Bando de Teatro Olodum faz sessão extra de “Ó paí, ó!”


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Divulgação

Depois de lotar o Teatro Vila Velha na programação do Amostrão de Verão, o Bando de Teatro Olodum retorna para edição extra do espetáculo “Ó paí, ó!”, nesta quarta (8), no Vila. É uma edição comemorativa de 25 anos em cartaz deste que é um dos principais espetáculos do Bando.

Um quarto de século levando aos palcos a mensagem do genocídio de jovens negros, o espetáculo “Ó paí, ó! é, sem dúvida, um dos maiores sucessos de público do teatro baiano, mantendo ainda hoje boa parte de seu elenco original. O sucesso já levou a peça para a TV e pro cinema, confirmando a boa aceitação do público. Em cena, os atores do Bando trazem a realidade do Pelourinho Antigo, as alegrias e sofrimentos de um conjunto de moradores de um pequeno cortiço. No ambiente, temáticas sensíveis são levadas ao palco por meio do humor e do drama.

As Bodas de Prata de “Ó paí, ó!” poderá ser celebrada junto ao Bando nesta sessão extra, que começa às 20h. Ingressos serão vendidos a R$40/20, na bilheteria do Vila Velha ou no site Ingresso Rápido.

“Vivências negras: negação, aceitação….” – Por Mirella Lima


Vivências negras: negação, aceitação....Em seu livro “Branca Negra Negra Negra”, a escritora e jornalista nascida em Juazeiro (BA) e criada em Pernambuco,  Shirlene Marques, reúne crônicas que contam a história de negação e aceitação da sua herança negra, ao mesmo tempo em que relata casos de algumas personalidades negras deste país.

Com uma leitura simples, a autora descreve o processo que a fez renascer e identificar-se com a sua própria essência. Esta que foi negada e camuflada pela mídia opressora, pelo preconceito e padrões estabelecidos pela sociedade. Ser negro no Brasil é se despir de todo o preconceito que possa existir e está atrelada às esferas religiosas raciais e, sobretudo, culturais.

Nas histórias contadas por Shirlene, existe a real possibilidade de que o leitor se identifique com uma criança que cresceu ouvindo falar que tinha o cabelo ruim e que precisava estar sempre “alisada” para ser aceita.

Shirlene Marques
Banco de Imagens

Também é possível ler sobre fatos dos seus primeiros momentos de aceitação, como ser confundida com uma garçonete, a professora negra da faculdade que usa tranças ou sendo chamada de Globeleza e outras inúmeras situações que estão ligadas à ideia de que “ser negro é sinônimo de inferioridade”.

A obra nos leva a refletir as inúmeras vezes que a mulher negra é discriminada e levada à exclusão. Somente aos 37 anos, a autora nasceu negra e possui desejos infinitos de entender o mundo ao qual sempre pertenceu. E, hoje, fala com muito orgulho : “A empoderada está aí”!

Esta é uma resenha do livro “Branca Negra Negra Negra”, de Shirlene Marques. A resenha é uma colaboração da jornalista, Mirella Lima (PE) para o Portal SoteroPreta.

Duda Almeida retorna com seu “Cavaco Afro” no D’Venetta


Duda Almeida Cavaco Afro
Foto: Divulgação

O cavaquinho para além do samba e do chorinho. Essa é a proposta de  Duda Almeida, cavaquinista que apresentará pela quarta vez seu show “Cavaco Afro”, no Espaço D’Venetta (Santo Antonio) na próxima quinta (9).

Por acreditar na versatilidade do seu instrumento, Duda aposta na improvisação e em temas fora do contexto tradicional do cavaquinho, tendo como base o Universo Percussivo Baiano (UPB, método desenvolvido pelo maestro Letieres Leite e difundido no projeto Rumpilezzinho – Laboratório Musical de Jovens).

“Esse show foi uma maneira que encontrei de expressar o quanto  a música afro tem sido fundamental pra eu me entender enquanto músico negro nesse cenário musical que não é nada fácil. Fazer os shows no D’Venneta deixa tudo com mais sentido. É importante tocar em um lugar que comunga com seus ideias. Essa vai ser a quarta edição e tenho fica muito satisfeito com os resultados.”

Nesta edição, Duda Almeida convida o trio “Nó de três”, a trompetista Karen Fernanda e a cantora Iara Canuto. Com o cavaquinho de 5 cordas, pedal de loop e efeitos, o novo trabalho, “Cavaco Afro: Claves, improvisos e a sensação de pertencimento”, é um show de música instrumental inspirado nos ritmos de matriz africana.

