“Compadre de Ogum” em cartaz este mês no Espaço Cultural da Barroquinha


Foto: Lorena Vinturini
Foto: Lorena Vinturini

Massu das Sete Portas é um homem negro que, com a ajuda de amigos, organiza na igreja o batizado de seu filho “galego”. Só que é lá que o padrinho aparece, nada menos que: Ogum. Essa é a história da peça “O Compadre de Ogum”, em cartaz no Espaço Cultural Barroquinha até dia 30 de abril.

Baseada na obra de Jorge Amado, tem adaptação e direção de Edvard Passos e já recebeu seis indicações no Prêmio Braskem de Teatro 2015. O público poderá assistir aos sábados e domingos. Ingressos custam R$40 (inteira) e R$20 (meia).

Tem desconto…

Nesta temporada, quem apresentar o canhoto do ingresso do show do músico Ronei Jorge, no Teatro Gamboa Nova (domingos de abril, 17h), terá direito a meia entrada no espetáculo “Compadre de Ogum”.

Espetáculo “Compadre de Ogum”
Quando: Até 30 de abril (sábados e domingos)
Onde: Espaço Cultural Barroquinha
Horário: 19h
Ingressos: R$40 (inteira) e R$20 (meia)

NOVA DATA – Dj Bandido fará Oficina de Discotecagem na Biblioteca dos Barris


Dj Bandido

Quem deseja conhecer as primeiras lições sobre a arte da discotecagem terá uma boa oportunidade na Biblioteca Pública do Estado da Bahia, conhecida popularmente como Biblioteca dos Barris.

No dia 5 de maio, a unidade que é vinculada à Fundação Pedro Calmon/ SecultBA oferecerá a oficina Noções sobre Discotecagem. A aula será mediada por Raimundo Barbosa, conhecido profissionalmente como Dj Bandido, e começará às 15h, na Sala 6.

Artista intuitivo de formação popular, Dj Bandido é reconhecido pela diversidade de seu repertório, formado por ritmos como Soul, Funk, Reggae, Ragga, Bossa Nova, Dub, Drum and Bass, Hip Hop, Samba Rock, Raggaton.

A atividade é voltada para pessoas a partir de 14 anos que não possuam ou tenham pouco conhecimento das técnicas de utilização de aparelhos de mixagem e do universo da música eletrônica. Serão 18 vagas que podem ser garantidas através do e-mail [email protected]

Fotos: Divulgação

Debate pautará ofensas raciais e luta negra nas estradas de ferro do Brasil


negros estrada de ferro
A edição do Conversando com a sua História da próxima terça-feira (25) traz como tema “E quando fora de si os chamam de negros: a experiência negra, ofensas raciais e luta por direitos nas estradas de ferro do Brasil, no séc. XIX”. O bate-papo tem entrada gratuita, aberta ao público, no Espaço Xisto, às 17h.

Facilitador do evento, o pesquisador Robério Souza é professor Adjunto de História do Brasil da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), com doutorado em História Social pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).

Suas pesquisas concentram-se na área de História Social do Trabalho e História Social da Cultura, além de integrar o Grupo de Pesquisa Escravidão e Invenção da Liberdade, da Universidade Federal da Bahia.

Robério SouzaNa pauta de assuntos estão as negociações e íntimas relações entre os empresários e empreiteiros das ferrovias, incluindo os ingleses, e os proprietários escravistas a partir da segunda metade do século XIX, durante a construção das ferrovias no Brasil.

Certificado

O Conversando com a sua História, projeto do Centro de Memória da Bahia, vinculado à Fundação Pedro Calmon/SecultBa, é aberto ao público, tem certificado parcial ou total e não é necessária inscrição para participar.

Vai ter 1º Encontro de Samba de Roda de Tubarão!


a corda samba de roda

O Grupo A Corda Samba de Roda realizará o 1º Encontro de Samba de Roda de Tubarão, subúrbio de Salvador.  A proposta é vivenciar o saber popular através da celebração do samba de roda. Na ocasião, o grupo reunirá personalidades da comunidade, mestras e mestres sambadores, além de convidadas. O encontro acontece no domingo (23),

Para participar, não será cobrado ingresso, a contribuição é voluntária para a as ações do Grupo. Haverá venda de alimentos e bebidas no local. O Grupo mantém um espaço de estudos, diálogos e ações afirmativas na região que vem promovendo o intercâmbio cultural entre artistas, pesquisadores e a comunidade

EXPO-ARTE-IDENTIDADE

No Encontro vai ter também estandes de produtos e projetos artísticos culturais da comunidade.

