Livraria Boto Rosa convida Cidinha da Silva para bate papo


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A Boto Cor de Rosa Livros, Arte e Café, na Barra, receberá nesta quarta (26), a escritora Cidinha da Silva, que conversará com a professora Milena Britto sobre os seus mais recentes trabalhos. O encontro será às 18h.

Cidinha da Silva é escritora e dramaturga. Tem 9 livros autorais publicados e dois no prelo “#Parem de nos matar” (crônicas) e “Canções de amor e dengo” (poemas). É organizadora do livro de referência “Africanidades e relações raciais: insumos para políticas públicas na área do livro, leitura, literatura e bibliotecas no Brasil” (2014).

Saiba de outro encontro com Cidinha também em outubro, em Salvador. 

Local: Boto-cor-de-rosa

Rua Marquês de Caravelas, 328, Barra.

Tel.: 71 8647-7489.

De segunda a sábado, das 10h às 18h

O Poder da Minha Cor: debates, música, poesia e exposição em novembro


Juh almeida
Juh almeida

Durante todos os sábados do mês de novembro, o Espaço Cultural Casa 14 – Pelourinho promove o evento “O Poder da Minha Cor” um encontro multilinguístico de manifestações artísticas pela valorização da Cultura Negra.  O evento que reunirá artistas locais para conversas empoderocriativas, exposições, gastronomia, intervenções poéticas, rappers, shows, e feira afroempreendedora.  O evento conta com apoio da Sole Produções, o Portal SoteroPreta, o grupo Desabafo Social,e o movimento da  Marcha do Empoderamento Crespo Salvador, entre outros. Tudo começa dia 5/11, às 17h, aberto ao público. Neste dia, a editora chefe do SoteroPreta, Jamile Menezes, integra mesa de debate na qual apresentará o Portal.

A iniciativa colaborativa tem como objetivo a abordagem do poder do papel negro no cenário atual, especialmente os jovens, na busca por seu espaço em voz e imagem, sobretudo a mulher negra contracenando a sua representatividade e empoderamento.  O projeto tem idealização da produtora cultural Cris Rodrigues e da designer Maíra Vilas Boas e com realização do Espaço Cultural Casa 14 – Pelourinho.

Na estreia do evento, a partir das 19h acontecerá o show de abertura da Banda Lama, e logo depois, às 20h, a pista será de Djs. A noite termina com a Banda Som de Crioulas, só de mulheres. Haverá cobrança de valor popular, apenas para os shows, de R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia). Em todos os sábados, haverá exposições fotográficas de diversos artistas como Helemozão, Juh Almeida, Edgar Azevedo e Maiara Cerqueira.

Toda a programação ainda será divulgada aqui no Portal!

Som de Crioulas
Som de Crioulas

Lançamento – Orixás marcam a carreira do escultor Tatti Moreno


Ogum - Ferro com latão
Ogum – Ferro com latão

Os orixás da cultura afro-brasileira são algumas das referências mais fortes do trabalho do escultor baiano Tatti Moreno. Suas esculturas adornam o Dique do Tororó, o bairro do Rio Vermelho, o Pelourinho (Casa de Jorge Amado), entre outros espaços públicos e privados. O que muita gente desconhece é que o artista tem dezenas de outros trabalhos espalhados não só pela capital baiana, como por outras cidades brasileiras e estrangeiras, revelando uma produção marcante e permanente.

Essas e outras informações estão presentes no livro A Arte de Tatti Moreno, que terá lançamento nesta quarta-feira, dia 19 de outubro, às 19h30, no restaurante Amado. A publicação tem patrocínio da Braskem, do Governo do Estado, através do Fazcultura, do Bradesco Seguros, e do Governo Federal, por meio da Lei Rouanet.

Com 240 páginas, o livro é uma ampla e detalhada restrospectiva dos 47 anos de carreira artística do escultor, escrita por Claudius Portugal, editada pela P55 Edição e ilustrada por dezenas de imagens de suas obras mais significativas.  A publicação aborda desde a fase inicial do artista, como estudante na Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia, passando pelo trabalho com o “mestre” Mário Cravo Júnior, até o reconhecimento público e os prêmios conquistados.