SERVIÇO

Show “Cavaco Afro”, com Duda Almeida

Local: Espaço D’ Venneta (Rua dos Adôbes, n 12. Santo Antônio Além do Carmo)

Data: 09/02/2017

Hora: 20h

Valor: R$10,00

Bando de Teatro “Sem Nome” comemora 10 anos com atividades gratuitas


 Bando de Teatro Sem Nome
Foto Diney Araújo

O Barracão das Artes, situado no Forte do Barbalho, em Salvador, será palco da comemoração dos 10 anos do Bando de Teatro “Sem Nome”, com uma programação artístico-cultural especial durante o mês de fevereiro. Nos dias 10, 11,13 e 14, o Bando e o Núcleo de Teatro Físico Poético do Barracão das Artes apresentam o segundo ciclo do Experimento e exercício cênico “República dos Poetas”. Será às 19h30, com entrada franca e distribuição de senhas de acesso 30 minutos antes do início da apresentação.

O “República dos Poetas” é uma ode à poesia através de jovens intérpretes. Arte, amor, violência e liberdade são vivenciados em cenas/sequências/imagens inspiradas em Dora Ferreira, Roberto Piva, Jorge Mautner, Rimbaud e Glauber Rocha. O texto é uma livre transcrição do diretor teatral, arte educador e filósofo, Fábio Viana.

 Bando de Teatro Sem Nome
Foto Diney Araújo

O Bando de Teatro Sem Nome desenvolve uma linguagem particular e própria. Aulas/ensaios acontecem diariamente no Barracão das Artes, onde os participantes têm uma intensa preparação que inclui estudo de textos, artes circenses, preparação corporal (dança de contato, alongamento), dança afro e contemporânea, yoga, canto, capoeira e filosofia.

Bando de Teatro Sem Nome . Foto Diney Araújo
Foto Diney Araújo

Aulas gratuitas

Na programação, especial destaque para o início das aulas da Orquestra Juvenil Afroiorubaiana, no dia 8 de fevereiro (quarta-feira), das 13 às 18h. A Orquestra é residente do Barracão das Artes e abrirá vagas para suas aulas de percussão gratuitas para jovens e adultos. Os interessados podem solicitar informações através dos seguintes contatos: 3042-2904 / whats (71) 9 9999-9250 / [email protected].

SERVIÇO

Comemoração dos 10 anos do Bando de Teatro Sem Nome

Atração: Segundo Ciclo do Experimento e exercício cênico “República dos Poetas”

Quando:  10,11,13 e 14 de fevereiro de 2017

Horário: 19h30

Local: Barracão das Artes (no Forte do Barbalho,antigo quartel da PM, Rua Marechal Gabriel Botafogo, s/n).

Senhas distribuídas meia hora antes do início da apresentação.

Riachão será homenageado em primeiro livro de Vania Abreu


RiachãoA coleção infanto juvenil Eu Vim da Bahia homenageia, em sua nova publicação o sambista Riachão, no livro “Eu e meu lugar”, que marca a estreia da cantora Vânia Abreu como escritora. Editada pela Caramurê Publicações, a publicação será lançada nesta quinta-feira (9), às 19h, em sessão de autógrafos no estande da editora, no piso L1 do Shopping Barra.

Também terá tarde de autógrafos no domingo (12), a partir das 15h, no Mercado Iaô, na Ribeira. Nos dois momentos, o público contará com a presença do próprio Riachão. Com ilustração do artista plástico Mike San Chagas, o livro “Eu e meu lugar” mistura ficção e histórias da vida do sambista.

“A experiência de escrever “Eu e meu lugar” foi enriquecedora. Um convite literário que veio de encontro ao desejo de dizer outras coisas que não cabem na música e que haviam surgido junto ao trabalho musical que havia feito com Riachão”, explica a cantora. “Esse livro foi uma forma de mostrar meu amor por Salvador, meu respeito e admiração por Riachão e é também um novo lugar para o que sou hoje”, conclui a autora, cantora Vania Abreu.

“Eu e meu lugar” é o sétimo livro da coleção Eu vim da Bahia, lançada em 2015 pela Caramurê Publicações. Os livros anteriores retratam personalidades como: Anísio Teixeira, Ana Nery, Castro Alves, Milton Santos, Theodoro Sampaio e Tia Ciata.

Serviço

Lançamento do livro Eu e meu lugar, de Vânia Abreu

Noite de autógrafos: quinta-feira, dia 9/02, às 19h,

Local: estande da Caramurê Publicações, no Piso L1 do Shopping Barra

Tarde de autógrafos: domingo, dia 12/02, das 15 às 17h

Local: Mercado Iaô, na Ribeira

Valor: R$ 34

Vendas: No estande da Caramurê no Shopping Barra. Depois do lançamento nas livrarias da cidade.

