamile Dionísia Ferreira, para que compartilhassem suas experiências. 

Oficina Pesquisa de Teatro
Foto: Diney Araújo

“A oficina-pesquisa de Teatro surgiu da necessidade de compartilhar processos individuais e coletivos de criação cênica com objetivo de dinamizar a iniciação de jovens e curiosos na arte Teatral. Não serão cobrados valores, mas em troca disso uma pesquisa será feita a fim de responder outra questão: “Queremos fazer Teatro, quando e por quê?”, explica a atriz Jamile Dionísia Ferreira, que organiza a Oficina junto aos atores, Gilberto Reys e Victor Fernandes.

Além das aulas, às 17h, terá também o lançamento do CD-Poesia do poeta, Marcio Uills, intitulado “Poemas sem fim”. “Comecei a escrever com 17 anos, quando ganhei do meu pai um violão. Cresceu meu gosto pelo ritmo e letras da periferia da Jamaica e do Brasil. O CD tem produção de Elpídio Bastos e participação especial de Nadjane Souza”, diz o poeta.

Já às 18h, terá a reapresentação da conclusão do último curso de Teatro do Grupo Moinhos. 

RESUMINDO…

Oficina-Pesquisa de Teatro
Quando: 10 de Junho (sábado), a partir das 9h
Local: Associação dos Moradores da Vila Viver Melhor,Ogunjá

Inscrições por email e telefone
Email: [email protected]
Telefone: (71) 99200-4886 (Tim) e (71) 99129-6739 (tim e zap)

ATENÇÃO!
Para se inscrever: Mande um email com nome e idade e um breve relato sobre porque quer fazer teatro.

Fórum realiza I Conferência Livre de Saúde da Mulher Negra este sábado (3)


saúde da mulher negra

Com o objetivo de esclarecer e alertar a população baiana sobre os riscos de doenças que mais acometem as mulheres negras, o Fórum Nacional de Mulheres Negras (FNMN-Ba), realiza no próximo sábado (03) a I Conferência Livre de Saúde da Mulher Negra.

Das 8h às 14h, a Conferência será no auditório da Escola de Enfermagem da UFBA  (Canela) e tem carga horária de 6h.

O evento tem o intuito de aumentar a compreensão das doenças que invisibilizam e matam em sua maioria o gênero feminino aliado ao racismo e ao preconceito.

Devido o grande número de mulheres com doenças relativamente associadas a raça, o FNMN pretende, com o evento, abordar e alertar a comunidade negra para os riscos e prevenção de doenças como a Hipertensão Arterial, Anemia Falciforme, dentre ouras.

Conhece o Fórum Nacional de Mulheres Negras?

Surgiu em 1991, a partir da inquietação de mulheres negras, idosas e profissionais de diferentes setores do governo, pesquisadoras e organizações sociais, que pensaram em desenvolver medidas para alcançar melhor qualidade de vida para as mulheres negras, por meio do do Plano Nacional de Mulheres Negras.

Serviço:

O quê? I Conferência Livre de Saúde da Mulher Negra

Quando? 03 de junho de 2017.

Onde? Auditório da Escola de Enfermagem da UFBA – (R. Dr. Augusto Viana, s/n – Canela, Salvador – BA)

Horário? Das 8h às 14h.

Quanto? Gratuito com direito a certificado de 6h.

 

Oficina de audiovisual produzirá curtas sobre o bairro de Paripe


Diários de Classe – Cinema na Educação de Jovens e Adultos
Foto: Igor Souza

O projeto Diários de Classe – Cinema na Educação de Jovens e Adultos deu início esta semana às oficinas de audiovisual no colégio D. Pedro I, no bairro de Paripe, em Salvador. A próxima oficina acontece nesta quinta (1) e nos próximos dias 06 e 08/06.

Nas oficinas, serão trabalhados conteúdos relacionados a linguagem técnica audiovisual e atividades práticas, como criação de roteiro básico, noções de produção, direção, operação de câmera digital, captação de som direto e edição de vídeo para iniciantes.

O projeto da escola esse ano tem o objetivo de resgatar a memória do bairro. Desta forma, ao final das oficinas, como produto, os participantes farão vídeos com os recortes que preferirem sobre o bairro de Paripe, com duração de 2 a 5 minutos.

Diários de Classe – Cinema na Educação de Jovens e Adultos
Foto: Igor Souza

As aulas serão ministradas pela cineasta, pesquisadora e educadora Iris de Oliveira Teixeira, sempre das 19h às 21h, e terão certificação de 20h. As próximas oficinas vão ocorrer no Quilombo Rio dos Macacos, em Aratu, e no Conjunto Penal Feminino, na Mata Escura, com datas a serem definidas.

Diários de Classe

Diários de Classe é um projeto composto por cineastas que desenvolvem formações e exibições de filmes para estudantes do EJA (Educação de Jovens e Adultos) e conta com o apoio do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia.

