Série Afrobaianos lança último episódio sobre novos sons


 

Foto Mariana de Paula

 

Quais sons estão tocando e embalando a nova música preta baiana? São essas perguntas que a equipe do “Do Nada, um Podcast” vai responder em um bate-papo entre Mariana de Paula, Milena Anjos e Leandro Souza no último episódio da série Afrobaianos veiculado na próxima sexta-feira (07) em todas as plataformas de streaming.

Intitulado “Novos Sons Afrobaianos”, o último episódio da temporada traz três participações especiais. O jornalista e pesquisador Marcelo Argôlo, realizador da Ando.Digital, fala de sua pesquisa intitulada “Ativismo Negro na Cena de Música Pop de Salvador”.

A produtora cultural Edmilia Barros – que trabalha com diversos artistas, como Bruna Barreto e Orkestra Rumpilezz – mostra os desafios da produção na cena musical.

Por fim, a também produtora cultural Camila Brito, uma das idealizadoras do Festival Batida das Pretas, explica a importância desse projeto, que é um espaço de troca, incentivo e fortalecimento entre mulheres negras e indígenas, atuantes na cena musical baiana.

O projeto tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal.

Sobre o Do Nada, um podcast – Criado pelos produtores culturais e amigos Milena Anjos, Mariana de Paula e Leandro Souza, o podcast surge como uma oportunidade de externar as diversas discussões e debates que eles tinham sobre vários assuntos pelo Whatsapp.

Serviço

 O quê: Episódio final da série “Afrobaianos” do Do Nada, um Podcast

Quando: 07 de maio, próxima sexta-feira

Onde: https://anchor.fm/do-nada

Quanto: Grátis

Culinária Musical celebra 33 anos da Casa do Benin com poesia, música e gastronomia afrobrasileiras


 

Foto: Sdney Rocharte

 

O afrochefe Jorge Washington prepara mais uma edição do Culinária Musical com encontros neste sábado (8) e no dia 29 de maio (sábado), projeto que chega a sua 5ª edição virtual, direto do Youtube da Casa do Benin. Esta que celebra aniversário no dia 8 de maio. A Casa do Benin é um espaço Cultural que possui importante acervo artístico e cultural afro-brasileiro, bem no coração do Pelourinho, onde acontecia o Culinária antes da pandemia.

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Luedji Luna

Nesta edição, o primeiro encontro no dia 8, às 12h, será com a presença musical de Lazzo Matumbi, além das convidadas, as cantoras Denise Correia e Luedji Luna. A performance poética fiacará por conta de Mel Adún (Quilombellas Amefricanas – Coletânea Poética) e Claudia Santos. No cardápio, o afrochefe vai preparar uma Galinha ao Molho Pardo com Feijão de Corda, que o público poderá encomendar no Pra Levar do Afrochefe. Será entregue uma porção de 1kg do prato, no valor de R$50 mais a taxa de entrega.

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Denise Correia

 

Uma inovação do projeto este ano, a Sexta Formativa será no dia 21 de maio, a partir das 15h, com a presença da chef e pesquisadora, Carmem Virgínia (Recife), que junto ao Afrochefe Jorge Washinton, vai bater um papo sobre a culinária afro-brasileira.

Já no segundo encontro do mês, no dia 29 de maio, o Culinária Musical terá show do cantor Magary Lord e da rapper Udi Santos, além da poesia com Anajara Tavares. Na mesa, o prato será a tradicional e premiada Maxixada de Carne Seca.  Tudo acontece a partir das 12h, no Youtube da Casa do Benin.

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Magary Lord

Edital – O projeto Culinária Musical, idealizado pelo afrochefe Jorge Washington,  com gestão de projeto da Simples Produções e produção da Mil Produções, foi contemplado pelo edital de Ocupação e Dinamização dos Espaços Culturais da Fundação Gregório de Mattos, Prefeitura de Salvador para ocupar a Casa do Benin até junho de 2021.

