Eloah Monteiro lança seu primeiro álbum“Em Primeiro Lugar”


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Foto de Analú Nogueira

A artista ilheense Eloah Monteiro lança nesta sexta (16) seu primeiro álbum, intitulado “Em Primeiro Lugar”. Com 12 faixas, “Em Primeiro Lugar” aborda os dilemas amorosos, posições políticas e experiências que contribuem na construção da visão de mundo da artista.

“O nome do disco carrega o sentido de auto conhecimento, amor próprio e autoconfiança. Ao longo da minha carreira, muitas vezes, me deixei levar pelos casos de preconceito e invisibilização que me atingiam, subestimando o poder e a repercussão que o meu trabalho tinha na vida das pessoas. Hoje tenho outra visão de sucesso, tenho o ‘melhor trabalho do mundo’ nas mãos e sinto que ganhei até mesmo de mim nessa luta contra o autoboicote. Estou ao lado das pessoas que acreditam na minha música, me coloquei ‘Em Primeiro Lugar’ e tudo se transformou”, diz a artista.

“Em Primeiro Lugar” tem direção musical da também percussionista Ticiana Belmonte, baixo de Vanessa Chalup, participações como a de Laís Marques, premiada como melhor intérprete do Festival Nacional da Canção em 2019, entre outros músicos de peso do Litoral Sul da Bahia. A captação foi realizada nos estúdios Canoa Sonora, Lukas Horus e Mr. Lagos, este último sendo responsável também pelos processos de mixagem e masterização do álbum.

O álbum tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo.

Lançamento do álbum “Em primeiro Lugar”, de Eloah Monteiro

Data: 16 de Abril de 2021

Horário: 20 horas

Link para Pré-Save:

https://musequal.ffm.to/emprimeirolugar-eloah

Acompanhe nas redes sociais:

https://www.youtube.com/user/EloahMonteiro

https://www.instagram.com/eloahmonteiro/

Cantora Jann Souza lança nova versão do single “Passarinho”


 

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Foto Antônio_Muniz

Intuição foi a palavra-chave que a cantora baiana Jann Souza usou para lançar, na última segunda-feira, a nova versão do single “Passarinho”. A canção foi escrita pela cantora em 2015 e lançada dois anos depois, em 2017, trazendo um formato acústico. Dessa vez, a música vem remixada, apresentando novos efeitos e beats delicados feitos pelo produtor fonográfico Alex Ribeiro.

“A minha intuição foi como um guia interno para construção dessa nova versão. Eu queria juntar os beats e efeitos do Alex com o ukulele e a leveza que a música já possuía. Ela ganhou beats harmoniosos, tem um início “dengoso” crescente e os novos efeitos pulsam à medida que a música vai se expandindo e ganhando uma nova forma. É como a metáfora do pássaro construindo o seu ninho. Quanto mais ele confia, ele se entrega, descobrindo que o seu novo ninho é o impulso necessário para ele conquistar o mundo”, explica a cantora Jann Souza.

A música já está disponível em todas as plataformas digitais e, para assistir, é só clicar aqui

 

Pesquisadora Natureza França realiza imersão “Samba no Corpo”


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Natureza França
Acontecerá durante o mês de maio a imersão SAMBA NO CORPO, uma experiência para mulheres que tem como proposta o mergulho em si através do samba, suas histórias, músicas e danças.
O projeto é fruto das experiências da sambadeira e pesquisadora do recôncavo baiano, Natureza França, com as vivências de samba de roda “O Eixo: Descolonizando o Movimento” e com as oficinas Samba no Corpo, realizadas virtualmente durante a pandemia.
As inscrições acontecem até 25 de abril e as vagas são limitadas. Nesta experiência via Google Meet, o samba, que remete a semba e umbigo, vem provocar, acender, acordar e acolher a força feminina na busca por autoconhecimento e cura.
Para maiores informações entre em contato através do Whatsapp 71 99277-0359 e Instagram @mae_natureza__ .

