Pierre Onasis sobe ao palco do Olodum mais uma vez no Pelô!


Pierre Onassis

Foto: Aline Bahia

O cantor Pierri Onasis, que já liderou os vocais do Olodum, se unirá a Gabriel Diniz,no próximo ensaio da banda, que acontece na próxima terça (21),no Pelourinho.

Esta será uma previa do cantor para o Carnaval 2017, já que ele foi confirmado para puxar o trio do bloco, junto a Mateus Vidal, Lazinho e Narcizinho, no domingo, dia 26. Na sexta, a convidada, que também já passou pelos ensaios, será Margareth Menezes.

A festa da terça é fundamentada no tema do Carnaval do grupo, “O Sol – Akhenaton: Os Caminhos da Luz”, também festejará os 30 anos de Samba Reggae e da campanha “Eu Falei Faraó”, relacionada com os 30 anos do primeiro LP da Banda Olodum, Egito Madagascar de 1987.

 

 

 

 

 

 

 

Olodum
Divulgação

Terça da benção do Olodum

Dia: 21 de fevereiro (terça-feira)

Horário: a partir das 20 horas

Onde: Praça Tereza Batista

Ingresso: R$70,00 (meia)

Vendas no local

 

I Fórum Negro de Artes Cênicas acontece de 13 a 17 de fevereiro


IYA ILU FOTO ANDREA MAGNONI
IYÁ ILU – Fto Andrea Magnoni

De 13 a 17 de fevereiro, Salvador vai receber o I Fórum Negro de Artes Cênicas, com o objetivo de discutir a inserção de referenciais da cultura negra no ensino, pesquisa e formação nos âmbitos da Graduação, Pós-graduação e Extensão da Universidade.

O foco é a atuação da Escola de Teatro e o Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas (PPGAC/UFBA) e trará extensa programação de debates e apresentações. Terá ainda viodeoconferências, ateliês temáticos, mostra artística, feira empreendedora, lançamento de publicações e roda de pesquisadores.

Para o Fórum são esperados estudiosos e especialistas brasileiros e internacionais de diversas áreas, para compartilharem suas experiências de implantação de iniciativas e contribuições ao debate sobre estes referenciaisafricanos e afro-diaspóricos no contexto do ensino superior no Brasil.

I Fórum Negro das Artes Cênicas
PRETATO – Foto Eziel Santos

Tudo acontecerá no Teatro Martim Gonçalves (Canela) e em outros espaços da Escola de Teatro. A cada dia, de  9 às 21h, toda programação será aberta ao público.

Confira a programação confirmada: 

13/02
9 às 12h – Credenciamento
14 às 17h

MESA 01: “Culturas negras, ensino, pesquisa e formação em Artes Cênicas – um convite à reflexão” – Inaicyra Falcão , Hilton Cobra. Mediação: Fernanda Júlia.

18 às 21h – Apresentação + Bate papo: YLÁ ILU (Solo de Sanara Rocha/ NATA)

 

14/02
9 às 12h – Ateliês Temáticos
14 às 17h

MESA 02: “Negras poéticas e processos I: Discurso negro como escritura cênica” – Ângelo Flávio, Fernanda Júlia e Toni Edson. Mediação: Tina Melo
19h – Conhecendo a Organização Dandara Gusmão: PRETato – 4 cenas curtas, com temática preta combativa ao fim das apresentações, plenária aberta para debate / Entrada franca / Sala 5

 

 

I Fórum Negro de Artes Cênicas
Lótus – Fto Lissandra Pedreira

15/02
9 às 12h – Ateliês Temáticos
14 às 17h

MESA 03: “Negras poéticas e processos I: Cultura negra – poéticas e processos criativos em artes cênicas” – Evani Tavares, Tom Conceição. Mediação: Érico José
19h – Conhecendo a Organização Dandara Gusmão: AFROclube: Exibição da série “RAIZES”, seguido de plenária aberta para debate.