 

SERVIÇO

O que: Culinária Musical celebra 33 anos da Casa do Benin

Quando: 08/5 (sábado, 12h) 21/5 (sexta-15h) e 29/05 (sábado- 12h)

Onde: Youtube da Casa do Benin (AQUI)

Quanto: encomendas R$50 porção de 1kg (+ taxa de entrega), pedidos pelo zap do Afrochefe 71 98878-4634

Está no ar a 3ª edição da Revista Laroyê com ensaios fotográficos, contos e artigos inéditos


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Foto Tom Correia

Assutnos como as manifestações culturais, a convergência simbólica entre os movimentos das ruas e o culto afro religioso estão na terceira edição da Revista Laroyê, marcando o encerramento do projeto. Na publicação, cerca de 20 artistas assinam trabalhos que dialogam com o arquétipo e elementos relacionados a Exu.

A Laroyê proporcionou o encontro de diferentes artistas visuais, fotógrafos, escritores, poetas e leitores com temas que traduzem a ancestralidade e a familiaridade de Exú a partir de elementos artísticos e urbanos.

Além de artigos assinados por Cidinha da Silva, Cleidiana Ramos e Ordep Serra, esta edição apresenta ainda contos inéditos de Marcus Borgón e Gustavo Rios; dos jornalistas Carlos Barbosa, Flávio VM Costa e Kátia Borges e Lima Trindade.

Rita Santana, vencedora do Prêmio Braskem de Literatura (2004) para autores inéditos com o livro “Tramela”, participa com o conto “Ogó”. “Quando veio o convite para produzir um conto para a revista, a única ideia que tive foi escrever um Orfeu Negro em Salvador tentar abordar essa distopia que estamos vivendo”, revela a escritora baiana. Rita ainda completa que “Orfeu veio com essa necessidade de tocar delicadamente, e espero que seja acolhido assim, nas questões religiosas da Cidade e trazer um pouco da minha memória primordial de Salvador”.

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Foto Hirosuke Kitamura

 

Nesta mesma linha, a edição reúne ensaios fotográficos de Arlete Soares, Christian Cravo, Hugo Martins, Juliana Neri, Thiago Borba, Vinícius Xavier e Hirosuke Kitamura, que transitam desde o Pelourinho no início dos anos 1970, passa pelo Moçambique e a tragédia em Mariana (MG) até as séries que revelam a ligação de Salvador com os temas sociais e afro-religiosos. A Laroyê 3 conta também com a participação da poeta Mônica Menezes e da fotógrafa Sarah Fernandes, que assinam juntas um poema e um ensaio, respectivamente.

Para acessar a Revista Laroyê acesse: http://www.laroye.com.br/

Festival Vivadança amplia conexões com o continente africano


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Germaine Acogny (Senegal) -Conexão África

O VIVADANÇA Festival Internacional apresenta sua 14ª edição entre os dias 29 de abril e 9 de maio de 2021. Totalmente adaptado ao formato online e digital, o festival recebe espetáculos de diversas partes do mundo e apresenta um olhar especial sobre a videodança.

A programação também destaca produções da dança contemporânea no continente africano, mostras virtuais de produção local e internacional, batalhas de breaks e MC’s, concurso de popping, ações formativas com oficinas e encontros para networking, além de lançar o podcast “Bahia Mundo” com profissionais da dança que se estabeleceram em outros países.

Toda a programação é aberta e gratuita para o Brasil, com exceção do espetáculo de abertura “Dancing at dusk – um momento com A Sagração da Primavera de Pina Bausch”, que chega ao Brasil com exclusividade através do  Goethe-Institut e custa R$ 10. A programação completa está no site: www.festivalvivadanca.com.br . A peça audiovisual, exibida na plataforma Festival Scope e com o apoio do Goethe-Institut, estreia dia 29 de abril de 2021 às 20h e fica disponível por uma semana. O ingresso custa R$10.

“Esta 14ª edição se conecta com a África, o lugar primeiro, esse que nos gerou, que é terreno e terreiro, para, mais uma vez e sempre, conhecer sua capacidade de reinvenção. Este é um abraço que damos à vida pela arte, evocando as forças sagradas, que se fazem presentes, pela liberdade e criatividade”, declara Cristina Castro, diretora e curadora do festival.