Exposição sobre refugiadas no Brasil está aberta a visitação até março


refugiadas no brasil
Nckechinyere Jonathan

A mostra fotográfica “Vidas Refugiadas”, que retrata o cotidiano de oito mulheres refugiadas no Brasil, está aberta a visitação pública até março no Palacete das Artes (Graça).

Com 22 imagens produzidas pelo fotógrafo Victor Moriyama, a exposição revela as necessidades, os dilemas e as conquistas de mulheres refugiadas no Brasil. A mostra, ao revelar as dificuldades e os problemas vivenciados por essas mulheres, joga luz sobre suas conquistas, valores e esforços para a construção de dias melhores no país de acolhida.

Recente perfil da população refugiada no Brasil, elaborado pelo Comitê Nacional de Refugiados (CONARE) revela que as mulheres representam cerca de 30% dos 8.863 refugiados reconhecidos no país. Durante o lançamento, a curadora do projeto, Gabriela Cunha Ferraz, a diretora de Comunicação e Cultura do IPPDH, Corina Leguizamón, a refugiada nigeriana Nckechinyere Jonathan vão participar de um bate-papo com o público.

refugiadas no brasil
Jeannete

A exposição, que tem entrada gratuita, ficará aberta ao público até 5 de março. O funcionamento da mostra é de terça-feira a sexta-feira, das 13h às 19h; sábados, domingos e feriados, das 14h às 19h.

 

SERVIÇO

Abertura da exposição fotográfica “Vidas Refugiadas em Salvador”

Data: dia 31 de janeiro de 2017, às 19h

Palacete das Artes, R. da Graça, 284 – Graça

Visitação aberta até 5 de março de 2017

Editora Ogum’s lança primeira obra do ano nesta quarta (8)


O Arco e Arkhé: ensaios sobre literatura e cultura
Henrique Freitas Foto: Antônio Terra

Na próxima quarta-feira (8), será lançado, no espaço Tropos (Rio Vermelho), o livro “O Arco e Arkhé: ensaios sobre literatura e cultura”, de autoria do professor da UFBA Henrique Freitas. Na ocasião, o público terá oportunidade de bater um papo com o escritor, seguido de autógrafos e música ao vivo. Este é o primeiro lançamento de 2017 da Editora Ogum’s, inaugurando o selo Beatriz Nascimento: teoria e crítica. 

Com quase 300 páginas, o Arco e Arkhé reúne ensaios sobre as literaturas negro-brasileira e africanas, bem como teoria literária e crítica cultural. Os ensaios foram escritos por Henrique Freitas nos últimos 10 anos e traz conceitos elaborados pelo autor, a exemplo de literatura-terreiro, pilhagem epistêmica, afrorrizomas, dentre outros.

Na obra, a apresentação, prefácio e posfácio são assinados por grandes nomes dos estudos literários, como Edimilson de Almeida Pereira, Denise Carrascosa e Félix Ayoh’Omidire. O lançamento é aberto ao público, a partir das 18h30.

SERVIÇO

Lançamento O Arco e Arkhé: ensaios sobre literatura e cultura

Onde: Tropos | Rio Vermelho

Quando: 8 de fevereiro de 2017.

Horário: 18h30

Entrada gratuita.

Editora Ogum s Toque
Foto: Marcos Roger

ONG TamoJuntas promove diálogo sobre “Feminismo e Religiosidade” este sábado (4)


ONG TamoJuntas
Foto: Ivana Flores

Após realizar sete Mutirões de assistência jurídica a mulheres, a organização TamoJuntas inicia o ano com um novo formato de ação: Rodas de Diálogo. E a primeira terá como tema “Feminismo e Religiosidade”, na qual serão debatidas as formas como o patriarcado e o machismo são fortalecidos pelo componente religioso e como tal elemento tem silenciado, violentado e impedido mulheres de denunciarem. A Roda será neste sábado (4), a partir das 9h.

As ações agora também serão realizadas em outro local –  Rua da Mangueira, 73, próximo ao quartel da Mouraria. na ocasião, haverá debate com Sônia Mota, Pastora da Igreja Presbiteriana Unidade e a diretora Executiva da Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE), a advogada Maíra Vida. Terá ainda a presença da presidente da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa da OAB/BA e membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia, a assistente social Verônica Cardoso, a ativista negra feminista e assistente social Geisa Cristina, a estudante de Psicologia Gleide Messias, a Dra. Silvia Barbosa, ex-Pastora da Igreja Metodista e hoje candomblecista, e a graduanda em Serviço Social, Erika Souza.

Atualmente, a organização TamoJuntas conta com 11 advogadas, cinco assistentes sociais, quatro psicólogas e duas pedagogas em Salvador, além da colaboração de voluntárias em doze estados do Brasil.

Serviço:

O quê: Roda de Diálogo “Feminismo e Religiosidade”

Quando:04/02 (sábado), a partir das 9h

Onde: Rua da Mangueira, 73, Nazaré, próximo ao Quartel da Mouraria.