 

Vera Lopes - Foto Alisson Batista
Vera Lopes – Foto Alisson Batista

16/02
9 às 12h – Ateliês Temáticos
14 às 17h

MESA 04: “Negras práticas pedagógicas e epistêmicas”. Licko Turle, Rosangela Malachias, Carlindo Fausto. Mediação: Eliene Benício
18h – Leitura Dramática + Bate papo: Tenho medo de monólogo (Vera Lopes)

19h

MESA 05: “Editoriais Negros” – Marcus Guellwaar (Ogum´s Toques Negros), Diego Pinheiro (Revista Barril) . Mediação: Vera Lopes . * os participantes devem levar um livro de cabeceira.
20h – Lançamentos

I Fórum Negro das Artes Cênicas
PRETATO – Foto Eziel Santos

17/02
9 às 12h – Videoconferências: Victor Ukaegbu (Inglaterra) – Mediação: Evani Tavares

Participação do grupo de pesquisa Poéticas Tecnológicas: corpoaudiovisual

14 às 17h

Roda de Pesquisadores/as: Arte e presença Negras. Mediação: Mabel Freitas e Erico José
18h

PLENÁRIA: “Avaliação e relatório das propostas elaboradas e perspectivas dos ateliês temáticos”

Conferência de Encerramento
20h – Apresentação + Bate papo: LÓTUS (solo de Danielle Anatólio)

#OcupA! – Novos diálogos e narrativas no Circuito Rolezinho, Por Ícaro Jorge


rolezinhoA branquitude se desestabiliza quando vê a juventude negra ocupando os espaços, criando e inovando. Seja na produção cultural, na moda, na arte, na saúde. Com sua identidade, a juventude negra traz novas esperanças para essa conjuntura brasileira, que dificulta o engajamento cultural e a inovação social, ignorando as novas narrativas.

No Circuito Rolezinho, evento realizado no dia 11 de fevereiro, em Salvador, o tema foi “XS NOVXS PANTERAS NEGRAS + O MENSAGEIRO EXU”. A iniciativa, idealizada pelas baianas Monique Evelle, Luma Nascimento e Yasmin Reis, traz estas novas narrativas através da moda, cultura e arte e me fez pensar novas perspectivas de luta relacionadas à juventude negra

Durante todo o evento, fiquei bastante atento para conseguir captar toda a emoção do espaço, porém transcrever é quase impossível, visto a quantidade de emoções sentidas. Logo quando cheguei, avistei a quantidade de espaços com brechós, vendendo roupas incríveis e super baratinhas, fazendo o dinheiro correr entre os negros de forma criativa, barata e solidária. Logo fui conferir as peças de roupas e curti bastante o que vi.

A identidade do evento também é incrível, o espaço ajuda bastante, já que possui uma carga representativa gigantesca e uma vista incrível pela janela, da qual você consegue enxergar toda a ladeira e os momentos que acontecem. Ao andar pelo circuito, tive que parar para apreciar a maravilhosa exposição “Orixás”, feita por Tauan Carmo. Deslumbrante ver a forma que ele faz a arte, utilizando ferramentas simples, como o Paint, para criar uma nova identidade para as fotos.

Outro ponto que me chamou bastante atenção e que mais me emocionou durante todo o “rolê”, foi a oficina de auto cuidado ministrada por Larissa Almeida. A saúde como um completo envolvimento do ser, pensar, agir, sentir e estar. Foi maravilhoso entender e sentir o quanto a saúde mental, física e espiritual precisam estar em equilíbrio para que se possa seguir em luta e feliz.

O ato de se auto cuidar para que se possa cuidar do outro é tão esquecido que nos transformamos em máquinas que não sentem. A oficina me fez perceber o quanto precisamos de afetividade em nossas vidas para que possamos seguir bem os caminhos pautados e ocupados.

rolezinhoA oficina de gastronomia vegana, ministrada por Sista Katia, foi o momento mais descontraído. Sista Katia é uma mulher incrível, que nos trouxe uma nova narrativa, nos mostrando que pode ser barato ser vegano e que “a comida também é política”. Ela explicou como, na História, diversos confrontos foram trazidos por conta do alimento e fez um alerta sobre a indústria farmacêutica. Um dos momentos mais legais foi quando ela estava preparando o cuscuz de tapioca e o bolinho de estudante e convidou as pessoas para enrolarem o bolinho. Achei que estava na cozinha da minha casa.