1º Encontro de Samba de Roda de Tubarão

Data: 23 de abril (domingo), a partir das 10h

Onde: Espaço D. Nilda, 2º Trav, Bela Vista de Tubarão, em Paripe.

Gratuito.

Yalorixá Diana de Oxum realiza Festa Solidária em Cassange


yalorixa diana de oxum
Acervo pessoal

O Ilê Axé Ewá Omin Niré, em conjunto com a Comunidade do Cassange –  localizada na Estrada Cia/Aeroporto – realizará no dia 30, a partir das 9h, a 1ª Edição da Festa Solidária Omin Lewá – Beleza das Águas. Baianas, afoxés e grupos culturais darão início com um cortejo que sairá do largo do Cassange com destino ao Terreiro.

O convite é da Yalorixá Diana de Oxum (foto), que trabalha há mais de 20 anos com jovens e adultos da Rua do Céu, no bairro da Liberdade. Mãe Diana de Oxum fundou, em 2011, a Associação de Terreiros da Liberdade e Adjacências – Egbé Axé e, desde então, tem realizado feiras, ciclo de palestras, seminários, cursos de ioruba, dentre outras ações.

“São ações de incentivo à preservação de nossas raízes religiosas, levando oportunidades para comunidade e abrindo portas para unir esforços na luta social. Sabemos a dificuldade que é manter um Terreiro de portas abertas para o nosso povo, comunidades e visitantes por isso propomos a 1ª Edição deste evento”, disse.

PROGAMAÇÃO:

8h —- Concentração

9h —- Saída do Cortejo

12h—– Feijoada

13h—- Apresentações Artísticas

 

Serviço:

O que:  1ª Festa Solidária – Omin lewá- Beleza das Águas

Quando: 30/04/2017 a partir das 8h

Onde: Ilê Axé Ew´Omin Niré – Estrada do Raposo 237 Cassange – Terreiro de Mãe Diana de Oxum

Custo: R$ 30,00 (camisa+ feijoada+ caneca)

Espetáculo “Até quando” leva a condição da mulher no mundo para o palco


Espetáculo 'Até Quando?'

A condição da mulher no mundo é o tema do espetáculo teatral ‘Até Quando?‘, em cartaz pela primeira vez no Teatro Molière – Aliança Francesa Salvador.  Com direção de Ronaldo Braga e produção e encenação do grupo Atores de Quinta, o drama se apodera do surrealismo e do teatro do absurdo para discutir o preconceito e a má condição da mulher nas diversas esferas mundiais.

“Durante a apresentação, fica evidente que a condição da mulher de ser livre e cidadã não é um pedido, mas sim uma fatalidade, exatamente  em função  da posição assumida por elas, que não aceitam outra resposta, senão a igualdade e o respeito”, afirma  Ronaldo Braga. 

Espetáculo Até Quando‘Até quando’ é resultado do curso de teatro da Fundação Cultural do Estado da Bahia, ministrado pelo professor Ronaldo Braga no Teatro Castro Alves (TCA). Tem 75 minutos de duração, classificação indicativa de 12 anos.

Chegue lá..

Espetáculo ‘Até Quando?’

Aliança Franceça – Av. 7 de Setembro, 401 – Ladeira da Barra

Dias 20 e 27 de abril, às 20h

Os ingressos custam R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia) e estarão à venda na bilheteria do Teatro.

Fotos: Thales Antonio

Se prepare para o II Slam das Minas este sábado (22)!


slam das minas
Jaque Nascimento, Fabiana Lima, Ludmilla Laísa, Dricca Silva – As Minas

Uma galera enorme prestigiou a primeira batalha de poesia só entre mulheres em Salvador. Foi o Slam das Minas, que rolou em março na Estrada das Barreiras. Quem não foi vai ter uma segunda chance: vai rolar Slam das Minas II, no conjunto ACM (Estrada das Barreiras), dia 22, próximo sábado.

