Unijorge transmite ao vivo palestra com Alexandra Loras


Alexandra Loras

Nesta quinta (16), às 10h, acontece na Unijorge palestra com a ex-consulesa francesa Alexandra Loras.O evento será realizado no auditório Zélia Gattai e terá trasmissão ao vivo.

Alexandra Loras é apresentadora de televisão e jornalista francesa. Já foi consulesa da França em São Paulo. Empresária, consultora de empresas e autora de livros, atuou por mais de 20 anos na área de transformação pessoal e empresarial e é fundadora da Fórum Protagonismo Feminino.

Em 2012 obteve seu Master em Gestão de Mídias pelo Institut d’études politiques de Paris (Sciences Po). Conduziu palestras para mais de 10.000 homens e mulheres no mundo todo, desde TedxCannes e TEDxSaoPaulo até as maiores corporações internacionais, como Google, JP Morgan e Bloomberg. Seu trabalho é focado no desenvolvimento de liderança consciente para catalisar a transformação organizacional sobre diversidade e empoderamento feminino.

Serviço

O que: aula magna da Unijorge com ex-consulesa francesa Alexandra Loras
Quando: 16 de março, às 10h
Onde: campus Paralela da Unijorge
Transmissão ao vivo: www.unijorge.edu.br

Política e racismo – Por Fábio Nogueira


fábio nogueira psol

Negras e negros na política ainda são minoria em um país em que, segundo os últimos dados do IBGE, mais da metade da população (51%) se autodeclara preta ou parda. Na intersecção entre gênero e raça, a sub-representação dos espaços de poder fica ainda mais evidente.

Nas últimas eleições de 2016, segundo pesquisa do Instituto de Estudos Socioeconômicos, das 16.354 candidaturas para o cargo de prefeito em todo o Brasil, apenas 2.057 (12,6%) eram de candidaturas do sexo feminino e, destas, 652 são mulheres negras, ou seja, 4% do total. Só 28,8% dos candidatos a prefeito se autodeclararam pretos ou pardos.

Para as candidaturas a vereador o cenário se repete. Das 460.651 candidaturas no país, apenas 70.265 (15,3%) foram de mulheres negras (ao todo 151.390 se candidataram, o que equivale a apenas 32,9%, no total representam 51% da população). A política continua hegemonicamente masculina: 67,1% dos candidatos a vereador eram homens e, destes, apenas 33,4% negros.

 

De acordo com as pesquisas, quando cruzamos estes dados com o perfil demográfico de cada região a disparidade fica ainda mais evidente, o que torna a Bahia (79% dos baianos se autodeclaram negros ou pardos), um dos estados com maior a desproporção entre perfil racial da população e representatividade de gênero e raça nos espaço de poder.

A pressão do movimento negro gerou respostas no âmbito institucional. O projeto original do Estatuto da Igualdade Racial, de autoria do Senador Paulo Paim (PT/RS), previa a reserva de vagas a candidatos autodeclarados negros e pardos nas eleições, o que foi retirado quando de sua aprovação em 2010.

 

fábio nogueira psolImportante dizer que a reserva de vagas para as mulheres nas disputas eleitorais ocorre em função da legislação eleitoral que a normatiza o que, caso não ocorresse, com certeza tornaria a desigualdade de gênero e raça nos pleitos eleitorais ainda mais profunda.

A reserva de vagas para negros e negras nos pleitos contribuiria para reduzir esta sub-representação nos espaços de poder.

 

Há ainda uma outra questão que é o racismo nas estruturas partidárias o que, por sua vez, coloca as candidaturas negras, com raríssimas exceções, em condições sempre desiguais de disputa.

As candidaturas negras contam com pouco ou nenhum apoio de suas direções partidárias e muita dificuldade de terem legitimadas suas pautas e plataformas, em especial, aquelas que têm como pontos centrais a luta contra o racismo, a desigualdade de gênero e o combate à intolerância às religiões de matriz africana.

 

Não raro estas candidaturas são constrangidas a “não falar em raça”, fazendo alusão ao ditado que diz que “não se fala em corda em casa de enforcado”. Estes “assuntos polêmicos” não deveriam ser colocados em pauta, pois “tiram voto” e desagrada o eleitorado mais conservador. É evidente que há um eleitorado conservador que vota em políticos negros desde que estes não falem de raça ou se coloquem abertamente contra as políticas raciais como foi o caso emblemático da eleição de Fernando Hollyday (DEM) para vereador em São Paulo. Porém há espaço para raça e gênero entre as candidaturas progressistas.