Logo depois, rolou aquela oficina de stencil com @DoisDetalhes e grafitti com Srt.AS, na qual aprendemos a pintar. Paralelo, rolava desenho enorme na parede do espaço, com referências do próprio Rolezinho.

Antes da festa, rolou o papo reto com o tema: A arte como forma de diálogos, com Luma Nascimento, Yasmin Reis, Canal Flopou, Dois detalhes e Sista Katia, além do Cine Rolezinho, com exibição do filme “CINZAS”, da diretora Larissa Fulana de Tal. A partir dele, dialogamos sobre o ser negro no Brasil. Já a apresentação das bonecas Preta Pretinha e Afrotour possibilitou viajarmos para outros países da diáspora ou do continente africano de forma mais fácil e segura.

Encerramento com festa!

A mistura #CircuitoRolezinho foi uma festa com pessoas de diversos estilos, uma festa democrática e diversa com uma perspectiva maravilhosa de trocas culturais e musicais. Um dos momentos mais importantes foi a performance de “Ah Teodoro”, que durante o espetáculo chamou atenção utilizando cera de vela quente na própria pele enquanto atuava.

Destaque e palmas para as Djs Nai Sena, Jack Nascimento da Batekoo, Tia Carol, Alan Costa da AfroBapho, Coletivo Crokant com Mauro TelefunkSoul + Dj Leandro + Dj Raiz, que também fizeram o maior show e mostraram a importância da diversidade musical e cultural entre nós, jovens. OcupA!

Confiram entrevista com Yasmin Reis, uma das idealizadoras:

rolezinho
Foto: João Daniel

OcupA – Qual a diferença da primeira edição para essa edição?

Yasmin Reis – Acho que dessa vez a galera foi mais presente, prestou mais atenção nas oficinas. A ocupação foi maior por conta do teaser que a gente fez e chamou atenção para a galera que é importante fortalecer e entender esses novos diálogos. Tem muitos diálogos sendo repercutidos por aí e a gente não sabe quem está por trás deles, inclusive pessoas brancas que falam de maneira errada sobre algo que elas não tem propriedade.

OcupA – Curti bastante a forma que vocês abordaram a alimentação durante as oficinas. Como surgiu a idéia de abordar alimentação como política?

Yasmin Reis – Comer alimenta seu corpo e espírito e uma das coisas que a estrutura racista quer é nos enfraquecer. Se você para de comer, enfraquece e é isso que o sistema quer. Se alimentar bem é importante e não é caro, você pode comer bem de forma barata e é isso que a gente quer divulgar, fazer novas ocupações que falem sobre alimentação.

OcupA –  Em relação à festa, qual a identidade que vocês pretendem abordar e qual a diferença de outras festas?

Yasmin Reis – Então, eu acho que a gente sempre busca temas. Da última vez, fizemos homenagem a galera do rolezinho que é sobre aquele movimento que começou em 2013, com jovens negros. Nós queremos trazer uma nova perspectiva porque nos jornais e na internet você só enxerga coisas negativas, então a gente quis trazer uma nova abordagem sobre o que é Rolezinho. Nesta segunda edição, escolhemos o tema “XS NOVXS PANTERAS NEGRAS + O MENSAGEIRO EXU”, porque os “Novos Panteras Negras” é o tema do bloco afro de meu pai e “O mensageiro Exu” é o tema do bloco afro do pai de Luma, então resolvemos unir. Esse é o diferencial, sempre buscando novas narrativas.

OcupA –  Já tem tema para o próximo?

Yasmin Reis – “Tons de pele”. A fotógrafa Juh Almeida fez um ensaio com esse tema e estamos nos inspirando nisso. Queremos pautar tons de marrom, junto com uma dança africana chamada Coupé Décalé, então acho que próxima edição vai dar o que falar também.

Fotos: Divulgação

 

A coluna OcupA! é assinada por Ícaro Jorge, 19 anos, fundador e conciliador de histórias do Ocupa Preto, blogueiro, youtuber e mobilizador social.

Juraci tavares celebra 10 anos de carreira na Casa da Mãe


juraci tavares

O cantor e compositor Juraci Tavares comemora, no dia 17 de fevereiro, seus 10 anos de carreira. A celebração será às 22h, na Casa da Mãe (Rio vermelho). Neste período, Tavares cantou seu trabalho poético-musical em Salvador, Recife, Olinda e Porto Alegre, dedicando-se aos estudos musicais e humanos.