Associação dxs Profissionais do Audiovisual Negro terá núcleo baiano


nordesteLab
NordesteLab Foto: Emerson Dindo

Construir caminhos e estratégias que garantam a inserção e fortalecimento dos profissionais negros no audiovisual, em diálogo com agentes e parceiros indispensáveis ao setor. Este é o principal objetivo da Associação dxs Profissionais do Audiovisual Negro (APAN), que ganhará sua seção Bahia durante o NordesteLab, que acontece no Teatro do Goethe-Institute (Corredor da Vitória).  O lançamento será na sexta (2), às 15h30, com entrada gratuita.

Antes disso, a Associação dxs Profissionais do Audiovisual Negro marcará presença no NordesteLab nesta quinta-feira (01), às 9h30, com a mesa “Mulheres no Audiovisual – em busca da paridade de gênero”. As discussões sobre a presença feminina no cinema terão a participação de Débora Ivanov (Ancine), Milene Evangelista (Fundarpe), Malu Andrade (Mulheres no Audiovisual Brasil), Dênia Cruz (Trinca Audiovisual/ABD-RN) e Thamires Santos Vieira (Tela Preta/APAN-BA), mediadas por Daniela Fernandes.

apan bahia
Jamile Coelho Foto: Diane luz

A APAN-BA nasceu de diálogos e articulações de cineastas e produtoras negras baianas, que uniram-se no propósito de – não apenas fazer frente à hegemonia do eixo Rio-São Paulo na produção audiovisual – mas também marcar a presença e força do cinema negro na Bahia. A Associação Nacional nasceu em São Paulo, em 2016 e hoje já está em 10 estados.

“É necessário que, no momento em que o setor audiovisual no mundo se dispõe a crescer o bolo econômico sobre histórias e subjetividades negras, os profissionais negros façam parte desse processo de forma autônoma e participativa”, diz Viviane Ferreira, baiana e presidente da APAN.

Em março deste ano, projetos e profissionais negros de audiovisual da Bahia foram convidados pelo ator, Lázaro Ramos, curador da Rio Content Marketing para participar do evento – o maior encontro de negócios da América Latina entre produtores independentes e profissionais do audiovisual.

VIVIANE FERREIRA DA CRUZ
Viviane Ferreira – APAN

“Lá, vimos a atuação de Lázaro e de Viviane enquanto APAN, articulando o cinema negro com os canais, as Tvs, produtoras e daí conhecemos a Associação e sua intenção de se ramificar nos demais estados Quando regressamos começamos esta articulação e compusemos o núcleo da APAN Bahia. Nos organizamos para estar no NordesteLab enquanto APAN-BA, conseguimos inscrever alguns projetos e teremos um espaço da Associação para dialogar com os players lá. Precisamos nos apropriar disso, nosso cinema negro tem a capacidade de se comunicar com o mundo, traz questões comuns à Diáspora e o mercado do Audiovisual está entendendo isso. Portanto, precisamos dominar as ferramentas de acesso a estes recursos para darmos viabilidade às nossas ideias”, diz Renata Dias.

Integram a APAN-BA, as cineastas Urania Munzanzu, Jamile Coelho, Cintia Maria, Larissa Fulana de Tal, Thamires Santos e Davi Aynan, além da Relações Públicas e Produtora, Renata Dias e o Produtor Criativo, Emerson Dindo.

NordesteLab

No dia 2 (sexta), a programação contará com a mesa “Cinema Negro: Conexões na Diáspora”, com a presença do ator Antonio Pitanga, em cartaz com o documentário “Pitanga”, e das cineastas Urânia Munzanzu, Stella Zimmerman, Jamile Coelho e Viviane Ferreira.

“O NordesteLab se firma no cenário regional e nacional como um dos mais importantes espaços de aproximação entre os produtores, realizadores e os principais players do mercado. Por isso a APAN, em sua regional Bahia, acredita ser este o melhor espaço para realizar sua apresentação ao mercado”, explica David Aynan, membro do conselho fiscal da associação.

Quinta-feira (01), às 9h30, com a mesa “Mulheres no Audiovisual – em busca da paridade de gênero”.

Lançamento da APAN

Sexta-feira (02), às 15h30, com a mesa  “Cinema Negro: Conexões na Diáspora”.

III Slam das Minas acontece neste sábado (3) com convidada especial: Prethaís


slam das minas
Fto: Tamires Allmeida

A batalha de Poesias só com mulheres – o Slam das Minas – já chega a sua terceira edição neste sábado (3)! Era pra ter sido no último sábado, mas a chuva forçou a organização a cancelar. Isso porque o Slam rola na Quadra do Conjunto ACM, na Estrada das Barreiras, e é aberto. É aberto também pra quem tem sua rima e quer mandar ver!