Foto destaque: Marcelo Reis

Instituto Steve Biko oferece revisão gratuita para o ENEM


2aulaoPara alcançar o sonho de ingressar no ensino superior, estudantes de todo país realizam, no início de novembro, o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). Faltando alguns dias para a avaliação, o Instituto Cultural Steve Biko vai oferecer o “Aulão ENEMgrecido”, uma revisão gratuita dos principais assuntos, realizada pela equipe de professores, no dia 23 de outubro, a partir das 8h30. 
 
O Instituto, que possui duas turmas regulares de pré-vestibular para estudantes oriundos de escolas públicas, estende a revisão para qualquer pessoa que tenha interesse, mediante inscrição prévia por e-mail ([email protected]).
 
O Instituto Cultural Steve Biko é conhecido por realizar diversas atividades no campo político educacional envolvendo a juventude negra e ter possibilitado o acesso de milhares de jovens negros às universidades públicas há 24 anos.
 
Contato: 
Coordenação pedagógica – Gabriela Gusmão 3241-8708 / [email protected].

Espetáculo discute intolerância religiosa e violência contra os jovens negros no Brasil


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Fotos: Andréa Magnoni e Diney Araújo

Em seu primeiro solo, o ator Sulivã Bispo percorre a trajetória da menina Kaiala a partir de três pontos de vista: a avó, o irmão de santo e uma evangélica, para discutir temas como racismo, intolerância religiosa e a morte sistemática de jovens negros no Brasil. O espetáculo “Kaiala” entra em cartaz no próximo dia 20 de outubro, no Espaço Cultural da BArroquinha.

KAIALA, divindade das grandes águas, dos mares e oceanos, tida, segundo a visão Bantu, como o útero materno gerador de todas as espécies, inclusive a raça humana, é a inspiração poética para contar a história de uma menina de 10 anos assassinada em uma invasão ao seu terreiro.

Com direção de Thiago Romero, o espetáculo faz parte do Projeto de Extensão e Experimentação artística PibiexA – UFBA 70 ANOS que tem Maurício Pedrosa como tutor.

Temporadas:

20 a 23 de outubro, às 19h – Espaço Cultural da Barroquinha

3 a 6 de novembro, às 19h – Teatro Gregório de Matos

Valor: R$20,00 inteira | R$10,00 meia

Escola Bahiana de Medicina realiza II Colóquio de Saúde da População Negra


negrobrasileiro_wNos dias 21 e 22 de outubro, a Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública promove o II Colóquio sobre Saúde da População Negra, na Unidade Acadêmica Cabula.A iniciativa é fruto de uma parceria entre o Complexo Comunitário Vida Plena (CCVP), a Sociedade Hólon e o curso de Medicina da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública. As inscrições seguem até 10 de outubro, mediante a doação de um livro.

O encontro foi proposto em comemoração ao Dia de Mobilização Nacional Pró-Saúde da População Negra, celebrado no dia 27 de outubro, e visa atender o  que preconiza a Lei 11.645, que inclui no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”.

O evento será destinado  a estudantes de graduação, pós-graduação, docentes e profissionais da área de saúde e a intenção é propor a discussão sobre os desafios pautados pelo racismo institucional nas práticas do serviço de saúde. O evento, que está vinculado à coordenação do curso de Medicina, passou a fazer parte  do calendário oficial da instituição e serão disponibilizadas 200 vagas.

PROGRAMAÇÃO

Dia 21/10/16 (sexta- feira) – Manhã

8:00 – Credenciamento

8:30 – Abertura do evento: representantes da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (EBMSP), Sociedade Hólon e Complexo Comunitário Vida Plena.

9:00 – Conferência de abertura

TEMA:  O racismo no serviço de saúde e atuação dos profissionais

Palestrante: Profa. Dra Isabel Cruz

10:00 – Intervalo

10:30 – Mesa Redonda 1

TEMA:   Experiências da inclusão da temática racial na prática de saúde

Rosenir Alcântara; Dra Liliane Bittencourt

13:30 – Discussões e produções na Bahiana

Grupo de Pesquisa e Liga Academica de Relações Raciais

14:30 – Mesa Redonda 2

TEMA:  Políticas Públicas e a garantia do direito a saúde

Estratégias de implementação da Política Nacional Integral de saúde da população negra no município de Salvador –  Catiane Lopes Santana

A importância de políticas transversais para assegurar a saúde da população negra no Estado da Bahia – Msc Vilma Reis