Na ocasião, o cantor estará ao lado de Márcio Pereira nos arranjos, direção musical e violão e Nielton Marinho na percussão. No repertório, além de canções de sua autoria, também declamará  seus textos poéticos. Juraci Tavares também levará ao palco canções do maestro Moacir Santos ( Odwduá, Sou eu…) e Milton Nascimento ( Pai Grande, Morro Velho…).

SERVIÇO

Juraci tavares celebra 10 anos de carreira

Onde: Casa da Mãe – Rio vermelho

Quanto: R$10

Fórum Negro das Artes Cênicas terá “PRETato” e “AFROCLUBE”


I Fórum Negro das Artes Cênicas
PRETATO – Foto Eziel Santos

A atuação da Escola de Teatro e o Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas (PPGAC/UFBA) estará no centro da programação do 1º Fórum Negro das Artes Cênicas, que acontece de 13 a 17 de fevereiro no Teatro Martim Gonçalves.

Debates, apresentações, viodeoconferências, ateliês temáticos, mostra artística, feira empreendedora, lançamento de publicações e roda de pesquisadores integram as atividades GRATUITAS.

Dentre elas, destaque para o o PRETato, projeto de experimentação cênica surgido em 2016 e idealizado por estudantes negros da Escola de Teatro da UFBA. O projeto é oriundo da Organização Dandara Gusmão, criada por eles, e que atualmente oferece – todas as terças-feiras à comunidade acadêmica e público em geral – o acesso gratuito a cenas curtas.

Estas são protagonizadas por Pretas e Pretos, tendo como objetivo pautar a falta de visibilidade negra na cena e currículo da instituição. Nesta programação de fevereiro, o PRETato será composto por quatro cenas curtas e, ao final, acontecerá um bate-papo com a plateia.

PROGRAMAÇÃO

 

 

 

I Fórum Negro das Artes Cênicas
PRETATO – Foto Eziel Santos

Terça-feira/ 14/02/2017/ 19h/ SALA 05

 

> UM GRITO NO SILÊNCIO

 A cena explora a história de uma família que mora em um bairro da periferia e lutam para sobreviver em meio às problemáticas que uma sociedade excludente produz.

Direção Lenyson Bento

Em cena: Felipe Martins, Caroll Santtos, Tony Santos e Nicoly Vieira

> O QUE SE QUER?

Num universo real que provoca a reflexão, o lugar dos diversos corpos pretos existentes na sociedade atual, a tarefa se torna árdua. E por que não se questionar!? Com texto de Hamilton Borges e Zoe Leonard a cena traz reflexões contundentes para a atual situação de nosso país racista, exclusivista e branquista.

Texto: Hamilton Borges / Zoe Leonard Ato e direção: Matheus Xavier Orientação cênica: Dêvid Gonçalves

> PRETE REVERSO!

Revolta dos padrões de beleza estéticos impostos pela supremacia branca e o não se calar perante o Genocídio e de todas as formas de extermínio PRETO é o mote principal para a provocação da cena, que usa dois textos e uma performance.

Texto: Cantora Yzalú / Diana Manson Ato: Diana Manson Direção: Matheus Xavier Orientação cênica: Dêvid Gonçalves

> A COISA TA É BRANCA!

Uma breve reflexão sobre apropriação cultural, a cena conta de forma cronológica os processos mercadológicos para o embranquecimento do ritmo que conhecemos como axé music.

Texto, ato e direção: Liliane Santana Orientação cênica: Dêvid Gonçalves Música de abertura: MadagBanda Reflexus

Quarta-feira/ 15/02/2017/ 18h30/ PÁTIO DA ESCOLA DE TEATRO

A organização Dandara Gusmão realiza a 4ª edição do AFROCLUBE, exibindo a segunda parte da série “RAIZES” e, logo depois, será aberto um debate direcionado às questões étnicas do povo preto desde a sua origem, pensar, discordar, interpretar e considerar todas as engrenagem do sistema que escamotea esta ancestralidade.