Dois filmes africanos também fazem parte da programação do VIVADANÇA este ano: os longas documentários “Para lá dos meus passos”, de Angola, e “Kmêdeus”, de Cabo Verde. Os filmes compõem o programa Cine África, uma parceria do VIVADANÇA com a Mostra de Cinemas Africanos e estreiam dia 08 e 09 de maio de 2021 e ficam disponíveis gratuitamente por 48h.

O continente africano também aparece na programação de networking, com o encontro Conexão África, que reúne curadores de festivais africanos de diversos países. Participam do encontro festivais de Burkina Faso, Moçambique, Marrocos, Madagascar, Gabão, Senegal e Togo. O encontro acontece no dia 2 de maio de 2021 e tem inscrições gratuitas com vagas limitadas.

Acesse tudo aqui: www.festivalvivadanca.com.br

Enxurrada Casa Preta III encerra programação com diversidade musical, artística e de gênero


cultura negra
(IN) trópicas

O projeto Enxurrada Casa Preta III finaliza as ações com diversidade musical, artística e de gênero, em um final de semana de shows exibidos nos canais do Youtube e Facebook da Casa Preta Espaço de Cultura. As apresentações acontecem dia 07, 08 e 09 de maio.

 

No dia 07 de maio, ás 19h, a programação começa com protagonismo negro e feminino, com o Slam das Minas, grupo formado por mulheres nascidas e viventes de bairros periféricos de Salvador. Singa (São Caetano) e NegaFya (Sussuarana) trarão suas poesias para a roda.

“No slam as nossas poesias trazem muito a denúncia. Falamos da solidão da mulher negra, genocídio da juventude negra, da violência contra a mulher e abandono, mas numa perspectiva de mulheres pretas em comunidade”, trouxe Singa.

CABOKAJI
CABOKAJI – Foto Tamires Almeida

Em seguida, às 20h, o público tem encontro marcado com Cabokaji,  banda formada pelo trio soteropolitano Caboclo de Cobre, ator, compositor fundador do Aldeia Coletivo, ISSA, cantor, compositor e pesquisador, e Ejigbo, músico multi instrumentista e arranjador. Já no sábado, dia 08 de maio, às 20h, o encontro será com DJ Nai Kiese e Cabôco Experiência junto a MC Coscarque.

Quem fecha o festival e sintetiza a formação e resistências do povo brasileiro, dia 09 de maio, às 18h, é a banda Los Pesos, formada por Donna Liu, o multi-instrumentistas Mr. Dko, e Dj Tau Brasil. Às 20h, o Coletivo Liliths e DiCerqueira , finalizam as apresentações.

O projeto é contemplado pelo Prêmio Anselmo Serrat de Linguagens Artísticas, da Fundação Gregório de Mattos, Prefeitura Municipal de Salvador, por meio da Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc, com recursos oriundo da Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo, Governo Federal.

 

DJ Nai Kiese
DJ Nai Kiese

PROGRAMAÇÃO 

07 DE MAIO – Sexta – 19h Slam das minas / 20h Cabokaji e Tipo A

08 DE MAIO – Sábado –  20h Dj Nai +Cabôco Experiência e Mc Coscarque

09 DE MAIO – Domingo-  18h – LOS PESOS / 20h – coletivo Lilliths e DICERQUEIRA

ASSISTA AQUI.

Acompanhe: @casapretaespacodecultura

Plataforma Diálogos Insubmissos de Mulheres Negras abre inscrições para levantamento de Escritoras Negras do Nordeste


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A plataforma Diálogos Insubmissos de Mulheres Negras está com inscrições abertas para o levantamento de Escritoras Negras do Nordeste – uma oportunidade de criação e fortalecimento de uma rede literária nordestina, através do investimento em políticas de citação, do fortalecimento de relações comerciais e editoriais entre escritoras negras, além de aproximar esta produção do público leitor e incentivar o seu consumo.