Para ficarmos em alguns exemplos, os desempenhos de candidaturas como as de Áurea Carolina (vereador mais votada de Belo Horizonte), Talíria Perrone (Niterói), Marielle Franco (Rio de Janeiro), eleitas vereadoras com expressivas votações pelo PSOL; de Úrsula Vidal (Rede) que amealhou 10% dos votos à disputa a prefeitura de Belém; Tainara Faria (PT) de Araraquara e, no caso de Salvador, as votações de Lina Ramos (PSOL) e Lindinalva de Paula (PT) indicam a possibilidade concreta de que, mesmo em condições muito adversas, é possível alcançar bons desempenhos eleitorais que fortaleçam este processo de desracialização da política.

 

fábio nogueira psolNão seremos mais a geração habituada a sub-representação nos espaços de poder. Fazer política também é falar de gênero, raça e intolerância religiosa. Fazer política é ocupar os espaços de poder para transformá-los não apenas para garantir a representatividade (o que é um pressuposto).

Mas para, a partir desta, construir um projeto de sociedade sem a exploração do trabalho e desigualdades sociais. O que está em questão, portanto, é o tipo de democracia que queremos para o nosso país fator definitivo para diferenciar esquerda e direita nos dias atuais.

 

*Fábio Nogueira é Doutor em Sociologia pela USP e mestre em Sociologia e Direito (UFF). Professor da Universidade do Estado da Bahia. Autor dos livros “Porto” (Ed. Life, 2015), obra literária, e mais recentemente “Clóvis Moura: trajetória intelectual, práxis e resistência (Eduneb, 2016). É militante do movimento negro e fundador do Círculo Palmarino. Ex-candidato a prefeito de Salvador, presidente do PSOL Salvador.

Música negra para combater ao racismo?


Will Carvalho (Foto: Sérgio Siqueira)
Will Carvalho (Foto: Sérgio Siqueira)

O papel e as contribuições da música negra no enfrentamento à discriminação racial estarão em debate na próxima sexta-feira (17), em Salvador. A partir das 14h, no Centro de Referência de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa Nelson Mandela, o seminário “Música negra comentada” reunirá os cantores e compositores Lazzo Matumbi, Will Carvalho, Marcos Boa Sorte, além do professor Thon Nascimento.

Durante o evento, que terá entrada gratuita e fornecimento de certificado, os debatedores falarão sobre suas trajetórias de luta, o trabalho pela afirmação negra através da música como elemento de formação e conscientização.

Serviço:


O quê:
Seminário “Música negra comentada”.
Quando: Sexta-feira (17 de março), a partir das 14 horas.
Onde: Centro de Referência de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa Nelson Mandela

Av. Sete de Setembro (edifício Brasilgás – 1º andar), centro – Salvador/BA.

 

Moqueca de Feijão será o prato da 2ª Culinária Musical de Jorge Washinton


culinaria musical jorge washington

Uma baita moqueca de feijão com direito a samba até umas horas neste sábado (18)! Este é o convite do ator Jorge Washington (Bando de Teatro Olodum), em mais uma edição do seu projeto “Culinária Musical”.

É um encontro na Casa de Pedra, no final de linha do bairro do Garcia, em Salvador, que nesta segunda edição vai contar a participação do cantor,  Aloísio Menezes.

moqueca de feijão jorge washington

O rango e o som começam a rolar a partir das 13h e prometem. A Culinária Musical é quinzenal e na primeira vez teve “Bacalhau Martelo”, feito pelo chef, pratos que integram a memória afetiva do ator.

“Faço a feijoada normal, depois coloco todos os temperos da moqueca como camarão seco, azeite de Dendê e sirvo com farofa, pimenta e arroz. É um prato simples”, conta o ator e ativista cultural.

Pra entrar, você vai pagar apenas R$10 e pra degustar o super prato, o valor é R$30. O local aceita cartão de crédito e débito.

Michaela Harrison faz show em homenagem a divas da música negra


michaela harrisonUm show em homenagem a cantoras inspiradoras como Aretha Franklin, Etta James, Gal Costa, Elis Regina, Whitney Houston, Chaka Khan, Nina Simone, Mahalia Jackson e Minnie Riperton. Já pensou?

Vai rolar no próximo sábado, com a cantora norteamericana que já é conhecida e aclamada em Salvador, Michaela Harrison. O show “Divas Preferidas” será apresentado no  Espaço Cultural da Barroquinha, no próximo sábado (18). No repertório terá uma explosão de ritmos negros, a exemplo do jazz, blues, soul, pop, gospel e MPB.