16h – Intervalo

16:20- Conferência de Encerramento

Tema: Avanços e desafios para a implementação da Política  Nacional Integral de Saúde da população Negra

Palestrante: Maria Inês Barbosa

17:20 – Apresentação do Grupo Cultural Adolescer com Arte

Dia 22/10 – (sábado) – 8:30 às 12:00

Oficina para professores  com  Dra Isabel Cruz

Tema: A inclusão da temática na formação em saúde

Centro de Referência Nelson Mandela debate marchas e caminhadas do movimento negro


12208440_1036309449747648_8009460577984612384_nUm painel sobre marchas e caminhadas do movimento negro de Salvador reunirá diversas representações do segmento nesta sexta-feira (21), a partir das 14h, no Centro de Referência de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa Nelson Mandela (Av. Sete de Setembro). A atividade é aberta ao público – com certificado – e tem como objetivo discutir a contribuição dessas manifestações para a garantia dos direitos da população negra

Participam do debate Gilberto Leal, da Coordenação Nacional de Entidades Negras (Conen); Marcos Rezende, do Coletivo de Entidades Negras (CEN); Jorge Antonio, do Fórum de Entidades Negras; Lindinalva de Paula, da Marcha das Mulheres Negras; Naira Gomes, da Marcha do Empoderamento Crespo; e Valdo Lumumba, da Caminhada do Povo de Santo no Subúrbio.

O Centro de Referência – Vinculado à Secretaria de Promoção da Igualdade Racial do Estado (Sepromi), oferece apoio psicológico, jurídico e social a vítimas de racismo e intolerância religiosa na Bahia. Também conta com uma biblioteca especializada em relações raciais e realiza atividades formativas com o público interno e segmentos variados da sociedade civil.

Serviço

O quê: Painel sobre marchas e caminhadas do movimento negro de Salvador
Quando: 21.10.16 (sexta-feira), às 14h.
Onde: Centro de Referência de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa Nelson Mandela – Avenida 7 de Setembro, nº 282, Ed. Brasilgás, 1º andar – Centro (mesmo prédio da Fundação Pedro Calmon), em Salvador.
Mais informações: (71) 3117-7447/7448 – [email protected]

Maíra Azevedo e Tia Má: amor, irreverência e sinceridade na receita do sucesso


tiamaFilha de Mira, herdeira de Bia. A caçula de Miralva Dias Azevedo e Evangivaldo Batista de Azevedo Pereira já dava sinais de que seria a mulher que hoje Salvador e o Brasil conhecem como Tia Má. Maíra Cristina Dias Azevedo tinha apenas 11 anos quando decidiu ser jornalista. Talvez a vocação tenha se aflorado com os tantos poemas e letras de música que ela guarda daquela época e que ainda pensa em um dia publicar.

Sempre criada com muito amor e afeto, não só pelos pais, como pela avó, D. Valdimira Santos Dias, a Dona Bia, e seus oito tios – um registro especial para o tio Wellington, que a emociona só de falar. Maíra Azevedo não tem qualquer trauma de falta de atenção, isso ela garante.

Ela foi dengada, tinha no pai um realizador de vontades, mas na mãe um puxão pra realidade. “Eu tinha que ser filha dos dois mesmo, tive tudo, mas sempre soube discernir o certo do errado, o que podia e não podia”, ela diz. O discernimento, aliás, D. Miralva sempre fez questão de afirmar em casa. Maíra era a menina negra que estudava em escola particular, muitas vezes a única em sala de aula, tinha Xuxa e Angélica como “referências”.

Embalada pela TV – como ela mesma diz, a “babá eletrônica” de muitas crianças – ela construía um dos seus mundos. O outro era o da realidade: de que nem ela, nem a irmã eram iguais às ídolas, dizia a mãe.

“Eu tenho a cara das mulheres, não sou uma mulher padrão, falo de empoderamento e de amor. Não sou a gatona, mas sou alguém que aprendeu que é poderosa. E acho que todas devem aprender isso.”

whatsapp-image-2016-10-17-at-21-11-14Daí vinham muitos questionamentos: “não sou igual, mas quero (preciso) estar no padrão”. A fase dos alisantes e das tentativas de embranquecimento – tão comuns entre crianças e jovens negras – também passou por sua história. Talvez o senso de humor também tenha ajudado a lidar com essa dicotomia. Segundo Maíra, esse é o DNA da família e ela não fugiu à regra, a irreverência e a sinceridade sarcástica são suas marcas – onde ela estiver todos já entendem rapidamente.