GRATUITO

Muzenza apresenta suas candidatas a Muzembela do carnaval 2017


Muzenza

O bloco afro Muzenza do Reggae promove, nesta terça-feira (14), às 19h, a 33ª festa de escolha da Muzembela, rainha do Carnaval de 2017. Com o tema ‘Afrofuturismo’, o Muzenza convida para  ocasião, o cantor e compositor Alexandre Guedes, a cantora Amanda Santiago e a banda Aiyê, do bloco afro Ilê Aiyê. A pré-seleção das beldades definiu oito finalistas, que representam a beleza de diversas comunidades de Salvador.

O tema ‘Afrofuturismo’ faz alusão a um movimento iniciado na década de 1960, que utiliza a música, artes plásticas, grafismos, moda e a  fotografia como forma de reivindicação. 

Queremos mais uma vez abrilhantar o desfile no Campo Grande e nas ruas do Centro de Salvador, por onde passa o bloco Muzenza, com muita plasticidade, brilhantismo e a batida incomparável da percussão. Faremos mais um carnaval de paz e beleza, elevando a cultura negra no Carnaval da Bahia”, promete o presidente do bloco afro Muzenza, Jorge dos Santos. 

Criado no bairro da Liberdade em 1981, o Muzenza completa 33 carnavais, sempre marcados pela força da percussão, do canto e do ritmo do samba reggae. Com o “Afrofuturismo”, o Muzenza trará para a Avenida: 70 percussionistas, seis alas com centenas de dançarinos, capoeiristas, baianas, além de 350 rastafaris, em uma ala que homenageia o artista jamaicano Bob Marley, divulgador da cultura rastafari pelo mundo.

Conheça as candidatas do Muzembela 2017 e o que elas querem:

Bloco afro Muzenza
Larissa Alliança, 29 anos, Biomédica e moradora de Brotas
“Espero dar  meu melhor para um bloco que possui uma história de peso.
Como uma mulher guerreira, que defende os princípios da mulher negra.

 

Bloco afro Muzenza

Larissa Oliveira, 18 anos, Estudante e Arte-educadora, de Nova Sussuarana
“Representatividade. É o retorno que tenho por fazer alguns trabalhos na minha comunidade e venho acumulando reconhecimento.”

Bloco Afro Muzenza

Jamile Fátima Oliveira, 29 anos, estudante e moradora do bairro de Cosme de Farias
”Uma mulher guerreira, forte, mãe de família, esposa dedicada.
Procuro dar o melhor de mim em tudo o que faço”
Bloco Afro Muzenza
Jacinalva Chagas, 40 anos, Trançadeira, moradora da Avenida San Martins
“Eu me vejo discriminada e, por mais que a gente tente se valorizar, aparece sempre um para nos colocar para baixo. Nesse momento, a comunidade, incluindo o Muzenza, chega para mostrar a nossa força de negão e negona.”
Bloco Afro Muzenza
Luana Correia, 29 anos, estudante da Liberdade.
” Ser negra para mim é ser mulher para além de bela, recatada e do lar.”

Bloco Afro Muzenza

Lorena Matos, 19 anos, Bailarina do bairro do Novo Horizonte.
“Mostrar o que eu sei fazer, que é dançar e, ganhando ou perdendo, estar sempre com um sorriso brilhante.” 

Muzanza

Dandara Nascimento, 24 anos, Esteticista e estudante, moradora do Engenho Velho de Brotas
“Quero me superar e estou aqui para mostrar a beleza da mulher negra para a sociedade. Eu me sinto belíssima, linda, poderosa, importante!”
Bloco Afro Muzenza
Nivia Alice Lopes, 30 anos, Animadora de Lazer, Itapuã

Serviço:

O que: Festa de Escolha da Muzembela 2017

Onde: Praça Tereza Batista – Pelourinho

Quando: 14 de fevereiro de 2017, às 19h.

Quanto: $30| $15 (podem ser adquiridos na portaria no dia da festa e na sede do bloco – Rua das Laranjeiras, Pelourinho)

Fotos: Rosalvo Neto

Minorias étnicas e/ou mulheres terão prioridade em seleção de mestrado no Reino Unido


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Banco de Imagens

Estão abertas as inscrições para estudante graduados e integrantes de grupos sub-representados nas áreas de ciência e inovação no Brasil, como mulheres de minorias étnicas que desejam obter bolsa de mestrado no Reino Unido. A iniciativa é fruto de uma parceria entre a Assessoria para Assuntos Internacionais da UFBA, o Newton Fund e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB).