Sobre Ela

Radicada em Nova Orleans (EUA), Michaela Harrison começou a cantar na igreja batista aos cinco anos de idade. Tem, musicalmente, uma verve que alcança ritmos variados para além do gospel, como jazz, blues, R&B, soul, samba, MPB e música africana tradicional.

Estudou e viveu no leste da África e no Brasil, sendo fluente em francês e português, além de familiarizada com espanhol e suahíli. Em Salvador, já integrou programações culturais diversas também, sempre associadas à cultura negra local, além de participar do projeto “Jazz na Avenida”, realizado na Boca do Rio.

SERVIÇO

O que: Show “Divas Preferidas”, com Michaela Harrison

Quando: 18/3 (sábado), 19h

Onde: Espaço Cultural da Barroquinha

Quanto: R$40/20

Ingressos à venda aqui e no local, no dia do evento.

Foto: Divulgação

Rebeca Tárique e Mateus Aleluia apresentam o show “Obinrin”


rebeca Tárique
Foto: Raiane Vasconcelos

A cantora Rebeca Tárique lança, na próxima teça-feira (14), seu primeiro EP no show “Obinrin”, trazendo referências do povo yorubá. O show será apresentado pelo cantor e compositor Mateus Aleluia, padrinho musical da cantora e produtor do EP junto ao maestro, Ubiratan Marques da Orquestra Afro Sinfônica e Alex Mesquita. O trabalho traz  releituras de canções da música afro-brasileira, além de canções inéditas de nomes como o próprio Aleluia, Ubiratan Marques, Frederico Demarca e do carioca Thiago de Mello.

A cantora Rebeca Tárique é historiadora, foi revelada em eventos de militância do movimento negro e feminista e busca sua inspiração na ancestralidade de suas raiz afro-ameríndia. Nesta apresentação, a artista convida ao palco Alex Mesquita, Matheus Aleluia Filho e a dançarina, Sueli Conceição, para participações especiais. O show Obinrin será no Teatro Sesi Rio Vermelho, às 20h, e é gratuito – sujeito à lotação do espaço.

 

 

 

Serviço: Mateus Aleluia apresenta: Rebeca Tárique com seu show Obinrin

Participações especiais: Alex Mesquita, Matheus Aleluia Filho e Sueli Conceição.

Quando: 14 (terça-feira), às 20h

Local: Teatro Sesi, Rio Vermelho

Evento Gratuito, sujeito a lotação do espaço

 

 

Quer iniciar na Dança? A Funceb abre inscrições gratuitas!


dança funceb
Foto: Raul Spinassé Ag. A Tarde

Para quem quer dar os primeiros passos na Dança, os Núcleos de Extensão da Escola de Dança da Funceb abrirão inscrições no dia 20 de março. Interessados dever se deslocar até os núcleos nas comunidades do Engenho Velho de Brotas (Cine Teatro Solar Boa Vista), Lauro de Freitas (Cine Teatro) e CSU Nordeste de Amaralina (Beco da Cultura) para efetuar a inscrição.

Os núcleos ofertam oficinas de dança em variadas linguagens: Ballet clássico, Dança moderna, Dança popular, Brincantes, Laboratório de Habilidades Criativas, Dança Afro, dentre outras. São cursos preparatórios e de qualificação técnica, disponíveis para um público formado por crianças (a partir de 5 anos), jovens e adultos. 

Para se inscrever, os interessados devem comparecer à sede dos núcleos até o dia 31, das 14h às 17h. É gratuito.

Serviço

Inscrições para os Núcleos de Extensão da Escola de Dança da FUNCEB

Informações: [email protected] / 71 3116-6644 / 3116 6643

 

Festival das Periferias reunirá Música, dança, teatro e performances em Salvador


subúrbio
Banco de Imagens

Entre 15 e 18 de março, em Plataforma – Subúrbio de Salvador, vai rolar o Festival das Periferias Ano 3 – cada quebrada um ritmo, reunindo diversas atividades com Música, dança, teatro e performances. Terá também seminário, minicurso e o concurso Música de Favela.

Os debates serão sobre os temas: Culturas Periféricas e Cultura e Mundo do Trabalho e os Minicursos sobre elaboração de projetos culturais e planejamento de comunicação para ações culturais, no intuito de instrumentalizar jovens produtores para realização de ações culturais na periferias. Na programação, destaque para o I Concurso Música de Favela, que buscará reconhecer os ritmos e talentos das periferias de Salvador, valorizando a produção jovem do Subúrbio Ferroviário de Salvador.