“O Museu é o Rua” homenageia mulheres dia 10 de abril na Estátua a Maria Quitéria (Liberdade)


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Em sua segunda apresentação virtual, no dia 10 de abril, a montagem O Museu é a Rua ocupa o Largo da Soledade, no bairro da Liberdade, e traz a figura de Maria Quitéria – que tem uma estátua nesse espaço – como mote para falar de outras mulheres, dos seus lugares de protagonismo e da importância delas na independência da Bahia. Com início a partir das 14h, a transmissão ocorre através da fanpage do espetáculo.

Com texto e direção de Fabrício Brito, integrante d’A Pombagem, O Museu é a Rua usa a festa do Dois de Julho como inspiração, momento cívico que tem uma dimensão espetacular e dialoga com monumentos públicos. No Largo da Soledade, a dramaturgia utiliza as representações socioculturais e políticas de mulheres como Maria Quitéria, Joana Angélica e Maria Felipa “para pensarmos tantas mulheres que travam lutas na vida cotidiana”.

Para Janete Brito, intérprete da Musa da Guiné – personagem que aparece na poesia Lá vai verso de Luiz Gama, é uma oportunidade também para se discutir racismo e machismo. “Essas personagens são mote para revelar a potência da nossa ancestralidade preta e do nosso ser mulher, além de ser uma chave para o museu que queremos. Vinda do grego, a palavra Museu quer dizer templo ou morada das musas. Só que para nós do grupo A Pombagem as musas não são gregas e sim africanas”, realça a atriz e assistente social.

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Com poética ativista, O Museu é a Rua é um espetáculo que se transforma em exposição e o público em visitante. O local da apresentação vira uma galeria de arte em que o monumento é a obra que dispara o discurso. O projeto conta com exposição de fotografias que retratam o nosso patrimônio cultural.

No intuito de fortalecer e consolidar a rede de artistas de ruas, o projeto tem realizado uma série de bate-papos a partir das 19h, no perfil do Instagram d’APombagem. Neste sábado, 10 de abril, a atriz de O Museu é a Rua, Juliana Fonseca, conversa virtualmente com o idealizador da Mostra de Teatro de Rua de Guarulhos, o artista Oziel Souza, integrante do Movimento Cabuçu. O bate-papo traz questões sobre o patrimônio cultural, a arte de rua, contarão a história dessa mostra que já teve doze edições e o poética socioambiental e artística do Movimento.

O espetáculo, que já passou pelo bairro do Fazenda Grande do Retiro, ocupará no dia 17 de abril o Largo da Lapinha (Lapinha), onde está o Busto a Labatut. É a vez do espetáculo de caráter educativo patrimonial homenagear caboclos e guerreiros que participaram do Dois de Julho. Para encerrar seu desfile artístico, O Museu é a Rua vai a herma do escritor, jornalista, advogado e poeta preto Luiz Gama, no Largo do Tanque, no dia 24 de abril, para recitar seus versos e Trovas Burlescas, festejar a importância deste para o povo preto e sua libertação.

O projeto é contemplado pelo Prêmio Jaime Sodré de Patrimônio Cultural, da Fundação Gregório de Mattos, Prefeitura de Salvador, por meio da Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc, com recursos oriundos da Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo, Governo Federal.

Serviço
O quê: espetáculo O Museu é a Rua
Quando: 10 de abril (sábados), às 14h
Temporada virtual:
facebook.com/omuseuearua

O quê: batepapo O Museu é a Rua
Quando: 10 de abril (sábado), às 19h
Temporada virtual:
instagram @apombagem

Projeto Enxurrada Casa Preta III apresenta espetáculo Medeia Negra


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Foto Alessandra Nohvais

 

Protagonizada por Márcia Limma, a peça Medeia Negra, listada como um dos espetáculos nacionais mais importantes de 2018 pela revista Bravo, será transmitida pelo projeto Enxurrada Casa Preta III, no Youtube do casarão, no dia 10 de abril, às 20h. O solo que recria a tragédia grega para os contornos reais da voz, do corpo e do pensamento de uma mulher negra, expõe opressões sofridas por essas mulheres em diferentes lugares de fala e tempos históricos.

A obra, dirigida por Tânia Farias, é parte da pesquisa que a atriz desenvolveu com mulheres encarceradas, no Mestrado em Artes Cênicas na UFBA.