O programa tem o objetivo de fortalecer a participação de grupos além de influenciar mais práticas e políticas inclusivas e proporcionar uma experiência abrangente para os participantes. O financiamento para cada bolsa é de £ 40.000 (quarenta mil libras esterlinas).

Quem pode

Podem se candidatar graduados(as) até dezembro de 2016 em instituições dos estados de Goiás, Paraíba ou Bahia, com planos de continuar seus estudos/carreira acadêmica por meio de um mestrado na área de ciência, inovação e tecnologia. A oportunidade está aberta a candidatos(as) de grupos sub-representados na ciência, com um excelente histórico acadêmico. Será dada prioridade a candidaturas de minorias étnicas e/ou mulheres graduadas/pesquisadoras comprometidas com objetivos de Igualdade, Diversidade e Inclusão dentro do seu contexto local.

O prazo para candidatar-se vai até o dia 19/02/2017 e o edital está disponível aqui.

Com informações do site da UFBA e British Council. 

Espetáculo “Mulheres do Àse – Performance Ritual” estreia no Teatro Martim Gonçalves


Mulheres do Àse – Performance Ritual Depois de uma estreia de sucesso de público em outubro, volta em cartaz o Mulheres do Àse – Performance Ritual, um espetáculo que revela crença, sentimentos e resistências das mulheres que atuam nas religiões de matrizes africanas.

As apresentações acontecem nos dias 9 e 10 de fevereiro, às 20h, e 11 e 12, às 19h, no Teatro Martim Gonçalves, na Escola de Teatro da UFBA, Canela.

Para a servidora artista em arte negra e coordenadora da atividade Edileusa Santos, isso “significa um desafio revestido de muita responsabilidade, muito respeito e muito amor. É, sobretudo, expressar e reafirmar a relevância e o papel que essas mulheres têm na construção da cultura e sociedade brasileiras”.

Mulheres do Àse – Performance Ritual

Multilinguagem

No palco, o espetáculo é intercalado por vídeo-depoimentos de importantes Mulheres do Àse, como Mãe Stella de Oxossi, Ebomi Nice de Iansã, Makota Valdina, Mãe Beata de Iemanjá, Vanda Machado e as Irmãs da Irmandade da Boa Morte. Cada uma, dando sua perspectiva sobre o que é ser Mulher do Àse.

Mulheres do Àse – Performance Ritual é um espetáculo de celebração, de percepção, personalidade, fé e àse pelos Orixás, Inquices, Voduns e Caboclos. Na obra, é criado um locus onde se sugere ao espectador uma tridimensionalidade dessas imagens simbólicas, percebidas na dualidade entre o Àse e o universo contemporâneo.

Quem faz

O espetáculo é ainda parte das comemorações dos 60 anos da Escola de Dança e os 70 anos da UFBA; os servidores técnicos artistas se juntam nessa produção artística para celebrar as datas. A direção geral, concepção e roteirizarão cênica são da artista em arte negra Edileusa Santos. Compõem o elenco artístico Fátima Carvalho, Jaqueline Elesbão, Sandra Santana, Sueli Ramos e Tânia Bispo.

 A Direção Musical é assinada por Alexandre Espinheira, Gilberto Santiago e Luciano Salvador Bahia. Trilha original de Alexandre Espinheira, Gilberto Santiago e Sara Fernandes. Os músicos do espetáculo são Sara Fernandes e João Victor.

 

Os Negões realiza concurso “Negro Lindo” este sábado (11)


negro mais lindo bloco os negões
Foto: André Frutuoso

O Bloco Os Negões promove, neste sábado (11), a etapa final da 10ª edição do concurso Negro Lindo, que elegerá a beleza negra masculina do Carnaval de 2017. Ao som da banda Os Negões e convidados, o evento ocorre na Praça Quincas Berro D’Água, no Pelourinho, às 19 horas. Na oportunidade, a banda vai apresentar um pouco do que será mostrado na sexta-feira, no domingo e na terça-feira de carnaval, no circuito Osmar. A parceria é com a Dresscoração e um dos convidados é a Banda Opanijé.