Evento gratuito e com certificação de 3h.

Yemanjá é Black terá shows e lançamento de ensaio fotográfico


Yemanjá é Black
Renata Dias

O dia 2 de fevereiro já tem ponto de encontro afro marcado no Rio Vermelho. Pelo sexto ano consecutivo, o ator Jorge Washington e a estilista, Madá (Negrif), realizarão o “Yemanjá é Black”, festa que contará com shows de Dão e a Caravana Black e de Denise Correia, com sua Banda Na Veia da Nêga, além da participação especial de Lazzo Matumbi.

 

Esta edição terá ainda uma novidade: lançamento do ensaio fotográfico Òbiri Òdo: Iyá Orí, mãe de todas as cabeças!, da fotógrafa e publicitária Catarine Brum. São fotos que propõem a união de mulheres com o mar, retratando o domínio de Yemanjá a partir das belezas negras da Doutora em Estudos Africanos, Alyxandra Gomes Nunes, da Relações Públicas, Renata Dias e da estudante de Jornalismo e Social Media, Amanda Aguiar Dias.

 

Amanda Dias
Amanda Dias
A produção do Ensaio é assinada pela fotógrafa e Alice Bráz, além da assistência de Produção e Fotografia do graduando em Arquitetura e fotógrafo, Jefferson Dias.
“No estudo do universo das religiões de matriz africana tenho me aprofundado pela questão feminina com foco nas yabás. Como Yemanjá é grande mãe e dona da cabeça de todo mundo, resolvi começar por ela. É o start para seguir aprofundando, uma postura política e pessoal de fugir do estereótipo do padrão de determinadas formas estéticas como as mais belas. Chega disso”, afirma a fotógrafa.
Como entrar na festa

O Yemanjá é Black terá início às 13h, no Santa Maria Bar e Restaurante, no Largo de Santana (Largo a Dinha), no Rio Vermelho e para ter acesso à festa interessados devem adquirir camisa na loja da Negrif (Edifício Bariloche, Rua Carlos Gomes – Dois de Julho, nº 616).

As mesmas estão sendo vendidas a R$ 90 (individual) e R$ 160 (casadinha), com direito a uma feijoada. O público poderá desfrutar, ainda, da participação musical da cantora norte-americana, Michaela Harrison e da intervenção da atriz e diretora Luciana Souza– a Joana de Ó Paí Ó (Bando de Teatro Olodum).

yemanjá é black
Divulgação

 

Veja convite de Jorge Washington, Denise Correia e Madá, com participação especial da pequena, Carina Dias.
Colaboração: Meire Oliveira (Flor de Dendê)

SERVIÇO

O que: Feijoada Yemanjá é Black

Quando: 2 de Fevereiro

Onde: Santa Maria Bar e Restaurante, localizado no Largo de Santana, Rio Vermelho

Quanto: R$ 90 (camisa individual) R$ 160 (casadinha).

Onde comprar: Negrif (Rua Carlos Gomes – Dois de Julho, nº616, Edifício Bariloche, aberta das 10h às 18h)

Vai ter BATEKOO em Salvador neste sábado (4)!


batekoo salvador

Liberdade corporal, liberdade sexual, estética negra, empoderamento crespo, suor, representatividade, ocupação preta, proibidão. Festa de preto.” Tudo isso junto fará a festa BATEKOO, que será realizada neste sábado (4), na Oficina de Investigação Musical (Rua Portas do Carmo, 24 – Pelourinho).

Esta será a 3ª edição da segunda temporada da BATEKOO em Salvador, uma produção independente que reúne variados ritmos dançantes na pista,a  exemplo do hip-hop, rap, funk carioca, R&B, trap, twerk, ragga, dancehall, kuduro, e suas vertentes. Segundo organizadores, a ideia é fazer uma “festa democrática, livre de preconceitos”, unindo ritmos da música negra no Brasil e no mundo.Paga R$10 ou R$15. Confira a programação: 

batekoo salvador

LINEUP

BRUXABRABA
Jack Nascimento
CDR STYLE – Pocket Show (Clube do Ragga)
Lord Breu (https://soundcloud.com/lordbreu)
Carolina Neves
Marie Claire (@afrotranscendente)

Flashes: Matheus Thierry

Serviço:
BATEKOO
Oficina de Investigação Musical (Rua Portas do Carmo, 24 – Pelourinho).
04/02 – 23h
R$: 10 (com nome na lista) R$: 15 (sem nome na lista)

*Lista: nome e sobrenome no mural do evento.
*Aniversariantes da semana entram VIP. (29/01 a 04/02)
*Sujeito a lotação da casa.

Fotos: Matheus Thierry/Deu Zebraa