Em encontros realizados no Conjunto Penal Feminino de Salvador, a atriz teve contato com mulheres encarceradas e aprofundou a compreensão do arquétipo de Medeia. As visitas contribuíram para que o discurso presente na obra refletisse a condição de mulheres que romperam com diferentes níveis de prisões políticas, históricas e sociais.

“As experiências que vivi com elas estão em uma carta com nossas sensações e desejos. Elas escreveram cartas para Medeia e eu respondi a elas em uma carta que, para mim, é a síntese do nosso laço, da nossa irmandade, das nossas confissões” trouxe Márcia Limma.

O Enxurrada da Casa Preta III é contemplado pelo Prêmio Anselmo Serrat de Linguagens Artísticas, da Fundação Gregório de Mattos, Prefeitura Municipal de Salvador, por meio da Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc, com recursos oriundo da Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo, Governo Federal.

ASSISTA AQUI.

Acompanhe: @casapretaespacodecultura

Espetáculo ‘Joelma’ traz à cena trajetória de uma das mais longevas mulheres trans do Brasil


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O espetáculo “Joelma” será apresentado ao público, com acesso gratuito, no canal Território Sirius no YouTube, no dia 10 de abril, às 19h. A montagem revela a história de uma das mais longevas mulheres trans do Brasil, atualmente com 76 anos, e aborda questões de gênero e sexualidade.

“Joelma” encerra a programação do “Solos em Todos os Solos – SSA”, projeto digital de apresentação, valorização e conexão de artistas cênicos de Salvador, que chegou à segunda edição com sete espetáculos, quatro oficinas e lives semanais. O projeto reúne mais de 50 profissionais da cultura, alcançando mais de 3 mil pessoas.

“Expresso grande contentamento por ter gerado essa segunda edição de ‘Solos em Todos os Solos’ e ter propiciado que tantas e importantes obras artísticas pudessem ser acessadas por muitas pessoas de todos os lugares do mundo. Uma riqueza muito grande de criações e atividades que mostram a capacidade de readaptação dos artistas nesses tempos atuais e comprovam a potência transformadora da arte na vida das pessoas. Com ‘Solos em Todos os Solos’ plantamos muitas sementes de poesia, humor, crítica, ludicidade, beleza, informação e afeto na alma de nosso público”, ressalta Fábio Vidal, diretor do projeto e ator do espetáculo Joelma.

O projeto, desenvolvido pelos atores Fábio Vidal e Vinícius Piedade, apresenta virtualmente produções contemporâneas de artistas de Salvador e traz uma diversidade de espetáculos, reunindo diferentes gerações, grupos, dramaturgias e temáticas, marcado por interpretações e experimentações cênicas audiovisuais.

Na quinta-feira (8), às 18h, Fábio Vidal recebe Edson Bastos e Vinicius Piedade no “Encontro Solos”, espaço de diálogo no perfil do Territórios Sirius (@siriusterritorio) no Instagram.

“Solos em Todos os Solos – SSA” é uma realização do Território Sirius e Multi Planejamento Cultural, contemplado pelo Prêmio Anselmo Serrat de Linguagens Artísticas, da Fundação Gregório de Mattos, Prefeitura Municipal de Salvador, por meio da Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc, com recursos oriundos da Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo, Governo Federal.

Sobre o espetáculo

“Joelma” traz à cena, a história de uma das mais longevas mulheres trans do Brasil. Para além dos aspectos sobre sexualidade e gênero, a narrativa também apresenta o universo religioso da personagem, que hoje, aos 76 anos, vive em Ipiaú (BA). A montagem afirma a trajetória de reinvenção de si, estabelecida por Joelma, mesmo frente a preconceitos e injustiças, instaurando respeito, dignidade e pautada numa postura ética de vida.  O espetáculo é dirigido por Edson Bastos e Fábio Vidal, que também assume a atuação da obra.