A premiação desta edição será uma parceria com a Colordreads, Tamires Allmeida, Yaloxum, Agô Nile, Cintia Savoli, Giovani Sobrevivente e Coisa de Preto. Na primeira edição, 17 mulheres se inscreveram para batalhar. Uma das organizadoras, Fabiana Lima espera mais participação.

“A expectativa é que possamos manter o nível que foi o primeiro evento, e que continue encorajando as poetisas a irem disputar a competição. Acredito que daqui pro final do ano a participação das mulheres esteja maior, pois a ideia do Slam das Minas é fazer com que elas tenham coragem de disputar os outros Slam’s também, não só o nosso”, disse.

Fabiana Lima – a Poetiza, Periférica e Feminista à frente do Slam das Minas

 

Dricca Silva Slam das Minas
Dricca Silva

Participar…

Pra concorrer nesta, mulheres tem que chegar 17h pra se inscrever. Só poderão batalhar 20 poetizas, no máximo. O Slam das Minas II vai ser em três fases: na 1ª toda as inscritas se enfrentam, na 2ª ficam as cinco melhores na Semifinal e, por último, as três melhores se enfrentam na Final.

Os poemas tem que ser autorais, e cada uma terá 3 minutos para apresentá-los em cada fase. No júri terá Ana Paula Rosário, Carla Marinho, Lane Silva, Nayara Silva e Mara Mukami.

Quem faturar o 1º lugar levará um ensaio fotográfico, cabelo (Colordreads) e livro; a 2º lugar ganhará um CD de Cíntia Savolli (DF), uma camisa e um livro; a 3º lugar faturará uma camisa e CD de Giovane Sobrevivente. 

Por trás da Batalha… 

 

Produzido por quatro jovens soteropretas, o Slam das Minas BA já tem lugar certo no cenário da chamada “poesia marginal”, a poesia da subversão. São elas:

Dricca Silva, poetisa, artista de rua, moradora do bairro do Cabula e integrante do grupo de poesia Resistência Poética. Dricca é ativista cultural, graduanda no BI em Artes (Ufba) e angoleira na Associação de Capoeira Angola Relíquia Espinho Remoso.

“Se carregamos cicatrizes é que fomos resistentes o suficiente,

na crença da virada do jogo, mulher preta no topo”.

Jaque Nascimento Slam das Minas
Jaque Nascimento

Fabiana Lima – Tem 20 anos, mora em Sussuarana, poetisa, MC, artista de rua, produtora cultural, ativista cultural e integrante do grupo de poesia Resistência Poética. Foi vice-campeã do campeonato brasileiro de poesia falada – o Slam BR – , cursa Enfermagem e é ango-capoeirista.

Jaque Nascimento – Ela tem 22 anos, nasceu em Feira de Santana, mora em Pernambués. É lésbica, poetisa, cantora, compositora, artista de rua, produtora cultural e estudante de Humanidades na UNlLAB.

“Seja sua própria voz e símbolo de resistência!”

Ludmila Laísa Slam das Minas
Ludmila Laísa – Fto Cleber Sandes

Ludmila Laísa – Com 19 anos, mora no bairro do São Caetano, é atriz, grafiteira, poetisa e professora de dança. Também produtora cultural, artista de rua, angoleira na Associação de Capoeira Angola Relíquia Espinho Remoso e graduanda no Bacharelado Interdisciplinar em Artes (Ufba). Também integra a Crew de mulheres Donas do Rolê.

Chegue lá…

Slam das Minas II

Onde: Praça do Conjunto ACM – Estrada das Barreiras

Quando: 22 de abril (sábado), 18h

Inscrições: A partir das 17h

FREE

NOVA DATA – Lendo Mulheres Negras convida Lívia Natália no CEAO


Lívia Natália - Foto Andreia Magnoni
Lívia Natália – Foto Andreia Magnoni

“Encontros Literários aberto para todxs que queiram se debruçar sobre obras literárias de escritoras negras.” Esta é a descrição do “Lendo Mulheres Negras”, eventos realizados mensalmente por interessadas pela produção literária de mulheres negras no Brasil e no mundo. Este mês, o encontro será na próxima sexta-feira (05 de maio), no CEAO (Dois de Julho), às 17h30.