A iniciativa é uma ação voltada para a região Nordeste e suas produções literárias dentro da perspectiva geopolítica literária nacional, que mesmo quando se faz referência à literatura de mulheres negras, percebe-se em larga escala que em termos de representação e visibilidade as  escritoras negras e nordestinas estão em lugares bem distintos do que os de escritoras de outras regiões do país.
 
INSCRIÇÕES:

Até 31 de Maio de 2021

Live encerrará a 47ª edição do Festival de Música Negra do Ilê Aiyê


Fafá Araújo

 

Neste domingo (2), o bloco Ilê Aiyê realiza a etapa final da 47ª edição do Festival de Música Negra do Ilê Aiyê em live, a partir das 15h, da Senzala do Barro Preto.

A transmissão será pelo canal do Ilê Aiyê no YouTube. No total, 88 canções inscreveram-se, sendo 14 delas selecionadas como finalistas pelo júri do festival,  sendo seis da Categoria Tema e oito da Categoria Poesia. As músicas serão apresentadas ao vivo pelos seus autores ou intérpretes, com acompanhamento da Band’Aiyê.

Apenas seis delas sairão vencedoras, três de cada categoria, passando então a integrar o repertório do bloco. O tema do Ilê Aiyê em 2021 é “Meu Coração é a Linha 8 Liberdade”.

O 47º Festival de Música Negra do Ilê Aiyê irá premiar com os valores de R$ 5 mil, R$ 4.500 e R$ 4 mil os três vencedores, respectivamente, da categoria Tema; e com R$ 4.500, R$ 4 mil e R$ 3.500 os três vencedores, respectivamente, da categoria Poesia. Os primeiros lugares também receberão o Troféu Pássaro Preto. Os segundo e terceiros lugares ganham, além do valor em dinheiro, o Troféu Perfil Azeviche.

O 47º Festival de Música Negra do Ilê Aiyê tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultural do Ministério do Turismo, Governo Federal.

 

AS 14 FINALISTAS

TEMA:

Aqui Expandi Liberdade – Gabriel Messias

Endereço do Ilê – Guiomar Santos e Pérola Negra

Ilê Linha 8 – Aleh Santana

Liberdade Linha 8 – Tica Mahatma, Tinga e Genivaldo Evangelista

Estado de Liberdade – Cristiano Damasio e Julinho Magaiver

Dona Lili – Marco Poca Olho

POESIA:

Manto Sagrado – Raiam Sérgio

Mulher Preta – Mumu de Oliveira

Na Essência – Jr Bleck e Aline Bonfim

Quilombo – Alison Leite e Antonio Soares

Raça Atrevida (Estigma do Ilê) – Sid Mancini e Wostinho Nascimento

Doné Hildelice – Marcos Oliveira e Juçara Silva

A Voz de Zumbi – Jesiel Teixeira e André Lima

100% Ilê – Julinho Magaiver e Cristiano Damasio

 

SERVIÇO:

 47º Festival de Música Negra do Ilê Aiyê – Etapa Final

Transmissão ao vivo: Canal do Ilê Aiyê no YouTube

Dia: 2 de maio (domingo)

Horário: 15h

 

ASSISTA AQUI.

Companhia de Arte Elementos lança projeto “AWON OMODÉ”


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A Companhia de Arte Elementos apresenta o projeto “AWON OMODÉ – afroperspectivas por uma infância plural”,  que busca dialogar com o universo infantil através das formas de educar nas culturas africana e afrobrasileira. O projeto apresenta atividades artístico-educacionais para infância focadas na autoestima, identidade, história e representatividade estética e cultural para crianças.

A programação inicia com quatro oficinas: Improvisação Teatral – Eu me vejo, eu te  vejo,  Jogos e Brincadeiras Africanas, Confecção de Abayomi e de Brinquedos Africanos e Afrobrasileiros, que serão realizadas online pelo Zoom

Já entre os dias 07 e 09 de Maio, ocorre apresentações online do espetáculo “Itans que Encantam” da Companhia de Artes Elementos.