Programação

Encontro Solos
8/4 (quinta-feira), às 18h – Fábio Vidal convida Edson Bastos e Vinicius Piedade

Espetáculo
10/4, às 19h – “Joelma”

Gratuito

Informações do projeto:
www.territoriosirius.com.br/solos

Cantora baiana Ayá lança música e clipe sobre autoestima de mulheres negras


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Num mergulho pelas experiências diversas de mulheres negras, a cantora baiana Ayá lança, no dia 09 de abril, sexta-feira, às 19h, a música e o videoclipe “Única”. Com composição assinada pela própria artista e Vito Tito, com produção do músico Felipe Guedes, o novo trabalho da jovem é um samba-reggae que propõe um olhar de amor-próprio para as mulheres negras.

A letra passeia pelas experiências únicas e possibilidades subjetivas no universo feminino, com suas singularidades e sem estereótipos. O lançamento simultâneo de clipe e música acontecerá nas redes sociais: Instagram (@cantodeaya), Facebook (Ayá) e canal do YouTube (www.youtube.com/AyáMúsica), e plataformas de streaming, como Spotify e Deezer.

“Minha abordagem musical vem para misturar as possibilidades afrobaianas, como ijexá, samba-duro e samba-reggae, por exemplo. São infinitos ritmos para explorar, e tive o prazer de conhecer um pouquinho desta vastidão no curso Universo Percussivo Baiano (UPB), com Letieres Leite, músico, compositor e maestro da Orkestra Rumpilezz”, detalha a cantora de 23 anos.

ÚNICA – A música “Única” envereda pela multiplicidade das mulheres negras, reforçando valores da ancestralidade afro. Inspirada pela diversidade de experiências de vida do povo preto, este trabalho também aposta em elementos da musicalidade pop. A vibração da voz de Ayá e o estilo da gravação indicam um olhar diferenciado para os exercícios musicais. “Única” conta com produção do baiano Felipe Guedes, músico reconhecido por artistas renomados, como Caetano Veloso, com quem já tocou. Ayá conheceu o artista através do grande percussionista Gabi Guedes.

“Que essa música seja um lembrete para as pessoas se dizerem: ‘eu sou única’. Se qualquer mulher que ouvi-la, sentir sua autoestima fortalecida, já é missão cumprida”.

CLIPE – A ideia do clipe caminha justamente nesta direção: do lugar de afetividade e unicidade da mulher preta desde a sua infância, dos vários estágios dessa mulher. Com direção de Matheus L8, e roteiro assinado pela dupla Ariel Ferreira e Luiza Ninov, o videoclipe tem colaboração da própria Ayá no processo criativo.

A história do vídeo acompanha uma criança que experiencia o afeto, transportando-se para um universo mágico, onde olha para si mesma, abraça sua singularidade e trilha seu próprio caminho. “É um olhar para a materialidade do amor por quem se é, através da ancestralidade e das redes de apoio. O clipe é um convite para o encontro consigo mesma”, resume Ayá.

“Depois de uma experiência de pesquisa da corporeidade feminina no ambiente do pagode, sobre como as mulheres lidavam com as letras e seus corpos, pensei: ‘por que não canto pagode?’ Depois dessa etnografia, tomei coragem, e disse: sou cantora”. Essa vivência aconteceu durante passagem pelo curso de Ciências Sociais, hoje Ayá é aluna de Produção Cultural da Universidade Federal da Bahia (UFBA), também explorando a vocação para o campo da comunicação. Além disso, o curso é uma oportunidade para articular conhecimentos e atuar como cantora-gestora da própria carreira.

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“Única” – Ayá

O projeto tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultural do Ministério do Turismo, Governo Federal.

Ayá lança música e clipe “Única”

Quando: 09 de abril, sexta-feira, às 19h

Disponível nas redes sociais da artista: Instagram (@cantodeaya), Facebook (Ayá) e YouTube (www.youtube.com/AyáMúsica) e plataformas de streaming de música, como Spotify e Deezer.

Jovens de Cajazeiras farão videoclipes através do projeto Misture-se


Até 30 de abril acontece o Projeto Misture-se, que oferece oficinas gratuitas de Literatura (estilo Cordel e Repente), Rap e Audiovisual, de forma remota, para moradores da periferia de Salvador, principalmente do bairro de Cajazeiras. Tem o intuito de trocar ideias e experiências sobre diferentes linguagens artísticas dentro do atual cenário de pandemia do novo coronavírus.