Segundo o presidente do bloco, Paulo Roberto, o concurso é mais uma forma de enaltecer a beleza negra na capital com maior número de afrodescendentes do Brasil. “Nossa função é trazer a história do povo negro para conhecimento da população. Precisamos ter concursos que mostrem a beleza de nosso povo”, destacou.

 

Neste ano, o Bloco desfila com o tema “O mensageiro – Exu, fruto da vida e da transformação”. Além de dialogar com o empoderamento estético-político negro, o negro mais belo vai acompanhar o bloco carnavalesco durante o desfile, nos eventos culturais e ações sociais promovidas pela instituição. Nesta oportunidade, a instituição prestará homenagem a uma pessoa notável, dando-lhe o título de Personalidade negra do ano.

SERVIÇO

10ª edição do Concurso Negro Lindo – Os Negões

Dia: 11/2, 19h30

Local: Praça Quincas Berro D’Água – Pelourinho

Atrações: Banda Os Negões e convidados

Quanto: Gratuito

Rolezinho – Um Circuito feito para jovens e pelos jovens


Rolezinho circuito

“Vai ter rolezinho”! Se você já ouviu essa frase e linkou a algo negativo, perigoso em um espaço fechado, tá precisando rever seus conceitos! “Rolezinhos” são encontros marcados pela internet por adolescentes, que ganhou grande repercussão no país a partir de dezembro de 2013, em São Paulo, quando jovens de periferia, negros em sua maioria, querendo se divertir, marcaram para se encontrar no Shopping. Isso incomodou!

De lá pra cá, o movimento desta juventude cresceu e ganhou espaços pelo país inteiro, em uma atitude de bater na discriminação e questionar a segregação destes jovens. Em Salvador também tem e vai rolar a segunda edição neste sábado (11), na Oficina de Investigação Musical (Pelourinho). Na primeira vez, em dezembro de 2016, reuniu mais de 600 pessoas, de acordo com os organizadores, com 13h de programação cultural.

Rolezinho circuito

“O Circuito Rolezinho é uma iniciativa de produção cultural para ocupação de espaços e construção de novas narrativas através de diferentes linguagens: música, cinema, performance, moda, rodas de conversas entre outras. O objetivo é fazer circular uma produção cultural feita pela e para juventude negra, numa perspectiva de autossustentabilidades, desenvolvimento sociocultural e econômica geradora de renda.” – explica Luma Nascimento, uma das idealizadoras do Circuito.

Nessa segunda edição de Circuito Rolezinho, a programação cresceu: serão 20 horas de oficinas, gastronomia local e vegana, empreendedorismo, workshop, exibição do filme Cinzas da cineasta Larissa Fulana de Tal, virada da noite com festa e muito mais. “O circuito traz um número maior de horas para discutir as novas formas de diálogos através da arte! Uma programação que evidencie existências coletivas e protagonismos sem deixar de falar de autocuidado, moda, economia autossustentável, política e cenários culturais”, explicam Luma Nascimento e Yasmim reis, idealizadoras.

Rolezinho circuitoA festa ao final de tudo terá preço popular (R$10 e R$15) e, durante o dia (free), terá exposição do artista visual Tauan Carmo e do estilista Rey Vilas Boas. Além do SoundRolezinho, com a cantora norte-americana, Nia Nicole, e o B.A.V.I  Berimbau aparelhado + Violão Inventável, dentre outras surpresas na programação.

CONFIRA TEASER AQUI!

SERVIÇO

II Circuito Rolezinho

Dia: 11 de Fevereiro
Horário: 10h às 5h da manhã do dia 12/02
Local: Oficina de Investigação Musical – Pelourinho

Clã Rolezinho: Luma Nascimento, Hebert Gonçalves, Lucas Leto, Juh Almeida, Ingrid Ellen, Alan Costa, Loo Nascimento

Fotos: Juh Almeida e Helemozão Fotopoesia

PROGRAMAÇÃO COMPLETA

Rolezinho circuito