“Tiramos sarro um do outro, fazemos piadas, rimos muito entre nós, até meu filho de oito anos me arranca gargalhadas”. Aladê Koman (Dono da Coroa), sua outra metade, seu complemento, que a ensina dia após dia que mãe não é tudo igual.

A irreverência do pequeno anda junto à educação também sincera da mãe. “Meu filho tem apenas oito anos e eu tenho que conversar com ele sobre genocídio de jovens negros, que ele não pode usar determinadas roupas pra não reforçar o estereótipo racista que recai sobre nós. Sobre a escolha de usar seu cabelo rasta e como o ambiente escolar é um espaço de tensão racial, sobre o tráfico de drogas em nossa comunidade. Coisas que outras mães, talvez, de meninos não negros, não precisem se preocupar”, ela desabafa.

Maíra mora no bairro de Plataforma, Subúrbio de Salvador, é repórter do Jornal A Tarde, assessora do vereador Silvio Humberto (PSB) e consultora da Rede Globo, no programa Encontro, de Fátima Bernardes. Mas arranja tem tempo pra ser mãe zelosa e atenta. Pra ela, a parte mais difícil é educar, orientar moralmente, cuidar da higiene e abrir mão do descanso, muitas vezes.

“É cansativo sim, mas não consigo pensar mais minha vida não sendo mãe, não sendo mãe de Aladê”. Nos afazeres domésticos ela assume: não gosta. Mas é ela quem faz, afinal Maíra e Tia Má são as mesmas pessoas, glamour só na tela. Não há encenação, cenário, roteiro, bastidores. É no carro dela (o mesmo de sempre, aliás), nos intervalos entre um trampo e outro que os vídeos que já alcançaram mais de 1 milhão visualizações são gravados.

 “To sempre atenta ao que acontece ao meu redor, leio tudo, ouço tudo, pesquiso tudo, sou a diversidade. Busco a informação, tenho sede de saber, sou de Oxum com Oxossi. Minha vaidade é o saber.”

tiama3Ela não entende quando perguntam como é ter sucesso, já que ela sempre foi uma mulher de sucesso, como se define. “Eu já me considerava uma pessoa de sucesso muito antes de Tia Má, o que me surpreende é que algumas pessoas não me enxergavam antes de sentar no sofá de Fátima Bernardes, aí percebo como alguns discursos são falaciosos.

Odeio quando alguém me cobra pra não esquecer dele/a com a fama. Só se eu tiver Alzheimer, quem colou comigo vai tá sempre, quem não colou, não estará!”, dispara.

Afinal, ela foi “educada pra dar certo, pra ser boa em tudo que fizesse”. E ela é, né? Seus conselhos são suas opiniões mesmo, agrade ou não, ela não tá se importando muito.  E os sobrinhos e sobrinhas desta filha de Oxum com Oxóssi…já são mais de 100 mil.

E não pára de crescer, com certeza porque Tia fala de afetividade, algo que tem sido tão caro a muitas mulheres, em especial as negras. Maíra é certeira: “Muitas estão fracassando em suas relações, no desespero de encontrar a outra metade da laranja, porque assim fomos criadas, isso faz com que aceitemos migalhas afetivas, relações abusivas”.

S. Evangivaldo já dizia pra ela e a irmã “pra não nos submetermos a capricho de homem, tínhamos que sair com nosso dinheiro, nosso carro e não aceitar que um homem nenhum nos bancasse”. Ela já teve suas decepções. Duas, na verdade: um cara que tentou lesá-la financeiramente (“e quem me conhece sabe que dei meu jeitinho de reaver minha grana”) e a outra que ela conta: “quando conseguiu o que queria de mim, me deixou”. Mas ela não deixou de acreditar no amor.