Nesta edição, o encontro vai ser com a escritora Lívia Natália, que levará seu livro “Água negra e Outras Águas”, além de conversar com o público presente.

O Lendo Mulheres Negras é aberto ao público, vai ter sebo de venda de livros e doações de livros também, além de feira afro.

 

Chegue lá…

Lendo Mulheres Negras, com Lívia Natália

Data: 05 de maio (sexta), 17h30

Local: CEAO (Dois de Julho)

FREE

 

#OuriçadAs! – Opiniões pessoais e racismo velado!


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Benny e Jaxyn Harlem (EUA)

Recentemente, em uma postagem dentro do coletivo ‘Cacheadas e crespas de Salvador’ algumas falas nos inquietaram. Um dos membros postou uma foto de um pai com a filha, ambos com o cabelo crespo bem volumoso. O que se viu em seguida foi uma enxurrada de depreciações em relação ao volume do cabelo deles.

Muitas falas nos chamaram a atenção. Mas outras nos incomodaram profundamente. Não pela depreciação em si, mas sim pelo que aquele comentário representava.

Falas como: “ridículo”, “não gostei, é feio”, “Deus me livre de um cabelo desses” etc, nos fizeram pensar como é a relação dessas pessoas com seu cabelo, e, consequentemente, com seu próprio corpo.

O cabelo é, sem dúvida, o elemento mais forte da identidade negra. Mas ele não é a única representação da negritude. O corpo negro é, em sua completude, um símbolo de resistência e também de obstinação. Entender-se negro é conhecer a história.

E mergulhando na história, constatamos que os negros africanos que foram traficados e escravizados no Brasil eram “coisificados” e submetidos às mais diversas formas de castigo; Ainda assim, os negros utilizavam o corpo para diversas formas de rebelião e busca pela liberdade. Esse corpo negro era contestador em sua totalidade: o nariz, a boca, a cor da pele, o tipo de cabelo.

Esses fatores serviram como um parâmetro, o qual o colonizador utilizava para impor padrões de beleza e fealdade que, obviamente, primavam pela brancura. Esses padrões estéticos são reproduzidos até hoje.

Assim, utilizar adjetivos que desqualifiquem o cabelo crespo não é simplesmente expressar a sua opinião. É reproduzir, implicitamente, um discurso racista. O discurso do branco europeu colonizador, do regime escravista. É classificar o bonito como branco, e o feio como negro.

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Benny e Jaxyn Harlem (EUA)

A cor da pele e o cabelo são componentes reveladores do pertencimento étnico e racial do sujeito, pressupostos no combate ao racismo e aumento ou diminuição da autoestima das pessoas.

A batalha contra o preconceito deve começar por nós, em policiar os nossos discursos. Nessa perspectiva destaco com veemência a palavra aceitação. Mas de um modo geral, consigo mesmo e com o outro. A autoestima se constrói no contato e com a validação com o outro.

 

 

 

 

 

 

 

 

coletivo cacheadas e crespas salvadorO Coletivo Cacheadas e Crespas de Salvador, com a coluna “Ouriçadas!”, reúne as soteropretas, Sâmara Azevedo, 35 anos, professora de Língua Portuguesa da Rede pública estadual, Fundadora do Coletivo; Fernanda Borges, 38 anos produtora cultural e coordenadora do Armazém Cenográfico do TCA, é Adm do Coletivo; Ana Paula Couto, 34, administradora, moderadora do Coletivo.

IGHB inscreve para Seminário “Okê Arô! São Jorge e Oxóssi” esta quarta (19)


oxossi e são jorge
banco de Imagens

Nesta quarta (19), o Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB) realizará o Seminário “Okê Arô! São Jorge e Oxóssi – Notas sobre Sincretismo e Candomblé na Bahia”. O encontro é aberto, das 14h às 18h.

Nele os participantes ouvirão especialistas como os professores Nilo Cerqueira, Miguel Assunção e Adelson de Brito, que abordarão o Sincretismo Religioso entre São Jorge, santo católico e o orixá Oxóssi, divindade nas várias Nações do Candomblé e Umbanda.

Inscreva-se aqui!