 

Na atual etapa, os jovens inscritos participam da última oficina do projeto. Eles já passaram pela Oficina de Literatura com o professor e cordelista Sergio Bahialista, na qual aprenderam a desenvolver letras de Cordel e Repente; a Oficina de Rap, com os mentores Danilo Mc e Uh! Neto, que ensinaram como compor letras de rap, além de fazer todo o ensaio para a produção das músicas em estúdio. E agora, na Oficina de Audiovisual com instrução de Adrielle Regine e Ariel L. Ferreira, além de já aprenderem a escrever seus próprios roteiros e passarem pelo período de mentoria, todxs já iniciaram as gravações dos seus videoclipes.

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Em breve, todas as músicas produzidas pelos alunes do Misture-se estarão disponíveis nas plataformas digitais, assim como seus clipes. Uma live de apresentação final dos projetos será feita no dia 30 de abril.

 

“Fazer essa união das artes do cordel, rap e audiovisual nos convida a pensar como as linguagens artísticas estão conectadas e entrelaçadas, o que rompe com o discurso de uma suposta originalidade e gênese nas produções artísticas. A proposta principal do Misture-se é dizer que somos diversos, somos diferentes, mas podemos estar unidos pelas diferenças e nos fortalecer diante do contexto em que vivemos”, diz Marise Urbano, coordenadora geral e idealizadora do projeto.

 

O Misture-se foi contemplado pelo Prêmio Anselmo Serrat de Linguagens Artísticas, da Fundação Gregório de Mattos, Prefeitura Municipal de Salvador, por meio da Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc, com recursos oriundos da Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo, Governo Federal.

 

Para saber mais e não perder as novidades que estão por vir, siga o Instagram: @girapombaproducoes .

Criadoras produzem crônicas e fotografias a partir da experiência do luto


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Fotos Priscila Fulo

Sem medo de tocar em temas delicados, as duas jornalistas Mônica Santana e Ana Fernanda Souza produziram uma série de crônicas a partir da própria vivência do luto entre 2020 e 2021. Também vivendo sua perda familiar, a fotógrafa Priscila Fulô registrou o cotidiano com a ausência de sua mãe.

Dessa experiência de tornar comum aquilo que parece muito pessoal, elas criaram o projeto Substantivo Luto – Criações para recriar, que lança um e-book, reunindo as crônicas e fotografias e o site (http://www.substantivoluto.com.br), onde o livro pode ser baixado gratuitamente. A obra será lançada no dia 17 de abril, em uma live às 21h, no canal @substantivoluto, no Instagram.

Amigas de longa data, as criadoras perderam suas mães num espaço próximo de tempo, em meio à pandemia, também passando a verificar entre as pessoas queridas uma constância de perdas e uma necessidade de refletir sobre isso. Emergiram daí as crônicas escritas pelas duas escritoras, que produziram crônicas que olham tanto para suas experiências pessoais e cotidianas, quanto para uma reflexão sobre a experiência do luto coletivo.

Segundo Mônica Santana, Substantivo Luto nasce como uma necessidade de olhar para a experiência da perda não para ser superada, para ser esquecida, mas para ser lembrada e lida como um ponto de passagem das nossas  vidas, especialmente num momento como esse. “Atravessamos uma parte dos nossos lutos, produzindo textos e imagens, fazendo do ato criativo um exercício de recriar a nós mesmas e acreditar que a arte sana dores” afirma a jornalista e dramaturga.

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“Escrever sempre foi uma forma de me entender, fui daquelas crianças e adolescentes que tinha diário. A própria escolha da profissão, jornalismo, foi feita pelo desejo de escrever. Não foi fácil escrever a respeito de um processo tão doloroso como o luto mas, ao mesmo tempo, foi mais do que necessário para lidar com tudo o que estava acontecendo”, revela Ana Fernanda Souza.

As fotografias de Priscila Fulô descortinam os dias de ausência de sua mãe, o novo cotidiano de desfazer de objetos e espaços que eram preenchidos de sua presença, com um olhar sensível e melancólico. Segundo a fotógrafa, “a intenção era produzir imagens que trouxessem de forma íntima o luto, mas também os sentimentos novos, dúvidas simples sobre quantos pães comprar agora que minha mãe não está mais aqui? As fotografias mostram a passagem de tempo e trazem essas reflexões sobre como seguir, o que  fazer e a busca de novo sentido a partir da perda”.