Para os pequenos que adoram um audiovisual, o projeto disponibilizará três minisséries com cinco episódios de Contação de História, Teatro de Bonecos e Musicalizando a História, tanto o espetáculo quanto as séries poderão ser acompanhados no canal do YouTube da Companhia de Arte Elementos.

A Companhia de Arte Elementos junto com Souz Empreendimentos promoverão ainda, o lançamento de quatro livros: As Aventuras de Nyasha, Os Aprendizados de Dila, A Mãe de Ayó e a Candace Luena escritos por Juliana Monique e Cláudio Nyack.

O AWON OMODÉ – Afroperspectivas para uma infância plural foi contemplado pelo Prêmio Anselmo Serrat de Linguagens Artísticas, da Fundação Gregório de Mattos, Prefeitura Municipal de Salvador, por meio da Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc, com recursos oriundo da Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo, Governo Federal.

Serviço

O quê: “AWON OMODÉ – afroperspectivas por uma infância plural”

Quando: 03 á 09 de Maio

Que horas: Horários Diversos

Onde: Canal do YouTube da Companhia de Artes Elementos-https://youtube.com/c/ciaelementos

Quanto custa: Gratuito

Informações? https://linklist.bio/ciaelementos

Gab Ferruz lança novo single “Ter Não Ter” do álbum A-fé-to


gab-ferruz

Gab Ferruz, um dos novos nomes da música negra brasileira, lançará no mês de maio o novo single “Ter Não Ter”, do álbum A-fé-to. Com letra de Renata Bastos e Dja Luz, a composição versa sobre as dúvidas acerca da paixão.

“Essa canção fala das incertezas que a paixão traz, os questionamentos, a indecisão sobre se entregar”, revela Gab.

“Ter Não Ter” faz parte do álbum A-fé-to, primeiro trabalho da carreira de Gab Ferruz. A canção tem arranjo de Tiago Nunes (percussão e bateria), Jefferson Luís (violão), Magninho Jessan (baixo), Jorge Bezerra e Gab Ferruz.

Carreira

Gab Ferruz dá início a carreira, em 2016, como vocalista da banda Alphazimu, participando do programa SuperStar, da rede Globo. Em seguida, participa do The Voice Brasil 2017, da rede Globo, onde inicia carreira solo como Gab Ferreira. Em 2021, embarca em uma transição que chega com o novo sobrenome “Ferruz” e o lançamento do primeiro álbum, iniciado no ano de 2020, com a canção “Linda Assim”, seguidas por “Álibi Perfeito”, “Ela Chegou”, “Mensagem de amor” e “Ter Não Ter”.

SERVIÇO

Lançamento single “Ter Não Ter” – Gab Ferruz

Local: plataformas digitais ( Spotify, Deezer, Apple Music, Youtube )

Data: 07/05 (sexta)

Instagram: @gabferruz

Link para fotografias:

Grupo Mulheres de Axé do Brasil une religiosas do Candomblé no país e fora dele


cultura negra

 

Há sete anos, no dia 16 de março, religiosas do Candomblé no Recôncavo baiano criavam o  Grupo Mulheres de Axé do Recôncavo, uma inciativa de união e ação em prol de mulheres de terreiros e suas comunidades. O objetivo principal era o acolhimento, o apoio e a formação destas mulheres, tendo em vista sua autonomia. À frente do Grupo está a  Iyalaxé do Ilê Axé Obá Lajá, candomblé nagô em Muritiba, Juçara Lopes, que começou o movimento junto a quatro filhas da Casa.

Tudo começou com o projeto o Êre Obá (Crianças do Rei), no qual a ideia era oferecer reforço escolar, aula de capoeira, contação de histórias e toque de atabaques para os filhos das mulheres que tivessem que sair para trabalhar.  Mas a demanda cresceu e passou a acolher crianças da comunidade. Já a ideia, chegou a todo território do Recôncavo, constituindo o Grupo que viria a realizar diversas atividades: encontros, feiras empreendedoras e de saúde, homenagens, cursos, audiências públicas – tudo com foco nas vivências das mulheres de Axé e suas necessidades.