Poderá participar qualquer jovem que more em bairro periférico de Salvador, com idade entre 15 e 29 anos. Serão aceitas inscrições de músicas inéditas, de gênero livre, e com temática sobre: juventude e periferia. Na etapa final do Concurso as 6 composições selecionadas serão apresentadas ao vivo para o público e para os jurados.

larissa luz
Foto: Elói Corrêa/GOVBA

Produção Jovem – Como parte da formação, toda produção do evento contará com a participação direta de jovens entre 15 e 24 anos oriundos de coletivos, organizações e grupos culturais do Subúrbio Ferroviário.

O evento, totalmente gratuito, é resultado do Projeto de Formação em Produção e Gestão para Jovens de Coletivos Culturais, realizado pela Cipó Comunicação Interativa com apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda, Fundação Cultural do Estado da Bahia e Secretaria de Cultura.

toda a programação do Festival será encerrada com apresentação da cantora Larissa Luz (foto).

PROGRAMAÇÃO
15 de março – Centro Cultural Plataforma

ABERTURA
8h às 12h – Mesa de Debate: Culturas Periféricas.
14h até 18h- Mesa de Debate: Cultura e Mundo do Trabalho.

 

16 e 17 de março – Centro Cultural Plataforma
MINICURSO Elaboração de Projetos Culturais
8h às 12h / 14h às 18h

MINICURSO Planejamento de Comunicação para Ações Culturais
Local: Centro de Referência do Parque São Bartolome

8h às 12h / 14h às 18h

18 de março de 2017
Apresentações Culturais, Oficinas e 1º Concurso Música de Favela
Centro Cultural de Plataforma
15h às 20h

SERVIÇO

O que: Festival das Periferias Ano 3 – Cada Quebrada um ritmo
Quando: 15 a 18 de março de 2017
Quem: mesas de debates, minicursos, oficinas, apresentações e concurso musical.
Quanto: gratuito

 

Blogueiras e YouTubers conversam com estudantes na Biblioteca Pública Thales de Azevedo


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Luciellen Assis

Nesta segunda-feira (13), a Biblioteca Pública Thales de Azevedo – que celebra 20 anos este mês – reunirá Blogueiras e YouTubers para um bate papo com estudantes de Escolas do entorno da unidade, no Costa Azul. Na ocasião, foram convidadas as influenciadoras digitais no ramo da beleza, autoestima e aceitação Virginia Vieira, Jéssica Dantas e Luciellen Assis.

A programação é gratuita e começa às 10h. O bate papo será sobre temas como a profissão de influenciadoras nestes e em outros ramos, além do dos impactos que esse trabalho exerce na vida das pessoas, em especial as mulheres.

Celebração

A Biblioteca Thales de Azevedo está há 20 anos na comunidade do Costa Azul, em Salvador, sendo um elo entre o bairro e as escolas. Seu nome homenageia o médico, antropólogo, professor e escritor baiano, Thales de Azevedo.Para celebrar a data, a biblioteca realizará a mesa redonda “Thales de Azevedo: das relações raciais às reformas universitárias” no dia 31, às 14h.

Quer ter aulas de Ballet Clássico e Pilates a preço popular?


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Preciosa Adams – Bailarina Bolshoi

Interessados em fazer cursos de qualificação em dança podem se inscrever, a partir desta segunda-feira, 13 de março, em aulas de Ballet Clássico, com a professora Ana Karla, e em aulas de Pilates, com o professor Paulo Lopes. Serão 25 vagas para cada turma. A taxa semestral da matrícula é R$20. As aulas serão ministradas na Escola de Dança da Funceb, unidade do Centro de Formação em Artes (CFA) da Fundação Cultural do estado da Bahia (Funceb), entidade vinculada à Secretaria da Cultura do Estado da Bahia (SecultBA).

As aulas começam no dia 20 de março, segunda-feira. A matrícula deve ser realizada até 17 de março, sexta-feira, na Coordenação do Curso Profissional da instituição, com sede no Centro Histórico. O curso de Pilates terá aulas às segundas e quartas-feiras, das 9h às 10h30. O curso de Ballet terá aulas às segundas e quartas-feiras, das 10h50 às 12h20.

Pilates negra
Banco de Imagens

Serviço:

Matrícula para Qualificação

Cursos: Ballet Clássico, com Ana Karla, e Pilates, com Paulo Lopes

Período de matrícula: de 13 a 17 de março (segunda a sexta-feira)

Taxa: R$20

Início das aulas: Dia 20, segunda-feira

Informações: 3116-6643/44