Substantivo Luto será lançado pela Andarilha Edições e contou com a produção de Fabiana Marques, pela Árvore Produtora. O projeto tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultural do Ministério do Turismo, Governo Federal.

 

Serviço

Lançamento do e-book Substantivo Luto

Live com as autoras e com convidadas(os)

Dia 17 de abril, às 21h, no canal @substantivoluto do Instagram

Livro disponível para download no site (a partir de 12 de abril): http://www.substantivoluto.com.br

 

Sanara Rocha estreia performances Corpo Ebó e A Mulher Sem Cabeça


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Foto por Karol Machado

 

Idealizada pela feminista negra, produtora cultural e artista interdisciplinar, Sanara Rocha, a plataforma Futurismos Ladino Amefricanas (F.L.A) apresenta a obra A Mulher Sem Cabeça, uma performance-ensaio rito-musical dividida em dois experimentos audiovisuais: uma vídeo-performance intitulada Corpo Ebó, prenúncio para a ficção futurista e audiovisual A Mulher Sem Cabeça, a partir dos dias 10 e 20 de abril, respectivamente, no Youtube oficial do projeto (https://www.youtube.com/channel/UCjB8_JAp-F8hyvkwvRUVeog).

Estrelada pela realizadora, ambas as apresentações debatem o corpo negro, feminino e as violências que, fruto do racismo, machismo e preconceitos, atravessam também o corpo da artista.

“O corpo ebó (10/4) é esse corpo deixado de tocaia nas encruzilhadas para afrontar o sistema com a desorganização de uma ordem construída para violentar a nós, pessoas não brancas e não normativas, de muitas maneiras. Re-existo como força desviante de possíveis capturas ou normas e transformo as minhas lutas contra a estrutura racista em um corpo-ginga, em um corpo-ebó contra-genocídios”, afirma Sanara Rocha.

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Foto por Karol Machado

 

Já A Mulher Sem Cabeça, uma ficção autobiográfica da artista, é uma fábula em realismo fantástico que se apoia na linguagem da performance audiovisual para contar uma história ficcional-autobiográfica, a partir de 20 de abril. Na trama, o alter-ego de Sanara busca meios de romper com os limites e violências psíquicas impostas pela colonialidade para um corpo negro-feminino, através de tecnologias e saberes ancestrais que lhe dão o sustento para experimentar novos processos de reinvenções de si.

“Perdi a minha cabeça muitas vezes durante a minha vida, mas sem dúvidas, depois de tantas violências acumuladas e silenciadas em mim, (perder minha mãe desencadeou isso, acho que explico isso na entrevista. Minha mãe tinha o dom de conseguir acalmar muitos processos dentro de mim, e perder ela foi a gota d’água para minha morte e renascimento.) não me contive, me permitir ruir, perder a minha cabeça de vez para achar uma nova, um novo orí, nessa descolonização da minha imaginação para sobreviver em uma sociedade em que tudo opera para que mulheres como eu não existam, não escapem, não se reinventem no reencontro com seu corpo” completa Sanara.

As performances são as últimas ações da plataforma F.L.A, que abriu convocatória para artistas pretes e indígenas e a subsequente exposição online Abre O Olho – Jikula Ô Messu e, em seguida, lançou a primeira edição da sua revista online com fotografias e escritas, seguida de duas lives bate-papos nos dias 24 e 25 de março,também de artistas pretes e indígenas.

O projeto é contemplado pelo Prêmio Anselmo Serrat Linguagens Artísticas, da Fundação Gregório de Matos, Prefeitura de Salvador, por meio da Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc, com recursos oriundos da Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo, Governo Federal.

Serviço

O que? Performances Corpo Ebó e A Mulher Sem Cabeça

Onde? Youtube – Futurismo Ladino Amefricanas  https://www.youtube.com/channel/UCjB8_JAp-F8hyvkwvRUVeog

Quando? 10 e 20 de abril