“As Agbás (velhas) são nossa memória e biblioteca e repassam esse conhecimento conforme vão vendo, se as mais novas fazem por merecer. E eu acho que fiz, pois desde que as convidei para o grupo, aqui só floresce. Elas trouxeram a voz da experiência e tudo por aqui é referido no feminino porque trata-se de um matriarcado. Me ensinaram que “nossas saias têm poder”. Falam sobre o poder em usá-las, pois muita coisa só se aprende convivendo, ouvindo e fazendo o que elas mais sabem”, diz Juçara.

Com a ascensão do governo Bolsonaro, as mulheres decidiram ampliar o alcance do grupo pelo país, começando então o Mulheres de Axé do Brasil e realizando, em março de 2019, seu primeiro grande encontro, em Cachoeira. “Determinada em manter viva a memória dos ancestrais de Axé do Recôncavo, idealizei o projeto Casa das Mulheres de Axé, local onde se perpetuará saberes e fazeres ancestrais através de cursos de formação, promovendo em nossas mulheres autonomia e sustentabilidade”, conta a Iyalaxé.

Para fixar todo esse movimento, em março deste ano elas criaram a Casa das Mulheres de Axé na cidade de Cachoeira, espaço que abriga o projeto Bordando Ancestralidades, curso de formação em bordado rechilieu e corte costura, além de uma loja de economia solidária para escoamento da produção de empreendedoras negras do movimento e um memorial aos Ancestrais do Recôncavo, com peças, biografias, fotografias, objetos antigos, cozinha e copa para cursos e lazer e a sede administrativa do grupo nacional.

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“Somos uma sociedade civil sem fins lucrativos, democrática, pluralista, antirracista e antissexista, que congrega mulheres de povos tradicionais de matrizes africanas e de terreiros dos mais diversos segmentos e estados, que lutam contra todas as formas de preconceitos, discriminações e desigualdades em suas múltiplas dimensões”, diz Juçara.

Hoje, o movimento de Mulheres de Axé do Brasil é uma rede de mulheres das mais diversas religiões de matriz afro-brasileira, tem representantes em outros dois países (Bolívia e Paraguai) e está em 20 estados brasileiros, com núcleos em 16 deles: Bahia, Sergipe, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Maranhão, Amazonas, Distrito Federal, Goiás,  Pará, Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso, Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo.

Para a Iyalorixá Zelita Alves do Ilê Axé Ioromym, considerada a mais velha dentre as religiosas do grupo, o momento é de união e luta. Precisamos educar nossos jovens, acolher nossas mais velhas e este grupo é isso, ele traz conhecimento sobre o que é ser de Axé, quem são nossos ancestrais, nossos antepassados. Precisamos nos fortalecer ainda mais, pois hoje já somos um grupo que ganhou o Brasil e até outros países. Nós temos herança e não podemos perdê-la, precisamos combater o racismo e a intolerância religiosa, precisamos ter representatividade na política, nos unir, pois somos uma maioria negra em nossa cidade, estado, país. Nunca foi nem é fácil, mas a luta precisa continuar, unidas”, diz Mãe Zelita.

Essa conquista é ponto comum entre as religiosas. “Estamos em fase de organização para assim poder expandir mais e mais. Queremos nossas mulheres ocupando espaços de poder nessa sociedade tão desigual”, conclui Juçara Lopes.

O grupo realiza, anualmente, o Encontro de Religiões Afro Brasileiras do Recôncavo, para propiciar troca de saberes, fazeres, culinárias, empreendedorismo negro e encontro sagrado, com a realização de Xirê em praça pública.

 

Saiba mais sobre esta iniciativa aqui.

Instagram: https://www.instagram.com/mulheres.axe.brasil?r=nametag

Facebook: https://www.facebook.com/mulheresaxebrasil/

Site: https://mulheresdeaxedobrasil.com.br/