Somente 20 minas serão inscritas  para o Slam, que terá três fases. Na primeira, todas elas se enfrentam entre si, e as cinco melhores seguem para a Semifinal. Daí saem três melhores, que na Final disputarão o prêmio.

Nesta edição, a campeã levará R$100 e uma camisa do Grupo de Poesia Resistência Poética, além do CD Odisseia das Flores. Os poemas tem que ser autorais para competir e, pra se inscrever, tem que chegar às 17h na Quadra. É gratuito.

Na batalha, cada mina terá três minutos pra apresentar. Nesta edição, o Slam das Minas terá o júri composto pelas pretas Gleise Sousa, Jamile Santana, Larissa Lima, Quele Amorim e Sandra Souza. Já no agito, terá pocket show Iane Gonzaga e discotecagem com DJ Nai Sena.

Prethaís
Prethaís

Convidada especial

Especialmente de Brasília, o Slam traz a poetiza, Prethaís, que vai estimular a Batalha com sua Poesia. Prethaís é Poeta/Slammer, ativista, Feminista e atua constantemente em Sarau e Slams pelo DF e entorno sul.

Foi representante do DF em 2016 no campeonato brasileiro de poesia falada em São Paulo, integra o grupo AfroRima e traz em seus versos o direito à liberdade de corpos negros, trazendo consigo a vivência da comunidade negra e periférica.

“Prethaís nasce onde não há conformismo, onde venta e faz bagunça. A ameaça é simplesmente ser, a poesia e o beat são as armas!”

“Respeito quando eu passo, e respeite meu espaço.

Resistente aos açoites do dia-a-dia, pela força de Dandara. Sigo minha trilha.” (Prethaís)

III Slam das Minas
Local: Quadra do Conj. ACM, Estrada das Barreiras (Cabula)
Quando: 3 de junho, sábado – a partir das 17h 9Inscrições) e 18h (Slam)
Gratuito

Projeto Diário Rosa propõe uma ocupação por artistas mulheres no Gamboa Nova


projeto diário rosa

Durante o mês de junho, o Teatro Gamboa Nova estará em ROSA. É o projeto Diário Rosa, que propõe uma ocupação por artistas mulheres, mesclando teatro, performance, instalações de artes visuais, música, cinema, além de rodas de bate-papo.

No foco: o assédio e abuso sexual contra elas em suas diversas manifestações, desde as ‘pequenas’ violências cotidianas, até o abuso infantil e o estupro.

O espetáculo teatral, homônimo, é o eixo do projeto e foi a partir do seu processo de montagem que se articulou a rede de artistas e pesquisadoras das mais diversas linguagens que compõem a equipe, todas lançando seu olhar para as questões que são parte da vida diária das mulheres e, ainda assim, cotidianamente silenciadas.

projeto diário rosa

O núcleo gestor e criativo do projeto é formado por Camila Guilera, Fernanda Beltrão, Fernanda Silva e Larissa Lacerda, todas atuantes como atrizes, diretoras, produtoras e arte-educadoras, além de pesquisadoras nas áreas das artes cênicas, educação e estudos de gênero.

Confira:

– O espetáculo inédito Diário Rosa tem caráter performativo e busca diversos níveis de interação com o público. Toma como ponto de partida o livro O Caderno Rosa de Lory Lambi, de Hilda Hilst, passando por fontes literárias e referências diversas, mas, centralmente, parte de relatos de experiência das artistas envolvidas e de outras mulheres.

projeto diário rosa

– A performance/instalação Carta Branca, criação da artista visual Yasmin Nogueira, toma as mãos como ponto de partida: o toque indesejado, insistente, corriqueiro. Será ao vivo no dia 01 de junho, às 19h, em frente ao Teatro Gamboa Nova.

– A instalação Meu Assédio Diário parte da estratégia de fotografar os assediadores, sempre que possível, como uma reação às cantadas de rua, aos fiu-fius etc. Fica em cartaz de 01 a 11 de junho, gratuitamente na Galeria Jayme Fygura, das 16h às 20h (qua a Sab) e 15h às 17h (dom).

– Sessão de exibição de filmes seguidos por rodas de bate-papo – Exibição de curtas selecionados da Mostra Lugar de Mulher é no Cinema, coordenada por Lilih Curi, Hilda Lopes Pontes e Moara Rocha, que reúne filmes dirigidos por mulheres e/ou com mulheres como protagonistas. A atividade é gratuita, sempre das 17h às 19h, dias 03, 08, 09 e 10 de junho.

– O show da banda Las Marditas encerrará a programação do projeto, dia 11, às 17h, no GamBoaMúsica Pôr do Sol. Las Marditas é uma banda feminina, composta pelas artistas Diana Ramos, Larissa Lacerda, Marcela Bellas e Tali Avelino. Mulheres, brasileiras, tocadoras e “não-Amélias” fazem um som pop regional que já estreou com sucesso em diversas casas culturais de Salvador.

Fotos: Larissa Lacerda