“Não importa quão sacana tenham sido com você, você vai encontrar a pessoa que vai colar na corda. Tenho hoje minha história de final feliz, que pode ate virar infeliz, mas enquanto tá durando ta sendo uma história feliz.”

tiama2Hoje, Maíra tem sua casa (a mesma de antes também!), seu amor Adilson, pensa em ter outro filho (ou filha) e o que ela quer mesmo é continuar sendo representatividade para as meninas negras que a assistem. “Quero que vejam em mim a possibilidade de ocupar vagas na Academia como jornalistas, serem construtoras de conhecimento. Quero montar um….aliás, aprendi no Candomblé que silêncio é fundamental pra que as coisas aconteçam…(risos). Deixa lá, meus projetos, quando acontecerem, todo mundo vai saber…(mais risos). Ok, Tia!

“Temos o hábito de associar agressão apenas à física, mas tem a afetiva, alguém que não te respeita, te desqualifica mas, pra não entrar na estatísticas da solidão, você aceita. Quando você socializa a dor, você ameniza o sofrimento.”

Veja todos os vídeos no Canal da Tia Má.

NOVO HORÁRIO – Jovens realizam pré-Enem gratuito no Candyal Guetto Square dia 22


aulaoFoi de última hora, mas tudo no tempo certo. Assim foi a idéia dos jovens Pedro Batalha, Hisan Silva, Ágatha Carvalho e Thiago Marinho, que resolveram agir diante de uma realidade muito conhecida: o restrito acesso de negros e negras à Universidade. Será realizado, no Candyall Guetto Square, um Aulão Pré-Enem no dia 22 de outubro, das 8h às 14h, destinado a jovens estudantes que estão se preparando para o exame, que acontece nos dias 5 e 6 de novembro.

O Aulão é colaborativo e, após postagens no Facebook, os jovens já conseguiram o apoio de professores nas disciplinas de Redação, Português e Matemática. “O racismo que atinge a população negra se ramifica em diversos setores, é uma estrutura que não só lhe tira a vida, como também a priva do acesso aos estudos, acesso aos espaços, à informação, saúde. Então, a ideia desse aulão, feito por jovens negros e com o apoio de professores negros, é pra – desde sua raiz – criar uma noção de representatividade no sucesso acadêmico”, diz Pedro Batalha.

A solidariedade está enraizada na concepção do projeto, que pretende ser uma oportunidade de mostrar a outros jovens negros e negras que eles não estão sozinhos no caminho à Universidade. “Foi a forma que encontramos, de maneira rápida e urgente, oferecer o último apoio aos meninos e meninas de periferia que irão prestar vestibular. Para eles saberem que não estão sozinhos. Queremos desenvolver uma semente de pertencimento no espaço da academia. Para que eles percebam que é possível sim estar na Universidade e que esse espaço é feito para eles”, diz. Inscrições podem ser feitas online. 

Para quem quer ajudar, está sendo disponibilizada uma conta bancária para depósitos em qualquer valor.

Banco Caixa Econômica

Agência: 1236

Operação: 013

Conta: 00120030-3 (Poupança)

Nome: Hisan Silva dos Santos

Mais informações:  (71) 99190-4737 (zap)

 

Sarau da Onça convida para o debate “Discutindo Privilégio de Raça” neste sábado (22)


Ana Martha - Foto Lissandra Pedreira
Ana Martha – Foto Lissandra Pedreira

O Sarau da Onça realiza, no próximo sábado (22), às 19h, seu tradicional Sarau com um tema especial: “Discutindo Privilégio de Raça”, com a participação da Psicóloga, Analista do Comportamento e Instrutora de Mindfulness, Ana Martha Lima e a Antropóloga, pesquisadora e uma das articuladoras da Marcha do Empoderamento Crespo,  Naira Gomes. Tudo acontece no Centro de Pastoral Afro, em Sussuarana e é aberto ao público.

O Sarau da Onça, há cinco anos, une jovens negros e negras em torno da poesia, da música e da vontade de transformar. O Sarau já é ponto de encontro de muitas atividades: lá rola apresentações musicais, leituras poéticas, tem parcerias com outras ações e realizadores culturais da região e de outras localidades da cidade, ocupando um lugar especial na vida da juventude que o faz e refaz todos os dias.

Conheça o Sarau da Onça em entrevista dada ao Portal SoteroPreta por Sandro Sussuarana, um dos idealizadores do Sarau da Onça, produtor e articulador cultural do bairro.

Local: Rua Albino Fernandes, Novo Horizonte (Grande Sussuarana), nº 59.

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Naira Gomes